Angela Telles. Grandjean de Montigny: da arquitetura revolucionária à civilização nos trópicos. Rio de Janeiro: ed. Arquivo Nacional, 2008.
O presente trabalho mereceu a 2ª colocação no Prêmio Dom João VI de Pesquisa, concurso que constituiu-se numa iniciativa de entidades luso-brasileiras com vistas a potencializar e disseminar fontes documentais custodiadas por instituições de pesquisa e arquivos brasileiros e portugueses sobre o período da administração joanina no Brasil. A obra mergulha no universo pessoal e ideológico do arquiteto francês Grandjean de Montigny para desvendar facetas novas de sua trajetória profissional durante a fase revolucionária em Paris até chegar a Toscana, na Itália. Integrante da Missão Artística Francesa cuja função era elaborar e implantar na capital do Reino uma Escola de Belas Artes à luz das existentes nas capitais européias , Grandjean de Montigny aportou no Rio de Janeiro em 1816 com a missão de propagar os ideais revolucionários de liberdade vigentes em seu continente . Sua obra deveria traduzir os sentimentos de uma geração, portanto, deveria tocar os sentidos da população , "falando" e "interagindo" com a sociedade sobre um novo código moral . Neste sentido, a autora analisa os projetos arquitetônicos de Grandjean, executados ou não, em território europeu e americano, fundamentais para a construção de seu objeto de estudo como portadores de formas, valores, idéias e princípios.
