Ricardo Maranhão (pesquisa e texto). Vallandro Keating (Ilustração). Caminhos da Conquista. A formação do espaço brasileiro. São Paulo e Rio: Ed. Terceiro Nome, 2008.
Dentro dos projetos de ocupação e produção do espaço colonial na América Portuguesa, observou-se o papel proeminente dos agentes privados. Para reduzir os custos do projeto colonial na Metrópole, grande liberdade foi concedida aos agentes produtivos, trazendo problemas como o da corrupção, dos abusos de poder, da violência e das falências. Com isso, esperava-se garantir um amplo controle territorial e obter maiores retornos comerciais. Através de 90 desenhos e mapas feitos especialmente para a edição (além de fotos e outros mapas e desenhos), o livro faz uma reflexão sobre os 300 anos do período colonial brasileiro, desde a passagem dos primeiros navegadores pela nossa costa, para delimitar uma visão sobre os diferentes ritmos e formas de conquista e ocupação do território. Estabelece diferenças conceituais e históricas a respeito das palavras "descobrimento, achamento, genocídio e suicídio". Para tanto, aborda o massacre da população nativa (índios e escravos negros) sacrificada em favor da expansão econômica. “Uma expansão marítima, militar e comercial sem precedentes na história da humanidade só pode realizar-se por meio da atividade sistemática de conquista guerreira, política, ideológica e econômica", comenta o autor Maranhão. Os desenhos do arquiteto Vallandro Keating na verdade fazem uma íntima relação com o texto, pois mostram trilhas e caminhos utilizados nas excursões exploradoras, que culminaram tanto no aprisionamento de escravos como na fundação de cidades.
Excursões exploratórias: caminhos coloniais de conquista territorial
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