Patrick Wilcken, investigador australiano radicado em Londres, discorre em seu livro sobre o período de 13 anos no qual o Rio de Janeiro passou a ser a capital do Império Português, com a chegada em 1808 de D João e da família real .
Patrick Wilcken. Império à deriva: a Corte Portuguesa no Rio de Janeiro. Portugal: Ed. Objetiva, 2005.
Patrick Wilcken, investigador australiano radicado em Londres, discorre em seu livro sobre o período de 13 anos no qual o Rio de Janeiro passou a ser a capital do Império Português, com a chegada em 1808 de D. João e a família real .Com o aperto do cerco a Lisboa pelas tropas de Napoleão, os Braganças e uma corte de mais de 10.000 aristocratas, ministros, sacerdotes e criados, sobem a bordo da frota portuguesa composta por aproximadamente 30 navios e decidem cruzar o oceano para viver em sua maior colônia- o Brasil Após uma difícil viagem transatlântica de dois meses sob escolta britânica desembarcam imundos, cheios de piolhos e esfarrapados, na Praça XV. Este período em que o Rio de Janeiro foi o centro do Império a cidade é beneficiada pelos inúmeros feitos culturais, econômicos e arquitetônicos, como uma nova Ópera, um Jardim Botânico e um Paço Real - uma verdadeira Versailles Tropical – que tinha como pano de fundo montanhas revestidas de vegetação luxuriante. Mas, esta fachada metropolitana só em parte obscurecia a atividade brutal daquele centro urbano que era o de ser o maior porto de escravos das Américas.
Além destas reflexões, a obra oferece uma análise sobre as conseqüências causadas para Portugal por conta da ausência do rei durante tão longo tempo.
