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Nenhuma outra área escravista teve maior número de povoamentos de escravos fugitivos que o Brasil. 

Flávio dos Santos Gomes.  A hidra e os pântanos: mocambos, quilombos e comunidades de fugitivos no Brasil (séculos XVII-XIX).  São Paulo: Ed. Unesp, 2005. Coedição: Editora Polis.

Nenhuma outra área escravista teve maior número de povoamentos de escravos fugitivos que o Brasil.  O livro apresenta a história dos símbolos da resistência escrava conhecidos como quilombos ou mocambos, tendo como base uma pesquisa que cobre diversas regiões do país e suas fronteiras. Compara os quilombos brasileiros entre si e com aqueles de outras regiões da Afro-América, ressaltando as estratégias de sobrevivência dos africanos que incluíam o estabelecimento de relações econômicas e políticas com índios da floresta, escravos da senzala, senhores, lavradores e comerciantes. O autor trata em profundidade dos quilombos da Amazônia e do Maranhão, onde indígenas e africanos formaram novas sociedades e resistiram com sucesso às tentativas de reescravização.