Margareth de Almeida Gonçalves. Império da Fé : Andarilhas da alma na era barroca. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 2005.
Tendo como pano de fundo o Barroco, essa obra analisa as trajetórias religiosas de duas mulheres que viveram em lugares e períodos diferentes: Filipa da Trindade, fundadora do Real Convento de Santa Monica (Goa, Índia), no século XVII, e Jacinta de São José, a mentora do Convento de Santa Teresa, criado no Rio de Janeiro do século XVIII e existente até hoje. Ao estudar as manifestações da religiosidade feminina em lados opostos do antigo Império português, a autora aborda o fanatismo como uma das vertentes do catolicismo português direcionado à massa de fiéis, mostrando o misticismo como uma arma de fortalecimento do catolicismo pós-Contra-Reforma. Filipa foi uma mulher do século XVII, quando o misticismo estava no auge, época em que as concepções religiosa, mágica e científica de mundo ainda se misturavam . No século seguinte, época de Jacinta, a afirmação dos pressupostos da Revolução Científica deixa pouca margem a essas manifestações, tornando as condenações à fogueira por feitiçaria mais numerosas.
Manifestações da religiosidade feminina no antigo Império português
- Detalhes
A obra analisa os relatos sobre as trajetórias religiosas de duas mulheres que viveram em lugares e períodos diferentes: Filipa da Trindade, fundadora do Real Convento de Santa Monica (Goa, Índia), no século XVII, e Jacinta de São José, a mentora do Convento de Santa Teresa, criado no Rio de Janeiro do século XVIII e existente até hoje.
