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O Arsenal de Marinha

Prof. dr. Álvaro Pereira do Nascimento
UFRRJ / CEO-Pronex

Os arsenais de marinha da Bahia e do Rio de Janeiro se destacaram frente aos demais desde o início da colonização portuguesa.  Longe de resumir suas atividades à construção naval (entenda-se produção, reparo e manutenção de navios militares e mercantes), esses arsenais abasteceram de água os navios ancorados, receberam presos de toda espécie, recrutaram marinheiros para a Armada, assim como operários para suas próprias atividades, embarcaram artífices (carpinteiros, calafates etc.), foram palco de aplicação de castigos físicos e até apagaram incêndios pelas cidades. O baiano teve embarcações comerciais e militares frequentando suas oficinas, e o carioca dedicou-se mais às demandas da Marinha de Guerra. À frente de ambos estava o intendente, oficial de Marinha de Guerra, arma responsável por essa fundamental instituição povoada por livres, estrangeiros, forros e tantos escravos e escravas.

O arsenal baiano era bem mais antigo e pode ser pensado já no século XVI, enquanto o carioca data do meado do século XVIII, mais precisamente de 1763, na administração do vice-rei, d. Antonio Álvares de Cunha, o conde de Cunha. A criação e o desenvolvimento de ambos estavam diretamente ligados primeiramente às demandas econômicas que a então colônia produzia. O comércio de escravos e do açúcar, assim como a posterior e mais rendosa exploração de metais preciosos em Minas Gerais, levaram à transferência da sede do vice-reinado de Salvador para o Rio de Janeiro, em 1763, e modificaram o papel exercido pelos dois arsenais. Essa mudança foi ainda mais acentuada com os reflexos do cenário político internacional que deu ao Rio de Janeiro a posição de capital frente ao império português, com o desembarque da família real, em 1808.

As comunicações pelo Atlântico eram fundamentais para o abastecimento das mais diversas cidades, feitorias e vilas das partes mais distantes deste vasto oceano. Alimentos, trabalhadores escravos, comerciantes, migrantes, funcionários, viajantes, matérias-primas e objetos diversos ocupavam porões e camarotes das mais variadas embarcações. Patachos, corvetas, bergantins chegavam às costas portuguesas, europeias, africanas e americanas, assim como às caribenhas, norte-americanas e a tantos mais pontos banhados pelo Atlântico. E o Arsenal da Bahia assumiu parte importante nessas conexões ao produzir embarcações de 500 a 1100 toneladas, que traziam a bandeira portuguesa à proa como distintivo de a quem pertenciam.

No caso do arsenal carioca, esse não teve o mesmo fôlego construtor do soteropolitano. Mas isso não significa dizer menos atividades, trabalho produtivo e supervisão da segurança da região. Da construção de navios, destacou-se pelas embarcações militares, cujo exemplo mais representativo foi o lançamento do vaso de guerra São Sebastião, de 140 toneladas, construído com madeiras doadas pelo Mosteiro de São Bento, puxadas a boi da região de Nova Iguaçu, aproximadamente a 70 km das oficinas. Sendo, em 1763, a nova capital do vice-reino, ponto de partida do caminho às minas, e depois, em 1808, centro político de todo império português, a administração do Rio de Janeiro aumentou as responsabilidades do arsenal carioca, delegando atividades ligadas ao recrutamento para a Armada, à manutenção da segurança e ordem públicas e até outras que seriam exercidas futuramente pelas capitanias dos portos.

Como tão bem descreveu o historiador Jaime Rodrigues,1 a construção e o reparo dos navios exigiam toras e mais toras de madeiras nobres das florestas da então América portuguesa: angelim, amarelo, piqua-banana, ingá-porco, amberiba preta, biroquim e a sucupira produziram cascos, mastros, aduelas, eixos, cubos, pinas e raios. As madeiras brasileiras eram reconhecidas por sua qualidade invejável, por tão rígidas ou maleáveis quanto qualquer artífice necessitasse, e não por acaso eram exportadas para estaleiros lisboetas. Esses profissionais haviam de observá-las muito bem antes de qualquer intervenção, um corte em vão e perdia-se a peça. Dentro de cada tora, havia de se buscar o formato de uma parte importante do revestimento do casco, da altura de um mastro, das bases nas quais se atavam as velas, da porta que protegia os camarotes.  Conhecimentos como esses demoravam a ser acumulados e processados por qualquer aprendiz.

Havia tanoeiros (construtores de tonéis), carpinteiros de machado, carpinteiros de casas, carpinteiros de lagarto, serradores, calafates (responsáveis pelo rejunte nas emendas das madeiras com estopa e breu), ferreiros de forja, ferreiros de lima, ferreiros de fundição de cobre, poleeiros (que tratavam do conjunto de peças - roldanas, por exemplo - destinadas à passagem de cabos, tais quais os de manobrar o navio ou de comandar as velas) cavoqueiro (cabouqueiro), bandeireiro, pintor, funileiro, canteiro, pedreiro e tecelão. Como ensinou o vice-almirante Juvenal Greenhalgh, estes eram, geralmente, homens brancos e portugueses que "traziam os seus escravos para trabalharem como ajudantes e cujos salários embolsavam".

Não à toa, encontramos diversos ofícios emitidos pelo inspetor do arsenal referindo-se a estes artífices e a seus respectivos escravos. Se hoje profissionais autônomos contratam dois ou três ajudantes, durante o período escravista, a aquisição desta mão-de-obra era o costume. Sendo artífice e senhor dos seus ajudantes, levava seus cativos sempre que assumia uma empreitada, fosse no Arsenal de Marinha ou em qualquer outra empresa. Eles faziam os trabalhos mais repetitivos e pesados, mas também aprendiam a arte com seu senhor e deviam ter conhecimento vasto sobre o assunto, assumindo determinadas atividades menores do ofício ou mesmo o lugar do artesão, quando mais experientes. Tiveram momentos em que o intendente dispensou artesãos e aprendizes de algumas oficinas para empregar escravos comprados anteriormente pelo próprio Estado como operários. O que demonstra a qualificação a que chegavam esses trabalhadores após anos servindo como ajudantes.  Todo custo desta mão-de-obra era repassado para o intendente, que pagava os salários por meio da sua contadoria.

O grande problema para dar conta de tanto serviço era a falta de trabalhadores, e não somente especializados. O trabalho pesado de carregar pedras, madeiras, cordas, água, panos, metais dos mais diversos, carvão, de pintar cascos, de remar cruzando a baía ou interligando embarcações, assim como tantas outras atividades recaíam sobre os ombros de homens de diferentes condições sociais. Essas funções demandavam tempo e uma quantidade expressiva de operários ajudantes e carregadores, nem sempre interessados em trabalhar nas mais difíceis condições e com atrasos constantes de salários, que já eram baixos quando comparados a empresas particulares.  

Há perguntas sobre o cotidiano do abastecimento e do transporte no século XIX, cujas respostas encontram-se nas atividades desempenhadas por tantos homens no arsenal.  Quando um navio cruzava a barra das baías ou se aproximava dos cais, contava com o apoio logístico do arsenal da região. Geralmente, era ele que abastecia as embarcações de água, víveres, autorizava a entrada e a estadia na região de ancoradouro, tinha o material humano e as peças para o conserto, fiscalizava a entrada e a saída de tudo que vinha no navio. 

Uma das funções mais importantes era a de prático da barra (também conhecido por patrão de escaler). Estes conheciam cada palmo do que não era visto sob as águas, e assim guiavam o navio visitante com segurança, impedindo que encalhasse em bancos de areia provenientes do assoreamento, ou batessem em recifes, embarcações afundadas e outros perigos no trecho que vai da entrada da barra até o ancoradouro.  Sem escravos para remarem o barco que levava o patrão, não havia como manter a entrada e a saída das embarcações.  A situação ainda poderia ser mais complexa caso os ventos não empurrassem as velas dos navios. Como ainda não havia a propulsão a vapor no período joanino e nem possibilidade de ancorar embarcações maiores (algo só possível após o surgimento da dragagem), estes navios à vela poderiam ser rebocados por pequenos barcos até a região em que os ventos se fizessem presentes. Novamente, eram escravos remadores que, em movimentos de pura força e sincronia, forçavam o deslocamento do grande navio através dos remos desses pequenos barcos. O patrão-mor, auxiliar direto do inspetor, era o responsável geral de todas as atividades ligadas à entrada e à saída das embarcações pela baía.

Com a chegada da família real à antiga colônia, o intendente do Arsenal teve de se desdobrar para dar conta de tantas atividades que diariamente tomavam sua mesa. As preocupações aumentaram desde os preparativos para recepcionar tão capitais autoridades, como para aumentar a segurança da região que se tornara centro político do vasto império português, reformar e construir casas, equipar navios militares com tripulantes, contratar mais remadores, preparar os locais de desembarque, consertar e reformar vasos de guerra, entre outras. Há diversos casos de escravos alugados às carreiras para garantir a execução de ordens recebidas, o que gerou dispêndios razoáveis aos seus proprietários. Devido a essa pressão, uma prática antiga em Portugal e outros países europeus e suas conquistas ganhou ainda mais espaço: o trabalho compulsório.

Este processo de recrutamento procurava forçar ao trabalho homens que por algum motivo tiveram problemas com a justiça ou mesmo que não tivessem a proteção de alguém poderoso que os livrasse daquela situação.  A prática não era nova no Brasil, sendo utilizada desde os primórdios da colonização.  No caso do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, havia um departamento que ajudava a receber esses recrutados à força com maior frequência: as presigangas. Eram navios velhos ou imprestáveis a novas aventuras marítimas, que serviam de prisões para todo tipo de condenados pela justiça militar e civil, ou detidos pela polícia.  Naquelas prisões encontravam-se pessoas de todas as condições sociais (escravos, forros e livres) devido às mais diversas contravenções e crimes: presos políticos, assassinos, ladrões, capoeiras, desertores, ébrios, vadios, mendigos etc. O Rio de Janeiro tinha somente o Aljube e a Cadeia Velha para receber todos os presos da cidade, sendo aqueles navios empregados paulatinamente como solução deste sério problema. 

Muito interessante notar que nessas ocasiões escravos aproveitavam para escapar de seus senhores. Ao serem presos, inventavam ter outro nome e se diziam livres ou forros. Podendo ser tratados como qualquer outro homem não-escravo, eles eram aproveitados como grumetes na Marinha de Guerra ou mesmo como operários no Arsenal de Marinha. Há diversos casos relatados de senhores protestando pela devolução do escravo que vestira a farda camuflando sua verdadeira condição social.

Após a chegada da família real, os arsenais foram ganhando novos contornos e distribuindo para outros departamentos e funcionários o que anteriormente competia exclusivamente ao intendente. A fundação da Capitania dos Portos, a formação da Marinha de Guerra, as reformas na polícia, a construção de presídios para os condenados, a edificação de diques e a inauguração da escola de aprendizes do Arsenal trouxeram imensas mudanças aos serviços nos arsenais que puderam, ainda com muitos problemas, ter como principal foco as atividades ligadas ao reparo e à construção de embarcações.

Toda essa história pode ser investigada nos diversos ofícios enviados e recebidos pelo inspetor do Arsenal de Marinha. Estas missivas estão na Série Boulier (IM à XM) do Arquivo Nacional e revelam a variedade de pedidos, ordens e despachos expedidos pelos arsenais da Bahia, Rio de Janeiro e mais outros por séculos.

1 RODRIGUES, Jaime.  De costa a costa: escravos, marinheiros e intermediários no tráfico negreiro de Angola ao Rio de Janeiro. São Paulo: Cia das Letras, 2005.

Conjunto documental: Intendência da Bahia

Notação: IXM-96
Data-limite: 1810-1812
Título do fundo ou coleção: Série Marinha
Código do fundo: AZ
Argumento de pesquisa: Arsenal Real da Marinha
Ementa: registro de petição e despacho pelo qual se manda pagar a quantia de 37.600 réis a José Machado por serviços prestados aà Marinha no período do dia 8 de fevereiro a 26 de março de 1810, para o qual teve a companhia dois escravos seus.
Data do documento: 2 de junho de 1810
Local: Bahia
Folha(s): -

Conjunto documental: Intendência da Bahia
Notação: IXM-96
Data-limite: 1810-1812
Título do fundo ou coleção: Série Marinha
Código do fundo: AZ
Argumento de pesquisa: Arsenal Real da Marinha
Ementa: registro de petição e despacho em nome de José Machado pelo qual solicita o pagamento da quantia de 83.200 réis por serviços prestados à Marinha no período do dia 15 de novembro até 6 de janeiro de 1810. Os serviços consistem no transporte em saveiro do "linho da terra" para a corte do Rio de Janeiro, acompanhado por dois pretos e pelo cirurgião-mor João Manoel Antunes.
Data do documento: 20 de março de 1811
Local: Bahia
Folha(s): -

Conjunto documental: Intendência da Bahia
Notação: IXM-96
Data-limite: 1810-1812
Título do fundo: Série Marinha
Código do fundo: AZ
Argumento de pesquisa: Arsenal Real da Marinha
Ementa: registro de petição e despacho em nome de José Ferreira Azevedo no qual solicita o pagamento da quantia de 13.000 réis pelo aluguel de seu saveiro e de dois pretos próprios para o real serviço do Forte do Mar pelo período de quatro dias.
Data do documento: 22 de junho de 1811
Local: Bahia
Folha(s): -

Conjunto documental: Intendência da Bahia
Notação: IXM-96
Data-limite: 1810-1812
Título do fundo ou coleção: Série Marinha
Código do fundo: AZ
Argumento de pesquisa: Arsenal Real da Marinha
Ementa: registro de petição e despachos em nome de José Antônio Saraiva pelo qual solicita o pagamento da quantia de 23.200 réis por serviços prestados à Marinha, entre eles o aluguel de um saveiro com dois pretos para a condução dos materiais da obra do forte de Santo Alberto por 29 dias.
Data do documento: 13 de setembro de 1811
Local: Bahia
Folha(s): -

Conjunto documental: Intendência da Bahia
Notação: IXM-96
Data-limite: 1810-1812
Título do fundo ou coleção: Série Marinha
Código do fundo: AZ
Argumento de pesquisa: Arsenal Real da Marinha
Ementa: registro de petição e despachos em nome de José Machado, que solicita o pagamento da quantia de 72.000 réis. Afirma que, por ordem do Intendente da Marinha, foi intimado a alugar seu saveiro e dois pretos seus para o serviço da Marinha do dia 6 de junho a 3 de setembro de 1811.
Data do documento: 27 de novembro de 1811
Local: Bahia
Folha(s): -

Conjunto documental: Intendência da Bahia
Notação: IXM-96
Data-limite: 1810-1812
Título do fundo ou coleção: Série Marinha
Código do fundo: AZ
Argumento de pesquisa: Arsenal Real da Marinha
Ementa: registro de petição e despachos por onde se manda pagar a Francisco da Silva Guerra que pede a quantia de 38.400 réis pelos serviços prestados no saveiro, onde esteve acompanhado por dois pretos. Ainda pede que o pagamento seja efetuado com urgência, pois não tem com alimentar seus escravos.
Data do documento: 2 de março de 1812
Local: Bahia
Folha(s): -

Conjunto documental: Intendência da Bahia
Notação: IXM-96
Data-limite: 1810-1812
Título do fundo ou coleção: Série Marinha
Código do fundo: AZ
Argumento de pesquisa: Arsenal Real da Marinha
Ementa: registro de petição e despacho em nome de José Machado, que, por ordem do chefe da esquadra e intendente da Marinha, trabalhou com o seu saveiro e mais dois pretos na condução de pedras da pedreira do Coriaxito para a Corte, destinadas a obra do palácio do príncipe regente. Solicita o pagamento de 65.286 réis.
Data do documento: 2 de março de 1812
Local: Bahia
Folha(s): -

Conjunto documental: Intendência da Bahia
Notação: IXM-96
Data-limite: 1810-1812
Título do fundo: Série Marinha
Código do fundo: AZ
Argumento de pesquisa: Arsenal Real da Marinha
Ementa: registro de petição e despachos pelo qual se manda pagar ao solicitante José da Gama, piloto-mor da Barra a quantia de 20.940 réis por sua pilotagem, pelo uso de sua canoa e pelo aluguel de quatro escravos que foram necessários para conduzir o brigue Infante D. Pedro para fora da Barra, pois não havia quem o ajudasse a conduzir a embarcação.
Data do documento: 27 de novembro de 1811
Local: Bahia
Folha(s): 207-208

Conjunto documental: Intendência da Bahia
Notação: VIIM-35
Data-limite: 1818-1819
Título do fundo ou coleção: Série Marinha
Código do fundo: BØ
Argumento de pesquisa: Arsenal Real da Marinha
Ementa: ofício de José Maria de Almeida ao major general Inácio de Almeida informando que o 2° piloto Fernando Ribeiro, a bordo do bergantim Boa Ventura, desembarcou na ilha do Príncipe para ficar ali servindo acompanhado de 40 escravos de sua majestade, como foi solicitado pelo governador geral daquelas Ilhas.
Data do documento: 11 de janeiro de 1819
Local: Bahia
Folha(s): -

Conjunto documental: Intendência da Bahia
Notação: IXM-96
Data-limite: 1810-1812
Título do fundo ou coleção: Série Marinha
Código do fundo: AZ
Argumento de pesquisa: Arsenal Real da Marinha
Ementa: registro de petição e despacho pelo qual se manda pagar ao dr. Belchior dos Reis a quantia de 5.198 réis pelo serviço de seu escravo de nome Feliz dos Reis, preto da Costa da Mina, como segundo grumete na nau Martin de Freitas.
Data do documento: 29 de novembro de 1811
Local: Bahia
Folha(s): 136-137

Conjunto documental: Intendência da Bahia
Notação: IXM-41
Data-limite: 1812-1818
Título do fundo ou coleção: Série Marinha
Código do fundo: AZ
Argumento de pesquisa: Arsenal Real da Marinha
Ementa: registro de petição e despacho pelo qual se manda pagar a Antonio Dias Guimarães a quantia de 146.400 réis por serviços prestados com o seu saveiro na construção da fortaleza do mar, tendo em sua companhia dois pretos remadores.
Data do documento: 16 de abril de 1813
Local: Bahia
Folha(s): -

Conjunto documental: Intendência da Bahia
Notação: IXM-41
Data-limite: 1812-1818
Título do fundo ou coleção: Série Marinha
Código do fundo: AZ
Argumento de pesquisa: Arsenal Real da Marinha
Ementa: registro de petição e despacho por Francisco de Assis Cabral que demanda o pagamento dos serviços executados por ele, como primeiro tenente da Armada Real, e por seu escravo Vicente José que serviu como do primeiro grumete, entre os anos de 1810 e 1812.
Data do documento: 30 de setembro de 1813
Local: Bahia
Folha(s): 67v a 68v

Conjunto documental: Intendência da Bahia
Notação: IXM-41
Data-limite: 1812-1818
Título do fundo: Série Marinha
Código do fundo: AZ
Argumento de pesquisa: Arsenal Real da Marinha
Ementa: registro de petição e despacho pelo qual se manda pagar a Francisco Dias da Costa a quantia de 1.194 réis pelo serviço como segundo marinheiro na escuna Kalmuka, onde esteve acompanhado de seu escravo.
Data do documento: 6 de junho de 1813
Local: Bahia
Folha(s): -

Conjunto documental: Intendência da Bahia
Notação: IXM-41
Data-limite: 1812-1818
Título do fundo ou coleção: Série Marinha
Código do fundo: AZ
Argumento de pesquisa: Arsenal Real da Marinha
Ementa: registro de petição e despacho pelo qual se manda pagar a quantia de 23.483 réis a João Nepomuceno Zimerman, pelo serviço prestado por seu escravo chamado Roque, que sentou praça na charrua Princesa como grumete, no período de maio de 1816 a julho de 1817.
Data do documento: 30 de setembro de 1818
Local: Bahia
Folha(s): 252v a 254

Conjunto documental: Registro das ordens e ofícios expedidos da Polícia ao juiz do crime dos bairros de São José, Santa Rita, da Sé, Candelária e outros.
Notação: códice 330, vol. 2 (Microfilme: 017.0-79)
Data-limite: 1819-1823
Título do fundo ou coleção: Polícia da Corte
Código do fundo: ØE
Argumento de pesquisa: Arsenal Real da Marinha
Ementa: registro das ordens e ofícios expedidos pela Intendência de Polícia da Corte a Luiz Pereira da Cunha, juiz do crime do bairro da Candelária, a respeito da prisão do marinheiro Gregório S., que diz ser escravo de Joaquim (também marinheiro), pelo porte de uma faca de ponta.
Data do documento: 28 de fevereiro de 1821
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): -

Conjunto documental: Registro das ordens e ofícios expedidos da Polícia ao juiz do crime dos bairros de São José, Santa Rita, da Sé, Candelária e outros.
Notação: códice 330, vol. 2 (Microfilme: 017.0-79)
Data-limite: 1819- 1823
Título do fundo ou coleção: Polícia da Corte
Código do fundo: ØE
Argumento de pesquisa: Arsenal Real da Marinha
Ementa: registro de ofício expedido pelo intendente de Polícia da Corte, Paulo Fernandes Viana, ao juiz do crime do bairro da Sé pedindo devassa acerca da facada dada em Domingos, escravo da princesa d. Maria Teresa. A suspeita do crime recaía sobre um soldado da brigada real da Marinha, do qual a Polícia desconhecia o nome.
Data do documento: 9 de fevereiro de 1819
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): -

Conjunto documental: Registro das ordens e ofícios expedidos da Polícia ao juiz do crime dos bairros de São José, Santa Rita, da Sé, Candelária e outros.
Notação: códice 330, vol. 2 (Microfilme: 017.0-79)
Data-limite: 1819- 1823
Título do fundo ou coleção: Polícia da Corte
Código do fundo: ØE
Argumento de pesquisa: Arsenal Real da Marinha
Ementa: registro do ofício expedido por Paulo Fernandes Viana, intendente de Polícia da Corte, ao juiz do crime do bairro de Santa Rita a respeito do furto à escrava de d. Ana Maria. O acusado do crime era Francisco Antônio, soldado da Brigada Real da Marinha, que seria julgado pelo Conselho de Guerra.
Data do documento: 17 de junho de 1819
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): -

Conjunto documental: Registro das ordens e ofícios expedidos da Polícia ao juiz do crime dos bairros de São José, Santa Rita, da Sé, Candelária e outros.
Notação: códice 330, vol. 2 (Microfilme: 017.0-79)
Data-limite: 1819-1823
Título do fundo ou coleção: Polícia da Corte
Código do fundo: ØE
Argumento de pesquisa: Arsenal Real da Marinha
Ementa: registro do ofício expedido por Paulo Fernandes Viana, intendente de Polícia da Corte, ao juiz do crime do bairro de Santa Rita a respeito das facadas dadas em José, preto escravo do inspetor do Arsenal Real da Marinha, no qual se manda realizar corpo de delito e fazer as devidas investigações.
Data do documento: 24 de março de 1820
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): -

Conjunto documental: Inspeção do Arsenal da Corte
Notação: VM-21
Data-limite: 1818-1819
Título do fundo ou coleção: Série Marinha
Código do fundo: AX
Argumento de pesquisa: Arsenal Real da Marinha
Ementa: correspondência do major general da Marinha, Inácio da Costa Quintela, para Francisco Antônio da Silva Pacheco, na qual informa que os quarenta escravos do rei d. João VI chegados das ilhas de São Tomé e Príncipe estavam destinados ao serviço no Arsenal Real da Marinha. Manda que sejam encaminhados à Intendência da Marinha para que assentem praça.
Data do documento: 11 de janeiro de 1819
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): doc. n° 5

Conjunto documental: Inspeção do Arsenal da Corte
Notação: VM-8
Data-limite: 1813-1813
Título do fundo ou coleção: Série Marinha
Código do fundo: AX
Argumento de pesquisa: Arsenal Real da Marinha
Ementa: cópia do ofício de Inácio da Costa Quintela para o conde dos Arcos, d. Marcos de Noronha e Brito, no qual pede que o príncipe regente expeça as ordens necessárias para que o escravo Francisco dos Anjos, que foi preso na Real Quinta da Boa Vista, seja transferido para a prisão da Fortaleza da Conceição. Na Fortaleza, Francisco será útil como espingardeiro da Real Fábrica.
Data do documento: 14 de janeiro de 1813
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): -

Conjunto documental: Portarias da Intendência da Marinha e Armazéns Reais da Bahia
Notação: IXM-53
Data-limite: 1805-1809
Título do fundo ou coleção: Série Marinha
Código do fundo: AZ
Argumento de pesquisa: Arsenal Real da Marinha
Ementa: portaria do capitão de mar e guerra intendente da Marinha e Armazéns Reais para além dos negociantes já avisados, Manoel José Machado e Raimundo José do Vale, que se avisassem também os negociantes Antônio da Silva Lisboa, Francisco Dias Coelho, José Domingues e Manoel José de Melo, para a compra de escravos da Divisão Francesa, que ocorrerá no Porto.
Data do documento: 30 de abril de 1806
Local: Bahia
Folha (s): 22

Conjunto documental: Portarias da Intendência da Marinha e Armazéns Reais da Bahia
Notação: IXM-53
Data-limite: 1805-1809
Título do fundo ou coleção: Série Marinha
Código do fundo: AZ
Argumento de pesquisa: Arsenal Real da Marinha
Ementa: portaria do quartel general da Marinha para prender o pardo forro Elias da Silveira, por ter "esfaqueado na cara", Luis da Silveira, escravo de Estevão da Silveira Menezes.
Data do documento: 20 de julho de 1806
Local: Bahia
Folha(s): 39

Conjunto documental: Portarias da Intendência da Marinha e Armazéns Reais da Bahia
Notação: IXM-53
Data-limite: 1805-1809
Título do fundo ou coleção: Série Marinha
Código do fundo: AZ
Argumento de pesquisa: Arsenal Real da Marinha
Ementa: portaria de soltura dos presos forros Antônio José Carlos, Jacinto Antunes e Valentim, e dos escravos Joaquim, de José da Silva Ribeiro, Raimundo da Silva, de Jacinto Dias Damásio, e Benedito, de Maria Rosa, que se encontravam na prisão do quartel da Bahia.
Data do documento: 29 de maio de 1807
Local: Bahia
Folha(s): 87

Conjunto documental: Portarias da Intendência da Marinha e Armazéns Reais da Bahia
Notação: IXM-53
Data-limite: 1805-1809
Título do fundo ou coleção: Série Marinha
Código do fundo: AZ
Argumento de pesquisa: Arsenal Real da Marinha
Ementa: portaria do intendente da Marinha e Armazéns Reais, a João de Sousa Moura Girão, chefe da divisão, para entregar ao oficial interior o preto Jacinto, escravo de José Gomes, que se encontrava no quartel general da Bahia.
Data do documento: 30 de maio de 1807
Local: Bahia
Folha(s): 87

Conjunto documental: Portarias da Intendência da Marinha e Armazéns Reais da Bahia
Notação: IXM-53
Datas-limite: 1805-1809
Título do fundo ou coleção: Série Marinha
Código do fundo: AZ
Argumento de pesquisa: Arsenal Real da Marinha
Ementa: portaria da Intendência da Marinha para que fossem entregues ao sargento Francisco Cipriano, os pretos Miguel, escravo de José Pires; Leandro, escravo de Maria Teresa; João, escravo de Joaquim Rodrigues; Alexandre, escravo de João Gomes; Manoel, escravo de Paulo Dargolo; e Francisco, escravo de José Antônio de Azevedo, todos presos no quartel general da Bahia.
Data do documento: 8 de junho de 1807
Local: Bahia
Folha(s): 89

Conjunto documental: Portarias da Intendência da Marinha e Armazéns Reais da Bahia
Notação: IXM-53
Data-limite: 1805-1809
Título do fundo ou coleção: Série Marinha
Código do fundo: AZ
Argumento de pesquisa: Arsenal Real da Marinha
Ementa: portaria da Intendência da Marinha para libertação do preto Joaquim, escravo de Jerônimo da Cunha, que se encontrava preso no quartel general da Bahia.
Data do documento: 31 de julho de 1807
Local: Bahia
Folha(s): 96

Conjunto documental: Portarias da Intendência da Marinha e Armazéns Reais da Bahia
Notação: IXM-53
Data-limite: 1805-1809
Título do fundo ou coleção: Série Marinha
Código do fundo: AZ
Argumento de pesquisa: Arsenal Real da Marinha
Ementa: portaria do general ao chefe da divisão intendente da Marinha e Armazéns Reais, para libertar Domingos, escravo de Antonio Garcia; Inácio Pinheiro, forro; Joaquim José de Carvalho e José dos Santos, marujos, esses ficando no serviço do Arsenal.
Data do documento: 13 de janeiro de 1808
Local: Bahia
Folha(s): 123

Conjunto documental: Quartel General e Conselho Naval
Notação: IIIM-553
Data-limite: 1809-1811
Título do fundo ou coleção: Série Marinha
Código do fundo: B5
Argumento de pesquisa: Arsenal Real da Marinha
Ementa: registro de ordem de pagamento de um conto de réis a Elias Antônio Lopes por conta dos escravos que comprou para o Arsenal Real, sendo que o resto da quantia seria posteriormente acertado em um encontro a ser marcado.
Data do documento: 17 de janeiro de 1811
Local: s.l.
Folha(s): 73

Conjunto documental: Intendência da Corte
Notação: VIIM-115
Data-limite: 1820-1820
Título do fundo ou coleção: Série Marinha
Código do fundo: BO
Argumento de pesquisa: Arsenal Real da Marinha
Ementa: ofício do conde dos Arcos, d. Marcos de Noronha e Brito, a José Maria de Almeida, inspetor chefe de divisão, acerca do pedido de dona Bárbara Joaquina de Jesus, para receber os pagamentos que a intendência da Marinha devia a seu escravo, Geraldo, que faleceu ao cair no mar enquanto trabalhava na charrua São João.
Data do documento: 7 de dezembro de 1820
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): -

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