Luís dos Santos Vilhena, (introdução de Emanuel Araújo), Arquivo Nacional, 1987, Publicações Históricas 87.
Publicação de uma das 24 cartas redigidas por Luís dos Santos Vilhena e endereçadas a dois amigos fictícios, Filipono e Patrífilo. Vilhena nasceu em Portugal, em 1744, e em 1787 foi nomeado professor régio de língua grega em Salvador, onde faleceu em 1814. As primeiras vinte cartas foram escritas por ele em 1798 e 1799, estando o trabalho concluído em 1802. Dezesseis cartas referem-se à Bahia, sete descrevem as demais capitanias e a última, objeto desta publicação, é uma espécie de programa de uma nova política colonialista. Conforme aponta Emanuel Araújo, em Pensamentos políticos sobre a Colônia, Vilhena “retratou com fidelidade apaixonada e meticulosa uma sociedade escorregadia, difícil de entender, onde conviviam opulência e miséria, burocracia venal e intelectuais idealistas, inércia estimulada pela rigidez da tradicional ordem estabelecida, administrativamente consagrada, e impulsos de mudança radical, de rompimento, de renovação total”. O Arquivo Nacional possui códice encadernado com a última parte da obra de Vilhena (cartas de números 22 a 24).
