.


Criado através do Decreto de 13 de Junho de 1808 pelo Príncipe-Regente D. João, o espaço situado no antigo "Engenho da Lagoa", pertencente a Rodrigo de Freitas.. Rosa Nepomuceno. O jardim de D. João. Rio de Janeiro: ed. Casa da Palavra, 2007. 

Criado através do Decreto de 13 de Junho de 1808 pelo Príncipe-Regente D. João, o espaço situado no antigo "Engenho da Lagoa", pertencente a Rodrigo de Freitas, recebeu inicialmente o nome de Jardim de Aclimação. Sua finalidade era aclimatar as plantas de especiarias oriundas das Índias Orientais: noz-moscada, canela e pimenta-do-reino. As primeiras mudas vieram das ilhas Maurício, do jardim La Plampemousse, oferecidas a D.João, por Luiz de Abreu Vieira e Silva. Entre elas estava a Palma Mater, uma das palmeiras imperiais mais antigas do Jardim. Ao longo de quase dois séculos de existência, o jardim já recebeu os nomes de Real Horto, Real Jardim Botânico, Jardim Botânico do Rio de Janeiro e, em 1996, virou Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) por sua importância histórica, cultural, científica e paisagista,  foi também reconhecido internacionalmente como um Museu Vivo na área da Botânica e definido pela Unesco como uma das reservas da biosfera. O livro além de descrever as principais espécies trazidas ao Brasil revela informações curiosas sobre a origem, as lendas, as glórias e as dificuldades que o espaço teve que enfrentar para vencer duzentos anos de umidade, enchentes e mudanças em terras tropicais. Até chineses foram trazidos ao Brasil para cuidar deste espaço porque eram mestres no difícil plantio e cultivo do chá. A publicação do Jardim de D. João pela jornalista Rosa Nepomuceno se insere no âmbito das comemorações dos 200 anos do Jardim Botânico.