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Trata-se da tese de doutorado de Paulo Cavalcante defendida em 24 de maio de 2002 e publicada neste ano de 2006 pela Hucitec/Fapesp.

Paulo Cavalcante. Negócios da trapaça : caminhos e descaminhos na América Portuguesa (1700-1750). São Paulo: Hucitec/ Fapesp, 2006. 

Trata-se da tese de doutorado de Paulo Cavalcante defendida em 24 de maio de 2002 e publicada neste ano de 2006 pela Hucitec/Fapesp. Utilizando como fonte de pesquisa documentos do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, da Biblioteca Nacional e do Arquivo Nacional, o livro aborda as práticas ilegais de comércio existentes no Brasil setecentista (tendo como pano de fundo as relações transatlânticas) para analisar como as questões éticas ( fraude, logro, corrupção, dolo, roubo, furto, contrabando) eram tratadas e administradas na colônia. Com fina ironia, o autor descreve o sumiço das barras de ouro do Tesouro de Mato Grosso e as quais, segundo o governador do Rio, Gomes Freire de Andrade, em sua carta ao Conselho Ultramarino, teriam sido comidas pelos cupins!!!. A administração portuguesa não só aceitou como apadrinhou este tipo de hábito, contribuindo para que estas características sócioeconômicas irradiassem de forma negativa na formação do corpo social da então Colônia (sobretudo entre os escravos). E estes “descaminhos” -calcados na capacidade de enganar o erário, nas relações entre fisco e cidadãos- contribuíram para formar um novo mundo de negócios marginal: o da trapaça.