Este livro de grande interesse para a História da Arte e da Cultura questiona a dimensão simbólica dos elementos naturais e pictóricos realizados por artistas que vieram com o príncipe holandês Mauricio de Nassau ao Brasil, no século XVII.
George Rembrandt Gutlich. Arcádia Nassoviana – Natureza e Imaginário no Brasil Holandês. São Paulo: Ed. Annablume, 2005.Este livro de grande interesse para a História da Arte e da Cultura questiona a dimensão simbólica dos elementos naturais e pictóricos realizados por artistas que vieram com o príncipe holandês Mauricio de Nassau ao Brasil, no século XVII. Fica evidente por exemplo em 3 telas de Eckhout (Mameluca, Guerreiro Negro e a grande dança Tariri) que os elementos utilizados nas referidas obras remetem ao conteúdo cristão e arcádico, colocando lado a lado dois conceitos adversos: desejo e apelo floral. Tanto em pinturas efetuadas em solo europeu quanto em ultramarino existia uma preocupação cristã para com a finitude do ser e a natureza do pecado. Gutlich, autor do artigo, é gravador e professor, bacharel em pintura pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo, especialista em Museologia pelo Instituto de SP, e mestre em Ciências Ambientais da Universidade de Taubaté.
.
.
