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A Sociedade do Açúcar

Renata William Santos do Vale
Mestre em História Social da Cultura - PUC-Rio
Pesquisadora do Arquivo Nacional

Meu avô me levava sempre em suas visitas de corregedor às terras de seu engenho. Ia ver de perto os seus moradores, dar uma visita de senhor nos seus campos. O velho José Paulino gostava de percorrer a sua propriedade, de andá-la canto por canto, entrar pelas suas matas, olhar as suas nascentes, saber das precisões de seu povo, dar os seus gritos de chefe, ouvir queixas e implantar a ordem. Andávamos muito nessas suas visitas de patriarca.
`...]
As terras do Santa Rosa andavam léguas e léguas de norte a sul. O velho José Paulino tinha esse gosto: o de perder a vista nos seus domínios. Gostava de descansar os olhos em horizontes que fossem seus. Tudo o que tinha era para comprar terras e mais terras. Herdara o Santa Rosa pequeno, e fizera dele um reino, rompendo os seus limites pela compra de propriedades anexas. Acompanhava o Paraíba com as várzeas extensas e entrava de caatinga adentro. Ia encontrar as divisas de Pernambuco nos tabuleiros de Pedra de Fogo. Tinha mais de três léguas, de estrema a estrema. E não contente de seu engenho possuía mais oito, comprados com os lucros da cana e do algodão. Os grandes dias de sua vida, lhe davam as escrituras de compra, os bilhetes de sisa que pagava, os bens de raiz, que lhe caíam nas mãos. Tinha para mais de quatro mil almas debaixo de sua proteção. Senhor feudal ele foi, mas os seus parias não traziam a servidão como um ultraje. (José Lins do Rego, Menino de engenho, p. 65-66 e 103-104)[1]

Começo pedindo licença aos leitores para iniciar este comentário com uma citação um tanto longa, mas que oferece a oportunidade de refletirmos sobre a sociedade açucareira colonial, e sobre o papel desse doce produto para a história mais antiga do Brasil. José Lins do Rego (1901-1957), em seu romance de caráter autobiográfico, Menino de engenho (1932), narrava as peripécias de um menino criado num engenho do Nordeste brasileiro no início do século XX. Impressiona, no vocabulário de sua descrição da fazenda e do avô, o predomínio de certo ‘tom colonial', no qual o "velho" José Paulino era uma personificação do antigo senhor de engenho (atualizado na figura de um coronel), dono de "domínios" que se estendiam por "léguas e léguas", e "tinha para mais de quatro mil almas debaixo de sua proteção". Essas descrições, do engenho, seus personagens e da vida cotidiana dão o tom e tecem a trama do romance, remetendo a um passado colonial ainda muito presente na virada do oitocentos para o novecentos, principalmente no interior e no Nordeste, no qual o açúcar ainda dá vida a uma parcela da sociedade que depende dele.

As atividades ligadas ao açúcar praticamente definiram a economia colonial e nortearam os estudos sobre a história desse período. A vida cotidiana girava em torno dos engenhos e do modo de viver que emanavam, e os vínculos sociais foram se definindo nesses espaços, nos quais público e privado se misturavam, e que agregavam colonizadores, colonos e colonizados em torno das relações de trabalho.

Os escritos historiográficos do século XIX, elaborados por cronistas, letrados e historiadores, por fim, e os escritos dos viajantes e exploradores, desde o XVIII, apontam para a formação de uma sociedade do açúcar nos primeiros séculos do período colonial, ou da história mais antiga do Brasil.[2] Apesar de os historiadores apresentarem uma narrativa linear do tempo e uma periodização que privilegia os acontecimentos políticos, na história da colônia imperavam os engenhos como estruturas econômicas, e os senhores, regendo a vida nas vilas e cidades que surgem em torno das unidades açucareiras.[3] É o açúcar que dá o primeiro grande impulso para a ocupação efetiva e colonização do Brasil, sendo o principal produto no comércio com a metrópole durante mais de um século, não perdendo, entretanto, sua importância no cenário econômico mesmo em épocas de prosperidade de outras culturas e atividades, como o período aurífero e do café, por exemplo.

É durante a primeira metade do século XX que os estudos sobre a colônia ganham fôlego e novos olhares. É a partir de trabalhos de historiadores como Capistrano de Abreu[4] e Caio Prado Júnior que a história colonial começa a ser escrita em outro estilo de narrativa, menos linear e política, e mais temática e com ênfase na esfera socioeconômica.

Essa historiografia, representada aqui pelos trabalhos de Caio Prado, aplicou o conceito dos ciclos econômicos ao período colonial, no qual estes se sucederiam e imprimiriam o sentido da colonização e das relações comerciais entre colônia e metrópole. Prado ainda sistematizou os estudos sobre o sistema de agricultura colonial definido como plantation, ancorado nos grandes latifúndios monocultores explorados por mão de obra escrava, principalmente de origem africana, descrevendo um ‘modo de produção colonial'.[5] Em contraponto, por volta de meados do novecentos, novos olhares sobre a sociedade açucareira colonial permitiram interpretações mais diversas, de cunho cultural e sociológico, que ficaram célebres entre os estudos brasileiros, como as encontradas na vasta obra de Gilberto Freyre. Esse autor se ocupou em descrever e analisar a vida dos habitantes do engenho, senhores e escravos, suas relações de poder e negociação, e com o meio, produzindo uma interpretação do cotidiano e da cultura surgida naqueles espaços. Essa corrente de pensamento acabou influenciando como muitos brasileiros passaram a se ver, interpretar sua cultura e expressá-la, de certa forma refletida no Menino de engenho, de José Lins do Rego, livro dedicado, entre outros, ao próprio Gilberto Freyre.[6]

Mais recentemente, dois historiadores que deram significativas contribuições para uma história do açúcar no Brasil foram Evaldo Cabral de Mello e Stuart Schwartz, tratando respectivamente de Pernambuco e Bahia. No primeiro caso, Mello analisa a época da dominação holandesa no Nordeste e avalia o impacto da invasão e dos tempos de guerra sobre a "açucarocracia" de Pernambuco.
As guerras holandesas foram inegavelmente guerras do açúcar, não apenas no sentido, que é o geralmente posto em relevo, de guerras pelo açúcar, isto é, pelo controle das suas fontes brasileiras de produção, mas também no sentido `...] de guerras sustentadas pelo açúcar, ou antes, pelo sistema socioeconômico que se desenvolveu no Nordeste com o fim de produzi-lo e exportá-lo para o mercado europeu.[7]

O trabalho pioneiro de Schwartz[8] dá, ao mesmo tempo, um panorama bastante completo do engenho como estrutura produtiva e das diversas etapas que envolviam a fabricação do açúcar, desde o plantio da cana até o comércio, e uma análise do dia a dia e da dinâmica interna das propriedades açucareiras, na perspectiva dos senhores, mas também dos trabalhadores livres e escravos, tratando de temas como escravidão e família. E para além, identifica as raízes das relações de dominação, dependência e violência na sociedade brasileira desde os primórdios da ocupação do território, entre senhores, escravos e homens livres pobres. Schwartz recupera um longo debate na historiografia brasileira, entre marxistas e culturalistas, acerca da natureza das relações econômicas no mundo dos engenhos, se mais marcada por uma orientação capitalista ou mais arcaica, remetendo às estruturas feudais. Embora não rompa abertamente com os grandes modelos explicativos na sua definição da sociedade do açúcar, avança ao evidenciar que as relações entre os diversos mundos - do governo, do trabalho e da desordem - no interior das terras dos engenhos eram muito mais complexas do que o conceito de modo de produção podia dar conta de explicar. E por meio de extensa pesquisa e debate com a historiografia brasileira e estrangeira sobre o açúcar, Schwartz reforça a ideia de que a ordem senhorial vigente ao longo do oitocentos tem sua gestação nessa sociedade que se cria e toma forma em torno das grandes fazendas de cana-de-açúcar e dos engenhos. É no seio da sociedade do açúcar que as hierarquias se definem, que as dependências se afirmam, que o poder dos senhores se consolida, sobre escravos, agregados e sobre a família. E é a partir também desta esfera de poder que os lavradores alçam voos mais altos e começam a integrar os quadros da administração e política coloniais, advogando em causa própria, reforçando e perpetuando o poder e a influência das famílias mais tradicionais da terra.

Em torno desses senhores de engenho, mais tarde senhores de terras e escravos, gravitam a família, os trabalhadores livres pobres assalariados, os pequenos produtores, os agregados, os escravos e até mesmo os párocos, enfim o mundo da casa, do trabalho e também da desordem.[9] É o embrião da classe senhorial que consolidará o Estado e o Império brasileiros em meados do século XIX, processo estudado por Ilmar Mattos no Tempo saquarema.[10] E como Schwartz bem define: "O engenho era um espelho e uma metáfora da sociedade brasileira".

O açúcar no acervo do Arquivo Nacional
O acervo do Arquivo Nacional referente ao período colonial apresenta algumas peculiaridades em relação ao que normalmente se espera encontrar na documentação sobre este assunto. Uma primeira característica é a variedade de capitanias envolvidas na produção ou comércio do açúcar, a mais significativa delas o Rio de Janeiro, o que não é inesperado, dado o fato de ter sido capital do Estado do Brasil, corte e sede do Império português depois de 1808, e concentrar boa parte dos órgãos ligados à burocracia que envolvia o comércio do açúcar. Talvez o que chame também a atenção seja a não predominância de Pernambuco na documentação, apesar de essa ser uma região consagrada como açucareira e amplamente retratada na iconografia da época, como as imagens que compõem este tema atestam. Ao mesmo tempo há uma expressiva presença de referências à capitania da Bahia, na produção e no comércio.

Outra particularidade que enriquece as fontes sobre açúcar no Arquivo Nacional é a variedade de fundos nos quais encontramos esse assunto, e a natureza dos documentos, muitos oriundos de inventários post-mortem, como o de Antônio Ribeiro de Avelar,[11] eminente proprietário de terras e escravos da região do vale do Paraíba fluminense, dono de grandes fazendas e engenhos na região, entre eles o engenho do Pau Grande, descrito no arrolamento de propriedades que consta da seção Sala de Aula. O inventário de Avelar nos permite conhecer as diversas casas e instrumentos utilizados no complexo processo de produção, e entrever, em parte, como se fazia açúcar no Brasil colonial. E também nos dá ocasião para compreender o engenho como uma unidade social em torno da qual gravitavam escravos, homens livres e pobres, pequenos proprietários e os mais diversos tipos de agregados, que ajudaram a alçar o senhor do engenho a um status de poder, ditando um modo de vida, influindo na política local e na economia da colônia. Com a morte de Ribeiro de Avelar, a propriedade que ocupava uma vasta extensão da capitania do Rio de Janeiro foi desmembrada em fazendas, ainda assim muito grandes, que de engenhos tornaram-se as primeiras lavouras de café do Brasil já independente.

Outro exemplo, a carta do conde de Resende, vice-rei do Brasil, ao conde de Linhares, d. Rodrigo de Sousa Coutinho,[12] também em Sala de Aula, aponta para as dificuldades na modernização da agricultura e da produção do açúcar em 1798, mesmo em atividades simples, como o uso do arado puxado por bois e a queima das canas moídas nas fornalhas dos engenhos, usadas na fase de cozimento do melado. O processo de produção do açúcar no Brasil variou pouco entre o século XVI e o XVIII, avançando, ainda timidamente, ao longo do XIX. A imensa maioria dos engenhos usava moendas movidas a tração animal ou água, e a adoção da máquina a vapor, ainda que em pequena escala, iniciou-se mais em torno da década de 1850. Um exemplo da introdução da máquina a vapor nos engenhos brasileiros é a carta do conde dos Arcos, d. Marcos de Noronha e Brito, governador da Bahia, ao ministro dos Negócios do Reino, d. Fernando José de Portugal e Castro, marquês de Aguiar,[13] narrando a compra de um exemplar por um dono de engenho da Bahia, que além de importar a máquina da Inglaterra, ainda a mandara vir acompanhada de um maquinista que pudesse operá-la. O próprio governador foi conferir o funcionamento daquela "útil descoberta", e recomenda ao rei que apoie e incentive a introdução da máquina nos engenhos brasileiros, o que representaria um aumento considerável na produção do açúcar, e consequentemente nas receitas para a Real Fazenda.

Finalmente, podemos verificar que a documentação sobre o açúcar no Arquivo Nacional possibilita ao pesquisador interessado neste tema diferentes temáticas e vertentes de análise, desde o cultivo da cana até o comércio do açúcar, e também enseja entrever os elementos que constituíam a vida nos engenhos, dos senhores e daqueles que viviam em torno deles, que formavam uma verdadeira sociedade do açúcar.

[1] REGO, José Lins do. Menino de engenho. 98. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2009.
[2] Entre os viajantes que deixaram preciosos registros da vida nos engenhos e nos sertões brasileiros, podemos destacar: Antonil, com seu Cultura e opulência do Brasil por suas drogas e minas... (1711) e Auguste de Saint-Hilaire e suas várias viagens às províncias do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e Goiás, em particular a Viagem pelas províncias do Rio de Janeiro e Minas Gerais (1830).
[3] Dois dos mais importantes autores que se dedicaram a escrever a história do Brasil no oitocentos, e que tratam da sociedade açucareira: José Inácio de Abreu e Lima, Compêndio da história do Brasil (1843, 2 v.); e Francisco Adolfo de Varnhagen, História geral do Brasil (1854, 3 v.).
[4] ABREU, Capistrano de. Capítulos de história colonial. 7. ed. Belo Horizonte; São Paulo: Itatiaia; Publifolha, 2000.
[5] PRADO JR, Caio. História econômica do Brasil. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 1949; e Formação do Brasil contemporâneo. 5. ed. São Paulo: Brasiliense, 1957.
[6] Na vasta obra de Gilberto Freyre, destacamos Casa Grande & Senzala (51. ed. São Paulo: Global, 2003) e Sobrados e mocambos (15. ed. São Paulo: Global, 2004).
[7] MELLO, Evaldo Cabral de. Olinda restaurada: guerra e açúcar no Nordeste, 1630-1654. 3. ed. São Paulo: Editora 34, 2007, p. 12.
[8] SCHWARTZ, Stuart B. Segredos internos: engenhos e escravos na sociedade colonial. São Paulo: Cia das Letras, 1995.
[9] FRANCO, Maria Sylvia de Carvalho. Homens livres na ordem escravocrata. 4. ed. São Paulo: Unesp, 1997.
[10] MATTOS, Ilmar Rohloff de. O tempo saquarema: a formação do Estado imperial. Rio de Janeiro: Access, 1994.
[11] ARQUIVO NACIONAL. Inventário de Antônio Ribeiro de Avelar. Inventários, caixa 1.135, pct. 9606. Pati do Alferes, 1796.
[12] ARQUIVO NACIONAL. Carta do conde de Resende, d. José Luís de Castro, para d. Rodrigo de Sousa Coutinho. Secretaria de Estado do Brasil, códice 69, v. 8. Lisboa, 12 de novembro de 1798.
[13] ARQUIVO NACIONAL. Carta do conde dos Arcos, governador da Bahia, para o marquês de Aguiar, ministro dos Negócios do Reino. Série Interior, IJJ9 324, doc. 36. Bahia, 2 de abril de 1815.

Conjunto documental: Governadores do Rio de Janeiro

Notação: códice 77, vol. 02
Datas-limite: 1689-1693
Título do fundo: Secretaria de Estado do Brasil
Código do fundo: 86
Argumento de pesquisa: açúcar, engenho de
Ementa: pedido de concessão de sesmaria feito ao governador Luís César de Meneses por Francisco Costa Moura, possuidor de um engenho em Iriri, que compreendia todas as terras que seguissem até "o cume da serra mais alta da cordilheira dos Órgãos" e mais aquelas que se encontravam entre os rios Magé e Suruí. O suplicante argumentava que temia a possibilidade de contestação da posse das terras que não tinham a documentação formalizada.
Data do documento: 27 de fevereiro de 1693
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): -

Conjunto documental: Governadores do Rio de Janeiro
Notação: códice 77, vol. 02
Datas-limite:1689-1693
Título do fundo: Secretaria de Estado do Brasil
Código do fundo: 86
Argumento de pesquisa: açúcar, engenho de
Ementa: alvará de sesmaria assinado por Luis Cezar de Menezes, no qual dava a posse das terras que iam "desde onde começa a terra da cachoeira até Maxambomba com toda a mais terra e sobejos que houver" ao sargento-mor Martim Correa Vaz que tinha como objetivo, aumentar seus canaviais e "dar maior lucro aos dízimos de sua majestade".
Data do documento: 15 de março de 1692
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): -

Conjunto documental: Governadores do Rio de Janeiro
Notação: códice 77, vol. 02
Datas-limite: 1689-1693
Título do fundo: Secretaria de Estado do Brasil
Código do fundo: 86
Argumento de pesquisa: açúcar, engenho de
Ementa: alvará de sesmaria expedido pelo governado Luís César de Meneses no qual constava que as terras situadas "das cabeceiras da data dos Marizes" até "as terras que possuem os religiosos de São Bento" eram concedidas a Antônio Dutra. O suplicante requeria as terras por estarem devolutas e ter a intenção de lavrá-las e nelas cultivar as "plantas de açúcar".
Data do documento: 14 de maio de 1692
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): -

Conjunto documental: Junta do Comércio. Mesa do Despacho Marítimo. Mesa de Inspeção (Bahia e Pernambuco)
Notação: caixa 179, pct. 02
Datas-limite: 1810-1822
Título do fundo: Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação
Código do Fundo: 7X
Argumento de pesquisa: açúcar, engenho de
Ementa: edital da Mesa de Inspeção do Comércio, Agricultura e Fábricas da capitania de Pernambuco que determina aos senhores de engenho que matriculem as terras de seus engenhos para que as caixas de açúcar procedentes dos mesmos recebam uma marca a ferro que identifique a sua procedência, evitando que traficantes misturem os açúcares de diversas qualidades.
Data do documento: 1º de dezembro de 1818
Local: Pernambuco
Folha(s): -

Conjunto documental: Livro de lançamentos de décimas e quintas dos bens das corporações religiosas e donatários da Coroa, de São Salvador de Campos dos Goitacazes
Notação: códice 246
Datas-limite: 1799-1800
Título do fundo: Secretaria de Estado do Brasil
Código do fundo: 86
Argumento de pesquisa: açúcar, engenho de
Ementa: registro de recolhimento da décima da fazenda denominada "As Queribas", pertencente ao mosteiro dos Sabões, que possuía um grande engenho de açúcar, uma fábrica de alambique, uma senzala com quatrocentos e quarenta e dois escravos e uma plantação de cana. A fazenda produziu mil e sete arrobas de açúcar branco que exportará por dois contos duzentos e quinze mil e quatrocentos réis; e duzentos e setenta e cinco arrobas de açúcar mascavo, que será exportado por duzentos e setenta e cinco mil réis.
Data do documento: s.d.
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 44 e 44 v

Conjunto documental: Governadores do Rio de Janeiro
Notação: códice 77, vol. 03
Datas-limite: 1688-1702
Título do fundo: Secretaria de Estado do Brasil
Código do fundo: 86
Argumento de pesquisa: açúcar, engenho de
Ementa: carta do conde de Alvor para Artur de Sá e Menezes, governador e capitão geral do Rio de Janeiro, informando que estavam sendo enviados navios com oito mil escravos destinados aos engenhos de açúcar, e proibindo que os senhores de engenho os vendam para as minas de São Paulo.
Data do documento: 9 de dezembro de 1701
Local: Lisboa
Folha(s): 106-107v

Conjunto documental: Junta do Comércio. Empregados
Notação: códice 387, pct. 01
Datas-limite: 1805-1826
Título do fundo: Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação
Código do fundo: 7X
Argumento de pesquisa: açúcar, fabrico de
Ementa: requerimento de Adrião José dos Santos, morador na vila de Santo Antônio do Recife, para a Mesa de Inspeção da Junta solicitando uma balança real igual a do açúcar para o algodão, além do livro rubricado pelos deputados inspetores onde se lançam marcas, taxas, o ferro das fazendas onde foi colhido, o peso líquido e uma chapa esculpida nas sacas indicando o peso líquido.
Data do documento: 17 de setembro de 1817
Local: Recife
Folha(s): -

Conjunto documental: Conselho da Fazenda. Registro de alvarás e cartas régias de mercês e propriedade, da Secretaria do Conselho da Fazenda
Notação: códice 29, vol. 03
Datas-limite: 1808-1815
Título do fundo: Conselho da Fazenda
Código do fundo: EL
Argumento de pesquisa: açúcar, cana de
Ementa: alvará que amplia o alvará de vinte e um de janeiro de mil oitocentos e nove, o qual dá aos proprietários de engenhos de açúcar e lavradores de cana o privilégio de não terem executadas suas dívidas nos bens de suas fábricas, mas sim na terça parte dos seus rendimentos. Agora o novo alvará especifica que nem as dívidas com a Real Fazenda podem ser executadas nos bens dos beneficiados.
Data do documento: 5 de maio de 1814
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 183v-184v

Conjunto documental: Marta Soares
Notação: caixa 20, pct. 345
Datas-limite: 1815-1815
Título do fundo: Corte de Apelação
Código do fundo: 2Ø
Argumento de pesquisa: açúcar, cana de
Ementa: pedido de Marta Soares para a revogação da prisão de seu escravo Antônio, mestre de açúcar, determinada pelo tesoureiro fiscal para o saldo de uma dívida. A suplicante alega que o alvará de 1º de janeiro de 1809 e sua ampliação de 5 de maio de 1814 impedem que as "peças" das fábricas de açúcar sejam confiscadas para o pagamento de dívidas, inclusive com a Real Fazenda.
Data do documento: 15 de abril de 1815
Local: Vila de São Salvador da Paraíba do Sul
Folha(s): 41 a 45v

Conjunto documental: Alfândega do Rio de Janeiro
Notação: caixa 495, pct. 02
Datas-limite: 1714-1807
Título do fundo: Vice-Reinado
Código do fundo: D9
Argumento de pesquisa: açúcar, comércio de
Ementa: mapas dos carregamentos dos navios que irão seguir viagem para Lisboa do porto do Rio de Janeiro. Essas tabelas mostram o preço e a quantidade dos diversos tipos de açúcares como o açúcar fino, açúcar redondo, açúcar mascavo, exportados durante os meses de março até maio.
Data do documento:17 de março de 1790
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 43

Conjunto documental: Balanço da Receita e Despesa do Cofre da Tesouraria Geral da Junta da Real Fazenda da Capitania de Pernambuco do ano de 1799
Notação: códice 221, vol. 02
Datas-limite: 1799-1799
Título do fundo: Junta da Real Fazenda de Pernambuco
Código do fundo: 49
Argumento de pesquisa: açúcar, engenho de
Ementa: livro de registro de receitas e despesas gerais da capitania de Pernambuco. Nota-se na área destinada à arrecadação com o subsídio do açúcar e da água ardente que ocorreu um aumento da renda do ano de 1798 de 4:312.500 réis para 18:710.249 réis no ano de 1799.
Data do documento: 1800
Local: Pernambuco
Folha(s): 5 a 58

Conjunto documental: Antônio Ribeiro de Avelar
Notação: caixa 1135, pct. 9606
Datas-limite: 1794-1794
Título do fundo: Inventários
Código do fundo: 3J
Argumento de pesquisa: açúcar, engenho de
Ementa: inventário de Antônio Ribeiro de Avelar, proprietário do maior engenho de açúcar da capitania do Rio de Janeiro. As listagens incluem as terras do engenho, com grandes quantidades de cana pronta para o corte, ferramentas e instrumentos; as casas, com mobiliário e itens; e uma quantidade grande de escravos, muitos dos quais especializados na produção de açúcar e aguardente, entre outros, como carpinteiros, ferreiros, pedreiros, e de tropa. Destaca-se a listagem dos instrumentos, ferramentas e utensílios utilizados na produção do açúcar e que faziam parte do engenho.
Data do documento: 1794-1796
Local: Freguesia da Nossa Senhora da Conceição do Alferes
Folha(s): 18 a 51

Conjunto documental: Documentos referentes ao testamento da marquesa Ferreira sobre a Fazenda de Santa Cruz
Notação: códice 618
Datas-limite: 1612-1794
Título do fundo: Diversos códices - SDH
Código do fundo: NP
Argumento de pesquisa: açúcar, engenho de
Ementa: cópia do testamento da Marquesa Ferreira no qual constam instruções para o cultivo da cana, além de uma estimativa da quantidade de açúcar a ser produzido, e do lucro obtido pela venda do açúcar.
Data do documento: s.d.
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 60, 60v

Conjunto Documental: Correspondência ativa e passiva dos governadores do Rio de Janeiro com a Corte. Registro original
Notação: códice 80, vol. 06
Datas-limite: 1733-1737
Título do fundo ou coleção: Secretaria de Estado do Brasil
Código do fundo: 86
Argumento de pesquisa: açúcar, engenho de
Ementa: ofício do padre Álvares Gomes Ribeiro para o rei pedindo permissão para criar nas terras de sua fazenda um engenho de açúcar.
Data do documento: s.d.
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 28v

Conjunto documental: Consultas da Mesa do Desembargo do Paço
Notação: códice 149, vol. 01
Datas-limite: 1808-1814
Título do fundo ou coleção: Mesa do Desembargo do Paço
Código do fundo: 4K
Argumento de pesquisa: açúcar, engenho de
Ementa: consulta dos senhores de engenho e lavradores de cana de Campos de Goitacazes e de São Paulo solicitando ao Desembargo do Paço os privilégios concedidos aos senhores de engenho da capitania do Rio de Janeiro pela provisão de 26 de abril de 1760, pela qual as dívidas não podem ser executadas nas fábricas dos engenhos, sendo abatida nos seus rendimentos.
Data do documento: 29 de novembro de 1808
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 9 a 10

Conjunto documental: Consultas da Mesa do Desembargo do Paço
Notação: códice 149, vol. 01
Datas-limite: 1808-1814
Título do fundo ou coleção: Mesa do Desembargo do Paço
Código do fundo: 4K
Argumento de pesquisa: açúcar, engenho de
Ementa: ofício de Francisco de Macedo Vasconcellos, senhor do engenho do Morgado, que pede ajuda para escoar a sua produção, pois seu engenho é cercado por fazendas e não possui estradas públicas tendo que utilizar uma estrada particular que lhe foi impedida a passagem.
Data do documento: 18 de setembro de 1810
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 80 a 81v

Conjunto documental: Conselho da Fazenda. Registro de consultas de partes da Secretaria
Notação: códice 32, vol. 01
Datas-limite: 1817-1821
Título do fundo ou coleção: Conselho da Fazenda
Código do fundo: EL
Argumento de pesquisa: açúcar, engenho de
Ementa: ofício do comendador Pedro Antônio Cardoso desejando ser indenizado no valor de trezentos e cinqüenta mil réis pela compra do Engenho da Tijuca situado no termo da Vila de São Francisco na capitania da Bahia. O comendador alega que adquiriu o engenho por setenta e um mil réis, mas que no momento de receber o termo de conhecimento o escrivão se negou a lhe entregar, dizendo que o preço pago pelo mesmo equivalia às terras do engenho e que para receber o termo ele deveria pagar pelos bens físicos, tais como os objetos que auxiliam na produção, que alcançam o valor de três contos, quatrocentos e oitenta mil réis. Pedro Antônio Cardoso pagou o valor de trezentos e cinqüenta mil réis para obter o documento da escritura, valor pelo qual anseia ser restituído.
Data do documento: 10 de setembro de 1818
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 43 a 47v

Conjunto documental: Bahia. Ministério do Reino. Correspondência do presidente da província
Notação: IJJ9 324
Datas-limite: 1814-1816
Título do fundo: Série Interior
Código do fundo: AA
Argumento de pesquisa: açúcar, engenho de
Ementa: relato no qual o conde dos Arcos apresenta o acordo que fez com Mr. Falkner, o operador das máquinas a vapor, e comunica a aquisição de uma segunda máquina pelo coronel Pedro Antônio Cardoso e outra pelo coronel de cavalaria de milícias Francisco Lopes Vilas-Boas.
Data do documento: 9 de julho de 1815
Local: Bahia
Folha(s): 145 a 145v

Conjunto documental: Alfândega do Rio de Janeiro
Notação: caixa 495, pct. 01
Datas-limite: 1714-1807
Título do fundo: Vice-reinado
Código do fundo: D9
Argumento de pesquisa: açúcar, comércio de
Ementa: relação das mercadorias exportadas da capitania do Rio de Janeiro para diversos portos do império marítimo português. Totalizam 79 navios com 1.065.053½ arrobas de açúcar na importância de 2.142:013.640 réis.
Data do documento: s.d.
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): -

Conjunto documental: Bahia. Ministério do Reino. Correspondência do presidente da província
Notação: IJJ9 324
Datas-limite: 1814-1816
Título do fundo: Série Interior
Código do fundo: AA
Argumento de pesquisa: açúcar, engenho de
Ementa: carta do conde dos Arcos, governador da Bahia, para o marques de Aguiar, ministro dos negócios do reino, na qual relata a compra de um exemplar de uma máquina a vapor para o engenho de açúcar do coronel de milícias Pedro Antônio Cardoso. O conde descreve as vantagens de ter esse invento nos engenhos, que pode ampliar em muito a arrecadação de impostos, devido o aumento da produção. Também aconselha que o maquinista, Mr. Falkner, que veio ao Brasil instalar a máquina seja contratado, dessa maneira estimulando a fabricação das peças da máquina que, além de expandir os lucros da Real Fazenda, podem produzir peças de artilharia para a defesa da província.
Data do documento: 2 de abril de 1815
Local: Bahia
Folha(s): 81 a 83v doc. n° 36

Conjunto documental: Registro da correspondência do vice-reinado para a Corte
Notação: códice 69, vol. 08
Datas-limite: 1798-1798
Título do fundo: Secretaria de Estado do Brasil
Código do fundo: 86
Argumento de pesquisa: açúcar, cana de
Ementa: ofício do conde de Resende, d. José Luís de Castro, para d. Rodrigo de Souza Coutinho relatando a sua tentativa de incentivar os agricultores de cana de açúcar a queimar a cana moída nas fornalhas com a promessa de prêmios oferecidos pelas câmaras aos que introduzirem o processo na produção de açúcar.
Data do documento: 12 de novembro de 1798
Local: Lisboa
Folha(s): -

Conjunto documental: Tribunal do Desembargo do Paço
Notação: caixa 140, pct. 02
Datas-limite: 1806-1811
Título do fundo: Mesa do Desembargo do Paço
Código do fundo: 4K
Argumento de pesquisa: açúcar, fabrico de
Ementa: ofício do desembargador procurador da Coroa Luís José de Carvalho Melo ao chanceler da Relação da Bahia para mostrar a necessidade de se criarem os lugares de Juiz de Fora na vila de Alagoas. Essa vila foi considerada em "estado de ruínas", e mesmo tendo alguns engenhos de açúcar, estes não conseguiam se sustentar de forma adequada. Relata que apenas treze engenhos deram safras.
Data do documento: 18 de setembro de 1815
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 10

Conjunto documental: Tribunal do Desembargo do Paço
Notação: caixa 140, pct. 02
Datas-limite: 1806-1811
Título do fundo: Mesa do Desembargo do Paço
Código do fundo: 4K
Argumento de pesquisa: açúcar, fabrico de
Ementa: requerimento dos moradores do povoado de freguesia de Nossa Senhora do Ó do Rio de São Miguel para o rei pedindo a elevação da mesma a vila. Os suplicantes comunicam que o povoado tem cinquenta casas de negócios e dezesseis engenhos reais, mas que estes últimos não estão dando muitas safras.
Data do documento: 22 de março de 1818
Local: Alagoas
Folha(s): 69

Conjunto documental: Tribunal do Desembargo do Paço
Notação: caixa 166, pct. 02
Datas-limite: 1808-1828
Título do fundo: Mesa do Desembargo do Paço
Código do fundo: 4K
Argumento de pesquisa: açúcar, fabrico de
Ementa: requerimento de Izabel de Souza Cabral Pessanha para vender um engenho de açúcar para o seu cunhado sargento-mor Joaquim Silvério dos Reis Montenegro. Relata que após a morte de seu marido, o sargento-mor João José da Silva Pessanha, ficou responsável pela dívida de doze mil réis e por duas fazendas de açúcar, informando que não tinha como administrá-las, até por considerar que isso não deveria ser feito por uma mulher. Com isso, resolve vender um dos engenhos, denominado de Cacomanga, para abater a dívida, só que há o problema de se ter outros herdeiros.
Data do documento: 13 de abril de 1824
Local: Rio de Janeiro
Folha(s):100

Conjunto documental: Junta do Comércio. Falências comerciais
Notação: caixa 367, pct. 01
Datas-limite: 1809-1845
Título do fundo: Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação
Código do fundo: 7X
Argumento de pesquisa: açúcar, cana de
Ementa: ofício de José Caetano Gomes e Mariano José Pereira da Fonseca pedindo a nomeação de Felisberto José de Almeida e Manoel Antonio das Neves para a inspeção da qualidade do açúcar. Esses são considerados capazes por já terem executado este serviço e serem melhores escolhas do que os próprios comerciantes, já que estes não podem servir de árbitros da qualificação de um gênero que compram e vendem.
Data do documento: 18 de agosto de 1810
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 52 e 52v

Conjunto documental: Junta do Comércio. Falências comerciais
Notação: caixa 367, pct. 01
Datas-limite: 1809-1845
Título do fundo: Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação
Código do fundo: 7X
Argumento de pesquisa: açúcar, cana de
Ementa: ofício de d. Fernando José de Portugal para o príncipe regente remetendo a carta traduzida do viajante inglês John Mawe, com suas observações sobre o Brasil. John Mawe veio em expedição científica, sendo nomeado por ministros britânicos, e considera, entre outros aspectos, que deve haver novos métodos para uma melhor produção de açúcar, que no Brasil estariam muito atrasados.
Data do documento: 30 de abril de 1808
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): -

Conjunto documental: Manuel Duarte Silva
Notação: caixa 1428, proc. 663
Datas-limite: 1796-1796
Título do fundo: Inventários
Código do fundo: 3J
Argumento de pesquisa: açúcar, cana de
Ementa: declaração dos bens de Manuel Duarte da Silva. Entre eles estão dez escravos não especializados; ferramentas, como a roda de moer mandioca, avaliada em mil e quinhentos réis; a plantação, como um quartel da planta de cana, avaliada em três mil e cana limpa valendo seis mil e quatrocentos; o valor da casa de vivenda, de seis mil e quatrocentos mil réis; e a avaliação dos duzentos e cinqüenta braços de terra, considerados no valor seis contos de réis.
Data do documento: 28 de novembro de 1796
Local: Vila de Santo Antônio de Sá
Folha(s): 10 a 12

Conjunto documental: Manuel Duarte Silva
Notação: caixa 1428, proc. 663
Datas-limite:1796-1796
Título do fundo: Inventários
Código do fundo: 3J
Argumento de pesquisa: açúcar, cana de
Ementa: declaração do tenente João Duarte Silva procurador de Aurélia Maria de Paiva, sua mãe, mostrando o que se produziu no seu engenho e por quanto se vendeu a produção. Coloca que teve a produção de cento e sete arrobas de açúcar branco, importando duzentos e noventa e cinco mil trezentos e vinte réis, e um rendimento de cinqüenta e cinco mil duzentos e cinqüenta réis em relação ao açúcar mascavo.
Data do documento: 13 de setembro de 1798
Local: Vila de Santo Antônio de Sá
Folha(s): 30

Conjunto documental: Manuel Duarte Silva
Notação: caixa 1428, proc. 663
Datas-limite: 1796-1796
Título do fundo: Inventários
Código do fundo: 3J
Argumento de pesquisa: açúcar, cana de
Ementa: declaração dos bens de Manuel Duarte Silva. Entre outros itens, está arrolado o dinheiro líquido proveniente da venda de açúcar branco e mascavo, na quantia de trezentos e cinqüenta mil quinhentos e setenta réis.
Data do documento: 29 de janeiro de 1802
Local: Vila de Santo Antônio de Sá
Folha(s): 44

Conjunto documental: Junta do Comércio. Portarias e circulares recebidas
Notação: caixa 419, pct. 01
Datas-limite: 1808-1812
Título do fundo: Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação
Código do fundo: 7X
Argumento de pesquisa: açúcar, fabrico de
Ementa: ofício de Luís José de Carvalho e Melo a Real Junta de Comércio acerca de dois caixotes de cana de açúcar de Caiena. Esta cana é considerada de qualidade superior, e por isso pede que ela seja espalhada pelo país, e se possível, que se mande um pé para a chácara do príncipe regente e outra para a Lagoa de Freitas.
Data do documento: 26 de março de 1811
Local: Rio de janeiro
Folha(s): -

Conjunto documental: Vasco Fernandes Rangel
Notação: caixa 1123, proc. 9269
Datas-limite: 1799-1818
Título do fundo: Inventários
Código do fundo: 3J
Argumento de pesquisa: açúcar, cana de
Ementa: declaração dos bens de Vasco Fernandes Rangel. Consta que o engenho de açúcar denominado Rio Grande vale dois contos e duzentos e cinqüenta mil réis, e avalia outros bens, como a casa da caldeira, que vale trinta mil réis, um alambique, que vale oitenta e seis mil e quatrocentos réis, e quatro moendas, que estão no valor de quatro mil e oitocentos réis. Ainda relaciona as dívidas que o falecido tem, e que foram pagas com cana.
Data do documento: s.d.
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 7v a 15v

Conjunto documental: Vasco Fernandes Rangel
Notação: caixa 1123, proc. 9269
Datas-limite: 1799-1818
Título do fundo: Inventários
Código do fundo: 3J
Argumento de pesquisa: açúcar, cana de
Ementa: declaração do inventariante José da Fonseca Vasconcelos sobre o rendimento das safras de açúcar dos anos de 1798, 1799 e 1800. No primeiro ano, foram produzidas de vinte e duas caixas de açúcar branco e mascavo, e retirando o dízimo, as trinta e seis arrobas que pertenciam aos lavradores, e demais despesas, houve o rendimento de dois contos oitocentos e vinte e um mil e cento e sessenta réis. No segundo, o rendimento ficou em um conto quinhentos e noventa e seis mil setecentos e noventa e quatro réis e no terceiro, em um conto sete mil e quatrocentos e cinqüenta mil réis.
Data do documento: s.d.
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): -

Conjunto documental: Capitanias da Bahia, Alagoas, Ceará, Goiás, maranhão, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco, Piauí, São Paulo, Santa Catarina
Notação: caixa 748 (pct. 01)
Datas-limite: 1770-1813
Título do fundo: Vice-Reinado
Código do fundo: D9
Argumento de pesquisa: açúcar, comércio de
Ementa: mapa dos produtos exportados pela capitania da Bahia para Portugal e feitorias na África, no ano de 1799. Entre eles, o açúcar, que teve oitocentos trinta e seis mil setecentos e oitenta arrobas exportadas para Portugal e noventa e seis para Costa da Mina.
Data do documento: `1799]
Local: Bahia
Folha(s): -

Conjunto documental: Capitanias da Bahia, Alagoas, Ceará, Goiás, maranhão, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco, Piauí, São Paulo, Santa Catarina
Notação: caixa 748 (pct. 01)
Datas-limite: 1770-1813
Título do fundo: Vice-Reinado
Código do fundo: D9
Argumento de pesquisa: açúcar, comércio de
Ementa: mapa dos produtos transportados da Bahia para Lisboa e para o Porto. Entre eles o açúcar, transportado em quinze mil setecentos e onze caixas, setecentos e onze feixes e cento e onze canas.
Data do documento: 9 de setembro de 1798
Local: Bahia
Folha: -

Conjunto documental: Capitanias da Bahia, Alagoas, Ceará, Goiás, maranhão, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco, Piauí, São Paulo, Santa Catarina
Notação: caixa 748 (pct. 02)
Datas-limite: 1770-1813
Título do fundo: Vice-Reinado
Código do fundo: D9
Argumento de pesquisa: açúcar, comércio de
Ementa: mapa de importação e exportação de produtos de Pernambuco no ano de 1802. Um dos gêneros exportados é o açúcar, que gerou um valor em dinheiro de trezentos e noventa e oito contos vinte e três mil e quatrocentos e cinqüenta réis.
Data: `1802]
Local: Pernambuco
Folha(s): -

Conjunto documental: Ministério do Império - Casa Imperial - Fazenda de Santa Cruz
Notação: caixa 507, pct. 01
Datas-limite: 1783-1800
Título do fundo: Fazenda Nacional de Santa Cruz
Código do fundo: EM
Argumento de pesquisa: açúcar, engenho de
Ementa: carta do desembargador inspetor José Feliciano da Rocha Gameiro em que fornece informações sobre a Real Fazenda de Santa Cruz. O documento apresenta características físicas da fazenda tais como suas medidas e condições do solo, que teria boas condições de adubagem devido às freqüentes inundações. Relata que, pela presença na fazenda de diversos escravos com ofícios, seria possível erigir dois engenhos de açúcar, produto que seria de grande utilidade devido ao seu preço. Inclusive, segundo o desembargador, muitos senhores deixavam de fazer farinha para empregarem seus escravos na produção do açúcar. Portanto, seria necessário pouco dinheiro para implantação dos engenhos, visto que o retorno seria tamanho que compensaria o gasto. Acrescenta que na fazenda existia a possibilidade de plantar café e arroz, além de aconselhar a venda de seis léguas de sertão perto da fazenda para assegurado sustento da mesma.
Data do documento: 19 de fevereiro de 1791
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 6 a 8v

Conjunto documental: Ministério do Império - Casa Imperial - Fazenda de Santa Cruz
Notação: caixa 507, pct. 01
Datas-limite: 1783-1800
Título do fundo: Fazenda Nacional de Santa Cruz
Código do fundo: EM
Argumento de pesquisa: açúcar, engenho de
Ementa: carta do conde de Resende a Martinho de Melo e Castro, Secretário de Estado dos Negócios da Marinha e Ultramar, na qual informa que mandara construir dois engenhos na Real Fazenda de Santa Cruz, e relata o estado das obras, das plantações e as condições das ferramentas utilizadas na moenda da cana. O conde afirma que os negócios da Administração Real sempre sofrem de desvios mas que, com ele próximo, sua majestade tiraria grande proveito dos engenhos, e que continuaria a mandar erguer novos nos lugares que julgasse necessário.
Data do documento: 27 de maio de 1792
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 2 a 3

Conjunto documental: Ministério do Império - Casa Imperial - Fazenda de Santa Cruz
Notação: caixa 507, pct. 01
Datas-limite: 1783-1800
Título do fundo: Fazenda Nacional de Santa Cruz
Código do fundo: EM
Argumento de pesquisa: açúcar, engenho de
Ementa: relatório do administrador da Real Fazenda de Santa Cruz, Manoel Rodrigues Silvano, no qual indica em que estado se encontra a obra do engenho, além de contabilizar os gastos com pagamentos de trabalhadores homens e mulheres, a quantidade desses trabalhadores, suas funções e quantos deles estariam doentes. Detalha que os pagamentos seriam feitos com o dinheiro das pastagens do gado por ordem do inspetor, e conclui detalhando as transações de compra e venda do gado da Fazenda Real e os lucros obtidos.
Data do documento: 2 de agosto de 1793
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 75 a 77v

Conjunto documental: Ministério do Império - Casa Imperial - Fazenda de Santa Cruz
Notação: caixa 507, pct. 01
Datas-limite: 1783-1800
Título do fundo: Fazenda Nacional de Santa Cruz
Código do fundo: EM
Argumento de pesquisa: açúcar, engenho de
Ementa: carta de Manoel Rodrigues Silvano na qual relata o estado das obras de construção dos dois engenhos na Fazenda Real de Santa Cruz, que estaria adiantado, apesar dos poucos trabalhadores. Conta que foram produzidas 29 caixas de açúcar de boa qualidade, uma de açúcar mascavo e 29 pipas de água ardente. Em razão das constantes chuvas, não fora possível pôr o açúcar para secar com a brevidade necessária, no entanto, conta ele que na primeira embarcação que entrasse no rio Itaguaí, seria embarcada a água ardente para a cidade.
Data do documento: 23 de fevereiro de 1794
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 28

Conjunto documental: Ministério do Império - Casa Imperial - Fazenda de Santa Cruz
Notação: caixa 507, pct. 01
Datas-limite: 1783-1800
Título do fundo: Fazenda Nacional de Santa Cruz
Código do fundo: EM
Argumento de pesquisa: açúcar, engenho de
Ementa: carta de Manuel do Couto Reis na qual relata a situação das culturas de cana e produção do açúcar na Real Fazenda de Santa Cruz. Segundo ele, a produção, apesar da pouca quantidade, era de boa qualidade, e em ambos aspectos era superior ao ano anterior. Tal fato o fez acreditar na potencialidade da terra para o cultivo da cana, prevendo assim o aumento na produção futura. Segundo ele, fora começada uma plantação de cana perto do "Piahy" `Piraí] para facilitar o transporte, e a construção de um armazém poderia ter sido iniciada se não fossem as notícias de possível venda da fazenda.
Data do documento: 4 de janeiro de 1795
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 1 a 3v

Conjunto documental: Registro de provisões, alvarás, leis, títulos, orais e regimentos da Relação do Brasil
Notação: códice 541
Datas-limite: 1613-1691
Título do fundo: Relação da Bahia
Código do fundo: 83
Argumento de pesquisa: açúcar, engenho de
Ementa: alvará real decretando que fossem expedidas somente uma certidão para cada carga de açúcar que embarcasse rumo ao reino, e não uma certidão para cada caixa de açúcar como antes se praticava. Tal procedimento atrapalhava o carregamento e causava encargos para os carregadores como o pagamento de cem réis para cada certidão emitida. Sendo assim, também seria mandada outra certidão do reino informando onde a carga descarregara. Qualquer carregador do Estado do Brasil, de qualquer condição, que transportasse açúcar para o reino pagaria somente uma fiança para toda a sua carga, e o mestre do navio redigiria uma declaração com o nome de cada carregador, o número de caixas suas embarcadas, e as arrobas que cada caixa levava. Após o procedimento, seria expedida uma certidão geral.
Data do documento: 15 de janeiro de 1605
Local: Lisboa
Folha(s): 115v e 116

Conjunto documental: Registro de provisões, alvarás, leis, títulos, orais e regimentos da Relação do Brasil
Notação: códice 541
Datas-limite: 1613-1691
Título do fundo: Relação da Bahia
Código do fundo: 83
Argumento de pesquisa: açúcar, engenho de
Ementa: provisão que desobriga os senhores que tenham acabado de construir seus engenhos de pagar os direitos por dez anos. O prazo começaria a valer a partir do fim da edificação do engenho, fato que deveria ser reportado prontamente ao provedor da Fazenda. Durante este tempo, estaria o senhor apenas obrigado a pagar o dízimo devido à Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo, e a partir do momento em que ele começasse a gozar do benefício dos dez anos, sua condição seria declarada nas certidões que fossem enviadas juntamente com o açúcar para o reino.
Data do documento: 16 de março de 1570
Local: Lisboa
Folha(s): 161 e 161 v

Conjunto documental: Registro de provisões, alvarás, leis, títulos, forais e regimentos da Relação do Brasil
Notação: códice 541
Datas-limite: 1613-1691
Título do fundo: Relação da Bahia
Código do fundo: 83
Argumento de pesquisa: açúcar, engenho de
Ementa: alvará de d. Filipe II, rei de Portugal, no qual declara que a liberdade que desobrigara os senhores de engenho de pagar os direitos por dez anos era necessária, em vista dos grandes gastos com tal empreendimento. No entanto, segundo ele, os donos de engenhos do Estado do Brasil têm praticado uma nova forma de moer açúcar, o engenho de "trapiche", menos dispendiosa e com mais facilidades. Por conta disso, o rei proclama que fossem proibidos os registros de engenhos que trabalhassem dessa forma, e veta a emissão de certidões para guardar a carga nos armazéns do reino.
Data do documento: 24 de maio de 1614
Local: Lisboa
Folha(s): 162 e 162 v

Conjunto documental: Registro da correspondência do Vice-Reinado com diversas autoridades
Notação: códice 70, vol. 08
Datas-limite: 1774-1777
Título do fundo: Secretaria de Estado do Brasil
Código do fundo: 86
Argumento de pesquisa: açúcar, engenho de
Ementa: carta do marquês de Lavradio ao mestre de campo Miguel Antunes Ferreira na qual relata o descuido dos senhores de engenho com plantações de mantimentos por se acharem ocupados na cultura do açúcar. Mandava que fossem retiradas de seu poder as terras não utilizadas para que em seguida fossem dadas para quem as cultivasse.
Data do documento: 16 de setembro de 1774
Local: Rio de janeiro
Folha(s): 28

Conjunto documental: Registro de datas e demarcações de sesmarias (Provedoria da fazenda da Bahia)
Notação: códice 427, vol. 01
Datas-limite: 1671-1690
Título do fundo: Tesouraria da Fazenda da província da Bahia
Código do fundo: BX
Argumento de pesquisa: açúcar, engenho de
Ementa: registro de provisão do Coronel Francisco Gil de Araújo que pedira duas léguas de terra em sesmaria. Argumenta que entre as terras de Pedro Botelho da Fonseca e de Gaspar Rodrigues Alonso existia este pedaço de terra que não pertencia a ninguém, e que o coronel pedia. O suplicante já possuía um engenho, mas estava a construir outro. Por isso pedia mais terras por sesmaria para que pudesse trabalhar com o seu novo engenho.
Data do documento: 29 de agosto de 1671
Local: Salvador
Folha(s): 12 a 12v

Conjunto documental: José da Costa Neves
Notação: maço 434, proc. 8386
Datas-limite: 1798-1798
Título do fundo: Inventários
Código do fundo: 3J
Ementa: inventário que constam relacionados os pertences de José de Araújo da Fonseca, entre eles escravos seus e de seu falecido irmão, uma casa na freguesia de São João de Meriti, uma cultura de cana de açúcar nas terras do capitão Antônio da Rocha Barbosa, duas caixas de açúcar branco, uma com 42 arrobas e outra com 20 arrobas localizadas no Engenho do Carrapato, onde José de Araújo era lavrador. No documento estão declarados seus sobrinhos como herdeiros universais.
Data do documento: 10 de dezembro de 1797
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 4

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