Isabel Lustosa. Nascimento da Imprensa Brasileira. Rio de Janeiro: Editora: Jorge Zahar, 2004.
Nos 308 anos anteriores, a contar da chegada dos primeiros portugueses ao Brasil, a letra imp
ressa era proibida na colônia assim como as indústrias, as bibliotecas e as universidades. Os primeiros registros da chegada em nosso país da tipografia (do grego typos — “forma” — e graphein — “escrita”) datam de 1808. O primeiro foi produzido na Inglaterra pelo exilado e maçônico Hipólito da Costa e recebeu o nome de Correio Braziliense cuja linha editorial exaltava os ideais liberais. O segundo a circular já impresso no Brasil foi a Gazeta do Rio de Janeiro, um diário oficial da Corte e que copiava o conservadorismo da Gazeta de Lisboa. Outros jornais só surgiram depois dos desdobramentos no Brasil das revoltas liberais na Europa, especialmente a ocorrida na cidade do Porto, em 1820. Uma das primeiras medidas da Junta que assumiu o poder foi a liberação do prelo. As notícias sobre essa revolução chegaram ao Brasil ainda na segunda metade de 1820 mas tiveram um impacto importante a partir das manifestações de fevereiro de 1821. Na ocasião, por pressão das tropas portuguesas baseadas no Rio e dos liberais o rei foi levado a jurar as bases da Constituição que estava por se fazer. A partir daí liberou-se a imprensa e, já em março de 1821, começaram a circular os primeiros jornais independentes. Todos esses movimentos inspiraram o processo de independência da nação brasileira.
Os primeiros impressos no Brasil
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Nos 308 anos anteriores, a contar da chegada dos primeiros portugueses ao Brasil, a letra impressa era proibida na colônia assim como as indústrias, as bibliotecas e as universidades...
