
Em 1816, a Áustria- grande potência européia- tinha a intenção de estabelecer uma aproximação política, econômica e científica com a América do Sul. Esta é a razão pela qual Leopoldina fôra enviada para o Brasil, casada por procuração com Dom Pedro. Carolina Josefa Leopoldina de Habsburgo-Lorena (que no Brasil passou a assinar "Dona Maria Leopoldina" ou "Dona Leopoldina") foi Arquiduquesa da Áustria, primeira Imperatriz do Brasil e, durante oito dias (em 1826), Rainha de Portugal. A obra reconstrói os passos desta importante personagem na gênese da nação brasileira. Escrita em forma de romance, a trama se desenvolve levando em considerção fatos reais pesquisados pela historiadora em arquivos da Áustria e do Brasil. Além de expor os sentimentos mais íntimos da imperatriz, como o amor pelo seu esposo e o ciúmes pela sua rival, a obra revela os costumes brasileiros justapostos aos dos europeus. O romance narra ainda os últimos dias da Imperatriz que por dez dias, em dezembro de 1826, ardeu em febre e foi tomada por delírios, até morrer, no dia 11, longe de Pedro I e cercada pelos cinco filhos, entre os quais o mais novo e herdeiro do trono, Pedro II. A Imperatriz Leopoldina do Brasil foi sepultada no Convento da Ajuda, no Rio de Janeiro, em 14 de dezembro de 1826 com toda a pompa: o fausto em preto prateado e cortejo de soldados. Seu marido, Dom Pedro, não estava presente. Ele voltou da Província Cisplatina em 15 de janeiro de 1827. A reedição do livro pela Reler se insere nas comemorações dos 200 anos chegada da Família Real ao Brasil.
