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O  livro de Glória Kok atualiza e em certo sentido amplia as discussões já introduzidas por Sérgio Buarque de Holanda em Monções e em Caminhos e Fronteiras, ao discorrer sobre a temática da história dos índios na capitania de São Paulo no século XVIII .

Glória Kok. O Sertão itinerante: expedições da capitania de São Paulo no século XVIII. São Paulo: Hucitec/FAPESP, 2005. (2 ª edição).

O  livro de Glória Kok atualiza e em certo sentido amplia as discussões já introduzidas por Sérgio Buarque de Holanda em Monções e em Caminhos e Fronteiras ao discorrer sobre a temática da história dos índios na capitania de São Paulo ao longo do século XVIII. Fruto de pesquisa minuciosa sobre a cultura mameluca, a obra enfoca o  universo dos índios da época retratando de que maneira as expedições em que  tomavam parte eram compostas, como eram suas estratégias de sobrevivência, suas formas de pensar e suas maneiras de interagir com os demais grupos indígenas (caiapós, guaicurus, paiaguás e caingangues). A temática da história dos índios aparece com força no capítulo 4º para evocar  os processos de contato e resistência que afetaram os Kayapó do Sul, Guaicuru, Paiaguá e Kaingang. O capítulo inclui um estudo da série de 40 aquarelas que mostram  o contato entre portugueses e índios no sertão do Tibagi em 1771, com uma reprodução da série.