.


Com patrocínio da Light, O Rio de Janeiro no Século XVII pôde voltar às prateleiras das livrarias, após 40 anos de seu lançamento...

Vivaldo Coaracy. O Rio de Janeiro no século XVII. Rio de Janeiro: Documenta Histórica Editora, 2009.  

Edições anteriores:
1ª lançamento: RJ., J. Olympio, 1955. 580p.
                       (Coleção Documentos Brasileiros, 88)
                        PRÊMIO PAULA BRITO, de História em 1955.

-2ª ed. Revista e aumentada. RJ., J. Olympio, 1965.
                          (Coleção Rio 4 séculos, 3).
-3ª ed. Belo Horizonte, Itatiaia e São Paulo, USP, 1988.
 

Com patrocínio da Light, O Rio de Janeiro no Século XVII pôde voltar às prateleiras das livrarias, após 40 anos de seu lançamento, em edição revisada e ampliada graças ao esforço da filha bibliotecária do autor, Ada Maria, de 81 anos. Trata-se de livro de referência para pesquisadores no que se refere ao primeiro momento após o descobrimento do Brasil. O século 18 ficou marcado pelo ciclo do ouro. Vivaldo Coaracy se ressentia porque não havia detalhes sobre o século 17. Para ele, o período era ainda pouco explorado. Reúne a partir de ampla pesquisa e leitura da obra de historiadores como Frei Vicente do Salvador, Francisco Adolfo de Varnhagen e Rodolfo Garcia elementos importantes  sobre a cidade recém-fundada mencioando os acontecimentos mais importantes daquele período (1601 A 1700), o sistema de abastecimento de água, de transporte, dentre outros sem esquecer a lista de governadores até 1700. Suas análises dos fatos da época e o alcance que tinham seus escritos fizeram com que fosse preso e, após, exilado para Portugal. Ele foi influenciado pelo pensamento positivista, com uma visão linear da história, tanto que fez um anuário. Mas, ao mesmo tempo, tinha uma preocupação pelo processo histórico. Segundo a obra, no Rio de 1613, orações e novenas eram as únicas medidas preventivas contra o contágio por varíola. Roupas e colchões das vítimas eram atirados "aos monturos" ao ar livre. O primeiro calçamento urbano é de 1617. A Ladeira da Sé, depois chamada de da Misericórdia, levava ao Morro do Castelo, que foi desmontado no século 20. A mais antiga rua da cidade ainda resiste, mas já não dá em lugar algum. Só a partir de 20 de julho de 1620 a Justiça fluminense ganhou poder para decidir causas importantes. Até então, as ações só podiam ser julgadas nos tribunais da Bahia, capital da Colônia.