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O historiador e estudioso em música popular brasileira José Ramos Tinhorão começou na década de 80  um estudo sobre as relações interétnicas entre a África e Portugal que resultou no livro Os negros em Portugal- uma presença silenciosa , hoje uma referência na historiografia lusitana. Não dando o tema por encerrado, prosseguiu em sua pesquisa o que acabou originando  esta segunda obra: O rasga- uma dança negro-portuguesa.

José Ramos Tinhorão. O Rasga – Uma Dança Negro-Portuguesa. São Paulo: Ed. 34, 2006.

O historiador e estudioso  em música popular brasileira José Ramos Tinhorão começou na década de 80  um estudo sobre as relações interétnicas entre a África e Portugal que resultou no livro "Os negros em Portugal- uma presença silenciosa"- hoje uma referência na historiografia lusitana. Não dando o tema por encerrado, prosseguiu em sua pesquisa o que acabou originando  esta segunda obra: "O rasga- uma dança negro-portuguesa". O livro apresenta um ritmo novo,  uma versão rudimentar do ganzá -  vulgarmente conhecido como reco-reco - muito conhecido entre os negros e mulatos de Lisboa no início do século XIX . A partir de uma publicação encontrada  na biblioteca do Teatro Dona Maria II, no Rocio, intitulada “Almanaque do Rasga”, que trazia na capa um negro tocando uma espécie de reco-reco e  assinado  por Albino Forjaz de Sampaio, o autor “descobre” o novo som, sobre o qual até então ninguém tinha notícia, nem no Brasil nem em Portugal.  Hoje, o rasga é um ritmo extinto, que só existe folclorizado, com outros nomes e características. Esta obra será lançado também em Portugal pela editora Caminho. Na edição brasileira, o livro vem acompanhado por um CD que reúne algumas músicas encontradas ao longo da pesquisa.