Renata Santos. A Imagem Gravada: a Gravura no Rio de Janeiro entre 1808 e 1853. Rio de Janeiro: Ed. Casa da Palavra, 2008.

Antes da chegada da Corte, as gravuras- assim como os impressos de uma forma em geral– eram proibidos na Colônia. Somente após a chegada do Príncipe Regente em 1808, as estampas passaram a ocupar a função estratégica de ampliar o processo cartográfico. As encomendas de estreia dos primeiros gravadores oficiais da cidade foram a reprodução em buril de uma planta do Rio. A historiadora Renata Santos traça um panorama do desenvolvimento da gravura no Rio de Janeiro mostrando os efeitos que ela provocou na sociedade durante o período de 1808 até o reinado de dom Pedro I. A técnica da gravura instituída por dom João serviu não apenas serviu para difundir conhecimento mas também se tornou uma ferramenta de pressão política e social utilizada pelo monarca a seu favor. A gravura que aparece num primeiro momento como forma de ilustrar a imprensa vai ganhando presença, amadurecendo, se tropicalizando e se transformando tecnicamente em litografia, daguerreótipo até evoluir para a fotografia. O livro vem ricamente ilustrado por gravuras pesquisadas quase todas na Biblioteca Nacional.
