Os estudos jurídicos iniciam-se, em Portugal, durante o reinado de D. Dinis (1261-1325) e seus diplomados estavam habilitados a ensinar em qualquer parte do mundo cristão.
Joana Estorninho de Almeida. A forja dos homens – Estudos jurídicos e lugares de poder no século XVII. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais, Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, 2005.
Os estudos jurídicos iniciam-se, em Portugal, durante o reinado de D. Dinis (1261-1325) e seus diplomados estavam habilitados a ensinar em qualquer parte do mundo cristão. A Universidade portuguesa era composta de “cadeiras” e não de “faculdades”, como ocorre nos dias de hoje e, embora itinerasse entre Lisboa e Coimbra até o século XVI, os cursos jurídicos detinham significativa importância, pois reuniam o maior número de alunos e as mais altas remunerações de professores. O curso, além de conferir prestígio social e poder ao formado, também possibilitava o exercício de atividades rendosas. Em toda a Europa, a partir de meados do século XVI, há um aumento progressivo da procura de formação universitária, especialmente a jurídica. Em Portugal, no século XVII, as faculdades de direito da Universidade de Coimbra, que continuavam as únicas do país, enchem-se de estudantes de origens sociais diversas e com diferentes motivações. A obra estuda este contexto, analisando a evolução de matrículas, a imagem da carreira, o abandono dos estudos e os destinos profissionais e sociais dos matriculados em Direito.
