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República de 1817

Marco  Morel

A República de 1817 não foi apenas pernambucana, mas se manifestou também em Alagoas, Rio Grande do Norte, Paraíba e Ceará, em diferentes escalas, apesar de Pernambuco ser o epicentro. Esta expressão política vigorosa deve ser compreendida no âmbito de uma macro-região, observando-se as correlações entre capitanias e respectivas atividades econômicas, alianças familiares, afinidades culturais, presença de grupos sociais distintos e os interesses comerciais e administrativos que geraram uma fissura no corpo do império luso-brasileiro quando este parecia encontrar-se num apogeu ascendente. O movimento rompia ao mesmo tempo com a forma de governo monárquica e com a dominação portuguesa.

A perda de prestígio da região chamada genericamente de Norte era evidente desde que a capital da América portuguesa fora transferida para o Rio de Janeiro cinco décadas antes, tendência reforçada com a instalação da Corte portuguesa nesta cidade, em 1808. No âmbito simbólico basta lembrar que a eclosão da República de 1817 adiou a aclamação de d. João VI como rei no Rio de Janeiro. Deste modo, longe de serem acontecimentos de âmbito localizado, tais episódios mobilizaram atenções e forças políticas em todo o Reino do Brasil, suscitando posicionamentos e repressões em diversos pontos do território de alcance continental.

A explicação de viés regional, embora freqüente, não é a única possível para as tensões e crises: havia também diversidade social interna entre os integrantes e a formação de uma cultura política de tipo moderna, liberal e democrática que servia como catalisadora destas manifestações. Ao mesmo tempo, registra-se o caráter híbrido dos protagonistas que, ao levarem adiante uma tentativa de ruptura em moldes revolucionários, embasavam-se em referências tradicionais como restauração de antigas liberdades, fidelidade à religião e regeneração da pátria. Mais do que explosão momentânea, o ato de rebelar-se está ligado ao de revelar-se: as rebeliões são momentos de maior visibilidade e "revelação" de relações em (tentativa de) mudança.

Este movimento de 1817 que vigorou por cerca de três meses inspirava-se, na forma de governo, em matrizes como o Diretório da Revolução Francesa (com sua República colegiada e repúdio simultâneo ao absolutismo tradicional e ao radicalismo revolucionário), bem como no federalismo norte-americano (republicano e híbrido entre aristocracia escravista e democracia política), sem esquecer a evidente sintonia com as guerras de independência na América hispânica.

A discussão sobre a possibilidade de separação entre os Reinos do Brasil e de Portugal ocorre ainda na década de 1810, inclusive, na imprensa periódica redigida em português que circulava no território brasileiro, como o Correio Brazilliense, que, aliás, era contra tal separação. Embora já se disseminasse em palavras, projetos, atitudes e leituras, pelo menos desde fins do século XVIII, tal debate desponta de maneira explícita na cena pública (que se conformava, também, por meio do espaço impresso) em 1817, quando se mostra mais aguda a crise do império português, com destaque também para a conspiração descoberta em Portugal no mesmo ano.

O abade, escritor e homem público francês, Guillaume De Pradt, um dos principais teóricos das transformações políticas ocidentais em princípios do século XIX, teve interesse e atribuiu significativa importância aos acontecimentos de 1817 nas capitanias brasileiras, publicando livros sobre o assunto. Eles vinham em reforço de sua "teoria da independência", baseada em dados históricos. De Pradt defendia que o Rei de Portugal, transformando-se em Rei do Brasil somente, deveria apoiar a Revolução Americana, isto é, as independências nas Américas, desvinculando-se, assim, de seu território e compromissos europeus e eliminando um fator de risco que, para o abade, seria possível ocorrer. E citava como exemplos a rebelião nas províncias do Norte brasileiro e a conspiração abortada em Lisboa, como indicadores do perigo de desagregação do império português. Para De Pradt, enfim, se o monarca lusitano adotasse tais medidas, se posicionaria no meio de um mundo absolutamente novo.

Nesta linha, e até de modo mais radical, estavam muitos clérigos nascidos no Brasil que aderiram à República de 1817, conhecida até como "revolução dos padres" pela ampla presença do chamado clero constitucional em suas fileiras, como ideólogos e mobilizadores. Exemplo mais conhecido foi o do padre João Ribeiro, que após bradar nas ruas "Viva Nossa Senhora! Viva a liberdade! Morram os aristocratas!" faleceu tragicamente e teve seu corpo profanado e mutilado pelas forças repressivas.

Apesar da memória histórica erigir em tempos póstumos a figura de outro religioso, o carmelita Frei Caneca, como um dos principais nomes de 1817 em Pernambuco, um exame atento na documentação da época levanta sérias dúvidas sobre tal preeminência e até mesmo sobre sua participação em tal episódio, apesar de ter sido preso, ao que tudo indica, de modo arbitrário.
Os líderes saíram da clandestinidade das lojas maçônicas ou secretas para assumir o poder em 1817. A condenação moral do trabalho escravo, acompanhada da tolerância em relação a este, era uma atitude comum entre liberais da primeira metade do século XIX - e não apenas no Brasil.

A posição ambivalente ou contraditória diante da abolição da escravidão caracterizou a maioria dos revolucionários franceses, inclusive os tidos como mais radicais. Na mesma ocasião, os governantes provisórios de 1817 esclareceram serem favoráveis à emancipação gradual, lenta e dentro da lei que permitisse eliminar da sociedade o "cancro" da escravidão, mas não falaram em datas, nem de longo prazo. Garantiram também que todas as propriedades - "ainda as mais opugnantes aos ideais de justiça, serão sagradas". Em outras palavras, as lideranças eram contra a escravidão, mas não viam possibilidade de eliminá-la.

Entretanto, a atuação das camadas pobres de Recife, em 1817, não se esgota no temor dos proprietários nem nos limites de atuação dos líderes revolucionários. Há nos documentos da época a marca da presença destes setores da população na cena pública, ainda que sem legitimidade para tal, segundo os padrões dominantes. Em primeiro lugar, o próprio evento da deposição do tradicional governante monárquico e a subida ao poder de pessoas até então descredenciadas para tal (dentro dos padrões do Antigo Regime) gerou uma quebra de autoridade.

Os tiroteios nas ruas, a palavra "revolução" andando de boca em boca, mesmo que sem grandes fervores da parte da maioria dos habitantes, ocasionou uma liberação de atitudes e expressão de ressentimentos e resistências que dificilmente poderiam vir à tona em outras ocasiões. A diversidade aflora com a eclosão das Revoluções. Por isso, os registros indicam que na República pernambucana de 1817 passou a ser comum escravos se mostrarem insolentes ou respondões a seus senhores, mendigos dizerem desaforos às senhoras caridosas, mulatos e negros (livres ou libertos) começarem a se expandir e verbalizar a possibilidade de ocuparem mais espaço naquela sociedade, etc. Daí, talvez a proclamação explicativa dos governantes republicanos sobre a escravidão tenha ocorrido, ao que parece, também como reação, escrita e impressa, a essas vozes, gestos, palavras ou gritos que circulavam pela cidade, ameaçando alterar o sentido da Revolução que estava em curso.

Ocorre neste contexto uma presença significativa de setores oprimidos do ponto de vista étnico ou social, no interior da revolta, por meio da atuação militar, seja em milícias ou regimentos. Uma das figuras exemplares desta participação é a do "pardo" (categoria jurídica e racial da época) Pedro da Silva Pedroso, personalidade polêmica que estará presente neste ciclo de rebeliões pernambucanas. Pedroso, à frente de um aguerrido e temido Batalhão de Pardos, foi uma das figuras de proa daqueles tempos.

Note-se que os rebeldes de 1817 optaram por não produzir uma imprensa periódica, apesar de terem em mãos uma tipografia não utilizada. Mesmo levando-se em conta a recente tradição de periodismo, então existente no Brasil, eles preferiram publicar decretos, manifestos e proclamações avulsas.

A repressão à República de 1817 gerou ampla documentação: foi violenta, desmedida e com lances de maus tratos, torturas, prisões prolongadas e mortes cruéis, causando um trauma político que custou cicatrizar, revelando a face dura do período joanino, visto com freqüência por seus melhoramentos civilizadores. Muitos dos sobreviventes estariam, cinco anos depois, participando da Independência do Brasil de Portugal e, ainda, em 1824, da Confederação do Equador nas mesmas províncias rebeldes, desta vez contra os rumos centralizadores e autoritários do nascente Império brasileiro.

Conjunto documental: Ministério do Reino. Paraíba. Correspondência do presidente da província

Notação: IJJ9 569

Data-limite: 1801-1830

Título do fundo: Série Interior

Código do fundo: AA

Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana

Ementa: proclamação do desembargador ouvidor geral da comarca, André Alves Pereira Ribeiro e Cirne, aos habitantes da vila de Souza. Conclama os moradores a pegarem em armas contra os inimigos da Coroa a firmarem seu juramento de viver e morrer pelo rei com o grito: “viva o Rei nosso senhor e toda a sua real família e reais vassalos. Viva! Viva! Viva!”.

Data do documento: 15 de maio de 1817

Local: Acauã

Folha(s): -
 

Conjunto documental: Ministério do Reino e Império. Rio Grande do Norte. Correspondência do presidente da província

Notação: IJJ9 195

Data-limite: 1808-1822

Título do fundo: Série Interior

Código do fundo: AA

Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana

Ementa: cópia da carta do governador do Rio Grande do Norte, José Inácio Borges, para o coronel das Ordenanças do Distrito Sul, André d’Albuquerque Maranhão. Refere-se a um ofício recebido pelo governador com o relato de “tumultos” na Paraíba. Em decorrência, ordena o estabelecimento de postos nas estradas e nas avenidas de Natal que dessem acesso à Paraíba, a fim de repelir com força aqueles que desejassem passar, com exceção dos habitantes conhecidos e residentes na dita capitania.

Data do documento: Natal

Local: 16 de março de 1817

Folha(s): 41 e 41v

 


Conjunto documental: Processo original dos réus da rebelião de Pernambuco

Notação: códice 7, vol. 06

Data-limite: 1817-1818

Título do fundo: Diversos códices - SDH

Código do fundo: NP

Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana

Ementa: aviso do sargento Manoel Antônio da Silva, informando sobre a prisão de europeus acusados de se colocarem contra o governo provisório de Pernambuco, iniciado após a revolução.

Data do documento: 19 de abril de 1817

Local: Recife

Folha(s): 177
 

Conjunto documental: Ministério dos Estrangeiros e da Guerra. Conselho Supremo Militar

Notação: 4H-152

Data-limite: 1798-1895

Título do fundo: Diversos GIFI

Código do fundo: OI

Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana

Ementa: carta do governador do Piauí, Baltazar de Souza Botelho de Vasconcelos, enviada ao comandante da vila de Parnaíba, Simplício Dias da Silva. Solicita o seqüestro de todas as embarcações de Pernambuco que estivessem ou viessem a estar ancorados no porto da vila de Parnaíba, determinando ainda, por ordem de d. João VI, que fossem tomadas todas as medidas para a segurança da vila e proibida a troca de correspondência em Pernambuco.

Data do documento: 11 de maio de 1817

Local: Piauí

Folha(s): doc. 1706
 

Conjunto documental: Ministério dos Estrangeiros e da Guerra. Conselho Supremo Militar

Notação: 4H-152

Data-limite: 1798-1895

Título do fundo: Diversos GIFI

Código do fundo: OI

Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana

Ementa: carta do governador do Piauí, Baltazar de Souza Botelho, para o comandante de destacamento da vila da Parnaíba, Simplício Dias da Silva. Baltazar de Souza refere-se ao aviso feito pela vila do Crato, da capitania do Ceará, de que havia sublevação de sediciosos que marchariam com tropas para atacar Icó, Russas e Acarati, vilas da dita capitania, cuja capital também se encontrava ameaçada. Desta forma, avisa da necessidade de proteção da vila e informou que enviaria reforços.

Data do documento: 21 de maio de 1817

Local: Piauí

Folha(s): doc. 1707

 


Conjunto documental: Ministério do Reino. Paraíba. Correspondência do presidente da província

Notação: IJJ9 569

Data-limite: 1801-1830

Título do fundo: Série Interior

Código do fundo: AA

Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana

Ementa: comunicado de Matias da Gama Cabral Vasconcelos, coronel da cavalaria miliciana, ao ministro do reino Antônio de Araújo e Azevedo, conde da Barca. Relata o levante em detalhes, descreve os acontecimentos, os preparativos e as traições à Coroa na insurreição que se alastrou desde Recife.

Data do documento: 12 de maio de 1817

Local: Paraíba do Norte

Folha(s): 84 a 89v

 

Conjunto documental: Ministério do Reino. Paraíba. Correspondência do presidente da província

Notação: IJJ9 569

Data-limite: 1801-1830

Título do fundo: Série Interior

Código do fundo: AA

Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana

Ementa: comunicado do desembargador ouvidor geral da comarca, André Alves Pereira Ribeiro e Cirne, aos habitantes da cidade da Paraíba. Relata que foi obrigado a deixar a comarca para se salvar e conservar a fidelidade ao monarca. Diz, ainda, que partiu no dia 13 de março, quando houve a insurreição, sabendo que restavam vassalos leais ao rei, que se juntaram e se libertaram do jugo dos rebeldes, foram expulsos de volta a Recife e restauraram o governo.

Data do documento: 7 de junho de 1817

Local: Paraíba

Folha(s): 93 a 94
 

Conjunto documental: Ministério do Reino. Paraíba. Correspondência do presidente da província

Notação: IJJ9 569

Data-limite: 1801-1830

Título do fundo: Série Interior

Código do fundo: AA

Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana

Ementa: ofício do desembargador ouvidor-geral da comarca da Paraíba, André Alves Pereira Ribeiro e Cirne, ao conde da Barca no qual detalha a sua fuga daquela comarca e seu refúgio no Rio Grande do Norte, Ceará e em alguns sertões. Durante a fuga, teve notícias da restauração de Recife e da Paraíba, voltando então para restabelecer o governo nesta província.

Data do documento: 9 de junho de 1817

Local: Paraíba

Folha(s): 96 a 100v

 


Conjunto documental: Ministério do Reino. Pará

Notação: IJJ9 105

Data-limite: 1808-1819

Título do fundo: Série Interior

Código do fundo: AA

Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana

Ementa: documento assegurando a fidelidade da capitania do Pará em relação ao governo real e relatando o espanto com as notícias recebidas no aviso de 26 de março de 1817 acerca da revolução insurgente que ocorria na capitania de Pernambuco.

Data do documento: 17 de junho de 1817

Local: Pará

Folha(s): 269
 

Conjunto documental: Ceará. Ministério do Império. Ofício das câmaras municipais

Notação: IJJ9 513

Data-limite: 1811-1821

Título do fundo: Série Interior

Código do fundo: AA

Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana

Ementa: carta pública dos moradores da vila de Campo Maior de Santo Antônio de Quixeramobim, no Ceará, suplicando que Manoel Inácio Sampaio seja conservado como governador da capitania. Justificam o pedido por este ter sido castigado pelos rebeldes quando defendia os direitos de soberania do rei d. João VI.

Data do documento: 8 de julho de 1817

Local: Ceará

Folha(s): -
 

Conjunto documental: Ministério do Reino. Paraíba. Correspondência do presidente da província

Notação: IJJ9 569

Data-limite: 1801-1830

Título do fundo: Série Interior

Código do fundo: AA

Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana

Ementa: cópia do ofício escrito por Tomás de Souza Mafra enviada ao governador de Pernambuco atribuindo toda a culpa da insurreição ao tenente-coronel Estevão José Carneiro da Cunha, comandante de tropa de linha, e ao coronel Amaro Gomes Coitiho, comandante do regimento de milícias de brancos.

Data do documento: 3 de julho de 1817

Local: Paraíba

Folha(s): 101
 

Conjunto documental: Processo original dos réus da rebelião de Pernambuco

Notação: códice 7, vol. 11

Data-limite: 1817-1818

Título do fundo: Diversos códices - SDH

Código do fundo: NP

Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana

Ementa: processo referente à defesa do padre Francisco da Costa, vigário da vila de Pilar, remetido ao desembargador ouvidor geral e corregedor da comarca de Recife. Na defesa, padre Francisco, que foi acusado de participar da Revolução Pernambucana, nega sua adesão ao processo revolucionário, alegando sempre ter seguido as leis reais. Recolhido à cadeia da cidade no momento do inquérito, suplica por sua liberdade para que possa se defender perante a lei.

Data do documento: 11 de julho de 1817

Local: Recife

Folha (s): 41


Conjunto documental: Ministério dos Estrangeiros e da Guerra. Conselho Supremo Militar

Notação: 4H-152

Data-limite: 1798-1895

Título do fundo: Diversos GIFI

Código do fundo: OI

Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana

Ementa: carta do governador da vila de Piauí, Baltazar de Souza Botelho, enviada ao comandante do destacamento da vila de Parnaíba, Simplício Dias da Silva. Nesta carta, o governador comunica a Simplício Dias o sucesso da restauração de Pernambuco, solicitando que o fato seja anunciado na Câmara da vila e publicado em todo o distrito.

Data do documento: 31 de julho de 1817

Local: Piauí

Folha (s): doc. 1710
 

Conjunto documental: Ceará. Ministério do Império. Ofício das câmaras municipais

Notação: IJJ9 513

Data-limite: 1811-1821

Título do fundo: Série Interior

Código do fundo: AA

Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana

Ementa: ofício da câmara da vila do Crato reconhecendo a relevância dos serviços prestados pelo governador da capitania do Ceará, Manoel Inácio de Sampaio. Além dos elogios ao governador, é denunciado o “traidor” José Martiniano, por querer incluir à força os habitantes do Ceará no partido revolucionário.

Data do documento: 15 de julho de 1817

Local: Ceará

Folha(s): -
 

Conjunto documental: Piauí. Ministério do Reino. Correspondência do presidente da província

Notação: IJJ9 530

Data-limite: 1814-1847

Título do fundo: Série Interior

Código do fundo: AA

Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana

Ementa: carta pública da comarca da cidade de Oeiras, capitania do Piauí, comemorando a restauração das capitanias de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande, e a continuidade da dinastia de Bragança.

Data do documento: 16 de julho de 1817

Local: Piauí

Folha(s): -

 

Conjunto documental: Maranhão. Ministério do Reino e Império. Registro de correspondência

Notação: IJJ9 42

Data-limite: 1810-1855

Título do fundo: Série Interior

Código do fundo: AA

Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana

Ementa: carta enviada por Tomás Antônio de Vilanova Portugal a Paulo José da Silva Gama, barão de Bagé e governador de Pernambuco. Avisa que Antônio Carlos Ribeiro de Andrade Machado e Silva, antigo ouvidor da comarca de Olinda, e Domingos Teotônio Jorge, que foi capitão do regimento de artilharia de Pernambuco, foram chefes da rebelião pernambucana e adentraram pelo sertão com o intuito de chegar em territórios espanhóis passando por Mato Grosso.

Data do documento: 3 de julho de 1817

Local: s.l.

Folha(s): 35v e 36

 

Conjunto documental: Piauí. Ministério do Reino. Correspondência do presidente da província

Notação: IJJ9 149

Data-limite: 1808-1818

Título do fundo: Série Interior

Código do fundo: AA.

Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana

Ementa: carta do governador do Piauí, Baltazar de Sousa Botelho de Vasconcelos a d. João VI em que demonstra entusiasmo com a notícia de restauração de Pernambuco e afirma que as sublevações que ocorreram nas extremidades de sua capitania já foram controladas.

Data do documento: 19 de agosto de 1817

Local: Piauí

Folha (s): 297 e 297v

 


Conjunto documental: Processo original dos réus da rebelião de Pernambuco

Notação: códice 7, vol. 13

Data-limite: 1817-1818

Título do fundo: Diversos códices - SDH

Código do fundo: NP

Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana

Ementa: parecer de José Pereira Filgueiras, em observância ao requerimento de Alexandre Raimundo Bezerra. Neste, José Pereira não considera Alexandre Raimundo um revolucionário, tendo em vista que, quando ocorreu a sublevação do dia três de maio, o mesmo foi “constrangido” a assinar um ofício de José Martiniano por medo de ser morto e, ainda, deu “provas de fidelidade” à realeza.

Data do documento: 30 de setembro de 1817

Local: São Paulo

Folha(s): 208 e 208v

 

Conjunto documental: Ministério do Reino e Império. Rio Grande do Norte. Correspondência do presidente da província

Notação: IJJ9 195

Data-limite: 1808-1822

Título do fundo: Série Interior

Código do fundo: AA

Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana

Ementa: carta de José Inácio Borges enviada a Tomás Antônio de Vilanova Portugal. O autor comunicou que, depois de tomar alguns procedimentos com os presos e informá-los ao general de Pernambuco, tratou de agradecer pela vinda do rei e de sua família. Informou também acerca da programação dos festejos dos dias 21, 22 e 23, quando ocorreram, bailes públicos, “cavalhada”, canto do Te Deum, aplausos militares, vivas ao rei, dentre outras manifestações.

Data do documento: 2 de outubro de 1817

Local: Natal

Folha(s): 70 e 71v

 


Conjunto documental: Piauí. Ministério do Reino. Correspondência do presidente da província

Notação: IJJ9 530

Data-limite: 1814-1847

Título do fundo: Série Interior

Código do fundo: AA

Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana

Ementa: ofício representado pelo juiz e outros oficiais da comarca da cidade de Oeiras, do Piauí suplicando ao rei d. João VI a permanência do governador da capitania, Baltazar de Souza Botelho de Vasconcellos, por sua relevância nos direcionamentos do governo diante dos acontecimentos praticados pelos rebeldes de Pernambuco.

Data do documento: 4 de outubro de 1817

Local: Piauí

Folha(s): -

 


Conjunto documental: Ministério do Reino. Pará

Notação: IJJ9 105

Data-limite: 1808-1819

Título do fundo: Série Interior

Código do fundo: AA

Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana

Ementa: documento em que são reafirmados os avisos expedidos em 3, 22 de julho e 26 de agosto de 1817 exigindo uma maior vigilância da entrada de pessoas originárias de Pernambuco na capitania do Pará. No documento, solicita-se a prisão do “infame” Domingos Teotônio Jorge, capitão do Regimento de artilharia da capitania de Pernambuco.

Data do documento: 3 de dezembro de 1817

Local: Pará

Folha(s): 281

 

Conjunto documental: Generalidades – gabinete do ministro

Notação: IG1 34

Data-limite: 1813-1829

Título do fundo: Série Guerra

Código do fundo: DA

Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana

Ementa: ofício do governador do Ceará, Manoel Inácio de Sampaio, ao ministro e secretário de Estado e encarregado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra, João Paulo Bezerra. Informa sobre o envio, para Pernambuco, de vinte e cinco prisioneiros acusados de sublevação e que os treze primeiros da lista foram incluídos por ordem direta do rei d. João VI.

Data do documento: 23 de janeiro de 1818

Local: Fortaleza

Folha(s): -

 

Conjunto documental: Ministério do Reino. Pernambuco

Notação: IJJ9 243

Data-limite: 1818-1819

Título do fundo: Série Interior

Código do fundo: AA

Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana

Ementa: súplica feita por André José Martins a d. João VI. Neste pedido de liberdade, André Martins informa que estava preso somente por ser irmão de Domingos José Martins, um dos revoltosos. Relembra ainda que, sendo menor de 21 anos, não se insurgiu na revolta de Pernambuco e nem poderia fazê-lo devido a sua pouca idade.

Data do documento: 6 de fevereiro de 1818

Local: Pernambuco

Folha(s): 98 a 100

 

Conjunto documental: Ceará.  Ministério do Império. Correspondências dos presidentes da província

Notação: IJJ9 169

Data-limite: 1816-1828

Título do fundo: Série Interior

Código do fundo: AA

Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana

Ementa: ofício de Manoel Inácio Sampaio, governador da capitania do Ceará, a Tomás Antônio de Vilanova Portugal, Ministro e Secretário de Estado dos Negócios do Reino. Denuncia que os rebeldes de Pernambuco encarregaram Francisco Alves Pontes e Matias José Pacheco, entre outros, de seu assassinato na ocasião da Revolução Pernambucana.

Data do documento: 6 de fevereiro de 1818

Local: Vila da Fortaleza do Ceará

Folha(s): 13 a 20 

Conjunto documental: Ceará. Ministério do Império. Correspondência dos presidentes da província

Notação: IJJ9 169
Data-limite: 1816-1828
Título do fundo: Série Interior
Código do fundo: AA
Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana
Ementa: ofício de Manoel Inácio Sampaio, governador da capitania do Ceará, a Tomás Antônio de Vilanova Portugal, ministro e secretário de Estado dos Negócios do Reino. O documento contesta a exatidão dos informes relativos à Revolução recebidos de Pernambuco pelo Ministério, denunciando que a revolta não foi planejada em Recife, tornando-se pública no local posteriormente. Afirma também que, naquela data, apesar de a revolta já haver se desmembrado, a situação continuava demasiadamente crítica na região.
Data do documento: 11 de março de 1818
Local: Ceará
Folha(s): 93 a 94

Conjunto documental: Ceará. Ministério do Império. Correspondência dos presidentes da província
Notação: IJJ9 169
Data-limite: 1816-1828
Título do fundo: Série Interior
Código do fundo: AA
Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana
Ementa: denúncias feitas pelo governador da capitania do Ceará, Manoel Inácio Sampaio, encaminhadas a João Paulo Bezerra, Ministro e Secretário de Estado encarregado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra. Informa que a Revolução de Pernambuco tomou, em algumas vilas da capitania da Paraíba, proporções tão grandes que tropas marcharam para atacar as do Ceará, mas não conseguiram ultrapassar a fronteira. Reafirma, também, a necessidade de conservação de uma tropa de linha nas vilas do Aracati e Icó, devido à resistência dos ideais revolucionários na região.
Data do documento: 12 de março de 1818
Local: vila da Fortaleza do Ceará
Folha(s): 95 a 96

Conjunto documental: Processo original dos réus da rebelião de Pernambuco
Notação: códice 7, vol. 11
Data-limite: 1817-1818
Título do fundo: Diversos códices - SDH
Código do fundo: NP
Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana
Ementa: relato da prisão, em 12 de novembro de 1817, na vila de Recife, de Manoel Correa de Araújo, devido ao seu envolvimento na Revolução Pernambucana. Manoel admitiu ter sido membro do chamado governo provisório e ocupado um dos cinco cargos de governador da revolução, no qual atuou até 20 de maio de 1817, momento em que ocorreu a contra-revolução. Informou ainda que, durante o seu governo, cartas foram enviadas à Inglaterra e à Bahia, mas que ignorava o conteúdo das mesmas.
Data do documento: 16 de abril de 1818
Local: Recife
Folha(s): 13 a 19v

Conjunto documental: Processo original dos réus da rebelião de Pernambuco
Notação: códice 7, vol. 13
Data-limite: 1817-1818
Título do fundo: Diversos códices - SDH
Código do fundo: NP
Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana
Ementa: carta de Manoel Inácio de Sampaio para o presidente da Alçada de Pernambuco, Bernardo Teixeira Coutinho Álvares de Carvalho. Remete o "sumário" sobre o padre Francisco Manoel de Barros, onde foram expostos alguns dos seus atos praticados na capitania do Rio Grande e, dentre outros papéis, o "Sermão do Rosário", que reflete as idéias e os sentimentos em que se fundaram as proclamações dos rebeldes. Relata também as atitudes do sargento-mor Pedro José da Costa Barros, pedindo que o general Bernardo Teixeira Coutinho Álvares de Carvalho julgue se havia cumplicidade entre o sargento-mor e o padre.
Data do documento: 10 de abril de 1818
Local: Ceará
Folha(s): 82 a 84


Conjunto documental: Processo original dos réus da rebelião de Pernambuco
Notação: códice 7, vol. 11
Data-limite: 1817-1818
Título do fundo: Diversos códices - SDH
Código do fundo: NP

Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana
Ementa: documento de Antônio José Vitoriano Borges da Fonseca, general comandante das Armas da comarca de Alagoas, retratando a atitude "patriótica" do povo após a eclosão da Revolução Pernambucana. Estes, com o término do governo dos insurgentes, tomaram a iniciativa de constituir um governo provisório a fim de que a comarca não caísse em anarquia. O general afirma que a liberdade do povo custou apenas o sangue de dezesseis indivíduos tidos como "malvados" por não terem amor a sua pátria.

Data do documento: 9 de maio de 1818
Local: Alagoas
Folha(s): 95

Conjunto documental: Piauí. Ministério do Reino. Correspondência do presidente da província
Notação: IJJ9 149
Data-limite: 1808-1818
Título do fundo: Série Interior
Código do fundo: AA.
Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana
Ementa: carta do governador do Piauí, Baltazar de Sousa Botelho de Vasconcelos, enviada a Tomás Antônio de Vilanova Portugal, na qual respondeu ao régio decreto de 6 de fevereiro de 1818. Informa que d. João VI ordenou o fim das devassas que estavam em curso devido à Revolução de Pernambuco e suspendeu qualquer prisão após aquela data, perdoando os réus, com exceção dos comandantes das rebeliões.

Data do documento: 2 de junho de 1818

Local: Piauí

Folha(s): 315

Conjunto documental: Ministério dos Estrangeiros e da Guerra. Pessoal - patentes militares
Notação: 5F-497
Data-limite: 1810-1897
Título do fundo: Diversos GIFI
Código do fundo: OI
Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana
Ementa: carta enviada a Tomás Antônio Vilanova Portugal apresentando a relação dos réus da rebelião que foram absolvidos pelo juiz da Alçada, incluindo entre os perdoados, homens de Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba.

Data do documento: 20 de agosto de 1818

Local: Bahia

Folha(s): -

Conjunto documental: Processo original dos réus da rebelião de Pernambuco
Notação: códice 7, vol. 9
Data-limite: 1819-1819
Título do fundo: Diversos códices - SDH
Código do fundo: NP
Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana

Ementa: auto de perguntas feitas a Antônio Jacone Bezerra, vigário de Pedro Gonçalves da vila de Recife. Preso sob a acusação de envolvimento com a Revolução Pernambucana, o réu declarou ser tio de Domingos Teotônio Jorge, um dos membros do Governo Provisório e tido como um dos líderes da dita revolta. Relatou haver vivido durante algum tempo sob a tutela desse governo, mas nunca foi a favor de suas ações.

Data do documento: 16 de setembro de 1818

Local: Bahia

Folha (s): 1 a 4

Conjunto documental: Ministério do Reino. Pernambuco
Notação: IJJ9 243
Data-limite: 1818-1819
Título do fundo: Série Interior
Código do fundo: AA
Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana
Ementa: ofício do governador de Pernambuco, Francisco José de Souza Soares d'Andréa, enviado a João Osório de Castro Souza Falcão. Dentre as principais informações a respeito da Revolução Pernambucana constavam as relações dos réus que foram presos, os lugares para onde foram levados, os culpados que ainda deveriam ser presos e os cidadãos que foram perdoados.
Data do documento: 12 de setembro de 1818
Local: Pernambuco
Folha(s): 13 a 22

Conjunto documental: Ministério dos Estrangeiros e da Guerra. Pessoal - patente militares
Notação: 5F-497
Data-limite: 1810-1897
Título do fundo: Diversos GIFI
Código do fundo: OI
Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana
Ementa: depoimento de Manoel Corrêa de Araújo, acusado de chefiar a Revolução Pernambucana e ser um informante infiltrado nas tropas contra-revolucionárias. Ao longo do inquérito, foi questionada sua participação em ambos os movimentos. O depoente disse que, apesar de a revolução ter-se iniciado em março de 1817, o processo contra-revolucionário entrou em ação somente em abril daquele ano, devido ao receio de não haver apoio para combatê-la. Manoel Corrêa também relatou que, antes de entrarem em conflito com os rebeldes, houve a oferta de oitenta contos de réis aos principais chefes do movimento.
Data do documento: 31 de outubro de 1818
Local: Bahia
Folha(s): -

Conjunto documental: Ministério dos Estrangeiros e da Guerra. Pessoal - patentes militares
Notação: 5F-497
Data-limite: 1810-1897
Título do fundo: Diversos GIFI
Código do fundo: OI
Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana
Ementa: perguntas feitas a Francisco de Paula Cavalcanti e Albuquerque, acusado de ser um dos mais antigos membros da Revolução. Questionado a partir das acusações de outros depoentes e daquelas efetuadas pela própria mesa de inquérito, Francisco de Paula acabou sendo inocentado e recompensado pela Coroa devido à sua contribuição no caso.
Data do documento: 31 de outubro de 1818
Local: Bahia
Folha(s): -

Conjunto documental: Processo original dos réus da rebelião de Pernambuco
Notação: códice 7, vol. 14
Data-limite: 1818 -1819
Título do fundo: Diversos códices - SDH
Código do fundo: NP
Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana
Ementa: primeiro auto de perguntas feito ao cadete do Regimento de Infantaria de Recife e senhor de engenho, Antônio Joaquim de Souza, por ocasião da Revolução Pernambucana de 1817. O cadete relatou que as tropas gritavam somente "viva a pátria" e que o governo provisório exigiu que os envolvidos na sublevação pernambucana se tratassem por patriotas.
Data do documento: 16 de novembro de 1818
Local: Bahia
Folha(s): 89 a 92

Conjunto documental: Ceará. Ministério do Império. Correspondência dos presidentes da província.

Notação: IJJ9 169
Data-limite: 1816 - 1828
Título do fundo: Série Interior
Código do fundo: AA
Argumento de Pesquisa: revolução, pernambucana
Ementa: notícias repassadas por Manoel Inácio de Sampaio, governador da capitania do Ceará, a Tomás Antônio de Vilanova Portugal, ministro e secretário de Estado encarregado dos Negócios do Reino. O governador afirma que os líderes da revolução de Pernambuco, que conseguiram fugir, estavam refugiados em Filadélfia, Estados Unidos, de onde tramavam uma nova rebelião no Brasil.
Data do documento: 13 de novembro de 1818
Local: Ceará
Folha(s): 171 a 172

Conjunto documental: Processo original dos réus da rebelião de Pernambuco
Notação: códice 7, vol. 14
Data-limite: 1818-1819
Título do fundo: Diversos códices - SDH
Código do fundo: NP
Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana
Ementa: primeiro auto de perguntas feito ao alferes de Infantaria do Regimento de Recife, Ângelo de Barros Falcão, por ocasião da Revolução Pernambucana de 1817. Em seu depoimento, informa que montou três guardas em Recife para os rebeldes, recebendo como premiação pelo seu feito a nomeação de capitão, por parte de Domingos Teotônio Jorge.
Data do documento: 4 de dezembro de 1818
Local: Bahia
Folha(s): 77 a 79v

Conjunto documental: Processo original dos réus da rebelião de Pernambuco
Notação: códice 7, vol. 14
Data-limite: 1818-1819
Título do fundo: Diversos códices - SDH
Código do fundo: NP
Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana
Ementa: primeiro auto de perguntas feito ao desembargador da Relação da Bahia, ainda não empossado, e ouvidor de Olinda, Antônio Carlos Ribeiro de Andrade Machado Silva, por ocasião da Revolução Pernambucana de 1817. O desembargador relata que entrou em contato com o "governo intruso" após receber uma carta escrita por três dos amotinados (padre João Ribeiro, Domingos José Martins e Domingos Teotônio Jorge), informando o assassinato de um brigadeiro e de um ajudante de Ordens e comunicando a tomada do governo.
Data do documento: 7 de dezembro de 1818
Local: Bahia
Folha(s): 13 a 16

Conjunto documental: Processo original dos réus da rebelião de Pernambuco
Notação: códice 7, vol. 14
Data-limite: 1818-1819
Título do fundo: Diversos códices - SDH
Código do fundo: NP
Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana
Ementa: primeiro auto de perguntas feito ao comandante da Comarca de Alagoas, Antônio José Vitoriano Borges da Fonseca, por ocasião da Revolução Pernambucana de 1817. O comandante relata que, ao tomar conhecimento do movimento, pediu ao conde dos Arcos "munições de guerra e de boca", ordenando às vilas de Porto Calvo, Porto de Pedras e Maceió (Alagoas) que prendessem as pessoas vindas de Recife e as revistassem, a fim de descobrir se traziam consigo "papéis sediciosos".
Data do documento: 9 de dezembro de 1818
Local: Bahia
Folha(s): 47 a 52

Conjunto documental: Processo original dos réus da rebelião de Pernambuco
Notação: códice 7, vol. 9
Data-limite: 1819-1819
Título do fundo: Diversos códices - SDH
Código do fundo: NP
Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana
Ementa: auto de perguntas feitas a Francisco de Sales, vigário da vila de Limoeiro, em Pernambuco. Preso sob a denúncia de participar da Revolução Pernambucana, também foi acusado de ler uma carta e outras proclamações contra o rei d. João VI a favor da rebelião. O réu defendeu-se, alegando ter sido obrigado a obedecer ao governo rebelde.
Data do documento: 22 de janeiro de 1819
Local: Bahia
Folha (s): 25 a 32

Conjunto documental: Processo original dos réus da rebelião de Pernambuco
Notação: códice 7, vol. 14
Data-limite: 1818 -1819
Título do fundo: Diversos códices - SDH
Código do fundo: NP
Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana
Ementa: primeiro auto de perguntas feito ao alferes do regimento de infantaria de Recife, Antônio Caetano da Costa Monteiro, por ocasião da Revolução Pernambucana de 1817. O alferes relatou que era público que os rebeldes estavam organizando a revolução, já que faziam jantares em suas casas e brindavam com frases como: "vivam os brasileiros e morram os marinheiros" e "vivam as senhoras brasileiras que não tiverem de matar a seu tempo os seus maridos europeus", demonstrando aversão ao estrangeiro.
Data do documento: 7 de janeiro de 1819
Local: Bahia
Folha(s): 115 a 118

Conjunto documental: Processo original dos réus da rebelião de Pernambuco
Notação: códice 7, vol. 09
Data-limite: 1819 - 1819
Título do fundo: Diversos códices - SDH
Código do fundo: NP
Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana
Ementa: auto de perguntas ao Padre Joaquim do Amor Divino, o Frei Caneca, acerca de sua participação na insurreição pernambucana de 1817.
Data do documento: 5 de fevereiro de 1819
Local: Bahia
Folha(s): 47 a 50

Conjunto documental: Ministério dos Estrangeiros e da Guerra. Pessoal - patentes militares
Notação: 5F-497
Data-limite: 1810-1897
Título do fundo: Diversos GIFI
Código do fundo: OI
Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana
Ementa: listagem de suspeitos que prestaram depoimento entre outubro de 1818 e fevereiro de 1819. O documento contém, além dos nomes, alguns resumos dos inquéritos e observações sobre os suspeitos, como suas ocupações ou ligações com outros rebeldes.
Data do documento: 2 de fevereiro de 1819
Local: Bahia
Folha(s): -

Conjunto documental: Processo original dos réus da rebelião de Pernambuco
Notação: códice 7, vol. 9
Data-limite: 1819-1819
Título do fundo: Diversos códices - SDH
Código do fundo: NP
Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana
Ementa: auto de perguntas feitas a José Ferreira Nobre, vigário de Pombal, preso sob a acusação de ter participado do movimento insurgente iniciado na comarca de Pernambuco. José Ferreira foi apontado como participante da revolução do Ceará, juntamente com outros acusados como o padre José Martiniano e Miguel Joaquim. O réu admitiu ter tido contato com alguns dos rebeldes citados durante o processo revolucionário, mas negou todas as acusações que lhe foram atribuídas.
Data do documento: 3 de março de 1819
Local: Bahia
Folha (s): 99 a 101

Conjunto documental: Ministério dos Estrangeiros e da Guerra. Pessoal - patentes militares
Notação: 5F-497
Data-limite: 1810-1897
Título do fundo: Diversos GIFI
Código do fundo: OI
Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana
Ementa: apresentação das provas contra Manoel Correa de Araújo, um dos governadores de Pernambuco durante a rebelião, condenado à prisão. O referido documento possui uma carta da esposa do acusado alegando que Manoel participara apenas do processo contra-revolucionário e que, portanto, não deveria ser condenado.
Data do documento: 2 de maio de 1819
Local: Bahia
Folha(s): -

Conjunto documental: Tribunal do Desembargo do Paço
Notação: caixa 140, pct. 02
Data-limite: 1806-1811
Título do fundo: Mesa do Desembargo do Paço
Código do fundo: 4K
Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana
Ementa: declaração do governador da capitania do Ceará, Manoel Inácio de Sampaio, amenizando o envolvimento do capitão-mor, José Pereira Filgueira, na liderança da revolução da vila do Crato. De acordo com o governador, um estudante do seminário de Olinda, o "desgraçado" José Martiniano Pereira de Alencar, apresentou uma carta dos líderes pernambucanos, persuadindo o capitão-mor a ser o "cabeça" da revolução naquela vila e nos sertões adjacentes. José Martiniano também teria, sem o conhecimento do capitão Filgueira, mas em seu nome, conclamado a população a fazer a revolução do Crato no dia 3 de maio de 1817.
Data do documento: 6 de outubro de 1819
Local: Fortaleza
Folha(s): -

Conjunto documental: Processo original dos réus da rebelião em Pernambuco
Notação: códice 7, vol. 16
Data-limite: 1817-1819
Título do fundo: Diversos códices - SDH
Código do fundo: NP
Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana
Ementa: declaração anexada ao processo que avaliou os envolvidos na revolução de Pernambuco. Dentre as informações contidas no documento, ressalta-se que os acontecimentos dessa capitania afetaram tanto o Ceará que os mais fiéis vassalos reais se envolveram na rebelião, sendo presos por "lesa majestade".
Data do documento: s.d.
Local: Ceará
Folha (s): 6811

Conjunto documental: Processo original dos réus da rebelião de Pernambuco
Notação: códice 7, vol. 17
Data-limite: 1817-1817
Título do fundo: Diversos códices - SDH
Código do fundo: NP
Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana
Ementa: ofício incluso no processo que tratou da revolta no Ceará, assinado por Antônio Luiz de Brito Aragão e Caetano José de Aguiar. Os autores analisaram o efeito da revolução de Pernambuco no Ceará e a culpabilidade do capitão-mor da vila do Crato, José Pereira Filgueira. Este último, pela influência que exercia sobre o povo, fez a notificação para que, no dia 3 de maio de 1817, por ser dia santo, se realizasse a revolução após a missa. Em conseqüência disto, o povo gritou: "viva a pátria, a religião e a liberdade: viva o nosso capitão mor regente: acabem os tributos". E assim foi feita a revolta na vila do Crato.
Data do documento: s.d.
Local: Ceará
Folha(s): 7064 a 7197

Conjunto documental: Piauí. Ministério do Reino. Correspondência do presidente da província
Notação: IJJ9 530
Data-limite: 1814-1847
Título do fundo: Série Interior
Código do fundo: AA
Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana
Ementa: ofício do representante da junta da Real Fazenda, Baltazar de Souza Botelho de Vasconcelos solicitando ao Erário Régio a remessa de cerca de vinte e sete contos de réis, dadas as grandes despesas decorrentes dos movimentos da revolução de Pernambuco.
Data do documento: s.d.
Local: Piauí
Folha(s): -

Conjunto documental: Processo original dos réus da rebelião em Pernambuco
Notação: códice 7, vol. 17
Data-limite: 1817-1819
Título do fundo: Diversos códices - SDH
Código do fundo: NP
Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana
Ementa: declaração de Antônio Jacinto Muniz, morador da vila de Fortaleza, testemunha do processo que trata da revolta no Ceará. Antônio descreveu que, quando desembarcou em Pernambuco, já no governo provisório, foi levado à presença de Domingos Teotônio Jorge, governador dos revolucionários, que lhe pediu notícias de sua capitania. A testemunha também observou que um oficial "filho da Europa" carregava trinta ou mais proclamações revolucionárias dadas pelo padre João Ribeiro Pessoa, que propunha a diversas vilas que fizessem logo um levante.
Data do documento: s.d.
Local: Fortaleza
Folha(s): 101v a 104

Conjunto documental: Processo original dos réus da rebelião de Pernambuco
Notação: códice 7, vol. 13
Data-limite: 1817-1818
Título do fundo: Diversos códices - SDH
Código do fundo: NP
Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana
Ementa: soneto em forma de súplica escrito pelo preso José Martiniano Pereira. Dentre os pedidos feitos no soneto, rogava ao governador Manoel Inácio de Sampaio que se compadecesse e "aliviasse os seus pecados".
Data do documento: s.d.
Local: s.l.
Folha(s): 226

Conjunto documental: Processo original dos réus da rebelião em Pernambuco
Notação: códice 7, vol. 17
Data-limite: 1817-1819
Título do fundo: Diversos códices - SDH
Código do fundo: NP
Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana
Ementa: carta enviada pela câmara restauradora da vila do Crato para Manoel Inácio de Sampaio. Nesta carta, a Câmara felicita Manoel Inácio, presidente da Alçada em Pernambuco, pela restauração da sublevação que afetou a capitania, além da Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.
Data do documento: s.d.
Local: Ceará
Folha (s): 152 e 152v

LEITE, Glacyra Lazzari . Pernambuco 1817: estrutura e comportamentos sociais. Recife: Fundaj / Massangana, 1988.

MARTINS, Joaquim Dias . Os mártires pernambucanos – victimas da liberdade nas duas revoluções ensaiadas em 1710 e 1817, Recife: Typographia de F. C. de Lemos e Silva, 1853.

MELLO, Evaldo Cabral de. Dezessete: a Maçonaria dividida, Topoi. Revista de História, Rio de Janeiro: PPGHS / UFRJ, vol. 4, março de 2002, p. 9 - 38.

MOTA, Carlos Guilherme . Nordeste 1817. Estruturas e argumentos, São Paulo: Perspectiva, 1972.

TAVARES, Francisco Muniz . História da revolução de Pernambuco em 1817 , 3a. ed., Recife: Imprensa Industrial, 1917.