nense, em Viagens Ultramarinas desvela, além do jogo administrativo, das engrenagens e dos artifícios utilizados na colônia portuguesa Ronald Raminelli. Viagens Ultramarinas: Monarcas, Vassalos e governo à distância - Editora: Alameda , 2008.A pesquisa de Raminelli, professor do departamento de História da Universidade Federal Flumi
nense, em Viagens Ultramarinas desvela o jogo administrativo, das engrenagens e dos artifícios utilizados na colônia portuguesa. Mostra ainda a formação da elite brasileira revelando como os vassalos do monarca português transferidos para o Brasil em 1808 contribuíram para manter o Império, durante tantos séculos. Mostra ainda como a lealdade ao rei viabilizou um governo ainda que à longa distância. Sem a ajuda desses homens, com certeza as conquistas reais seriam inviáveis. Vale ressaltar que o projeto das viagens ultramarinas iluminaram vários campos do conhecimento já que foi nesse período que o Brasil foi percorrido de Norte a Sul por naturalistas formados em Coimbra e incumbidos pela Coroa de coletar informações sobre a terra, a flora, a fauna e os povos nativos. Por vezes eram viagens intermináveis, como as de Alexandre Rodrigues Ferreira, autor da Viagem Filosófica. Estas viagens ocorridas no final do século XVIII, chamadas "viagens filosóficas", eram expedições científicas as possessões portuguesas cuja finalidade consistia em conhecer o território, demarcar limites, e realizar um "inventário" da natureza do Novo Mundo. O propósito delas consistia em enviar remessas da fauna e flora local para fins de catalogação nos Museus de História Natural da Europa. Muitas dessas viagens contavam com o patrocínio da Academia Real das Ciências de Lisboa que congregava homens da ciência, naturalistas, literatos e outros intelectuais portugueses e estrangeiros.
