Brienen, Rebecca Parker. Visions of Savage Paradise: Albert Eckhout, Court Painter in Colonial Dutch Brazil. Amsterdã: Amsterdam University Press, 2006.
A obra se passa entre os anos de 1637 a 1644, período em que Maurício de Nassau ocupava o cargo de governador do Brasil holandês. O jovem nobre trouxe consigo uma comitiva formada por artistas e cientistas de várias partes da Europa que tinham a função de registrar as características das terras do Novo Mundo. Dentre os muitos nomes que chegaram ao Brasil se destacaram os pintores Albert Eckhout e Frans Post. A extensa produção artística desenvolvida pelos membros da corte de Nassau se transformou na principal fonte de informações e imagens sobre a América. Através desse conjunto documental de registro etnográfico impar, a Europa foi absorvendo em seu imaginário uma imagem mais real e paradoxalmente bem fantasiosa sobre sua colônia e seus habitantes. Após reconstituir a biografia do artista, a autora analisa os desenhos de história natural e dos quadros monumentais que retratam indígenas, africanos e mestiços, com destaque para um estudo detalhado sobre os retratos dos Brasilianen e dos Tapuia.
O legado artístico de Albert Eckhout- século XVII
- Detalhes
A obra abrange o período compreendido entre os anos de 1637 e 1644, em que Maurício de Nassau ocupava o cargo de governador do Brasil holandês.
