Cobrindo o período que vai até a extinção do tráfico negreiro para o País e pesquisada em arquivos existentes em Portugal, Angola e Brasil, a obra defende a hipótese de que a capoeira nasceu na América.
Carlos Eugênio Líbano Soares. A capoeira escrava e outras tradições rebeldes no Rio de Janeiro (1808-1850). 2 ed. Campinas: Editora Unicamp, 2004.
Cobrindo o período que vai até a extinção do tráfico negreiro para o País e pesquisada em arquivos existentes em Portugal, Angola e Brasil, a obra defende a hipótese de que a capoeira nasceu na América como uma articulação inédita de elementos comuns da cultura africana, especialmente a dança e a língua. Por um lado, os africanos, que vinham de pontos distantes do continente e não se conheciam anteriormente, encontraram-se num ambiente novo e de concentração, pois a cidade colonial, embora pequena, contava com uma população densa. A capoeira, transformada pelas interações, apresenta-se como uma forma de união destes grupos diversos, provocando inquietações nos defensores da ordem. Por outro lado, constitui um tipo de luta apropriada ao meio urbano onde o escravo não era apenas atacado por policiais brancos, mas também por outros escravos. Na cidade colonial, congestionada e cheia de ruas estreitas, a capoeira assume a característica de defesa. A segunda edição foi ampliada com um prólogo.
