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Segundo o último censo do IBGE, 45% das mulheres brasileiras são negras (pretas e pardas) e, em termos de renda, ocupam a base da pirâmide sócio-econômica.

Schuma Schumaher e Érico Vital Brazil. Mulheres negras do Brasil. Rio de Janeiro: Editoras Senac, 2006. 

Segundo o último censo do IBGE, 45% das mulheres brasileiras são negras (pretas e pardas) e, em termos de renda, ocupam a base da pirâmide sócio-econômica. Isso significa que quase metade da população brasileira é potencialmente vítima das discriminações raciais e sofre com as desigualdades sociais. Através do resgate da memória das mulheres negras que se  destacaram na história brasileira, o livro pretende  contribuir na superação do racismo em nosso país. O estudo é fruto de 3 anos de pesquisa e utilizou fontes documentais de vários estados da nossa federação (Maranhão, Pernambuco, Minas, Rio, São Paulo e Paraná) . Encontra-se dividido em 4 capítulos  ilustrados com mapas, jornais, fotos, caricaturas e ilustrações. Nos capítulos referentes ao Brasil Colônia, a presença da mulher negra na economia setecentista já se fazia notar seja através do comércio de rua  das cidades que era desenvolvido pela presença das negras ou escravas seja  pelo colorido de suas roupas.  Portavam tabuleiros nas cabeças e vendiam produtos básicos. Entretanto, aos olhos dos cronistas da época, era uma presença invisível  daí a lacuna historiográfica sobre este período.