Na colônia, o tecido social era formado por uma complexo e diversificado leque de indivíduos provenientes dos mais diversos locais e etnias, entre os quais estavam os brancos livres, negros escravos ou libertos. A família representava o epicentro deste universo histórico pois tudo era em função dela (não necessariamente a consanguínea) e era para ela que todos os aspectos da vida cotidiana, pública e privada originavam-se ou convergiam. A família confere aos homens um lugar social, na medida em que os indivíduos são sempre referidos a um grupo que é muito mais amplo que os limites da sua territorialidade. A questão das famílias formadas por padres ou religiosos é uma realidade que não deve ser esquecida na história do setecentos pernambucano. A obra aborda justamente as relações amorosas e familiares paralelas e conflitivas vivenciadas por vários missionários jesuítas desta nuclearidade eclesiática, ressaltando que , em 1767, a ordem franciscana (que teve seu auge no Brasil Colônia) se fazia representar com mais de mil religiosos.
O poder das instituições na formação do núcleo familiar
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Na colônia, o tecido social era formado por uma complexo e diversificado leque de indivíduos provenientes dos mais diversos locais e etnias, entre os quais estavam os brancos livres, negros escravos ou libertos... Giselda Brito Silva e Suely Creusa Cordeiro de Almeida. Ordem & Polícia: controle político e social e formas de resistência em Pernambuco nos séc. XVIII ao XX. Recife: Ed. da UFRPE, 2007.
