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Os censos e a história do Brasil colonial

Tiago Gil
Universidade de Brasília

 

A contagem de pessoas durante o chamado período colonial, entre os séculos XVI e XIX, variou muito e não pode ser pensada em termos de continuidade. Há diversos tipos de listas que poderíamos chamar grosseiramente de censos, ainda que fossem prioritariamente voltadas para a atividade econômica ou a propriedade da terra. No século XIX, contudo, há uma grande proliferação de censos que contavam de modo cada vez mais minucioso, os habitantes de cada país. Houve quem já associasse esse incremento na realização dos censos com o surgimento dos nacionalismos, como uma forma de agrupar os iguais. Como disse o antropólogo Benedict Anderson, o que contariam os censos se não franceses, ingleses, italianos e brasileiros? [1] Não podemos ignorar este alerta, mas o século XIX é também o grande século de proliferação da estatística e cada vez mais os Estados procuram controlar suas populações com o uso da quantificação.[2]

Os parcos indícios que existem para as ocupações litorâneas lusitanas no início da colonização não podem ser comparados aos dados altamente planejados, coletados e estruturados de fins do século XVIII. É certo que já no século XVI temos algumas informações sobre diversas vilas e cidades coloniais. O relato do padre Cardim, feito na década de 1580, nos conta que a Cidade da Bahia tinha mais de três mil vizinhos (termo usado para designar chefe de família), além de oito mil indígenas cristianizados e entre três mil e quatro mil africanos escravizados.[3] Cardim fizera uma descrição de várias outras localidades, indicando populações para a maioria delas. Estas eram, contudo, impressões gerais de alguém que coletara as informações ao passar, fruto, certamente, de uma ideia muito imprecisa de contagem, muito própria da lógica do século XVI.[4]

Há outros tantos cronistas que se dedicaram a enumerar e descrever populações, espaços e propriedades agrárias, especialmente engenhos. Para o mesmo período, Gabriel Soares de Souza descreveu a costa brasileira, dando especial atenção a baía de Todos os Santos, quando identificou e contou as dezenas de engenhos de açúcar que ali estavam. Ainda que imprecisas estas eram também formas de controle colonial, na medida em que assimilavam mentalmente os territórios ao espaço lusitano, em paralelo ao processo de ocupação territorial efetivo. Não eram engenhos, simplesmente, mas engenhos portugueses que eram contados.

Nunca houve, de fato, um censo geral de toda a América portuguesa. Eles sempre foram feitos aos “pedaços”, seja por capitanias ou “estados”, como se chamavam as divisões políticas que separaram o “Grão-Pará e Maranhão” do chamado “Estado do Brasil”, então consideradas duas unidades diferentes e com governos distintos. Um dos primeiros documentos que formou uma imagem mais geral é aquele denominado “Notícias do Bispado do Rio de Janeiro”, preparado em finais do século XVII e com data de finalização indicando o ano de 1684. É uma listagem de todas as vilas e cidades existentes na repartição sul do Estado do Brasil, desde a vila de Ilhéus até a vila de Curitiba. Cada localidade é descrita e uma estimativa de moradores é apontada. A imagem ainda não é exata e não há informação clara sobre como as pessoas foram contadas. Tal como nos relatos do século XVI, há uma grande tendência ao arredondamento dos totais, indicando que se tratava apenas de uma ideia vaga do total de habitantes. Nesse documento, contudo, há uma novidade em termos de exatidão: são contados os “fogos” (unidades domésticas) e “pessoas de confissão”, não mais os “vizinhos”. Neste caso, é possível ter uma ideia mais clara do total de habitantes, pois as “pessoas de confissão” eram aquelas que já comungavam e poderiam, assim, se confessar. Isso geralmente excluía as crianças menores de 7 anos, ainda que esta idade seja apenas um indicativo. Os “fogos”, também contados nas “Notícias”, eram informações mais gerais que indicavam o número de famílias e poderiam mesmo ser comparáveis aos “vizinhos”, já que estes seriam seus chefes.

É somente no século XVIII, especialmente na segunda metade, que começam a ser feitos levantamentos populacionais mais próximos do que chamamos hoje de censo. Esta mudança não diz respeito apenas ao incremento do interesse lusitano em suas colônias, algo que é bastante notório durante o período pombalino e mesmo depois. Mas, também, à progressiva mudança de visão de mundo sobre soberania, controle e política. Cada vez mais a soberania territorial estava associada à presença de populações nos espaços. Os Estados europeus disputavam suas fronteiras recorrendo às guerras, mas a presença de súditos de um rei – e em grandes quantidades – era cada vez mais um sinal claro de possessão territorial. Enumerar os súditos significava saber o tamanho do reino.[5]

As diversas iniciativas de contagem de populações no período colonial eram sempre fruto das decisões de quem as executava. Até meados do século XVIII, cada apuração era feita com base na forma como se via o mundo, fosse pelo número de vizinhos, pessoas de confissão, gente cristã ou tantas outras formas de classificar. Isso nos revela como aqueles proto-recenseadores compreendiam o mundo e as pessoas que nele habitavam. Deveriam os escravizados ser somados junto com os lusitanos? E os indígenas? As pessoas deveriam ser diferenciadas pela idade? Com estas perguntas, percebemos que calcular populações não era somente uma forma de controle colonial, mas também um modo de diferenciar as pessoas entre si.

É somente na segunda metade do século XVIII que métodos claros para estimar a população passaram a ser definidos e apresentados (impostos, talvez) às localidades. Sim, localidades pois, mesmo que o objetivo fosse enumerar os súditos prontos para a guerra, estes habitavam em vilas e o reino era, assim, o conjunto formado pelas vilas que deviam fidelidade ao rei. Agora cada localidade teria que seguir certas instruções sobre como preparar a contagem de seus habitantes, seguindo critérios claros e comuns. Mas o objetivo não era, simplesmente, relacionar os moradores de cada vila. Tal como o reino era o conjunto das vilas que juravam fidelidade ao rei, a vila era o conjunto das casas (ou “fogos”) que respondiam a um poder local, no caso, ao capitão-mor.

As listas nominativas ou “mapas” de moradores são um caso exemplar dessas novas exigências “metodológicas” de coleta. As regras de produção destes documentos apontavam a seguinte estrutura: a lista de moradores deveria ser feita bairro por bairro, casa por casa e, dentro de cada casa, as pessoas deveriam ser listadas seguindo uma ordem. Tudo começava com o chefe da casa, geralmente um homem mais velho, aquilo que Gilberto Freyre consagrou com o termo “patriarca”. Muitas vezes, por falta dessa figura, era uma viúva ou mulher mais velha que chefiava o fogo. Depois do chefe, era listado seu cônjuge, muito frequentemente a esposa, seguida dos filhos, quase sempre em ordem de idade, mas em alguns casos dando prioridade para os homens. Guiando toda a ordem, estavam três critérios fundamentais para entender aquele mundo: o gênero, a idade e a cor. Era uma sociedade que colocava no topo das famílias aqueles homens mais velhos e mais brancos, em um mundo onde a miscigenação não era incomum.

Era por isso, também, que depois da família senhorial constavam outros personagens que faziam parte da casa, mas de outra maneira. Depois do último filho, vinham ou os agregados ou os escravizados, todos eles também hierarquizados em seu interior, seguindo a mesma lógica que presidia a ordem no interior da família senhorial. Nem sempre havia os tais agregados e, quando havia, eles geralmente apareciam antes que os escravizados. Os agregados são de difícil definição e podem variar segundo os usos locais. Mas, grosso modo, são personagens que não são nem escravizados, nem membros da família senhorial, ainda que em alguns casos, genros e sogras apareçam neste rótulo, até mesmo as mães dos senhores.

Um documento de 1801[6] orientava o modo exato como as listas deveriam ser preparadas. Era uma espécie de “manual” e continha, inclusive, um modelo de preenchimento, com exemplos bastante realistas. As informações deveriam não falar somente sobre a população da casa, mas descrever também a estrutura econômica de cada casa e, ao final, do conjunto da vila, indicando com que outras vilas ela fazia comércio, destacando importações, exportações e consumo local. O mapa da população da vila de Porto Calvo, comarca das Alagoas, capitania de Pernambuco, de 1814, discrimina, além dos habitantes por fogos, os produtos produzidos na vila como açúcar, aguardente, mel, farinhas, legumes, azeite de mamona.[7]

Quando bem-feitas, estas listas indicavam não somente a atividade econômica mais importante de cada casa, mas também a produção anual e a renda naquele período. O “manual” já considerava uma multiplicidade de atividades econômicas e lista, como exemplos potenciais, “senhor de engenho”, “fazendeiro”, “agricultor”, “negociante”, “alfaiate” e “mercador de loja”. Eram todos casos comuns, mas não os únicos, sendo possível encontrar diversas outras atividades, como “fiandeiras”, músicos e outras tantas.

Outra informação contida no “manual” de instruções de 1801 era a coleta de dados sobre os deslocamentos populacionais. Tal como o detalhamento dos aspectos econômicos, as informações sobre movimentos migratórios eram uma inovação de fins do século XVIII e que só foram consolidadas de fato no início do século XIX. Ali vemos, por exemplo, filhos voltando para a casa paterna depois de passar anos em uma escola de outra localidade ou após o serviço militar. O ofício de 23 de dezembro de 1809 dirigido a S.A.R. traz um mapa dos habitantes da capitania de Pernambuco, referente ao ano de 1808, que mostra uma diminuição de 9.078 almas em relação ao ano de 1807, causada pela “grande deserção das famílias” em função de recrutamento.[8]

Também vemos filhos e filhas saindo de casa para montar novas unidades domésticas com seus cônjuges. Vemos escravizados sendo comprados e vendidos, agregados entrando e saindo de casas diferentes e o aparecimento de mães e sogras, pais e sogros. Ao final de cada lista de moradores era produzido um documento de síntese, com os totais de cada localidade. Ali temos tabelas com o total dos nascimentos, das mortes e dos casamentos. Temos também as súmulas do comércio local com outras localidades, um tipo de “balança de pagamentos” municipal, assim como, especialmente a partir de 1798, tabelas com os preços dos produtos mais comuns tanto para gêneros de importação, exportação e consumidos localmente, indicando o preço mínimo, o intermediário e o máximo praticados em cada vila e cidade.

O dado mais interessante e revelador sobre aquela sociedade são as tabelas que consolidavam os dados demográficos. Já não mais contadas dentro de suas casas, mas em uma grande síntese municipal, as pessoas seguiam sendo encaixadas em categorias como “brancos” e “escravos”, “homens” e “mulheres”. Mas dentro dessas grandes classificações, encontramos agora outras formas de agrupamento, desta vez para o terceiro (e não menos importante) identificador pessoal existente na mentalidade do período: a idade. As pessoas eram agrupadas em grandes “classes”: as primeiras quatro eram destinadas aos homens, primeiro os menores de 7, seguidos dos menores de 15, os de 15 a 60 e aqueles acima de 60 anos; as quatro classes seguintes eram as femininas, de zero a 7, a de 7 a 14, de 14 a 50 e acima de 50. Disso, deduz-se que aquela sociedade considerava que as mulheres amadureceriam mais cedo (com 14 anos, um a menos que os meninos) e envelheceriam ainda mais cedo (com 50, sendo os homens 60). A nona classe apontava os nascimentos e a décima, os óbitos.[9]

As listas nominativas de habitantes eram muito comuns em várias partes do Brasil, mas foram particularmente frequentes na capitania de São Paulo. Em outras partes da América portuguesa, encontramos muitos outros exemplos de levantamentos populacionais, geralmente seguindo a mesma mentalidade que orientava a construção das listas. Sua finalidade original, em meados do século XVIII, era listar homens prontos para a guerra. Com o tempo, especialmente ao final do século, sua função já era muito mais próxima do controle estatal sobre a economia, fosse fiscal ou de desenvolvimento regional.

Há outro exemplo de documentação voltada para a contagem de pessoa, um tanto quanto diferente das listas nominativas e com uma finalidade bem diversa: os róis de confessados. Eram arrolamentos populacionais preparados pela igreja católica e com uma finalidade pastoral particular: listar as pessoas aptas à comunhão. Era um modo de o padre local conhecer seus fiéis e remeter os dados do conjunto deles para as instâncias superiores da igreja. Estas fontes deveriam ser produzidas antes da quaresma e lista todos os fiéis maiores de 7 anos, já aptos para a comunhão, indicando o local de moradia, sempre que possível. As condições de preparação dos róis estavam estabelecidas nas Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia desde o início do século XVIII, seguindo instruções previstas no Concílio de Trento.[10]

O Arquivo Nacional possui uma bela coleção de fontes sobre a população colonial que está por ser estudada. A grande maioria desses documentos é, como seria de se esperar, da segunda metade do século XVIII e de princípios do século XIX. Não obstante se tratar de um conjunto geograficamente desigual, os documentos sobre contagem de populações coloniais existentes no Arquivo Nacional podem trazer luz sobre a história das pessoas comuns que viveram na América portuguesa, um esforço que ainda tem muito por ser feito.

 

Fontes utilizadas

ARQUIVO NACIONAL. Mapas de população de províncias. Vice-reinado. Caixa 761.
ARQUIVO NACIONAL. Mapa da população da vila de Porto Calvo, comarca das Alagoas, capitania de Pernambuco, 25 de julho de 1814. Mapas de população de províncias. Vice-reinado. Caixa 761.
ARQUIVO NACIONAL. Registro n. 51, 28 de fevereiro de 1810, Ministério do Reino. Pernambuco. Correspondência do presidente da província. Série Interior (IJJ9 5).
BIBLIOTECA NACIONAL. Projeto Resgate. AHU – São Paulo. Documento 831. Disponível em: http://resgate.bn.br.

 

[1] ANDERSON, Benedict. Comunidades imaginadas. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

[2] BEAUD, Jean-Pierre; FONSECA, Claudia Damasceno. Le chiffre et la carte. Histoire & mesure [En ligne], n. XXXII-1, 2017.

[3] CARDIM, Fernão. Narrativa epistolar de uma viagem e missão jesuítica pela Bahia, Ilhéus, Porto Seguro, Pernambuco, Espírito Santo, Rio de Janeiro, ... desde o ano de 1583 ao de 1590. Imprensa Nacional, 1847, p. 10.

[4] GODINHO, Vitorino Magalhães. Os descobrimentos e a economia mundial. Lisboa: Editorial Presença, 1971.

[5] SERRÃO, José. O quadro humano. In: HESPANHA, Antonio Manuel (org.). História de Portugal: o Antigo Regime. Lisboa: Estampa, 1998.

[6] BIBLIOTECA NACIONAL. Projeto Resgate. AHU – São Paulo. Documento 831. Disponível em: http://resgate.bn.br.

[7] ARQUIVO NACIONAL. Mapa da população da vila de Porto Calvo, comarca das Alagoas, capitania de Pernambuco, 25 de julho de 1814. Mapas de população de províncias. Vice-reinado. Caixa 761.

[8] ARQUIVO NACIONAL. Registro n. 51, 28 de fevereiro de 1810, Ministério do Reino. Pernambuco. Correspondência do presidente da província. Série Interior (IJJ9 5).

[9] ARQUIVO NACIONAL. Vice-reinado. Mapas de população de províncias. Caixa 761; MATOS, Paulo Teodoro de; SOUSA, Paulo Silveira. La estadística de la población en la América Latina Portuguesa, 1750-1820. Memorias, n. 25 (10 de abril de 2015), p. 31.

[10] SIRTORI, Bruna. Uma fonte inexplorada. Os róis de confessados: possibilidades e limites documentais. In: ENCONTRO REGIONAL DE HISTÓRIA ANPUH-RJ, 12., 2006. Usos do passado.

Conjunto documental: Estatística de cidades, vilas, escolas, boticas, eleitores, batismos, casamentos, óbitos, população, etc. de várias províncias
Notação: códice 808, vol. 01
Datas-limite: 1790 - 1849
Título do fundo: Diversos códices – SDH
Código do fundo: NP
Argumento de pesquisa: População, censos

Ementa: Mapa da população do termo da vila do Paracatu do Príncipe, de Julgado de São Romão e Brejo do Salgado. A população é dividida entre homens e mulheres, livres (brancos, pretos e mulatos) ou escravos (pretos e mulatos). Indica ainda o estado civil (casado ou solteiro) para todos os subgrupos. Contabiliza um total de 12.538 indivíduos em Vila de Paracatu, 3.115 em S. Romão e 4.120 em Brejo Salgado. Em nota o documento descreve a extensão, em léguas, de cada um dos territórios.

Data do documento: 11 de outubro de 1814.
Local: Sabará, MG.
Folha (s): 128

 

Conjunto documental: Estatística de cidades, vilas, escolas, boticas, eleitores, batismos, casamentos, óbitos, população, etc. de várias províncias
Notação: códice 808, vol. 01
Datas-limite: 1790 - 1849
Título do fundo: Diversos códices - SDH
Código do fundo: NP
Argumento de pesquisa: População, censos

Ementa: Tabela geral da povoação do bispado de Mariana. Contabiliza o número de indivíduos vivos, os nascimentos e as mortes. A tabela, organizada por freguesia, leva em consideração as seguintes categorias: homens e mulheres, brancos, indígenas, pardos e negros e a sua condição de livre ou escravos. Todos os indígenas são identificados como livres. Junto à tabela encontra-se uma carta ao príncipe regente, sem autoria declarada, de 29 de abril de 1815, desculpando-se pela demora do envio, visto que as tabelas das freguesias tardaram a chegar. Isso se deveria à dificuldade dos párocos em obter tais informações.

Data do documento: 1814 -1815.
Local: Mariana, MG
Folha (s): 129-133

 

Conjunto documental: Estatística de cidades, vilas, escolas, boticas, eleitores, batismos, casamentos, óbitos, população, etc. de várias províncias
Notação: códice 808, vol. 01
Datas-limite: 1790 - 1849
Título do fundo: Diversos códices - SDH
Código do fundo: NP
Argumento de pesquisa: População, censos

Ementa: Lotação da freguesia de Pomba, Minas Gerais, na qual é listada a quantidade de fiéis da igreja Matriz, das capelas das Mercês, da Conceição, de Santa Rita, das Dores, de São João, e quanto foi arrecadado por cada serviço por elas prestado. A lista contabiliza um total de 10.150 indivíduos maiores, 2.549 de menores e foi composta pelo pároco João Bonifácio Duarte Pinto.

Data do documento: 2 de fevereiro de 1819.
Local: Freguesia de Pomba, MG
Folha (s): 144-144.v 

 

Conjunto documental: Estatística de cidades, vilas, escolas, boticas, eleitores, batismos, casamentos, óbitos, população, etc. de várias províncias
Notação: códice 808, vol. 01
Datas-limite: 1790 - 1849
Título do fundo: Diversos códices - SDH
Código do fundo: NP
Argumento de pesquisa: População, censos

Ementa: Descrição dos habitantes do bispado de Mariana, no ano de 1818, repartidos pela igreja Matriz de Nossa Senhora da Boa Viagem do Curral de El Rei, e capelas filiais da Piedade, do Aranha, do Brumado, de Itatiaiassu, do Morro, de Santa Quitéria, das Sete Lagoas, das Neves, de Contagem e do Betim. O total de habitantes é de 16.166.

Data do documento: 8 de março de 1819
Local: Bispado de Mariana, MG
Folha (s): 156

 
Conjunto documental: Estatística de cidades, vilas, escolas, boticas, eleitores, batismos, casamentos, óbitos, população, etc. de várias províncias
Notação: códice 808, vol. 01
Datas-limite: 1790 – 1849
Título do fundo: Diversos códices – SDH
Código do fundo: NP
Argumento de pesquisa: População, censos

Ementa: Lotações das freguesias, paroquiais e anexas das vilas de Ouro Preto, Queluz e seus termos, conforme as ordens de Sua Majestade.

Data do documento: 9 de julho de 1819
Local: Minas Gerais
Folha (s): 173-174
 

Conjunto documental: Estatística de cidades, vilas, escolas, boticas, eleitores, batismos, casamentos, óbitos, população, etc. de várias províncias
Notação: códice 808, vol. 02
Datas-limite: 1790 – 1849
Título do fundo: Diversos códices – SDH
Código do fundo: NP
Argumento de pesquisa: População, censos

Ementa: Relação da população do distrito da Companhia de Ordenanças da freguesia de N.S. da Conceição de Campo Alegre, vila de Rezende, até a Fortaleza de que é capitão José Soares Louzada, totalizando 531 fogos e 3.240 pessoas. Na relação constam nome, idade, estado civil, número de mulheres, número de escravos e observações de cor, etnia e filiação.

Data do documento: 28 de maio de 1806
Local: vila de Rezende, Rio de Janeiro
Folha (s): 6-31
 

Conjunto documental: Estatística de cidades, vilas, escolas, boticas, eleitores, batismos, casamentos, óbitos, população, etc. de várias províncias
Notação: códice 808, vol. 02
Datas-limite: 1790 – 1849
Título do fundo: Diversos códices – SDH
Código do fundo: NP
Argumento de pesquisa: População, censos

Ementa: Carta de Domingos Francisco Ramos Fialho ao desembargador ouvidor da comarca Manoel Pedro Gomes justificando a demora no envio da contagem de fogos e habitantes contidos no território da Serra de Boa Vista, freguesia de Inhomerim.

Data do documento: 8 de dezembro de 1816
Local: Freguesia de Inhomerim, Rio de Janeiro
Folha (s): 54


Conjunto documental: Estatística de cidades, vilas, escolas, boticas, eleitores, batismos, casamentos, óbitos, população, etc. de várias províncias
Notação: códice 808, vol. 03
Datas-limite: 1790 – 1849
Título do fundo: Diversos códices – SDH
Código do fundo: NP
Argumento de pesquisa: População, censos

Ementa: Carta do capitão mor Jerônimo Francisco Coelho encaminha mapa da população da vila de Santo Antônio dos Anjos da Laguna pertencente ao governo do Departamento da ilha de Santa Catarina. A população é dividida entre brancos, pretos e pardos, livres e escravizados, estado civil: sacerdotes, casados, solteiros e viúvos e idade entre 1 e 100 anos. Inclui ainda a formação e ocupação da população.

Data do documento: 6 de novembro de 1805
Local: vila da Laguna, Santa Catarina
Folha (s): fl. 71-72


Conjunto documental: Estatística de cidades, vilas, escolas, boticas, eleitores, batismos, casamentos, óbitos, população, etc. de várias províncias
Notação: códice 808, vol. 03
Datas-limite: 1790 – 1849
Título do fundo: Diversos códices – SDH
Código do fundo: NP
Argumento de pesquisa: População, censos

Ementa: Mapa dos oficiais do terço das ordenanças da vila de Santo Antônio dos Anjos da Laguna, pertencente ao governo do Departamento da ilha de Santa Catarina do ano de 1805, em que se contam os que tem patentes confirmadas e os que faltam para serem providos e os títulos com que se acham tanto os efetivos como os agregados, pelo capitão mor do distrito, Jerônimo Francisco Coelho.

Data do documento: 1805
Local: ilha de Santa Catarina
Folha (s): fl. 73


Conjunto documental: Estatística de cidades, vilas, escolas, boticas, eleitores, batismos, casamentos, óbitos, população, etc. de várias províncias
Notação: códice 808, vol. 03
Datas-limite: 1790 – 1849
Título do fundo: Diversos códices – SDH
Código do fundo: NP
Argumento de pesquisa: População, censos

Ementa: Mapa geral de toda população pertencente ao governo da capitania da ilha de Santa Catarina, referente ao ano de 1811, assinado pelo governador d. Luiz Maurício da Silveira, dividindo a população entre homens e mulheres, libertos, escravizados e forros e pela localidade. A soma total da população é de 31.750 indivíduos.

Data do documento: 1811
Local: ilha de Santa Catarina
Folha (s): fl. 75


Conjunto documental: Estatística de cidades, vilas, escolas, boticas, eleitores, batismos, casamentos, óbitos, população, etc. de várias províncias
Notação: códice 808, vol. 03
Datas-limite: 1790 – 1849
Título do fundo: Diversos códices – SDH
Código do fundo: NP
Argumento de pesquisa: População, censos

Ementa: Mapa geral de toda população existente na capitania do Rio Grande de São Pedro do Sul do ano 1807. Divide-se por localidade e nelas, entre brancos, índios, libertos e cativos e entre homens e mulheres. Para o grupo dos “brancos” há indicação também da idade e para os libertos e cativos estabeleceu-se a classificação entre pretos e pardos. O mapa também totaliza o número de mortos, de nascidos de cada freguesia e de casados que já vão incluídos no mapa da povoação.

Data do documento: 1807

Local: Rio Grande de São Pedro do Sul
Folha (s): 147


Conjunto documental: Estatística de cidades, vilas, escolas, boticas, eleitores, batismos, casamentos, óbitos, população, etc. de várias províncias
Notação: códice 808, vol. 03
Datas-limite: 1790– 1849
Título do fundo: Diversos códices – SDH
Código do fundo: NP
Argumento de pesquisa: População, censos

Ementa: conjunto de mapas de população das freguesias que compõem a capitania de São Pedro do Rio Grande do Sul, do ano de 1809 encaminhado ao conde de Aguiar pelo governador d. Diogo de Souza. A população é dividida entre brancos (livres), forros e escravos, subdivididos entre pretos e pardos, sexo e idade. Outro mapa geral da capitania classifica a população a partir de sua condição como brancos (livres), forros e escravos, por sexo feminino e masculino distribuídos pelas diferentes localidades. O mapa também contabiliza o número de nascimentos, mortes e casamentos. Ao todo, naquele ano, a capitania era habitada por 27.017 indivíduos do sexo masculino e 22.451 do sexo feminino.

Data do documento: 17 de julho de 1810
Local: São Pedro do Rio Grande do Sul
Folha (s): -148-149


Conjunto documental: Estatística de cidades, vilas, escolas, boticas, eleitores, batismos, casamentos, óbitos, população, etc. de várias províncias
Notação: códice 808, vol. 03
Datas-limite: 1790 – 1849
Título do fundo: Diversos códices – SDH
Código do fundo: NP
Argumento de pesquisa: População, censos

Ementa: Resumo geral de toda a população pertencente ao governo da capitania da Ilha de Santa Catarina, extraído dos mapas enviados pelos comandantes dos distritos no ano de 1811, encaminhado pelo governador d. Luiz Mauricio da Silveira.

Data do documento: janeiro de 1790
Local: [Rio de Janeiro]
Folha (s): 75


Conjunto documental: Estatística de cidades, vilas, escolas, boticas, eleitores, batismos, casamentos, óbitos, população, etc. de várias províncias
Notação: códice 808, vol. 04
Datas-limite: 1790 – 1849
Título do fundo: Diversos códices – SDH
Código do fundo: NP
Argumento de pesquisa: População, censos

Ementa: Cópia do Aviso nº 16 do Secretário dos Negócios da Guerra a Inácio da Costa Quintela, encaminhando resumo dos fogos, pessoas livres e escravos existentes na cidade e província do Rio de Janeiro.
Data do documento: 16 de abril de 1821
Local: [Rio de Janeiro]
Folha (s): 16-17
 

Conjunto documental: Estatística de cidades, vilas, escolas, boticas, eleitores, batismos, casamentos, óbitos, população, etc. de várias províncias
Notação: códice 808, vol. 04
Datas-limite: 1790 – 1849
Título do fundo: Diversos códices – SDH
Código do fundo: NP
A3Cbr />Datas-limite: 1805 - 1814
Título do fundo: Série Interior
Código do fundo: AA
Argumento de pesquisa: População, censos

Ementa: ofício da Santa Casa da Misericórdia de Olinda pedindo que o Senado da cidade faça uma loteria semelhante à da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e de Macau. A instituição alega que já existia um déficit e que o orçamento não era suficiente para quitar as contas anteriores. Além disso, a população da cidade teria crescido um terço e a Casa não teria mantimentos para continuar com as suas atividades, em especial a Roda dos Expostos.

Data do documento: 15 de março de 1812.
Local: Olinda, Pernambuco
Folha (s): 34 - 34v.


Conjunto documental: Mapas de população de províncias
Notação: Caixa 761
Datas-limite: 1776 – 1864
Título do fundo: Vice-reinado
Código do fundo: D9
Argumento de pesquisa: População, censos

Ementa: tabela estatística abreviada da capitania do Rio Grande do Norte do ano de 1817, por José Ignácio Borges, com a descrição geográfica e topográfica da região e o número de habitantes por localidades: cidade de Natal, vila de Arez, vila Flor, vila do Príncipe, vila de Portalegre, vila da Princesa e vila de Extremoz, em um total de 50.625 indivíduos em toda a capitania. O autor da tabela observa que os cálculos de almas são efetuados a partir dos mapas enviados pelos párocos e dos capitães mores das ordenanças e que alguns dados podem estar errados por não convir aos párocos informar a dimensão real das freguesias. Também há referência às fortificações, à força armada existente na capitania, bem como às produções em gênero de maior montante, além de relacionar os produtos exportados e importados e os lucros decorrentes das exportações.

Data do documento: 1º de fevereiro de 1817
Local: Natal, Rio Grande do Norte.
Folha (s): fl. 4
 

Conjunto documental: Mapas de população de províncias
Notação: Caixa 761
Datas-limite: 1776 – 1864
Título do fundo: Vice-reinado
Código do fundo: D9
Argumento de pesquisa: População, censos

Ementa: cópia da correspondência de Martinho de Mello e Castro, ministro e secretário de Estado dos Negócios da Marinha e Domínios Ultramarinos, a Manoel da Cunha e Menezes, governador da Bahia, sobre a solicitação da Coroa de que fosse encaminhada anualmente à Secretaria de Estado uma relação do número de habitantes daquela capitania, dividida em dez classes que haviam sido especificadas anteriormente. Acrescenta que para maior exatidão da contagem de habitantes, pediu o auxílio do bispo da capitania e do ministro da Justiça.

Data do documento: 21 de maio de 1776
Local: Palácio de Nossa Senhora da Ajuda, Lisboa
Folha (s): fl.1-2


Conjunto documental: Mapas de população de províncias
Notação: Caixa 761
Datas-limite: 1776 – 1864
Título do fundo: Vice-reinado
Código do fundo: D9
Argumento de pesquisa: População, censos

Ementa: cópia da carta enviada por Martinho de Mello e Castro ao arcebispo da Bahia em que se refere à tarefa que d. José I deu aos governadores e capitães gerais dos seus domínios ultramarinos de lhe mandarem uma relação do número de habitantes compreendidos nos distritos dos seus diferentes governos, contando com a ajuda dos párocos e dos ministros da Justiça para maior exatidão da contagem. O ministro solicita a cooperação do arcebispo para que as relações sejam feitas com a devida clareza e exatidão.

Data do documento: 21 de maio de 1776
Local: Palácio de Nossa Senhora da Ajuda
Folha (s): fl.3


Conjunto documental: Mapas de população de províncias
Notação: Caixa 761
Datas-limite: 1776 – 1864
Título do fundo: Vice-reinado
Código do fundo: D9
Argumento de pesquisa: População, censos.

Ementa: mapa da população da vila e termo de Penedo, comarca das Alagoas, capitania de Pernambuco, que contabiliza o número de fogos e habitantes por freguesia, em um total de 13. 352 habitantes. A nota que acompanha o mapa, de Antonio Luiz Pereira da Cunha, além de mencionar o número de habitantes, também efetua uma descrição física da vila.

Data do documento: 7 de julho de 1815
Local: Bahia
Folha (s): fl.11


Conjunto documental: Mapas de população de províncias
Notação: Caixa 761
Datas-limite: 1776 – 1864
Título do fundo: Vice-reinado
Código do fundo: D9
Argumento de pesquisa: População, censos.

Ementa: mapa da população da vila de Porto Calvo, comarca das Alagoas, capitania de Pernambuco que relaciona o número de fogos, engenhos por freguesia e de habitantes, em um total de 25.379 (Vila, São Bento, Camaragibe, parte de Una e parte de Pioca). O mapa também descrimina os produtos produzidos na vila como açúcar, aguardente, mel, farinhas, legumes, azeite de mamona. A nota que acompanha o mapa inclui uma descrição física e topográfica da vila.

Data do documento: 25 de julho de 1814
Local: Bahia
Folha (s): fl. 10


Conjunto documental: Mapas de população de províncias
Notação: Caixa 761
Datas-limite: 1776 – 1864
Título do fundo: Vice-reinado
Código do fundo: D9
Argumento de pesquisa: População, censos.

Ementa: Mapa geral das vilas e lugares que se tem erigido de 20 de maio de 1759 até o último dia de agosto de 1763 das antigas aldeias do governo de Pernambuco e suas capitanias anexas. O mapa é dividido pelas capitanias do Ceará, do Rio Grande do Norte, de Pernambuco, a comarca de Alagoas e suas respectivas vilas e freguesias. Apresenta as seguintes colunas: número de almas, número de casais, número de rapazes que andam nas escolas, rapazes que aprendem ofícios mecânicos e necessários ao adiantamento das vilas, raparigas que andam nas mestras aprendendo a fiar, cozer, tecer e fazer renda; pobres de um e outro sexo, rapazes e moços solteiros de um e outro sexo, ausentes de diversas idades e sexos, escravos de um e outro sexo. O mapa também contabiliza alguns rendimentos das vilas das capitanias e as cabeças de gado. Informa que a aldeia de Aricobé não foi contabilizada por estar situada no extremo dos limites do governo de Pernambuco, onde “se separa dos Goyazes”, na comarca de Jacobina.

Data do documento: s.d
Local: [Pernambuco]
Folha (s): s.f

 
Conjunto documental: Mapas de população de províncias
Notação: Caixa 761
Datas-limite: 1776 – 1864
Título do fundo: Vice-reinado
Código do fundo: D9
Argumento de pesquisa: População, censos.

Ementa: Descrição da freguesia de Pastos Bons de autoria de Francisco de Paula Ribeiro em cumprimento às reais ordens recebidas para que se avaliasse a possibilidade da sua divisão. Além de abordar as caraterísticas geográficas e topográficas da freguesia, a carta também contém o quantitativo de habitantes da freguesia que é de 4.000 a 5.000 almas espalhadas por 180 léguas de sua extensão circunferencial.

Data do documento: 17 de setembro de 1820
Local: Maranhão
Folha (s): s.f [1 a 7]


Conjunto documental: Ceará. Ministério do Império. Correspondência dos presidentes da província
Notação: IJJ9 169
Datas-limite: 1816 – 1828
Título do fundo: Série Interior
Código do fundo: AA
Argumento de pesquisa: População, censos

Ementa: ofício de Thomas Antonio Villanova Portugal, ministro e secretário de Estado dos Negócios do Reino, a d. João VI sobre a criação da comarca do Crato, representada pelos “povos dessa capitania” à Mesa do Desembargo do Paço. A partir do mapa geográfico da capitania, o ministro compara as dimensões territoriais das comarcas do Crato e do Ceará, afirmando que a primeira ficará mais extensa territorialmente se forem incorporadas a ela as vilas de São Bernardo do Aracati. Usando o mapa da população do ano de 1813 da capitania do Ceará, o ofício também afirma que a diferença populacional da comarca do Crato para a comarca do Ceará será maior se forem anexados à comarca do Crato as vilas de São Bernardo do Aracati. Destaca, ainda, o aumento populacional nas comarcas e vilas da capitania do Ceará.

Data do documento: 6 de março de 1818
Local: Vila da Fortaleza do Ceará
Folha (s): s.f


Conjunto documental: Mesa da Consciência e Ordens
Notação: caixa 286, pct. 03
Datas-limite: 1803 – 1828
Título do fundo: Mesa da Consciência e Ordens
Código do fundo: 4J
Argumento de pesquisa: População, censos

Ementa: requerimento dos moradores da freguesia das Arêas, bispado de São Paulo, ao príncipe regente, para que seja autorizada a construção de uma capela. O número de quase mil almas é citado como um dos motivos para a criação da capela.

Data do documento: 27 de julho de 1810
Local: Freguesia da Arêas
Folha: fl. 6
 

Conjunto documental: Mesa da Consciência e Ordens
Notação: caixa 286, pct. 03
Datas-limite: 1803 – 1828
Título do fundo: Mesa da Consciência e Ordens
Código do fundo: 4J
Argumento de pesquisa: População, censos

Ementa: atestado por Manuel Teixeira de Mello, capitão comandante de ordenanças na freguesia de Itajubá, da Vila de Campanha da Princesa; no qual ratifica que naquela parte do distrito se acham morando e estabelecidos 70 casais, tratando e vivendo do fruto de suas lavouras. A população, segundo Manuel Teixeira de Mello passa de 260 indivíduos.

Data do documento: 11 de agosto de 1820
Local: Freguesia de Itajubá, MG
Folha: fl. 1


Conjunto documental: Mesa da Consciência e Ordens
Notação: caixa 286, pct. 03
Datas-limite: 1803 – 1828
Título do fundo: Mesa da Consciência e Ordens
Código do fundo: 4J
Argumento de pesquisa: População, censos

Ementa: atestado de Custodio Manoel Roiz, capitão comandante de ordenanças na freguesia de Itajubá do termo da Vila da Campanha da Princesa, no qual afirma que, naquela parte do distrito que se acha anexa ao arraial de Itajubá, moram e se encontram estabelecidos 50 casais e que a população passa de 200 indivíduos.

Data do documento: 20 de agosto de 1820
Local: Freguesia de Itajubá, MG
Folha: fl. 2


Conjunto documental: Mesa da Consciência e Ordens
Notação: caixa 286, pct. 03
Datas-limite: 1803 – 1828
Título do fundo: Mesa da Consciência e Ordens
Código do fundo: 4J
Argumento de pesquisa: População, censos

Ementa: atestado por Lourenço Roiz de Sá, comandante da freguesia de Itajubá do termo da Vila da Campanha da Princesa, no qual o comandante afirma que naquele lugar do distrito se encontram morando e estabelecidos cerca de 70 casais, tratando e vivendo do fruto de suas lavouras, e cuja população estava acima de 300 indivíduos.

Data do documento: 8 de agosto de 1820
Local: Freguesia de Itajubá, MG
Folha: fl.3

 
Conjunto documental: Mesa da Consciência e Ordens
Notação: caixa 286, pct. 03
Datas-limite: 1803 – 1828
Título do fundo: Mesa da Consciência e Ordens
Código do fundo: 4J
Argumento de pesquisa: População, censos

Ementa: Correspondência do vigário Lourenço da Costa Moreira, em que solicita que seja erguida uma nova matriz da paróquia de Nossa Senhora da Soledade, pois, segundo o religioso, a maior parte da população se encontrava distante e sem auxílio espiritual dada a distância de onde se localizava a atual matriz. Segundo o padre, a freguesia que 30 anos antes possuía 700 habitantes, agora superava 3.000.

Data do documento: 28 de setembro de 1822
Local: Vila de Guaratinguetá, SP
Folha: s.fl.


Conjunto documental: Caiena
Notação: Caixa 1192
Datas-limite: 1792-1816
Título do fundo: Caiena
Código do fundo: OF
Argumento de pesquisa: População, censos

Ementa: Mapa geral do governo de Caiena e Guiana do ano de 1812, dividido por cantões e pelas seguintes categorias: indivíduos brancos, indivíduos de cor livres e escravos, subdivididos em homens, mulheres e crianças.  

Data do documento: dezembro de 1812
Local: Caiena
Folha (s): 252
 

Conjunto documental: Caiena
Notação: Caixa 1192
Datas-limite: 1792-1816
Título do fundo: Caiena
Código do fundo: OF
Argumento de pesquisa: População, censos

Ementa: Mapa geral do governo de Caiena e Guiana de 1813, por João Henrique Sierget, escrivão da Fazenda, dividido por cantões e pelas seguintes categorias: indivíduos brancos, indivíduos de cor livres e escravos, subdivididos em homens, mulheres e crianças.

Data do documento: dezembro de 1813
Local: Caiena
Folha (s): -

 
Conjunto documental: Caiena
Notação: Caixa 1192
Datas-limite: 1792-1816
Título do fundo: Caiena
Código do fundo: OF
Argumento de pesquisa: População, censos

Ementa: Mapa geral do governo de Caiena e Guiana de 1814, pelo escrivão da fazenda João Henrique Sierget, dividido por cantões e pelas seguintes categorias: indivíduos brancos, indivíduos de cor livres e escravos, subdivididos em homens, mulheres e crianças.

Data do documento: dezembro de 1814
Local: Caiena
Folha (s): fl.417
 

Conjunto documental: Caiena
Notação: Caixa 1192
Datas-limite: 1792-1816
Título do fundo: Caiena
Código do fundo: OF
Argumento de pesquisa: População, censos

Ementa: Relação dos bens dos ausentes da colônia de Caiena incorporados à Coroa. Entre as propriedades é contabilizado o número de escravos por proprietário. Junto a essa relação há uma “relação de escravos não dependentes de uma habitação e que foram incorporados aos bens da coroa por pertencerem a ausentes”.

Data do documento: s.d.
Local: Caiena
Folha (s): 391


Conjunto documental: Mapas estatísticos de autoria de Inácio de Andrada Souto Maior Rendon, Manuel Antunes Ferreira, Alexandre Duarte Azevedo, Fernando Dias Paes Leme, dos engenhos de açúcar, engenhos de aguardente, igrejas, escravos, freguesias, portos, dos distritos da capitania do Rio de Janeiro, entre eles Cabo Frio e Campos dos Goytacazes, enviados ao Marquês de Lavradio pelos mestres de campos responsáveis pelos distritos
Notação: BR RJANRIO RD.0.RSN.58
Datas-limite: 1769 [1758-1791]
Título do fundo: Marquês do Lavradio
Código do fundo: RD
Argumento de pesquisa: população, censos

Ementa: Relação feita pelo Mestre de Campo, Alexandre Alvares Duarte e Azevedo, por ordem do Ilustríssimo Excelentíssimo Marquês do Lavradio e Vice-Rei do Estado, das freguesias pertencentes ao terceiro [distrito] de Itaboraí. São discriminados o número de escravos, a quantidade de caixas, pipas de aguardente e outros produtos plantados e colhidos nas freguesias de Nossa Senhora do Desterro de Tambi, Nossa Senhora de Santo Antonio de Sá, da Santíssima Trindade, Nossa Senhora da Ajuda de Guapimirim. Consta, ao final do documento, um resumo de tudo que compreende o terceiro distrito, sendo ignorado o número total de escravos.

Data do documento: 8 de outubro de 1778
Local: [Rio de Janeiro]
Folha(s): 24 a 28v


Conjunto documental: Mapas estatísticos de autoria de Inácio de Andrada Souto Maior Rendon, Manuel Antunes Ferreira, Alexandre Duarte Azevedo, Fernando Dias Paes Leme, dos engenhos de açúcar, engenhos de aguardente, igrejas, escravos, freguesias, portos, dos distritos da capitania do Rio de Janeiro, entre eles Cabo Frio e Campos dos Goytacazes, enviados ao Marquês de Lavradio pelos mestres de campos responsáveis pelos distritos
Notação: BR RJANRIO RD.0.RSN.58 d0002de0003
Datas-limite: 1769 [1758-1791]
Título do fundo: Marquês do Lavradio
Código do fundo: RD
Argumento de pesquisa: população, censos

Ementa: Relação das averiguações feitas nas freguesias no terceiro distrito de Irajá pelo mestre de campo Fernando Diaz Paes Leme, na qual são contabilizados, além do número de fogos, aguardente e demais produtos, o número de escravos dos engenhos pertencentes às freguesias do Engenho Velho, de Inhaúma, de Irajá, de São João de Miriti e do Pilar do Iguaçu.

Data do documento: 1779
Local: [Rio de Janeiro]
Folha(s): 29 a 32v
 

Conjunto documental: Mapas estatísticos de autoria de Inácio de Andrada Souto Maior Rendon, Manuel Antunes Ferreira, Alexandre Duarte Azevedo, Fernando Dias Paes Leme, dos engenhos de açúcar, engenhos de aguardente, igrejas, escravos, freguesias, portos, dos distritos da capitania do Rio de Janeiro, entre eles Cabo Frio e Campos dos Goytacazes, enviados ao Marquês de Lavradio pelos mestres de campos responsáveis pelos distritos
Notação: BR RJANRIO RD.0.RSN.58
Datas-limite: 1769 [1758-1791]
Título do fundo: Marquês do Lavradio
Código do fundo: RD
Argumento de pesquisa: população, censos

Ementa: Relação das freguesias, fogos, vigários, clérigos, sacristãos, engenhos de açúcar e de aguardente e escravos das vilas, arraiais e aldeias de índios do distrito da Vila de Angra dos Reis da Ilha Grande de autoria do sargento maior João de Abreu Pereira.

Data do documento: 15 de novembro de 1778
Local: [Rio de Janeiro]
Folha(s): 33 a 35v
 

Conjunto documental: Mapas estatísticos de autoria de Inácio de Andrada Souto Maior Rendon, Manuel Antunes Ferreira, Alexandre Duarte Azevedo, Fernando Dias Paes Leme, dos engenhos de açúcar, engenhos de aguardente, igrejas, escravos, freguesias, portos, dos distritos da capitania do Rio de Janeiro, entre eles Cabo Frio e Campos dos Goytacazes, enviados ao Marquês de Lavradio pelos mestres de campos responsáveis pelos distritos
Notação: BR RJANRIO RD.0.RSN.58
Datas-limite: 1769 [1758-1791]
Título do fundo: Marquês do Lavradio
Código do fundo: RD
Argumento de pesquisa: população, censos

Ementa: Relação das freguesias, fogos, vigários, clérigos, sacristãos, engenhos de açúcar e de aguardente e escravos das vilas, arraiais e aldeias do distrito da Vila de Paraty de autoria do sargento maior João de Abreu Pereira.

Data do documento: 15 de novembro de 1778
Local: [Rio de Janeiro]
Folha(s): 36 a 37v

 

Conjunto documental: Mapas estatísticos de autoria de Inácio de Andrada Souto Maior Rendon, Manuel Antunes Ferreira, Alexandre Duarte Azevedo, Fernando Dias Paes Leme, dos engenhos de açúcar, engenhos de aguardente, igrejas, escravos, freguesias, portos, dos distritos da capitania do Rio de Janeiro, entre eles Cabo Frio e Campos dos Goytacazes, enviados ao Marquês de Lavradio pelos mestres de campos responsáveis pelos distritos
Notação: BR_RJANRIO_RD_0_RSN_0058
Datas-limite: 1769 [1758-1791]
Título do fundo: Marquês do Lavradio
Código do fundo: RD
Argumento de pesquisa: população, censos

Ementa: Relação das vilas e aldeias que há nos distritos de Vila de São Salvador e Vila de São João da Barra.

Data: [Rio de Janeiro]
Local: [Rio de Janeiro]
Folha(s): 8 e 8v


Conjunto documental: Mapas estatísticos de autoria de Inácio de Andrada Souto Maior Rendon, Manuel Antunes Ferreira, Alexandre Duarte Azevedo, Fernando Dias Paes Leme, dos engenhos de açúcar, engenhos de aguardente, igrejas, escravos, freguesias, portos, dos distritos da capitania do Rio de Janeiro, entre eles Cabo Frio e Campos dos Goytacazes, enviados ao Marquês de Lavradio pelos mestres de campos responsáveis pelos distritos
Notação: BR_RJANRIO_RD_0_RSN_0058
Datas-limite: 1769 [1758-1791]
Título do fundo: Marquês do Lavradio
Código do fundo: RD
Argumento de pesquisa: população, censos

Ementa: Relação das declarações que na conformidade das ordens do Ilmo. Exmo. Sr. Marquês Vice-rei faz ao mestre de campo Miguel Antunes Pereira.

Data do documento: 29 de novembro de 1778
Local: [Rio de Janeiro]
Folha(s): 38 a 41

 

 

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