Ricos e Pobres em Minas Gerais é a linha de pesquisa através da qual a historiadora Carla Almeida desenvolveu sua tese de doutorado com vistas a compreender como se formou a estrutura produtiva da capitania de Minas de Gerais entre os anos de 1750 a 1822. A obra mapeia os homens listados como os mais ricos da capitania de Minas Gerais na segunda metade do século XVIII. Visualisa as redes de relações estabelecidas entre estes indivíduos, via negócios ou casamentos, como parte das estratégias de manutenção de sua condição social. Nesse período, registrou-se o ápice do ciclo minerador (1750 a 1779) e nos anos posteriores verificou-se a consolidação dos extratos sociais advindos das fortunas acumuladas ao longo desse espaço de tempo. O livro faz um balanço de todas as faixas sociais mostrando o inventário das classes mais abastadas e revelando nomes de famílias daqueles que conseguiram chegar ao topo da pirâmide via casamentos por interesse econômico. O recolhimento dos dízimos, a relação entre o volume produzido e o número de escravos, a distribuição das capitanias, a predominância de atividades na menor e nas maiores faixas de fortuna, o rendimento das plantações, os entrelaçamentos familiares são alguns dos tópicos abordados nos vários capítulos da obra. A autora comprova ainda que esse foi o período no qual a concentração da riqueza conheceu seu apogeu - tratava-se de uma sociedade fundamentalmente agropecuária, na qual a diferença entre os mais ricos e os mais pobres revelou-se absoluta.
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