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Entre os séculos XVI e XVIII, o Santo Ofício, por intermédio de múltiplos agentes, procurou controlar o cotidiano da colônia.

Ronaldo Vainfas.  Trópicos dos pecados: moral, sexualidade e Inquisição no Brasil colonial.  3ª. Ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2004.

Entre os séculos XVI e XVIII, o Santo Ofício, por intermédio de múltiplos agentes, procurou controlar o cotidiano da colônia, impondo aos seus habitantes as normas da vida cristã. O autor discute como e por que o Santo Ofício da Inquisição dispôs-se, no Brasil colonial, a perseguir desvios, comportamentos e condutas de cunho moral, prestando-se a ser uma instituição controladora e repressora de condutas pessoais. A indagação surge da análise da tradição inquisitorial que, desde a época dominicana da Idade Média, tinha como alvo a perseguição às seitas  de origem herética e à bruxaria. Instituído como "tribunal de fé", o Santo Ofício deveria a rigor incumbir-se de monitorar as heresias e sua atuação na própria Península Ibérica pautava-se pela perseguição aos cristãos novos ou conversos suspeitos de continuar a praticar a religião judaica em segredo. São questões como essas que o historiador apresenta ao analisar histórias do cotidiano da Colônia.