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O marquês de Barbacena e o reconhecimento da Independência

Fabiano Vilaça dos Santos
Doutor em História Social - USP
Pesquisador - Arquivo Nacional/Faperj

Certas personalidades definem e caracterizam fases históricas. D. Pedro I e o grupo do Rio estão identificados com a Independência. José Bonifácio e seus irmãos presidiram à organização e aos traços diretores do Império nascente. O marquês de Barbacena é o próprio Primeiro Reinado, em sua diplomacia, suas contendas externas e sua economia.1

 

Na definição do militar e historiador João Pandiá Calógeras é visível o lugar central ocupado por Felisberto Caldeira Brant Pontes no panteão dos heróis nacionais. Este era formado por homens públicos que deviam ser celebrados e reverenciados por seus feitos, o que resultou muitas vezes na elaboração de biografias factuais e lineares.

Nesse sentido, fica claro porque o homem se sobrepõe a sua época, ou à sociedade em que se insere. Barbacena é a encarnação do Primeiro Reinado em toda a sua complexidade e espaços: político, diplomático, econômico. Não está longe da caracterização que no final do século XIX saiu da pena de Antônio Augusto da Costa Aguiar, para quem o marechal-de-campo que atuou na Campanha da Cisplatina desdobrou-se em múltiplas facetas:

Parlamentar, estadista, diplomata, general no campo de batalha, resume em sua individualidade diversas fases da história nacional. A história de sua vida abrange a do Império, antes da fundação dele, até aos primeiros anos do Segundo Reinado. Não é, pois, sem interesse estudar uma individualidade, porventura a mais completa e poderosa pela influência que exerceu nos domínios do país.2

Como se estabelecesse uma linha de continuidade na "história nacional" entre o período colonial e os anos que antecederam e os que foram necessários à consolidação da Independência de Portugal, Costa Aguiar situou Felisberto Caldeira Brant como um agente histórico privilegiado, uma "individualidade, porventura a mais completa e poderosa" por sua atuação em diversos momentos marcantes da história da pátria, como se esta existisse desde sempre, e não fosse resultado de uma construção empreendida ao longo do século XIX a partir da negação do passado colonial.

Nesse sentido, terá sido Caldeira Brant um entusiasta da ruptura dos laços que uniam o Brasil a Portugal? É possível vincular inequivocamente a sua biografia aos acontecimentos relativos ao 7 de Setembro, a data magna da liberdade política? Felisberto Caldeira Brant Pontes de Oliveira e Horta nasceu no dia 19 de setembro de 1772, no arraial de São Sebastião, próximo de Mariana, na então capitania de Minas Gerais. Provinha de família ilustre, ligada à atividade mineradora - seu avô paterno, o coronel Felisberto Caldeira Brant, foi contratador dos diamantes nos tempos áureos das Gerais.3 A família Brant, portanto, fincara raízes na estrutura da exploração colonial, de onde veio seu prestígio, riqueza e redes de relacionamento. A trajetória de Felisberto Caldeira Brant (o futuro marquês de Barbacena) confirma essa vinculação.

Em 1786, após concluir os estudos preliminares, planejou continuar sua formação em Lisboa, para onde seguiu dois anos depois, recomendado pelo vice-rei, Luís de Vasconcelos e Sousa. Na capital do Reino, já com praça de cadete desde a partida da América, ingressou na Academia Real da Marinha sob a supervisão de um seu primo, Manuel José Pires da Silva Pontes, lente da instituição. Felisberto Caldeira Brant realizou missões a serviço da Coroa na Armada e no Exército, até ser nomeado ajudante de ordens de D. Miguel Antônio de Melo, governador de Angola (1797-1802).4 

Mais tarde, estabeleceu-se na Bahia, onde se casou em 1801 com D. Ana Constança Guilhermina de Castro Cardoso, filha do coronel Antônio Cardoso dos Santos, um rico proprietário de terras. De volta a Portugal, acompanhou o desenrolar dos acontecimentos que precipitaram a transferência da família real, a qual acompanhou na partida para o Brasil. Militar de carreira, em 1811 foi nomeado brigadeiro e inspetor das tropas da Bahia, posição que lhe permitiu organizar efetivos para reprimir a Revolução Pernambucana de 1817. Em recompensa pela lealdade à monarquia portuguesa, recebeu a patente de marechal do Exército e o foro de fidalgo cavaleiro, mercês que lhe trouxeram ascensão social.5

Em suma, a trajetória de Felisberto Caldeira Brant demonstra a sua inserção no serviço à monarquia portuguesa, além da contemporaneidade a uma geração de políticos e intelectuais luso-brasileiros, como José Bonifácio de Andrada e Silva, com quem Caldeira Brant conviveu e colaborou estreitamente. Sendo assim, não é pertinente considerá-lo uma espécie de visionário da Independência, alguém que trabalhou desde sempre pela ruptura dos laços políticos entre Brasil e Portugal, como se a emancipação fosse uma conseqüência inequívoca dos acontecimentos políticos do final do século XVIII (leia-se as conjurações), da transferência da Corte em 1807/1808, ou mesmo da Revolução Pernambucana de 1817, a qual, aliás, sofreu a oposição militar de Caldeira Brant a partir da Bahia.

Por isso, é forçoso discutir certos traços da biografia de Caldeira Brant: "Patriota ardente, porém ao mesmo tempo homem de vistas calmas e certeiras, (...) compreendia ele as grandes vantagens da independência".6 Como foi dito, o futuro marquês de Barbacena foi grande colaborador de José Bonifácio, um dos mais importantes políticos e intelectuais ilustrados luso-brasileiros, e um dos que defendeu o projeto de uma monarquia dual, fórmula política que preservaria a união entre Colônia e Metrópole, salvaguardando a posição do Brasil como centro político, em virtude da presença do príncipe regente D. Pedro no Rio de Janeiro.

Os partidários da união dos Reinos (o Brasil era Reino Unido a Portugal desde 1815) desejavam a permanência do príncipe na América e que a Constituição elaborada em pelas Cortes de Lisboa contemplasse os interesses do Brasil, mantendo-se o pressuposto da união com Portugal, conforme a convocação de uma Assembléia Geral proposta pela Câmara do Rio de Janeiro em 23 de maio de 1822.7 Em um clássico e alentado ensaio sobre o processo político que culminou na Independência, a historiadora Emília Viotti da Costa mencionou uma carta enviada por José Bonifácio a D. Pedro, em que o então deputado provincial pela Paraíba argumentava acerca da

(...) justa causa da Independência política, integridade e centralização do Reino no Brasil, salvo a devida união com os Reinos irmãos de Portugal e salvos igualmente a obediência e o reconhecimento do Sr. D. João VI (...) como chefe supremo do poder Executivo de toda a Monarquia.8
O documento data de meses antes do Sete de Setembro e mostra que ainda se discutia a possibilidade de manutenção dos laços que uniam o Brasil a Portugal. Afinal, como ressaltou Emília Viotti da Costa,

Observando-se os textos de 1822 percebe-se que a palavra Independência nem sempre esteve associada à idéia de separação completa da metrópole (...). A idéia de Independência completa e definitiva só se apresentou no último momento, imposta pelos atos recolonizadores das Cortes portuguesas.9

De forma mais esquemática, Lúcia Maria Bastos Pereira das Neves e Humberto Fernandes Machado demonstraram que os acontecimentos do primeiro semestre de 1822 contribuíram decisivamente para a Independência, embora em alguns momentos ainda se cogitasse a permanência do vínculo entre Portugal e Brasil. Mas, em meados de 1822, pouco antes da data canônica do Sete de Setembro, a emancipação já estaria decidida, embora não ratificada, conforme as palavras de Hipólito da Costa. Para o redator do Correio Braziliense, depois de "convocar o Conselho de Procuradores", formado por "pessoas eleitas pelos povos", o príncipe D. Pedro "expediu um decreto para a convocação de uma Assembléia Constituinte e Legislativa; e finalmente declarou a Independência do Brasil, por um decreto de 1º de agosto deste ano 1822".10

De acordo com Oliveira Lima, Felisberto Caldeira Brant foi um defensor da monarquia dual. Nomeado encarregado dos negócios do Brasil na Corte de Londres antes mesmo da Independência formal, teria conferenciado com o marechal Beresford a respeito da manutenção dos vínculos com Portugal a fim de não contrariar a soberania de D. João VI, que deixara D. Pedro como seu representante na América. Mas, nas palavras de Oliveira Lima, "Beresford e Barbacena estavam com a hora política atrasada".11 Ou seja, a ruptura definitiva não poderia ser evitada. E quando esta se concretizou, apanhou o enviado do Brasil no exercício da função diplomática, encarregado por José Bonifácio, segundo a carta de 12 de agosto de 1822.12 A correspondência integra o riquíssimo Fundo Marquês de Barbacena, em especial a Série Diplomacia aqui privilegiada, do Arquivo Nacional.

Na mesma data de sua nomeação, foi encaminhado a Caldeira Brant um conjunto de instruções que este o enviado brasileiro deveria seguir no desempenho de suas funções. José Bonifácio destacou a necessidade de convocação de uma Assembléia Geral Constituinte Legislativa no Brasil, advogava a favor do não reconhecimento da autoridade do Congresso de Lisboa e, especialmente, a busca do reconhecimento da Corte de Londres da Independência do Reino do Brasil.13 Por se tratar de um documento anterior ao Sete de Setembro, as instruções a Caldeira Brant demonstram o que a historiografia afirmou acerca de suas gestões diplomáticas em prol do reconhecimento da emancipação antes mesmo de sua oficialização.14

Assiduamente informado por José Bonifácio (ministro dos Negócios do Reino e Estrangeiros) dos acontecimentos recentes, a exemplo da aclamação de D. Pedro I como Imperador Constitucional do Brasil, restava a Caldeira Brant cumprir a difícil missão de obter da Corte de Saint James o reconhecimento da Independência e a legitimidade do Império brasileiro, além de intermediar a manutenção de antigos tratados com a Inglaterra que poderiam beneficiar o Brasil.15

Coube também ao embaixador brasileiro esforçar-se em prol da ordem interna e da integridade do país recém-independente. Conforme anotou Oliveira Lima, teria sido o primeiro a indicar a contratação do oficial da Marinha inglesa, Lord Cochrane, para pacificar as províncias que se opunham à nova ordem política.16 Em 4 de outubro de 1822, recebeu ordens de José Bonifácio, em nome do imperador, para aceitar a oferta do capitão Thompson da sua fragata e dos marinheiros que a tripulavam.17 Na mesma carta, foi mencionada a resistência das províncias do Pará e do Maranhão em reconhecer a autoridade de D. Pedro I. Um mês depois, diante da delicada situação política do Império nascente, Caldeira Brant foi encarregado de auxiliar nos preparativos para a defesa da costa brasileira, devendo comprar quatro fragatas com 50 a 54 peças de artilharia cada, devidamente preparadas para entrar em combate.18

No que diz respeito às gestões para o reconhecimento da Independência e do governo de Pedro I, Caldeira Brant teve que atuar em duas frentes. De um lado, precisava que a Inglaterra intermediasse as negociações para que Portugal reconhecesse o novo estatuto político do Brasil, uma vez que o país recém-independente não desejava o rompimento das relações com a antiga metrópole, mas "unicamente não ser escravo nem pupilo de Portugal".19 No entanto, o próprio reconhecimento da Inglaterra ao estatuto político do Brasil estava condicionado a um fator de extrema complexidade, que se transformou em um grande dilema: o fim da escravidão.

Em 24 de fevereiro de 1823, o ministro do Reino e Estrangeiros, José Bonifácio, escreveu ao embaixador brasileiro em Londres comunicando-lhe a posição do governo imperial acerca do comércio de escravos. O objetivo era instruir Caldeira Brant sobre o modo como deveria conduzir as negociações com o ministério inglês. Para tanto, Bonifácio forneceu diretrizes segundo as quais D. Pedro ponderava a "iniqüidade" do tráfico, embora não pudesse tomar medidas restritivas a respeito de tal atividade, uma vez que a Assembléia Constituinte estava em vias de ser convocada. Caldeira Brant, no entanto, deveria assegurar aos seus interlocutores que a abolição se daria de maneira "gradual", atendendo à falta de braços no Brasil.20 Argumentos fundados na necessidade do trabalho escravo para o funcionamento da economia do país.

 O fracasso nas negociações com a Inglaterra levou o imperador a decidir pela retirada de Caldeira Brant da Corte de Londres.21 De volta ao Brasil, tornou-se deputado constituinte pela Bahia, mas o afastamento das gestões diplomáticas durou pouco. Em 3 de novembro de 1823, o ministro do Reino e Estrangeiros, José Joaquim Carneiro de Campos, indicou Felisberto Caldeira Brant para tratar de assuntos importantes para o Império na Corte de Londres, em vista de sua experiência diplomática e da confiança que nele depositava o governo brasileiro. No dia seguinte, o parecer de uma comissão de Constituição integrada pelos deputados Nicolau Pereira de Campos Vergueiro, Pedro de Araújo Lima, Manuel Ferreira da Câmara, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada Machado e Silva e José Egídio Álvares de Almeida (barão de Santo Amaro) aprovou a liberação de Caldeira Brant para exercer novamente a função de embaixador em Londres.22 Naqueles dias vivia-se o auge dos conflitos entre "brasileiros" e portugueses em torno do governo de Pedro I, embates que culminaram na "Noite da Agonia" (12 de novembro de 1823), quando o imperador dissolveu a Assembléia Constituinte.23

A nova missão de Caldeira Brant em Londres consistia em continuar a negociar com a Inglaterra o reconhecimento da Independência, mas previa também a obtenção de empréstimos junto à casa bancária dos Rotschild para saldar despesas do Brasil recém-emancipado. O governo imperial vinha empregando grandes somas na pacificação das províncias recalcitrantes, especialmente do Norte, e precisava de insumos para desenvolver a sua economia, conforme o embaixador mencionou em carta a Luís José de Carvalho e Melo, visconde de Cachoeira, acerca de um empréstimo no valor de três milhões de libras.24 Dias depois, um decreto de D. Pedro I nomeou Caldeira Brant e Manuel Rodrigues Gameiro Pessoa, visconde de Itabaiana, seus plenipotenciários em Londres. Com isso, estavam autorizados a negociar com qualquer capitalista e banqueiro o citado empréstimo, a fim de pagar as despesas urgentes voltadas para a estabilidade e segurança do país.25

As gestões diplomáticas para a obtenção do empréstimo que abasteceria os cofres do Banco do Brasil duraram meses, não sem alguns atropelos, como a negativa do ministro inglês, Mr. Canning, de tratar com o embaixador Gameiro Pessoa. A atitude trouxe problemas a Caldeira Brant. O diplomata sofreu acusações de anunciar ao interlocutor inglês que dispunha de "poderes especiais" para "tratar da extinção do comércio da escravatura", condição inarredável para o reconhecimento formal da Independência. Em sua defesa argumentou que apenas encontrava mais facilidade para ser ouvido em virtude das antigas relações com Mr. Canning.26

Restava ainda tratar do reconhecimento de Portugal à Independência, mediante a intervenção da Inglaterra. O encarregado de Londres, Charles Stuart, tinha total apoio de Mr. Canning para a empreitada, pois este já se mostrava publicamente a favor do reconhecimento puro e absoluto da categoria política do Império, conforme relatou caldeira Brant a D. Pedro, em 9 de fevereiro de 1825.27 Contudo, exatamente uma semana depois, em carta a D. Miguel Antônio de Melo, o embaixador do Brasil comunicou a interrupção das gestões entre a Inglaterra e Portugal.28 A situação não tardou a se reverter, pois seis meses depois, em 29 de agosto, Portugal e Brasil assinassem o tratado que selou a paz e oficializou o reconhecimento da Independência por parte da antiga metrópole. Não sem que D. João VI recebesse, segundo o acordo, vultosa soma - obtida junto à Corte de Londres - a título de indenização.

O sucesso da missão rendeu ao embaixador não somente as felicitações de praxe pelos relevantes serviços prestados ao nascente Império e a indicação para embaixador em Lisboa, dias depois da assinatura do tratado com Portugal.29 Em 12 de outubro de 1825, um decreto de D. Pedro I elevou Felisberto Caldeira Brant Pontes de Oliveira e Horta a visconde de Barbacena, título ao qual foi acrescentado o de marquês precisamente um ano depois.

Os serviços do diplomata ficaram temporariamente suspensos quando retomou a carreira militar no Exército, durante a campanha da Cisplatina, cujos resultados foram desfavoráveis ao Brasil e à imagem do imperador. Entre 1827 e 1829 cresceu a oposição a D. Pedro. Neste último ano, o imperador dissolveu o Ministério e nomeou um substituto liderado pelo marquês de Barbacena. Nas palavras de Lúcia Bastos P. Neves e Humberto Fernandes Machado, houve um "relativo clima de serenidade" em 1830, após o afastamento, por instâncias de Barbacena, do secretário Chalaça e de João da Rocha Pinto da companhia do imperador, a fim de não comprometer a sua já desgastada popularidade. Também foi um período que se seguiu à retirada da Corte da marquesa de Santos, em virtude dos rumores palacianos e do segundo casamento de D. Pedro, com a princesa Amélia de Leuchtemberg, negociado por Barbacena.30

Demitido do Ministério pouco antes da abdicação do imperador, em 1831, Barbacena não se retirou da vida pública. No ano seguinte, como senador, atuou na reforma da Constituição de 1824. Tempos depois, doente, viajou à Europa para cuidar da saúde e aproveitou a estadia para atender algumas recomendações do regente Feijó, que se valeu do prestígio que o diplomata possuía em Londres.31 Entre as incumbências estava a renegociação dos tratados de 1810, assinados por Portugal e Inglaterra, sobretudo no que dizia respeito à extinção do tráfico de escravos. No contexto das pressões inglesas, Barbacena apresentou em 1837 um projeto para o fim do comércio negreiro que, segundo Pandiá Calógeras, foi aproveitado muitos anos depois na elaboração da Lei Eusébio de Queirós (1850).32

Falecido em 13 de junho de 1842, Felisberto Caldeira Brant Pontes de Oliveira e Horta merece, à luz da renovação que nos últimos anos vem sendo promovida nos estudos biográficos, um trabalho sobre a sua trajetória política. Homem que viveu as últimas décadas da dominação portuguesa e o período de consolidação da Independência do Brasil, sua ação deve ser analisada com a devida atenção a fim de que o pesquisador não incorra em generalizações acerca de sua inserção no cenário político a serviço de Portugal e, posteriormente, do Brasil.

1João Pandiá Calógeras. O marquês de Barbacena. 2ª ed., São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1936, p. 11.
2 Antônio Augusto da Costa Aguiar. Vida do marquês de Barbacena. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1896, p. 3.
3Cf. Antônio Augusto da Costa Aguiar. Vida do marquês de Barbacena..., p. 3ss.
4Ibidem, p. 10ss.
5Ibidem, p. 18ss.
6Cf. Antônio Augusto da Costa Aguiar. Vida do marquês de Barbacena..., p. 24.
7Emília Viotti da Costa. "Introdução ao estudo da emancipação política do Brasil". In: Carlos Guilherme Mota (org.). Brasil em perspectiva. 17ª ed., Rio de Janeiro: Ed. Bertrand Brasil, 1988, p. 64-125. Ver p. 103-104.
8 Ibidem, p. 101-102.
9Cf. Emília Viotti da Costa. "Introdução ao estudo da emancipação política do Brasil"..., p. 101.
10Lúcia Maria Bastos Pereira das Neves & Humberto Fernandes Machado. O império do Brasil. Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1999, p. 74-84.
11Oliveira Lima. O movimento da Independência (1821-1822). São Paulo: Melhoramentos, 1922, p. 339-341.
12Arquivo Nacional (doravante AN). Fundo Marquês de Barbacena - Série Diplomacia. DIL 4, doc. 32.
13AN. Fundo Marquês de Barbacena - Série Diplomacia. DIL 4, doc. 33-37.
14Cf. Lúcia Maria Paschoal Guimarães. "Felisberto Caldeira Brant (Marquês de Barbacena)". In: Ronaldo Vainfas (dir.). Dicionário do Brasil imperial (1808-1889). Rio de Janeiro: Objetiva, 2002.
15AN. Fundo Marquês de Barbacena - Série Diplomacia. DIL 10. Carta de 18 de outubro de 1822.
16Oliveira Lima. O movimento da Independência (1821-1822)..., p. 337.
17AN. Fundo Marquês de Barbacena - Série Diplomacia. DIL 9.
18AN. Fundo Marquês de Barbacena - Série Diplomacia. DIL 13. Carta de 3 de novembro de 1822.
19AN. Fundo Marquês de Barbacena - Série Diplomacia. DIL 18. Carta de 9 de fevereiro de 1823.
20AN. Fundo Marquês de Barbacena - Série Diplomacia. DIL 19.
21AN. Fundo Marquês de Barbacena - Série Diplomacia. DIL 21. Carta de 8 de abril de 1823.
22AN. Fundo Marquês de Barbacena - Série Diplomacia. DIL 27.
23Sobre a Assembléia Constituinte de 1823, ver Keila Grinberg. "Assembléia Constituinte". In: Ronaldo Vainfas (dir.). Dicionário do Brasil imperial (1808-1889). Rio de Janeiro: Objetiva, 2002.
24AN. Fundo Marquês de Barbacena - Série Diplomacia. DIL 30. Carta de 27 de dezembro de 1823.
25AN. Fundo Marquês de Barbacena - Série Diplomacia. DIL 32. Carta de 3 de janeiro de 1824. A historiografia recente ainda aceita a idéia de que tal empréstimo obtido na Inglaterra está na origem da dívida externa brasileira. Cf. Lúcia Maria Paschoal Guimarães. "Felisberto Caldeira Brant (Marquês de Barbacena)". In: Ronaldo Vainfas (dir.). Dicionário do Brasil imperial (1808-1889). Rio de Janeiro: Objetiva, 2002.
26AN. Fundo Marquês de Barbacena - Série Diplomacia. DIL 69. Carta de 28 de setembro de 1824.
27AN. Fundo Marquês de Barbacena - Série Diplomacia. DIL 90.
28AN. Fundo Marquês de Barbacena - Série Diplomacia. DIL 69. Carta de 16 de fevereiro de 1825.
29AN. Fundo Marquês de Barbacena - Série Diplomacia. DIL 114. Carta de 8 de setembro de 1825.
30Lúcia Maria Bastos Pereira das Neves & Humberto Fernandes Machado. O império do Brasil. Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1999, p. 117-118.
31Cf. João Pandiá Calógeras. O marquês de Barbacena. 2ª ed., São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1936.
32Ibidem.

Nota técnica

O fundo Marquês de Barbacena constituiu-se, originalmente, como AP-4 e desse modo foi indexado na base de dados Roteiro de Fontes do Arquivo Nacional para a história luso-brasileira. Posteriormente foi acrescido do códice 607 e resultou em um novo arranjo; os registros que formavam o antigo códice 607 serão em breve indexados na base de dados. Para esse tema dedicamo-nos à série Diplomacia, mantendo as antigas notações (no campo "notação") simultaneamente às atuais (DIL), todas válidas para solicitação de consulta.

DIL 4
DOC. 32
Conjunto documental: Marquês de Barbacena - Série Diplomacia
Notação: códice 607 v.1 doc. 21 ou caixa 1101, doc. 6
Data-limite: 1809-1836
Título do fundo: Marquês de Barbacena
Código de fundo: Q1
Argumento de pesquisa: O marquês de Barbacena e o reconhecimento da Independência
Ementa: carta de José Bonifácio de Andrada e Silva a Felisberto Caldeira Brant Pontes, Marechal de Campo do Exército Nacional e Real, nomeando-o para exercer o lugar de seu encarregado de negócios na Corte de Londres com ordenado anual de dois mil e quatrocentos réis.
Data do documento: 12 de agosto de 1822
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): DIL 4, doc. 32

DOC. 33-37
Conjunto documental: Marquês de Barbacena - Série Diplomacia
Notação: códice 607, vol. 1, doc. 21 ou caixa 1101, doc. 6
Data-limite: 1809-1836
Título do fundo: Marquês de Barbacena
Código de fundo: Q1
Argumento de pesquisa: O marquês de Barbacena e o reconhecimento da Independência
Ementa: carta de José Bonifácio de Andrada e Silva a Felisberto Caldeira Brant Pontes contendo instruções que este último deveria seguir no desempenho das funções na Corte de Londres. Além das instruções, há considerações sobre a necessidade da criação de uma Assembléia Geral Constituinte Legislativa no Brasil; o não reconhecimento da autoridade do Congresso de Lisboa, e um protesto em relação ao estado de "cativeiro" em que D. João VI se encontrava em Portugal. Na carta, foi destacava a incumbência de Felisberto Caldeira Brant Pontes de buscar junto à Corte de Londres o reconhecimento da independência política do Reino do Brasil.
Data do documento: 12 de agosto de 1822
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): DIL 4, doc. 33-37

DIL 9
Conjunto documental: Marquês de Barbacena - Série Diplomacia
Notação: códice 607, vol. 1, doc. 25 ou caixa 1101, doc. 10
Data-limite: 1809-1836
Título do fundo: Marquês de Barbacena
Código de fundo: Q1
Argumento de pesquisa: O marquês de Barbacena e o reconhecimento da Independência
Ementa: carta de José Bonifácio de Andrada e Silva a Felisberto Caldeira Brant Pontes em que o remetente mostra preocupação com a segurança do Império. Expõe a vontade de Sua Majestade Imperial de receber a seu serviço alguma tropa de qualquer marinha estrangeira, e autoriza Caldeira Brant a aceitar a oferta do capitão Thompson acerca da fragata e dos marinheiros de sua tripulação. A carta ainda busca inteirar o embaixador do Brasil sobre o estado político do Império, no momento em que todas as províncias, com exceção do Pará e do Maranhão haviam proclamado a união à capital (Rio de Janeiro) e reconhecido a regência de Sua Alteza Real, o príncipe D. Pedro, o que para José Bonifácio poderia assegurar a independência do Império brasileiro.
Data do documento: 4 de outubro de 1822
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): DIL 9

DIL 10
Conjunto documental: Marquês de Barbacena - Série diplomacia
Notação: códice 607, vol. 1, doc. 26 ou caixa 1101, doc. 11
Data-limite: 1809-1836
Título do fundo: Marquês de Barbacena
Código de fundo: Q1
Argumento de pesquisa: O marquês de Barbacena e o reconhecimento da Independência
Ementa: carta de José Bonifácio de Andrada e Silva a Felisberto Caldeira Brant Pontes para comunicar os acontecimentos do dia 12 de outubro de 1822, em que D. Pedro I fora aclamado legal e solenemente como Imperador Constitucional do Brasil. Ainda recomenda a divulgação de tal notícia na Corte britânica, assim como a intermediação daquela para a manutenção de antigos tratados que existiam com a monarquia portuguesa, os quais deveriam ser renovados visto que o Brasil tornara-se um país independente.
Data do documento: 18 de outubro de 1822
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): DIL 10

DIL 12
Conjunto documental: Marquês de Barbacena - Série diplomacia
Notação: códice 607, vol. 1, doc. 29 ou caixa 1101, doc. 13
Data-limite: 1809-1836
Título do fundo: Marquês de Barbacena
Código de fundo: Q1
Argumento de pesquisa: O marquês de Barbacena e o reconhecimento da Independência
Ementa: carta de Cipriano José Barata de Almeida, José Lino Coutinho, Francisco Agostinho Gomes, Antônio Manuel da Silva Bueno e Diogo Antônio Feijó a Felisberto Caldeira Brant Pontes confirmando o recebimento do ofício enviado no dia 26 de outubro de 1822. Na qualidade de deputados do Brasil, os signatários colocavam-se à disposição e agradeciam os serviços de Caldeira Brant em favor do Brasil.
Data do documento: 31 de outubro de 1822
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): DIL 12

DIL 13
Conjunto documental: Marquês de Barbacena - Série diplomacia
Notação: códice 607, vol. 1, doc. 30 ou caixa 1101, doc. 14
Data-limite: 1809-1836
Título do fundo: Marquês de Barbacena
Código de fundo: Q1
Argumento de pesquisa: O marquês de Barbacena e o reconhecimento da Independência
Ementa: carta de José Bonifácio de Andrada e Silva a Felisberto Caldeira Brant Pontes relatando a necessidade de uma força marítima nas costas brasileiras e encarregando-o da compra de quatro fragatas de 50 a 54 peças cada uma, artilhadas e prontas com os componentes, guarnições e tudo o mais que fosse necessário para entrar em combate.
Data do documento: 3 de novembro 1822
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): DIL 13

DIL 16
DOC. 32
Conjunto documental: Marquês de Barbacena - Série diplomacia
Notação: códice 607, vol. 1, doc. 32 a 41
Data-limite: 1809-1836
Título do fundo: Marquês de Barbacena
Código de fundo: Q1
Argumento de pesquisa: O marquês de Barbacena e o reconhecimento da Independência
Ementa: carta de José Bonifácio de Andrada e Silva a Felisberto Caldeira Brant Pontes solicitando que se certificasse da verdade acerca das relações do Brasil com a Corte de Londres, tendo em vista a "falta de caráter" diplomático dos cônsules da Inglaterra. Porém, demonstra que o governo imperial agirá com cautela, não dando nenhum passo que seja ofensivo à Corte inglesa, mesmo às custas de algumas pequenas modificações; só mudando de postura quando houver provas da duplicidade do gabinete inglês.
Data do documento: 15 de novembro de 1822
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): DIL 16, doc. 32

DOC. 36
Conjunto documental: Marquês de Barbacena - Série diplomacia
Notação: códice 607, vol. 1, doc. 32 a 41
Data-limite: 1809-1836
Título do fundo: Marquês de Barbacena
Código de fundo: Q1
Argumento de pesquisa: O marquês de Barbacena e o reconhecimento da Independência
Ementa: circular expedida por José Bonifácio de Andrada Silva a Henrique Chamberlain, na qual declara o Brasil independente de Portugal, ressalvando, porém, a devida e decorosa união com todas as partes da grande família portuguesa debaixo de um só chefe supremo, o senhor D. João VI, ora oprimido e em "cativeiro" em Lisboa. A circular pede ainda às "nações civilizadas" que dêem o devido apreço à sagrada causa que o Brasil proclama. E, para evitar a queda da monarquia, devolver-se toda autoridade ao Príncipe Regente do Brasil, herdeiro do trono e "verdadeiro delegado de Sua Majestade", o qual possui o apoio dos povos dando autoridade e legitimidade à sua regência.
Data do documento: 14 de agosto de 1822
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): DIL 16, doc. 36

DOC. 38 (48 anexos)
Conjunto documental: Marquês de Barbacena - Série diplomacia
Notação: códice 607, vol. 1, doc. 32 a 41
Data-limite: 1809-1836
Título do fundo: Marquês de Barbacena
Código de fundo: Q1
Argumento de pesquisa:
Ementa: ofício expedido por José Bonifácio de Andrada e Silva ao governo de Pernambuco no qual estende àquela província e aos demais territórios brasileiros a tarifa de 15% de impostos sobre toda e qualquer importação de lanifícios ingleses, em conformidade com o tratado de comércio existente entre o Brasil e a Inglaterra.
Data do documento: 17 de agosto de 1822
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): DIL 16, doc. 38 (48 anexos)

DIL 18
Conjunto documental: Marquês de Barbacena - Série diplomacia
Notação: códice 607, vol. 1, doc. 43
Data-limite: 1809-1836
Título do fundo: Marquês de Barbacena
Código de fundo: Q1
Argumento de pesquisa: O marquês de Barbacena e o reconhecimento da Independência
Ementa: carta de José Bonifácio de Andrada e Silva dirigida a Felisberto Caldeira Brant Pontes em resposta ao pedido de demissão feito pelo mesmo, em virtude da insatisfação com seu próprio trabalho. José Bonifácio deixa clara a sua confiança, assim como a de Sua Majestade no talento de Felisberto Caldeira Brant para as funções diplomáticas, e devido às circunstâncias nega tal pedido. O documento ainda trata da negociação das fragatas e dos soldados que protegeriam a costa brasileira, assim como das negociações para o reconhecimento da independência do Brasil após a aclamação de D. Pedro I. Ainda chama a atenção para o fato de D. Pedro ter aceitado o título de imperador, o que não interferia em sua relação com Portugal. O Brasil não desejava o rompimento das relações com o Reino; "unicamente não ser escravo nem pupilo de Portugal, mas não repugna ser aliado".
Data do documento: 9 de fevereiro de 1823
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): DIL 18

DIL 19
Conjunto documental: Marquês de Barbacena - Série Diplomacia
Notação: códice 607, vol. 1, doc. 44 ou caixa 1102, doc. 9
Data-limite: 1809-1836
Título do fundo: Marquês de Barbacena
Código de fundo: Q1
Argumento de pesquisa: O marquês de Barbacena e o reconhecimento da Independência
Ementa: carta de José Bonifácio de Andrada e Silva remetida a Felisberto Caldeira Brant Pontes em que elucida a posição do governo brasileiro no que tange à questão do comércio da escravatura, para que o embaixador brasileiro possa regular a negociação com o ministério britânico. Bonifácio comunica que Sua Majestade Imperial está convencido não só da iniqüidade de tal comércio, mas ainda da sua influência sobre a prosperidade do Império, não podendo, contudo, tomar medidas decisivas a este respeito estando a Assembléia Legislativa próxima a instalar-se. Assegura que a abolição se dará de maneira "gradual" devido à falta de braços no Brasil.
Data do documento: 24 de fevereiro de 1823
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): DIL 19

DIL 21
Conjunto documental: Marquês de Barbacena - Série Diplomacia
Notação: códice 607, vol. 1, doc. 46 ou caixa 1102, doc. 10
Data-limite: 1809-1836
Título do do fundo: Marquês de Barbacena
Código de fundo: Q1
Argumento de pesquisa: O marquês de Barbacena e o reconhecimento da Independência
Ementa: carta de José Bonifácio de Andrada e Silva a Felisberto Caldeira Brant Pontes, na qual menciona que devido ao fracasso das tentativas de negociação com a Corte de Londres, tanto a respeito do reconhecimento da Independência do Brasil quanto do imperador, Sua Majestade Imperial decidiu que o embaixador se retirasse de Londres. José Bonifácio ainda dá instruções de como Felisberto Caldeira Brant deveria se portar diante do ministro inglês antes de retornar ao Brasil
Data do documento: 8 de abril de 1823
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): DIL 21

DIL 23
Conjunto documental: Marquês de Barbacena - Série diplomacia
Notação: AP 04, caixa 1
Data-limite: 1809-1836
Título do do fundo: Marquês de Barbacena
Código de fundo: Q1
Argumento de pesquisa: O marquês de Barbacena e o reconhecimento da Independência
Ementa: carta de Felisberto Caldeira Brant Pontes a José Joaquim Carneiro de Campos (visconde e marquês de Caravelas), ministro do Reino e Estrangeiros, acerca da conferência com Mr. Canning, de 2 de agosto de 1823. Na ocasião, o enviado brasileiro convencera-se das intenções sinceras do governo britânico em reconhecer a Independência do Brasil, assim como de estreitar os laços de amizade com Sua Majestade Imperial que, por sua vez, teria que abolir o comércio da escravatura. A carta também solicita atenção para a urgente necessidade de nomear diplomatas para as diferentes Cortes da Europa.
Data do documento: 13 de outubro de 1823
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): DIL 23

DIL 27
Conjunto documental: Marquês de Barbacena - Série diplomacia
Notação: cód. 607 v.1 doc. 48
Data-limite: 1809-1836
Título do do fundo: Marquês de Barbacena
Código de fundo: Q1
Argumento de pesquisa: O marquês de Barbacena e o reconhecimento da Independência
Ementa: carta de José Joaquim Carneiro de Campos a Miguel Calmon du Pin e Almeida (visconde e marquês de Abrantes), solicitando o envio a Londres de um negociador com plenos poderes para tratar de assuntos importantes para o Império do Brasil. Convoca, a pedido do imperador, a presença de Du Pin na Assembléia Geral Constituinte e Legislativa para nomear a pessoa que reúna todas as qualidades e esteja preparada para ocupar cargo de tamanha importância. Indica para essa missão o marechal Felisberto Caldeira Brant Pontes, apontado como o candidato ideal, pois atende aos requisitos básicos, merece total confiança, além de possuir experiência semelhante em Londres.
Data do documento: 3 de novembro de 1823
Local: Paço Imperial do Rio de Janeiro
Folha(s): DIL 27

Conjunto documental: Marquês de Barbacena - Série diplomacia
Notação: códice 607, vol. 1, doc. 48
Data-limite: 1809-1836
Título do fundo: Marquês de Barbacena
Código de fundo: Q1
Argumento de pesquisa: O marquês de Barbacena e o reconhecimento da Independência
Ementa: parecer da comissão de Constituição em que os deputados Pedro de Araújo Lima, Manuel Ferreira da Câmara, Nicolau Pereira de Campos Vergueiro, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada Machado e Silva e José Egídio Álvares de Almeida (barão de Santo Amaro), respondendo positivamente à requisição do governo da dispensa do marechal Felisberto Caldeira Brant Pontes de sua função de deputado da Assembléia Geral para exercer o cargo de negociador em Londres.
Data do documento: 4 de novembro de 1823
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): DIL 27

DIL30
Conjunto documental: Marquês de Barbacena - Série diplomacia
Notação: AP 04, caixa 1
Data-limite: 1809-1836
Título do fundo: Marquês de Barbacena
Código de fundo: Q1
Argumento de pesquisa: O marquês de Barbacena e o reconhecimento da Independência
Ementa: carta de Felisberto Caldeira Brant Pontes a Luís José de Carvalho e Melo (visconde de Cachoeira) acerca do pedido de empréstimo de três milhões de libras feito pelo Brasil à Corte britânica, argumentando a necessidade de desenvolver a economia do Brasil tendo em vista sua condição de país recém independente.
Data do documento: 27 de dezembro de 1823
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): DIL 30

DIL 32
Conjunto documental: Marquês de Barbacena - Série diplomacia
Notação: códice 607, vol. 1, doc. 49
Data-limite: 1809-1836
Título do fundo: Marquês de Barbacena
Código de fundo: Q1
Argumento de pesquisa: O marquês de Barbacena e o reconhecimento da Independência
Ementa: decreto de D. Pedro I nomeando Felisberto Caldeira Brant Pontes e Manuel Rodrigues Gameiro Pessoa (visconde de Itabaiana) seus plenipotenciários para negociar com qualquer capitalista e banqueiro o empréstimo para o Império do Brasil de três milhões de libras esterlinas, com o objetivo de pagar as despesas urgentes e extraordinárias para a estabilidade e segurança do país.
Data do documento: 3 de janeiro de 1824
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): DIL 32


DIL 38
Conjunto documental: Marquês de Barbacena - Série diplomacia
Notação: AP 04, caixa 1
Data-limite: 1809-1836
Título do fundo: Marquês de Barbacena
Código de fundo: Q1
Argumento de pesquisa: O marquês de Barbacena e o reconhecimento da Independência
Ementa: carta de Felisberto Caldeira Brant Pontes a Luís José de Carvalho e Melo em resposta ao ofício relativo à remessa de três mil soldados estrangeiros para o Brasil. Caldeira Brant faz observações e solicita resoluções e esclarecimentos acerca de assuntos como a idade, a possibilidade de trazer mulheres e filhos, o tempo de duração do contrato dos soldados, assim como as vantagens que o Brasil oferecerá para que os mesmos se expatriem. Caldeira Brant também recomenda a oferta de terras e soldo durante um ano, findo o contrato, para que esses soldados possam se estabelecer no Brasil.
Data do documento: 7 de fevereiro de 1824
Local: Bahia
Folha(s): DIL 38


DIL 42
Conjunto documental: Marquês de Barbacena - Série diplomacia
Notação: AP 04, caixa 1
Data-limite: 1809-1836
Título do fundo: Marquês de Barbacena
Código de fundo: Q1
Argumento de pesquisa: O marquês de Barbacena e o reconhecimento da Independência
Ementa: carta de Felisberto Caldeira Brant Pontes a Alexander Thomas Cochrane (marquês do Maranhão) acerca da pacificação das províncias do Norte. Procura mostrar que a opinião pública é a favor do Império e as dissidências logo serão controladas. Ainda se preocupa em deixar claro para os ingleses a completa união das províncias e a total confiança no imperador.
Data do documento: 18 de fevereiro de 1824
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): DIL 42

DIL 45
Conjunto documental: Marquês de Barbacena - Série diplomacia
Notação: AP 04, caixa 1
Data-limite: 1809-1836
Título do fundo: Marquês de Barbacena
Código de fundo: Q1
Argumento de pesquisa: O marquês de Barbacena e o reconhecimento da Independência
Ementa: carta de Felisberto Caldeira Brant Pontes ao ministro da Fazenda Mariano José Pereira da Fonseca (visconde e marquês de Maricá) acerca das últimas notícias sobre o empréstimo pedido junto a Londres. O embaixador faz referência à chegada simultânea no Rio de Janeiro e em Lisboa de uma esquadra francesa composta de 9.000 homens, o que gerou suspeita da existência de uma ligação entre Portugal e França contra o Brasil, logo desmentida por Mr. Canning. Por isso, Felisberto Caldeira Brant finaliza sua carta tranqüilizando o marquês de Maricá sobre qualquer conspiração entre França e Portugal contra o Brasil.
Data do documento: 5 de maio de 1824
Local: Londres
Folha(s): DIL 45

DIL 52
Conjunto documental: Marquês de Barbacena - Série diplomacia
Notação: AP 04, caixa 1
Data-limite: 1809-1836
Título do fundo: Marquês de Barbacena
Código de fundo: Q1
Argumento de pesquisa: O marquês de Barbacena e o reconhecimento da Independência
Ementa: carta de Felisberto Caldeira Brant Pontes a José Silvestre Rebello acerca da fragata levando 300.000 libras em prata para o Banco do Brasil e de outra remessa da mesma quantia que seguiria no mês seguinte. Essas remessas referiam-se ao acerto pelo reconhecimento da independência do Brasil que, segundo Caldeira Brant, estava próximo.
Data do documento: 18 de agosto de 1824
Local: Londres
Folha(s): DIL 52

DIL 58
Conjunto documental: Marquês de Barbacena - Série diplomacia
Notação: AP 04, caixa 1
Data-limite: 1809-1836
Título do fundo: Marquês de Barbacena
Código de fundo: Q1
Argumento de pesquisa: O marquês de Barbacena e o reconhecimento da Independência
Ementa: carta de Felisberto Caldeira Brant Pontes a Honório José Teixeira acerca da comunicação com as províncias do Norte, reunindo-se todo o Brasil sob o poder de D. Pedro I. O embaixador ainda pede a cooperação e conselho de seu destinatário.
Data do documento: 3 de agosto de 1824
Local: Londres
Folha(s): DIL 58

DIL 69
Conjunto documental: Marquês de Barbacena - Série diplomacia
Notação: AP 04, caixa 1
Data-limite: 1809-1836
Título do do fundo: Marquês de Barbacena
Código de fundo: Q1
Argumento de pesquisa: O marquês de Barbacena e o reconhecimento da Independência
Ementa: carta de Felisberto Caldeira Brant Pontes a Luis José de Carvalho e Melo em resposta aos ofícios de 8 de maio e de 16 de junho de 1824, nos quais o mesmo é acusado de desobedecer às ordens de Sua Majestade Imperial pelo fato de ter falado a Mr. Canning nos "poderes especiais que traria por tratar da extinção do comércio da escravatura". Caldeira Brant justifica-se alegando que nunca falou em poderes especiais e ainda defende-se da acusação de ter tratado de negócios de outro plenipotenciário, expondo que Mr. Canning recusou-se a receber Manuel Rodrigues Gameiro Pessoa enquanto ele Caldeira Brant encontrava facilidades para ser ouvido dadas as antigas relações com Mr. Canning.
Data do documento: 28 de setembro de 1824
Local: Londres
Folha(s): DIL 69

DIL 78
Conjunto documental: Marquês de Barbacena - Série diplomacia
Notação: AP 04, caixa 1
Data-limite: 1809-1836
Título do fundo: Marquês de Barbacena
Código de fundo: Q1
Argumento de pesquisa: O marquês de Barbacena e o reconhecimento da Independência
Ementa: carta de Felisberto Caldeira Brant Pontes a Francisco Vicente Viana (barão do Rio das Contas), felicitando-o pelos seus feitos a favor do Império e mantendo-o a par dos últimos acontecimentos acerca do tratado com Portugal. Segundo Caldeira Brant, os últimos tomaram novo alento com o Bloqueio do Porto e com a Confederação do Equador. Acredita que a situação esteja mais razoável, mas que cabe ao tempo dizer sobre a compreensão dos últimos acontecimentos.
Data do documento: 24 de maio de 1824
Local: Londres
Folha(s): DIL 78

DIL 85
Conjunto documental: Marquês de Barbacena - Série diplomacia
Notação: AP 04, caixa 1
Data-limite: 1809-1836
Título do fundo: Marquês de Barbacena
Código de fundo: Q1
Argumento de pesquisa: O marquês de Barbacena e o reconhecimento da Independência
Ementa: carta de Felisberto Caldeira Brant Pontes a D. Pedro I sobre a conclusão do empréstimo de 2 milhões restantes com os Rotschild, e assegurando-lhe que já é um fato que Vossa Majestade Imperial possui 3 milhões de libras esterlinas. Caldeira Brant ainda felicita D. Pedro I pela demissão do ministério de João Severino, o qual julga incapaz. Oferece os pêsames e se mostra consternado com o assassinato do general das armas da Bahia, afirmando "que a vergonha ficará impressa sobre a gente baiana" pelo ocorrido.
Data do documento: 10 de janeiro de 1825
Local: Londres
Folha(s): DIL 85

DIL 89
Conjunto documental: Marquês de Barbacena - série diplomacia
Notação: AP 04, caixa 1
Data-limite: 1809-1836
Título do fundo: Marquês de Barbacena
Código de fundo: Q1
Argumento de pesquisa: O marquês de Barbacena e o reconhecimento da Independência
Ementa: ofício de Felisberto Caldeira Brant Pontes e Manuel Rodrigues Gameiro Pessoa a Mariano José Pereira da Fonseca a respeito da negociação do empréstimo de 3 milhões de libras esterlinas. A primeira parte do ofício trata das respostas às instruções que lhe foram dadas; a segunda do que efetivamente fizeram em agosto do ano anterior e no corrente mês de janeiro e a terceira do que deixaram de fazer em maio do ano anterior quando rejeitaram os preços até então oferecidos. Busca apresentar todos os detalhes de como se deu o empréstimo e as condições em que deverá ser pago. O documento possui ainda um quadro comparativo mostrando os lucros de tal negociação.
Data do documento: 2 de janeiro de 1825
Local: Londres
Folha(s): DIL 89

DIL 90
Conjunto documental: Marquês de Barbacena - Série Diplomacia
Notação: AP 04, caixa 1
Data-limite: 1809-1836
Título do fundo: Marquês de Barbacena
Código de fundo: Q1
Argumento de pesquisa: O marquês de Barbacena e o reconhecimento da Independência
Ementa: carta de Felisberto Caldeira Brant Pontes ao imperador Pedro I acerca da explicação que Mr. Canning apresentou sobre o reconhecimento das Repúblicas americanas, assim como a missão de Charles Stuart referente ao tratado de paz com Portugal. Procura deixar claro que Mr. Canning é inteiramente a favor do reconhecimento puro e absoluto da categoria política do Império e, portanto, dirigirá as negociações para esse fim. Caldeira Brant informa os últimos passos das negociações do tratado de paz, assim como o reconhecimento de Portugal à Independência do Brasil.
Data do documento: 9 de fevereiro de 1825
Local: Londres
Folha(s): DIL 90

DIL 92
Conjunto documental: Marquês de Barbacena - Série Diplomacia
Notação: AP 04, caixa 1
Data-limite: 1809-1836
Título do fundo: Marquês de Barbacena
Código de fundo: Q1
Argumento de pesquisa: O marquês de Barbacena e o reconhecimento da Independência
Ementa: carta de Felisberto Caldeira Brant Pontes a D. Miguel Antônio de Melo, comunicando o rompimento das negociações em Londres com Portugal e as potências mediadoras e a impossibilidade de qualquer reconciliação. Caldeira Brant ainda faz uma avaliação das reais intenções de Londres e tece severas críticas à atitude e à posição de Portugal.
Data do documento: 16 de fevereiro de 1825
Local: Londres
Folha(s): DIL 92

DIL 114
Conjunto documental: Marquês de Barbacena - Série Diplomacia
Notação: códice 607, vol. 1, doc. 64
Data-limite: 1809-1836
Título do fundo: Marquês de Barbacena
Código de fundo: Q1
Argumento de pesquisa: O marquês de Barbacena e o reconhecimento da Independência
Ementa: carta de Luis José de Carvalho e Melo a Felisberto Caldeira Brant Pontes felicitando-o pelos muitos e relevantes serviços feitos não só ao Império do Brasil, mas também à realeza, e nomeando-o embaixador junto à Corte de Lisboa.
Data do documento: 8 de setembro de 1825
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): DIL 114

AGUIAR, Antônio Augusto da Costa. Vida do marquês de Barbacena. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1896.

CALÓGERAS, João Pandiá. O marquês de Barbacena. 2ª ed., São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1936.

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GRINBERG, Keila. "Assembléia Constituinte". In: VAINFAS, Ronaldo (dir.). Dicionário do Brasil imperial (1808-1889). Rio de Janeiro: Objetiva, 2002.

GUIMARÃES, Lúcia Maria Paschoal. "Felisberto Caldeira Brant (Marquês de Barbacena)". In: VAINFAS, Ronaldo (dir.). Dicionário do Brasil imperial (1808-1889). Rio de Janeiro: Objetiva, 2002.

LIMA, Oliveira. O movimento da Independência (1821-1822). São Paulo: Melhoramentos, 1922.

NEVES, Lúcia Maria Bastos Pereira das & MACHADO, Humberto Fernandes. O império do Brasil. Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1999.