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O livro, fruto de pesquisa em centenas de manuscritos raros e até então pouco consultados, mostra como Portugal construiu, primeiro graças à pimenta, depois ao açúcar, o seu vasto império colonial.

Fábio Pestana. No tempo das especiarias: o império da pimenta e do açúcar. São Paulo: Contexto, 2004.

O livro, fruto de pesquisa em centenas de manuscritos raros e até então pouco consultados, mostra como Portugal construiu, primeiro graças à pimenta, depois ao açúcar, o seu vasto império colonial. O autor apresenta um país que teve sua relação com o mar estreitada por questões práticas como a infertilidade de parte do solo do território lusitano, obrigando seu povo a ir ao mar à procura de sustento. Da pesca para o além-mar foi um passo. Os navegadores portugueses buscavam por produtos imprescindíveis, como a pimenta e demais especiarias. Cobiçada a preço de ouro, a pimenta era a única forma de conservação dos alimentos no mundo de então. Quando a pimenta ficou desvalorizada pelo excesso do produto no mercado e os custos se tornaram muito elevados por causa dos constantes naufrágios, o açúcar passa a ser o foco. São estudados o império do açúcar, o fluxo de navios na costa brasileira, o cotidiano na rota do Brasil e o confronto cultural e militar entre portugueses e índios. O autor traça um paralelo entre os acontecimentos políticos, sociais, econômicos e culturais de Portugal e o cotidiano de seu povo, descrevendo a expansão ultramarina com doses de fascínio e aventura, mas também com suas crueldades, invasões, extermínios de nativos, “guerras santas” e outras eventos