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A literatura sociológica e antropológica sobre o candomblé o tem traduzido freqüentemente como manifestação da cultura negra ou da população negra  no Nordeste e sobretudo  na Bahia.

Luis Nicolau Pares. Formação do candomblé: História e ritual da nação jeje na Bahia. Salvador: ed. Unicamp, 2006.

A literatura sociológica e antropológica sobre o candomblé tem traduzido freqüentemente o tema como manifestação da cultura negra ou da população negra  no Nordeste e sobretudo  na Bahia. O candomblé jeje- nagô é composto de elementos da cultura de antigos escravos nagôs ( iorubanos) mesclados com elementos dos jejes ( ewe-fons). Na obra, o antropólogo Luis Nicolau Pares reconstrói a trajetória dos povos jejes  durante a diáspora  trazidos da República de Benin para a Bahia, e que foram responsáveis por uma organização social e eclesial cultora dos voduns. O autor confronta os relatos escritos e as tradições orais realizando pesquisa em dois terreiros: um em Salvador -conhecido por Bogum, e ooutro,  em Cachoeira -denominado Seja ubdé  para comprovar, desse forma, as bases da formação do candomblé baiano.