Francisco de Assis Barbosa. Dom João VI e a Siderurgia no Brasil. Brasília: Editora Batel, 2010.
A atividade metalúrgica no início da colonização era exercida pelos artífices ferreiros, caldeireiros, funileiros e latoeiros, sempre presentes nos grupos de portugueses que desembarcavam nas recém-fundadas capitanias. Com a chegada da família real, a preocupação do governo português com a escassez de ferro no Brasil fez nascer duas ambiciosas aventuras siderúrgicas do período: a Real Fábrica de Ferro do São João do lpanema, iniciada em 1810, próximo a Sorocaba, e a Real Fábrica de Ferro de Morro do Pilar, em 1812, em Minas Gerais. Ambas pretenderam produzir grandes quantidades de ferro fundido, ferro maleável e aço para o mercado nacional e para exportação, porém consumiram grandes somas públicas e nenhuma chegou a operar com margem de lucros.
Fruto de uma palestra proferida pelo autor no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, em 1958, durante as comemorações da chegada ao Rio de Janeiro da Família Real Portuguesa, o conteúdo discorre sobre as experiências econômicas sejam positivas ou frustantes que ocorreram no Brasil a partir da chegada da família real.
O legado siderúrgico para a Colônia com a chegada de d.João VI
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