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Há exatamente 250 anos atrás, Portugal e Espanha assinaram o Tratado de Madri cujo objetivo consistia em substituir o de Tordesilhas, já que na prática não era mais respeitado...

Carlos Francisco Moura. Astronomia na Amazônia no século XVIII ( Tratado de Madri). Rio de Janeiro: ed. Real  Gabinete Português de Leitura, 2008. 


Há exatamente 250 anos Portugal e Espanha assinaram o Tratado de Madri cujo objetivo consistia em substituir o de Tordesilhas, já que este na prática não era mais respeitado. As negociações basearam-se no chamado Mapa das Cortes, privilegiando a utilização de rios e montanhas para demarcação dos limites. Tratou-se em realidade da primeira tentativa de terminar com o litígio entre Portugal e Espanha a respeito dos limites de suas colônias na América do Sul. Esta obra publicada pelo Real Gabinete Português resulta de um trabalho de investigação pioneiro desenvolvido pelo arquiteto Carlos Francisco Moura que se baseou nos documentos da Expedição do Maranhão de 1753, criada para demarcar os confins da América  maiormente o espaço amazônico. Graças aos registros e gravuras compilados nesses relatos de viagem foi possível ao pesquisador ilustrar a obra com os aparelhos astronômicos utilizados na época, como: telescópios, quadrantes, grafômetros, barômetros dentre outros. LIvros técnicos  serviram como bússola para esses expedicionários que adentraram a floresta amazônica dentre os quais citamos os astrônomos: Szentmártonyi (jesuíta croata) e Dr. Brunellim (clérigo italiano). Após o término dessa aventura científica, a obra relata os destinos destes cientistas quando do seu retorno ao continente europeu.