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Esta obra faz parte da comemoração da efeméride dos 200 anos da vinda dos Orléans e Bragança de Portugal para o Brasil cujo conteúdo comprova que não foi uma fuga e sim uma transferência pensada ...

Kenneth Light . A viagem marítima da família real. A transferência da corte portuguesa para o Brasil. Rio de Janeiro: Ed. Jorge Zahar, 2008.

 

Esta obra faz parte da comemoração dos 200 anos da vinda dos Orléans e Bragança de Portugal para o Brasil e busca comprovar que não foi uma fuga e sim uma transferência pensada bem antes da invasão de Portugal pelas tropas de Napoleão. Numa simples fuga não seria possível fazer com que 14 mil pessoas (a metade era de tripulantes), incluindo crianças, chegassem do outro lado do Atlântico sãs e salvas numa travessia de meses iniciada em 29.11.1807. Tudo isso para salvar seu reinado e sem dúvida também suas colônias que geravam à época  70% da riqueza do Reino. Como a Inglaterra dominava os mares na época, Napoleão ficaria com Portugal, a Inglaterra dominaria o comércio com o Brasil e D. João ficaria sem reino. O autor fez uso como fonte de pesquisa de informações encontradas no Arquivo Geral da Inglaterra,como:

-“livros de quartos” ou diários de bordo de todos os navios, 

- "relatórios de capitães” dirigidos ao almirantado ao longo e ao término da viagem e, sobretudo,

- o “diário pessoal” de Graham Moore, capitão da Marlborough e comodoro das quatro naus.

O livro revela,  dois séculos depois, novos conteúdos  sobre a epopéia de cruzar o Atlãntico trazendo a bordo a corte portuguesa. A linda foto que ilustra a capa foi especialmente encomendada para esta publicação para o pintor Geoff Hunt, a maior autoridade em pintura de navios daquela época e presidente da centenária Real Sociedade de Pintores de Marinhas– RSMA – da Inglaterra, e retrata com bastante fidelidade o momento em que as naus adentraram a Baía de Guanabara.