A busca da África no candomblé.
Stefania Capone. A busca da África no candomblé: tradição e poder no Brasil. Tradução: Procópio Abreu. Editora: Pallas/Contra capa, 2005.A antropóloga analisa as noções de "tradição" e "autenticidade" a partir da evolução dos cultos africanos no Brasil, questionando as classificações nativas do que se entende por manifestações pura ou impura, autêntica ou forjada dentro do contexto do candomblé. Percorre a obra de Nina Rodrigues, Arthur Ramos, Gilberto Freyre e Pierre Verger que, ao longo do século XX, se dedicaram a estudar o culto do candomblé e suas práticas rituais. Para a autora, a tradição hierarquizou os terreiros, afirmando-os como mais africanos e, conseqüentemente, com mais poder e prestígio. O fio condutor da análise é a figura de Exu, comumente identificado como o diabo, e o papel que esse espírito desempenhou ao longo do tempo na vida dos homens.
