A palavra Candomblé começou a ser usada como uma forma de nominar as reuniões
feitas pelos escravos, para cultuar seus deuses, porque também era comum chamar de Candomblé toda festa ou reunião de negros no Brasil. A verdade é que o culto nigeriano de Orixá, chamado de Candomblé no Brasil, foi organizado por mulheres para mulheres. Antigamente, nas primeiras casas de Candomblé, os homens não entravam na roda de dança para os orixás. Mesmo os que se tornavam babalorixás tinham uma conduta diferente no que diz respeito à roda de dança. Desta forma, a participação dos homens era puramente circunstancial. Daí a necessidade de inserir no culto vários cargos para homens, como, por exemplo, os cargos de ogans. Com o decorrer do tempo passou a definir um conjunto de cultos vindo de diversas regiões africanas. A palavra possui dois significados entre os pesquisadores:
1-Candomblé seria uma modificação fonética de Candonbé, um tipo de atabaque usado pelos negros de Angola;
2-ou ainda, viria de Candonbidé, que quer dizer ato de louvar, pedir por alguém ou por alguma coisa.
Esta publicação lançada pela editora Pallas resulta da pesquisa de um babalorixá e de sua filha-de-santo que, motivados por sua própria experiência, decidiram elucidar conceitos e temas bastante recorrentes no cotidiano religioso dos que pertencem às três nações analisadas com maior enfoque nesta obra — Bantu, Iorubá e Fon. Todas as questões apresentadas no livro têm como ponto de vista analítico o campo do religioso com o objetivo de explicar e sanar com riqueza de detalhes todas as dúvidas e interpretações sobre a temática em questão.
