A obra, editada a partir do Encontro Internacional de Etnomusicologia, realizado em outubro de 2000 em Belo Horizonte, percorre os 500 anos do Descobrimento em busca dos sons de xamãs e pais-de-santo para construir o inventário musical de duas culturas excluídas e marginalizadas pela sociedade branca: a africana e a indígena.
Rosângela P. de Tugny e Ruben Caixeta de Queiroz (orgs.). Músicas africanas e indígenas. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2006.
A obra, editada a partir do Encontro Internacional de Etnomusicologia realizado em outubro de 2000 em Belo Horizonte, percorre os 500 anos do Descobrimento em busca dos sons de xamãs e pais-de-santo para construir o inventário musical das duas culturas excluídas e marginalizadas pela sociedade branca: a africana e a indígena. A pesquisa dos professores, que contou com o apoio da UFMG e da Escola de Música, oferece fotos e vem acompanhada de dois CDs que resgatam falas, manifestações orais e sons peculiares dos caciques, mestres de capoeira, lideranças indígenas entre outros.
O estudo exalta a pluralidade do sentido da música, ora lúdico, ora sagrado, social, religioso ou filosófico; questiona ainda a ausência destas tradições musicais dentro do pensamento social e musical brasileiro como forma de denunciar o preconceito dos “brancos”, e, por fim, propõe e aponta iniciativas para mudar esta situação.
