Maria Beatriz Nizza da Silva. Ser nobre na Colônia. São Paulo: UNESP, 2005.
A autora estuda o conceito de nobreza ao longo de quase três séculos, dividindo a obra em três fases: do início da colonização até 1750; da constituição do ministério pombalino à chegada da Corte ao Rio de Janeiro; e a fase da corte joanina, compreendendo o período entre 1808 e o movimento constitucionalista. Ao contrário do que ocorria em Portugal, onde a nobreza estava vinculada à hereditariedade, os nobres brasileiros eram reconhecidos por feitos militares, exercício de funções na Justiça ou na Fazenda, ou pela posição ocupada em cargos camarários e nas milícias locais. Com o tempo a nobilitação passa a ser utilizada como moeda de troca pelos monarcas com o intuito de obter os mais variados resultados sem grande dispêndio da Fazenda Real, uma vez que os agraciados se contentavam com as honras e privilégios da nova condição social. A obra retrata a nobreza no Brasil colônia, ressaltando a complexidade da vida familiar, civil, militar e política, bem como os esforços da nobreza para manter o seu estilo de vida, a qualquer custo.
