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Vida artística no período joanino

Viviane Gouvea
Mestre em Ciência Política
Pesquisadora - Arquivo Nacional

Em 1808, quando da chegada da Corte portuguesa, a então capital da colônia lusa nas Américas carecia ainda de uma estrutura formal voltada para a vida cultural. As limitações impostas por Portugal à implantação de um sistema educacional formal no Brasil, além das restrições comuns à vida cultural e artística das colônias, de uma forma geral impediram que aqui houvesse um número significativo de consumidores de bens culturais (freqüentadores de teatros, leitores assíduos, apreciadores e compradores de arte pictórica).

Em fins do século XVIII, um teatro - um "teatrinho", na verdade - conhecido como Casa da Ópera do padre Ventura e localizado na antiga rua do Fogo, atual rua dos Andradas abrigou algumas apresentações teatrais, mas poucos registros deixou, além de encenações de obras do dramaturgo português Antônio José. Foi destruído por um incêndio depois de dois anos de atividades. Pouco depois, em 1776, o Ópera Nova, de Manuel Luís, foi aberto nas cercanias da praça do Carmo, de frente para o Paço. Seus espetáculos eram anunciados por timbaleiros (tocadores de tímpanos) e muitas vezes terminavam em tumultos que se estendiam até o largo do Paço: o fundo Polícia da Corte, do Arquivo Nacional, contém alguns exemplos da preocupação da Intendência de Polícia com o fato, como o alerta para a necessidade de se inspecionar o teatro e aumentar a vigilância para que tais desordens e tumultos fossem evitados.

O teatro junto ao Paço - como era referido o Ópera Nova de Manuel Luís - foi fechado pouco tempo depois da chegada da família real ao Rio de Janeiro para alojar empregados do Paço. Contudo, logo a nova Corte ganharia um outro estabelecimento teatral, dessa vez de proporções bem mais avantajadas, já que deveria atender a uma população recém chegada, em boa parte habituada a uma vida cultural mais intensa do que a disponível na colônia.

O Teatro de São João teve sua construção autorizada em 1810, e em 1811 são instituídas loterias para levantar fundos visando à construção e à manutenção do estabelecimento. O teatro seria uma sociedade por ações e teria, teoricamente, exclusividade nos espetáculos por um período de dez anos. O empreendimento foi levado a cabo por Fernando José de Almeida, e o prédio foi erguido no Largo do Rossio, atual praça Tiradentes. Seu traçado, em estilo neoclássico, apresentava partido semelhante ao do Teatro de São Carlos de Lisboa, e é atribuído ao engenheiro e marechal-de-campo João Manoel da Silva. A inauguração contou com a presença da família real e deu-se em 12 de outubro de 1813 com um espetáculo intitulado O juramento dos Numes, texto de Gastão Fausto da Câmera e música de Marcos Portugal; seguiu-se a este drama lírico uma outra peça, O combate de Vimeiro. Um aspecto pitoresco da inauguração relaciona-se com a polêmica levantada pela publicação da peça por parte da Impressão Régia, o que suscitou um debate público entre o autor do texto, Gastão Fausto, e o redator do jornal O Patriota, Manuel Araújo Ferreira, que, contudo, tomou feições mais pessoais do que de crítica teórica.

Alguns documentos presentes no fundo Ministério da Justiça testemunham esta polêmica, na qual o marquês de Aguiar acabou interferindo, ainda que indiretamente, de forma que o debate não fosse longe demais. A platéia comportava cerca de mil e duzentas pessoas e contava, também, com quatro ordens de camarotes. O pano de boca apresentava uma pintura de José Leandro, representando a entrada da esquadra portuguesa na baía de Guanabara, conduzindo a família real. Além de José Leandro, Manuel da Costa e Jean-Baptiste Debret viriam a se tornar cenógrafos do teatro real. Este último elaborou o pano de boca inaugurado nas festas de coroação de d. Pedro I em 1822, no Brasil já independente.

Duas companhias ocuparam o Real Teatro: de canto (sob a direção de Ruscolli) e de baile (dirigida por Lacombe). O Real Teatro acabou por se tornar um elemento fundamental não só na vida artística e cultural da Corte, mas também social e política. Assiduamente freqüentado pela família real, foi palco não apenas de peças, óperas e danças - incluindo a primeira apresentação de balé clássico no Brasil, em 1813 - mas de reuniões entre importantes figuras políticas e manifestações que marcariam o processo de independência do Brasil.

O tipo de espetáculo apresentado no Teatro de São João voltava-se para as elites: "a ópera é um espetáculo ligado ... ao poder: sublinha, simboliza, representa, valida o poder."1 Não é à toa que o movimento operístico conhece uma expansão depois da chegada da Corte no Rio de Janeiro, utilizado como instrumento de comemoração de fatos políticos importantes e eventos sociais ligados à família real. A variedade de estilos presente nas apresentações no palco do São João incluía dramas líricos - apresentação dramática com intervenção de canto e música; comédias; e uma forma arcaica de diálogos encenados, de caráter burlesco encerrados com um número musical, originado na Idade Média, chamado entremez, que se transformou em uma pequena peça própria para ser representada entre os atos de uma peça mais longa.Apesar da sua importância, as finanças do Real Teatro apresentavam problemas constantes. As loterias instituídas para sua construção perduraram após a inauguração, como forma de obtenção de recursos que sustentassem o corpo de artistas durante a baixa temporada. A concessão de loterias, contudo, foi durante algum tempo alvo de disputas e debates envolvendo o teatro e a igreja de São José, que concorria com a casa de espetáculos na obtenção da permissão real para realização de loterias e na disputa pelo público comprador. Esta concorrência pode ser acompanhada através dos documentos presentes em alguns fundos do Arquivo nacional, em especial a Série Interior e Diversos - GIFI. Em 1824, o teatro queimou em um incêndio logo depois da promulgação da primeira constituição brasileira, realizada com a presença de d. Pedro I e da imperatriz Leopoldina. Após sua reconstrução, foi rebatizado de Real Teatro São Pedro de Alcântara e reinaugurado em 1826.

Além do Real Teatro de São João, outras duas medidas marcaram o início dos investimentos reais em um aparato institucional que permitisse o enriquecimento da vida cultural na nova Corte: a criação da Real Capela em 1808, instalada na igreja do Carmo; e a determinação da instalação de uma escola de artes e ofícios, que seria levada a cabo por um grupo de artistas e artífices europeus que aqui chegou em 1816.Os músicos começam a chegar da Capela Real de Lisboa em 1809, seguidos pelos instrumentistas, no início de 1810. Em 1817, a Real Capela contava com cerca de 120 músicos. Inicialmente, o padre brasileiro José Maurício Nunes Garcia, que na época já apresentava um extenso currículo de produção e ensino de música, assumiu o cargo de mestre real da Capela. Contudo, vítima do preconceito por parte das elites portuguesas por ser não apenas brasileiro nativo, mas mulato, acabou substituído no cargo por Marcos Portugal, chegado de Lisboa em 1811, cuja fama já se havia espalhado pela Europa. Foi nesta igreja que o futuro maestro Francisco Manuel da Silva, autor do Hino Nacional Brasileiro, começou como violinista.

Em 1816, o decreto de d. João VI datado de 12 de agosto, atualmente sob a guarda do Arquivo Nacional no fundo Tesouro Nacional, cria, ao menos no papel, a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, institucionalizando a educação artística de forma sistematizada. O decreto é lançado alguns meses depois da chegada de um grupo de artistas franceses, que viria a se tornar conhecido por Missão Artística Francesa. As negociações para a contratação dos artistas, a cargo do conde da Barca e do marquês de Marialva, se iniciaram em 1815 e a sua chegada ocorreu em abril de 1816. Chefiado por Joachim Lebreton, o grupo incluía: Jean Baptiste Debret, pintor histórico; Nicolas Taunay, pintor; Auguste Taunay, escultor; Auguste Henri Grandjean de Montigny, arquiteto; Simon Pladier, gravador de medalhas; François Ovide, especialista em mecânica; Lavasseur e Meunier, auxiliares de arquiteto; François Bonrepos, escultor ajudante. Para ofícios mecânicos: Nicolas Enout, mestre serralheiro; Jean Level, mestre em construção naval e ferreiro; Louis e Hippolyte Roy, carpinteiros; Fabre e Pilitié, surradores de pele. Percebe-se, pela presença de artífices (práticos em mecânica) e artistas, a dupla preocupação da Coroa com a dinamização da produção cultural e artística local, principalmente porque ao mesmo tempo era iniciado o desenvolvimento de um ensino técnico-profissional que contribuísse para o incremento de atividades econômicas.

É interessante observar que o próprio termo "artes", vigente na época, abarcava atividades distintas, dentre as quais algumas que atualmente não receberiam tal definição: "a concepção de arte em vigor no Brasil colonial abrangia um campo extremamente vasto onde também, por vezes, a fronteira entre belas artes e artes mecânicas não pode ser traçada com muita nitidez."2 Ofícios sem relação com a atividade artística como hoje concebemos poderiam receber a definição de arte: "artes médicas," "artes militares", estendendo a referida confusão entre os campos artístico e mecânico a outros campos, inclusive científico.

A concretização deste ensino, contudo, foi um processo bastante conturbado. Somente dez anos depois da chegada da missão francesa a instituição começaria a funcionar plenamente e em suas próprias instalações. Os motivos para tal demora são atribuídos a algumas razões que convergem, basicamente, para uma desconfiança em relação ao grupo de franceses. Tal desconfiança, aparentemente, tanto vinha dos representantes oficiais e diplomatas franceses - que não viam com bons olhos a presença e influência de partidários do derrotado regime bonapartista - quanto dos próprios portugueses, que nutriam certa antipatia por aqueles que haviam forçado a sua retirada de casa. Além disso, alguns portugueses se ressentiam do fato de estrangeiros ocuparem um lugar que, segundo eles, deveria ser seu. A diferença de estilos entre os dois grupos - os portugueses ainda ligados ao rococó, e os franceses partidários do estilo neoclássico - acirrava ainda mais a rivalidade.As desavenças se acentuaram depois da morte de Lebreton, em 1819, e a subseqüente nomeação do português Henrique José da Silva para o seu lugar. Segundo este, não havia necessidade de se recorrer a estrangeiros, pois Portugal era capaz de fornecer grandes artistas para a Escola. Esta opinião carecia de fundamentos: "a precariedade do ensino das Belas Artes em Portugal, à época, parece comprovar a impossibilidade de contar com artistas portugueses."3 Na verdade, a proposta da Missão era implantar na antiga colônia - elevada à categoria de reino - um sistema de ensino em academia ainda inexistente na própria metrópole.As dificuldades do Erário Régio e a morte do conde da Barca, em 1817, também contribuíram para o atraso da concretização do projeto, pois ele era um dos seus maiores defensores.De todo modo, a construção do edifício da academia seria retomada em 1824, por ordem de d. Pedro I. O edifício, desenhado pelo arquiteto Grandjean de Montigny, localizava-se na travessa das Belas Artes e foi inaugurado em 1826. Auguste Henri Victor Grandjean de Montigny nasceu na França em 1776 e foi um dos poucos membros da missão francesa a permanecer na cidade, vindo a morrer no Rio de Janeiro em 1850. Havia integrado numerosos projetos do governo napoleônico, e realizou outras obras no Brasil além da Academia, incluindo o edifício para a praça do comércio do Rio de Janeiro (atual Casa França-Brasil). Formou, ainda, vários discípulos aqui, a quem influenciou com as tendências neoclássicas que trouxe consigo da França.

Os outros artistas presentes na missão, embora tenham em sua maioria permanecido por um período de tempo menor, também deixaram marcas. Jean Baptiste Debret nasceu em 1768 e morreu na França em 1848, pintor (histórico), desenhista, engenheiro e professor estudou na Escola de Belas Artes francesa e integrou o Institut de France, instituição fundada em 1795 reunindo cinco escolas de ensino e estudos superiores. Partidário de Napoleão Bonaparte, depois da queda do governo perde o apoio financeiro que o antigo governante concedia a ele e outros artistas do mesmo grupo e engaja-se, juntamente com outros artistas, na missão que seguia para o Rio de Janeiro em 1816. Participa da decoração de diversas festividades e celebrações da Corte, inclusive da aclamação de d. João VI. Foi também cenógrafo do Real Teatro São João e organizou a primeira exposição coletiva de artes plásticas no Brasil. Viagem pitoresca e histórica ao Brasil, obra publicada entre 1834 e 1839, já quando o artista se encontrava na França novamente, é considerada um marco por apresentar imagens e textos explicativos que expunham, para um leitor alheio à realidade retratada, um mosaico de povos e costumes que formavam a América portuguesa. Os irmãos Taunay - Auguste (escultor) e Nicolas (pintor) - assim como Debret e Lebreton também pertenceram ao Institut de France. E, como seus colegas, perderam espaço na ordem política instaurada depois da queda de Napoleão. O escultor Auguste Taunay nasceu em 1768, 13 anos depois de seu irmão, o pintor Nicolas Taunay. O escultor colaborou na decoração do Louvre e dos Arcos do Triunfo e, no Brasil, juntamente com os outros artistas da missão, participou das decorações festivas da família real. Seu irmão, embora tenha deixado família no Brasil, também retornou a França - como barão -, onde faleceu em 1830. Durante sua estadia aqui, que durou até 1821, produziu inúmeras paisagens da cidade e arredores.As medidas citadas, conseqüência da instalação da Corte portuguesa no Rio de Janeiro coadunavam-se com a exigência de que a ordem urbana refletisse os "novos tempos."

A participação ativa dos artistas franceses na construção da imagem do poder aqui instalado - decoração das festas públicas, bailes e coreografias, produção de retratos e monumentos - contribuiu para a dinamização da vida cultural da cidade e para a concretização de uma "sociedade de Corte" no novo centro do reino, diferenciando-o da velha cidade colonial. Mais, a missão francesa integrava um conjunto de iniciativas que "deveria criar condições para a implantação de uma dada modernidade em terras americanas, tida como necessária para permitir o funcionamento da administração real em seu novo ambiente."4 Em outras cidades do Brasil, algumas iniciativas tentavam seguir o exemplo da Corte, como atestam alguns registros no Arquivo Nacional: a construção de um teatro em Parati; a solicitação de instalação de loterias para o término da obra de edificação de um teatro em São Luís do Maranhão; e a solicitação da instalação de uma cadeira de ensino de música em Salvador da Bahia. Embora houvesse uma vida cultural institucionalizada algo incipiente em outras cidades da colônia, a instalação do governo central em terras americanas trouxe algum alento para as iniciativas na área.

1 Vanda Lima Bellard Freire, A música no tempo de d. João VI.
2 Maria Beatriz Nizza da Silva, Dicionário de história da colonização portuguesa no Brasil.
3 Consuelo Alcioni Borba Duarte Schlichta, A pintura histórica e a elaboração de uma certidão visual para a nação no século XIX.
4 José Neves Bittencourt, Iluminando a colônia para a corte.

Conjunto documental: Registro de avisos, portarias, ordens e ofícios à Polícia da Corte, editais, provimentos, etc

Notação: códice 318
Data-limite: 1808 - 1809
Título do fundo: Polícia da Corte
Código do fundo: ØE
Argumento de pesquisa: patrimônio, teatros
Ementa: registro de ofício expedido por Paulo Fernandes Vianna, solicitando que o juiz do crime do bairro de S. José, Luís Joaquim Duque Estrada, inspecione o teatro junto ao Paço para que seja mantida a ordem no local.
Data do documento: 30 de dezembro de 1808
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 137

Conjunto documental: Conselho da Fazenda. Registro de portarias de tenças
Notação: códice 43
Data-limite: 1809 - 1817
Título de fundo: Conselho da Fazenda
Código de fundo: EL
Argumento de pesquisa: Real Capela
Ementa: despacho do príncipe regente, enviado pelo conde de Aguiar ao Conselho da Fazenda, no qual faz mercê do hábito da ordem de Cristo com 12 mil réis de tença efetiva ao padre e mestre da Capela Real José Maurício Nunes Garcia
Data do documento: 26 de abril de 1809
Local: Rio de Janeiro
Folhas: 14 v

Conjunto documental: Real Erário
Notação: Códice 54, vol 1
Data-limite: 1809-1810
Título de fundo: Real Erário. Registro geral da Contadoria da Corte. Decretos, avisos, portarias e provisões
Código de fundo:7w
Argumento de pesquisa: Real Capela
Ementa: solicitação do conde de Aguiar, presidente do Real Erário, a Joaquim José de Azevedo para que fossem pagos dois cantores que constam na relação assinada pelo mestre da Real Capela, José Maurício Nunes Garcia. Deveria, assim, pagar todo o montante devido, e incluindo a folha do ano seguinte de 1810.
Data do documento: 22 de dezembro de 1809
Local: Rio de Janeiro
Folhas: 158v

Conjunto documental: Real Erário
Notação: Códice 54, vol 1
Data-limite: 1809-1810
Título de fundo: Real Erário. Registro geral da Contadoria da Corte. Decretos, avisos, portarias e provisões
Código de fundo:7w
Argumento de pesquisa: Real Capela
Ementa: aviso do conde de Aguiar, presidente do Real Erário, a Joaquim José de Azevedo, para que fosse pago ao padre José Mendes, cantor da Real Capela, todos os seus ordenados vencidos, desde o dia que este saiu de Lisboa.
Data do documento: 2 de janeiro de 1810
Local: Rio de Janeiro
Folhas: 159

Conjunto documental: Rio de Janeiro. Ministério do Reino e Império. Alfabeto do livro 1º de avisos
Notação: IJJ9 18
Data-limite: 1808 - 1832
Título do fundo: Série Interior
Código do fundo: AA
Argumento de pesquisa: patrimônio, teatros
Ementa: nota enviada pelo conde de Aguiar para João Sousa Lobo, coronel de milícias do distrito de Macacú, para que auxiliasse, no que fosse necessário, Fernando José d'Almeida na compra de madeira que seria utilizada na construção de um teatro no Rio de Janeiro.
Data do documento: 5 de junho de 1810
Local: Rio de Janeiro
Folha (s): 11v

Conjunto documental: São Paulo. Ministério do Reino e Império. Registro de correspondência
Notação: IJJ9 5
Data-limite: 1808 - 1830
Título do fundo: Série Interior
Código do fundo: AA
Argumento de pesquisa: Real Teatro de São João
Ementa: nota enviada pelo conde de Aguiar ao marquês de Alegrete, Luis Teles da Silva Caminha e Menezes para que ele não se opusesse à venda de bilhetes de loterias do Real Teatro de São João, cujo proprietário era Fernando José de Almeida. As vendas seriam revertidas para o próprio teatro.
Data do documento: 24 de novembro de 1811
Local: Rio de Janeiro
Folha (s): 25

Conjunto documental: Registro de avisos e ofícios da Corte. Livro 6º da Corte
Notação: IJJ¹ 171
Datas - limite: 1808-1830
Título do fundo: Série Interior
Código do fundo: A6
Argumento de pesquisa: teatros
Ementa: ofício do conde de Aguiar, em nome do Príncipe Regente, para José Bernardo de Castro ordenando que o monólogo feito por D. Gastão Fausto da Câmara Coutinho fosse recitado na noite de abertura do Real Teatro de São João.
Data do documento: 1 de setembro de 1813
Local: Rio de Janeiro
Folhas: 64v

Conjunto documental: Ministério da Justiça
Notação: caixa 774, Pct. 3
Datas - limite: 1808-1830
Título do fundo: Ministério da Justiça
Código do fundo: 4V
Argumento de pesquisa: teatros
Ementa: autorização assinada por Luiz José de Carvalho e Melo - censor régio da Mesa do Desembargo do Paço - permitindo a impressão da "Resposta defensiva e analítica à censura que o redator do Patriota fez ao drama intitulado O Juramento dos Numes" escrita por D. Gastão Fausto da Câmara Coutinho, em resposta à censura pública feita pelo redator do jornal O Patriota, Manuel Ferreira Araújo Guimarães, à sua peça intitulada "O Juramento do Numes". A revisão, realizada a pedido do marquês de Aguiar, critica tanto o redator quanto o autor do drama que estariam excedendo-se em ofensas pessoais, das quais o público não estaria tirando nenhum proveito. Luiz José recomenda a impressão do manuscrito da resposta pois não encontrou no texto nenhuma expressão que "ofendesse a religião, o Estado ou os bons costumes" e também porque o autor riscou duas passagens que poderiam ofender o decoro público.
Data do documento: 23 de agosto de 1814
Local: Rio de Janeiro
Folhas: -

Conjunto documental: Ministério dos Negócios do Brasil, Ministério dos Negócios do Reino, Ministério dos negócios do Reino e Estrangeiros, Ministérios dos Negócios do Império e Estrangeiros. Instituições policiais
Notação: 6J-83
Data-limite: 1816-1817
Título do fundo: Diversos GIFI
Código do fundo: OI
Argumento de pesquisa: Real Teatro São João
Ementa: requerimento encaminhado ao marquês de Aguiar, d. Fernando José de Portugal e Castro, pedindo uma ordem sua para impressão dos bilhetes de quatro rifas de "trastes" e jóias para a manutenção dos cômicos do Real Teatro de São João, já que o teatro se encontra fechado e estes não têm outro meio de sustento. O intendente de Polícia Paulo Fernandes Viana diz não haver inconveniente, pois entende ser absolutamente necessário que o governo ajude a subsistência do teatro público, o único existente na corte.
Data do documento: 2 de junho de 1816
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 29º doc

Conjunto documental: Ministério dos Negócios do Brasil, Ministério dos Negócios do Reino, Ministério dos negócios do Reino e Estrangeiros, Ministérios dos Negócios do Império e Estrangeiros. Instituições policiais
Notação: 6J-83
Data-limite: 1816-1817
Título do fundo: Diversos GIFI
Código do fundo: OI
Argumento de pesquisa: Real Teatro São João
Ementa: solicitação em que Paulo Fernandes Vianna, intendente de Polícia, pede que seja feita outra loteria, logo após a que está para ser extraída no dia 24, já que por ordem de sua majestade a loteria deveria se alternar entre a Irmandade de São José e o Real Teatro de São João. A Irmandade de São José estava atrasando loteria em seu benefício, apesar do prejuízo que o teatro alegava estar sofrendo, afirmando que o pagamento do prêmio da loteria pela Irmandade ajudaria a vender melhor a loteria que estaria por vir. Paulo Vianna afirma ser melhor cada um aceitar o que foi proposto desde o início, no momento da concessão das loterias a ambas as instituições por d. João VI, pois mudar as regras estabelecidas faz com que ninguém saiba quais os seus reais direitos.
Data do documento: 26 de julho de 1816
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 4º doc

Conjunto documental: Contadoria Geral do Tesouro Público. Registro de cartas, provisões, alvarás e decretos
Notação: códice 62 vol.02
Data-limite: 1816-1818
Título do fundo: Tesouro Nacional
Código do fundo: C2
Argumento de pesquisa: Escola Real dos Cientistas, Artes e Ofícios
Ementa: decreto por meio do qual o príncipe regente estabelece a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, e concede mercê de pensões a vários estrangeiros que seriam empregados na instituição.
Local: Rio de Janeiro
Data:12 de agosto de 1816
Folha(s): 30, 30v e 31

Conjunto documental: Ministério dos Negócios do Brasil, Ministério dos Negócios do Reino, Ministério dos negócios do Reino e Estrangeiros, Ministérios dos Negócios do Império e Estrangeiros. Instituições policiais
Notação: 6J-83
Data-limite: 1816-1817
Título do fundo: Diversos GIFI
Código do fundo: OI
Argumento de pesquisa: Real Teatro de São João
Ementa: aviso em que Paulo Fernandes Viana, intendente de polícia, informa sobre o requerimento de Eleutério da Silva Lopes Varela que pretendia edificar na cidade de São Luís do Maranhão um teatro, e para tanto suplica uma loteria para custear o término da obra. O intendente defendia a idéia da criação deste tipo de empreendimento voltado para o entretenimento do povo e a utilidade deste para a cidade
Data do documento: 7 de abril de 1817
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): -

Conjunto documental: Ministério dos Negócios do Brasil, Ministério dos Negócios do Reino, Ministério dos negócios do Reino e Estrangeiros, Ministérios dos Negócios do Império e Estrangeiros. Instituições policiais
Notação: 6J-83
Data-limite: 1816-1817
Título do fundo: Diversos GIFI
Código do fundo: OI
Argumento de pesquisa: Real Teatro de São João
Ementa: carta de Paulo Fernandes Viana, intendente de Polícia, a Tomas Antônio de Vila Nova Portugal, ministro e secretário de Estado dos Negócios do Reino, em que pede medidas mais vantajosas para as dívidas do Real Teatro de São João, pelo esplendor que conserva em comparação com a igreja de São José, que segundo ele vai bem graças a Irmandade do Sacramento e das esmolas dos fregueses.
Data do documento: 28 de junho de 1817
Local: Rio de Janeiro
Folha(s):54º doc

Conjunto documental: Ministério dos Negócios do Brasil, Ministério dos Negócios do Reino, Ministério dos negócios do Reino e Estrangeiros, Ministérios dos Negócios do Império e Estrangeiros. Instituições policiais
Notação: 6J-83
Data-limite: 1816-1817
Título do fundo: Diversos GIFI
Código do fundo: OI
Argumento de pesquisa: Real Teatro de São João
Ementa: carta em que Fernando José de Almeida, proprietário e empresário do Real Teatro de São João, pede "socorro" ao príncipe, pois sem o auxílio de sua proteção não seria possível continuar com uma empresa cujo crédito não cobre as despesas. Afirma que aceita quaisquer condições e solução impostas pelo príncipe.
Data do documento: 5 de julho de 1817
Local: Rio de Janeiro
Folha(s):41°doc

Conjunto documental: Ministério dos Negócios do Brasil, Ministério dos Negócios do Reino, Ministério dos negócios do Reino e Estrangeiros, Ministérios dos Negócios do Império e Estrangeiros. Instituições policiais
Notação: 6J-83
Data-limite: 1816-1817
Título do fundo: Diversos GIFI
Código do fundo: OI
Argumento de pesquisa: Real Teatro de São João
Ementa: requerimento de Fernando José de Almeida, empresário e proprietário do Real Teatro de São João, feito a Tomas Antônio de Vila Nova Portugal, ministro e secretário de Estado dos Negócios do Reino, em que esclarece a falta de renda para a manutenção e quitação de dívidas do Real Teatro. Solicita que o banco, de quem já é credor tome todas as dívidas contraídas, totalizadas em 116 contos, e que receba em pagamento o direito de fazer duas loterias anuais nos primeiros seis anos, ou até que elas se extingam, confiando que antes desse prazo o teatro será visto trabalhando com maior rendimento, "no mesmo esplendor presente". O intendente de Polícia, Paulo Fernandes Viana, pede rapidez, pois a situação piorava a cada dia, com o vencimento das dívidas e a necessidade do pagamento dos prêmios.
Data do documento: 5 de agosto de 1817
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 40º doc

Conjunto documental: Intendência da Corte Notação: VIIM-105
Datas - limite: 1808-1830
Título do fundo: Série Marinha
Código do fundo: BØ
Argumento de Pesquisa: arte
Ementa: relação de artífices prussianos que estavam de passagem para Santos, no navio S. José Americano, assinada por Ignácio da Costa Quintella.
Data do documento: 18 de agosto de 1817
Local: s.l
Folhas: -

Conjunto documental: Intendência da Corte
Notação: VIIM-105
Datas - limite: 1808-1830
Título do fundo: Série Marinha
Código do fundo: BØ
Argumento de Pesquisa: arte
Ementa: relata a saída do porto de Santos do navio S. José Americano, com artistas prussianos e suas respectivas famílias, num total de 29 pessoas. Ordem assinada por João Paulo Bezerra requisitando uma quantia de 400 réis para cada artífice, a ser paga pela Real Fazenda por um período de um mês até seu destino final.
Data do documento: 25 de agosto de 1817
Local: s.l
Folhas: -

Conjunto documental: Ministério dos Negócios do Brasil, Ministério dos Negócios do Reino, Ministério dos negócios do Reino e Estrangeiros, Ministérios dos Negócios do Império e Estrangeiros. Instituições policiais
Notação: 6J-83
Data-limite: 1816-1817
Título do fundo: Diversos GIFI
Código do fundo: OI
Argumento de pesquisa: Real Teatro de São João
Ementa: resposta da junta do Banco do Brasil sobre os diplomas relativos as aquisições do Real Teatro de São João, em que revela ter como única segurança do pagamento das dívidas a hipoteca das loterias sendo necessário dez anos ou mais de loterias para o reembolso do que foi gasto. O Banco pede que sua "reflexão seja bem acolhida por sua majestade" dizendo-se satisfeito por "ajudar um estabelecimento público e necessário."
Data do documento: 26 de setembro de 1817
Local: Rio de Janeiro
Folhas:73º doc pg-5

Conjunto documental: Ministério dos Negócios do Brasil, Ministério dos Negócios do Reino, Ministério dos negócios do Reino e Estrangeiros, Ministérios dos Negócios do Império e Estrangeiros. Instituições policiais
Notação: 6J-83
Data-limite: 1816-1817
Título do fundo: Diversos GIFI
Código do fundo: OI
Argumento de pesquisa: Real Teatro de São João
Ementa: carta de Fernando José de Almeida, empresário e proprietário do Real Teatro de São João, a Paulo Fernandes Viana, intendente de Polícia, em que lembra ao intendente a concessão decretada por Sua Majestade no dia 30 de agosto daquele ano, pela qual é autorizado a fazer duas loterias anuais em um período de dez anos em favor do Real Teatro. No entanto, observa que, caso fossem concedidas outras loterias, a "graça" dada por d. João seria inútil, pois mesmo sem concorrência já era difícil cobrir os gastos do teatro. Defende ainda que a Irmandade está "oficiando com decência", sem que haja prejuízo algum com a demora da conclusão das obras da igreja, o que não acontece com o teatro, que sustenta mais de oitocentas pessoas. Porém, oferece a essa instituição trinta mil cruzados por seis anos pagos com o lucro obtido com as loterias e pede ao príncipe um decreto que informe a exclusividade destas loterias concedidas.
Data do documento: 13 de Novembro de 1817
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 74º doc - 3 e 4

Conjunto documental: Ministério dos Negócios do Brasil, Ministério dos Negócios do Reino, Ministério dos negócios do Reino e Estrangeiros, Ministérios dos Negócios do Império e Estrangeiros. Instituições policiais
Notação: 6J-83
Data-limite: 1816-1817
Título do fundo: Diversos GIFI
Código do fundo: OI
Argumento de pesquisa: Real Teatro de São João
Ementa: aviso enviado pela junta do Banco do Brasil, que alega não ter mais como fazer pagamentos, mas se propõe a administrar as loterias feitas em favor do Real Teatro de São João, retirando do resultado destas o pagamento do que foi gasto pelo banco. Atende assim a determinação do príncipe regente que se colocou na posição de proteger o teatro, compensando o banco no caso de uma eventual falência.
Data do documento: 17 de novembro de 1817
Local: Rio de Janeiro
Folha(s):73º doc pg-1

Conjunto documental: Ministério dos Negócios do Brasil, Ministério dos Negócios do Reino, Ministério dos negócios do Reino e Estrangeiros, Ministérios dos Negócios do Império e Estrangeiros. Instituições policiais
Notação: 6J-83
Data-limite: 1816-1817
Título do fundo: Diversos GIFI
Código do fundo: OI
Argumento de pesquisa: Real Teatro de São João
Ementa: resposta de Paulo Fernandes Viana, intendente de Polícia, a Tomás Antônio de Vila Nova Portugal, ministro e secretário de Estado dos Negócios do Reino, referente ao requerimento feito pela Irmandade de São José, em que esta pede quatro loterias para ajudar na obra da igreja. O intendente se diz contra, argumentando que d. João já havia dado uma "esmola" muito maior do que a dada à "capela mor", devendo sua majestade ajudar outras "freguesias" que também necessitavam. Principalmente naquele momento, em que foram concedidas ao empresário do Real Teatro de São João vinte loterias, sendo duas por ano, não podendo assim ser concedidas mais loterias para que as outras não perdessem o crédito. Porém, estando o empresário do Real Teatro, Fernando José de Almeida, sempre disposto a "servir e agradar" sua majestade, se propõe ao "sacrifício" de doar cinco mil cruzados anuais à Irmandade.
Data do documento: 18 de Novembro de 1817
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 74º doc - 1 e 2
Janeiro
Folhas: 158

Conjunto documental: Avisos e portarias do governo do Brasil para várias autoridades de Portugal
Notação: códice 251, vol. 8
Datas - limite: 1808-1830
Título do fundo: Negócios de Portugal
Código do fundo: 59
Argumento de pesquisa: música
Ementa: Aviso de Thomas Antônio de Villanova Portugal com ordem de d. João VI para que se pague aos procuradores das famílias dos músicos empregados na corte, os vencimentos atrasados desde o dia 24 de novembro de 1817.
Data do documento: 19 de dezembro de 1817
Local: Rio de Janeiro
Folhas: -

Conjunto documental: Avisos e portarias do governo do Brasil para várias autoridades de Portugal
Notação: códice 251, vol. 8
Datas - limite: 1808-1830
Título do fundo: Negócios de Portugal
Código do fundo: 59
Argumento de pesquisa: música
Ementa: relação de músicos que vieram no navio d. João VI que conduziu a sereníssima senhora princesa real e que foram contratados para serviço na corte em 24 de novembro de 1817.
Data do documento: 19 de dezembro de 1817
Local: Rio de Janeiro
Folhas: 157v-158

Conjunto documental: Junta do Comércio. Receitas e despesas da Junta
Notação: caixa 399, pct 02
Data-limite: 1816-1818
Título de fundo: Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação
Código de fundo: 7x
Argumento de pesquisa: Debret, Jean-Baptiste
Ementa: nota do trabalho das pinturas realizadas por Debret para o Arco do Triunfo, especificando-se o valor pago por cada uma delas. No total, o artista recebeu 1700 francos.
Data do documento: 1818
Local: Rio de Janeiro
Folhas: -

Conjunto documental: Registro geral de cartas régias, alvarás, provisões e decretos de mercês, da primeira contadoria geral do Real Erário
Notação: códice 207
Datas - limite: 1808-1830
Título do fundo: Real Erário
Código do fundo: 7w
Argumento de Pesquisa: Capela Real do Rio de Janeiro
Ementa: decreto assinado pelo rei d. João VI e pelo presidente do real erário, Tomas Antônio de Vila Nova Portugal, nomeando como restaurador das pinturas do Real Museu José Esteves Grondona e fixando sua pensão em 400 mil réis.
Data do documento: 22 de dezembro de 1819
Local: Rio de Janeiro
Folhas: 78

Conjunto documental: Registro geral de cartas régias, alvarás, provisões e decretos de mercês, da primeira contadoria geral do Real Erário
Notação: códice 207
Datas - limite: 1808-1830
Título do fundo: Real Erário
Código do fundo: 7w
Argumento de Pesquisa: Capela Real do Rio de Janeiro
Ementa: decreto assinado pelo rei d. João VI e pelo presidente do real erário, Tomas Antônio de Vila Nova Portugal, concedendo mercê à Henrique José da Silva e nomeando-no para primeira cadeira de desenho da Academia e Escola Real das Artes
Data do documento: 25 de novembro de 1820
Local: Rio de Janeiro
Folhas: 167-167v

Conjunto documental: Registro geral de cartas régias, alvarás, provisões e decretos de mercês, da primeira contadoria geral do Real Erário
Notação: códice 207
Datas - limite: 1808-1830
Título do fundo: Real Erário
Código do fundo: 7w
Argumento de P/pesquisa: Capela Real do Rio de Janeiro
Ementa: decreto assinado pelo rei d. João VI, concedendo mercê e nomeando para a Academia e Escola Real das Artes professores para as aulas de pintura, desenho, escultura e gravura, que estão declarados na relação em anexo do documento e assinada por Tomas Antônio de Vila Nova Portugal, presidente do Real Erário.
Data do documento: 25 de novembro de 1820
Local: Rio de Janeiro
Folhas: 170-170v

Conjunto documental: Ministério da Justiça
Notação: caixa 774, pct. 01
Data-limite: 1805 - 1829
Título do fundo: Ministério da Justiça
Código do fundo: 4V
Argumento de pesquisa: teatros
Ementa: cópia do termo no qual os atores do Real Teatro de São João do Rio de Janeiro Miguel Vaccani e Fabricio Piacentim deveriam assinar perante o ministro e testemunhas em decorrência de discórdias ocorridas no dito teatro. Como determinado pela Secretaria de Estado os empregados foram obrigados pelo ministro a manter a harmonia e, caso reincidissem nas discórdias, a punição de serem presos e perderem o ordenado lhes seria aplicada.
Data do documento: 26 de julho de 1821
Local: Rio de Janeiro
Folha (s): -

Conjunto documental: Registro de ordens e ofícios expedidos pela polícia ao juiz do crime dos bairros de São José, Santa Rita, da Sé, Candelária e outros
Notação: códice 330, vol. 02
Data-limite: 1819 - 1823
Título de fundo: Polícia da Corte
Código de fundo: ØE
Argumento de pesquisa: patrimônios, teatro
Ementa: o juiz do crime do bairro de Santa Rita, Luiz de Souza Vasconcelos, encarrega Antônio Luiz Pereira da Cunha, juiz do crime do bairro da Candelária da inspeção do teatro pelo mês de setembro.
Data do documento: ilegível setembro de 1821.
Local: Rio de Janeiro
Folhas: -

Conjunto documental: Ministério dos Negócios do Brasil, Ministério dos Negócios do Reino, Ministério dos Negócios do Reino e Estrangeiros, Ministério dos Negócios do Império e Estrangeiros. Instituições policiais
Notação: 6j-86
Datas - limite: 1808-1830
Título do fundo: GIFI
Código do fundo: OI
Argumento de pesquisa: teatros
Ementa: processo referente ao preso Manoel Luiz Nunes considerado demente por ter dado vivas à "S. A. R O Príncipe Regente Nosso Senhor" do camarote do estado maior no Real Teatro de São João no dia 18 de setembro de 1821. Sua prisão se justificou em vista do uso indevido do titulo "Nosso Senhor". Inclui diligencias, cartas e atestados médicos confirmando seu estado de demência.
Data do documento: 20 de outubro de 1821
Local: Rio de Janeiro
Folhas: -

Conjunto documental: Rio de Janeiro. Ministério do Reino e Império. Alfabeto do livro 1º de avisos
Notação: IJJ9 18
Data-limite: 1808 - 1832
Título do fundo: Série Interior
Código do fundo: AA
Argumento de pesquisa: teatros
Ementa: nota enviada por Estevão Ribeiro de Rezende ao governador de Ilha Grande sobre a comemoração do aniversário da imperatriz e da inauguração de um teatro em Parati que aconteceu no mesmo dia. Além dessa informação, Estevão pede aprovação ao governador em relação ao nome dado inicialmente ao teatro: São Leopoldo.
Data do documento: 5 de março de 1825
Local: Rio de Janeiro
Folha (s): 70 e 70v

Conjunto documental: Cultura e Belas Artes
Notação: IE7 127
Datas - limite: 1808-1830
Título do fundo: Série Educação
Código do fundo: 92
Argumento de pesquisa: teatros
Ementa: coleção cronológica de leis e decretos relativos à administração dos teatros da Corte. Entre eles, permissão para denominar o primeiro teatro da corte de Real Teatro de São João (1810) e autorização para re-nomear o Teatro de São João de Imperial Teatro de São Pedro de Alcântara (1824).
Data do documento: s.d.
Local: s.l.
Folhas: -

Conjunto documental: Ministério da Justiça
Notação: caixa 774, Pct. 3
Datas - limite: 1808-1830
Título do fundo: Ministério da Justiça
Código do fundo: 4V
Argumento de pesquisa: teatros
Ementa: resposta de d. Gastão Fausto da Câmara Coutinho à critica feita pelo redator do jornal O Patriota à sua peça intitulada "O Juramento dos Numes" a ser apresentada na abertura do Real Teatro de São João. D. Gastão aponta para a incompetência e ignorância do redator que atacou sua peça com "sofismas insidiosos" solicitando ao rei que sejam emitidas as devidas licenças para a impressão de seu manuscrito.
Data do documento: s.d.
Local: s.l.
Folhas: -

Conjunto documental: Ministério dos Negócios do Brasil, Ministério dos Negócios do Reino, Ministério dos negócios do Reino e Estrangeiros, Ministérios dos Negócios do Império e Estrangeiros. Instituições policiais
Notação: 6J-83
Data-limite: 1816-1817
Título do fundo: Diversos GIFI
Código do fundo: OI
Argumento de pesquisa: Real Teatro São João
Ementa: pedido de Fernando José de Almeida, empresário e proprietário do Real Teatro de São João, para que o príncipe d. João conceda licença à Imprensa Régia de imprimir os bilhetes de quatro rifas, pois o Real Teatro se encontra fechado e este foi o meio encontrado pelo proprietário de arrecadar fundos para a subsistência dos atores.
Data do documento: s.d.
Local: Rio de Janeiro
Folha(s):29º doc pg-2

Conjunto documental: Índice dos livros da Corte. Índice do livro 18° da Corte
Notação: IJJ¹ 120
Data-limite: 1821 - 1821
Título do Fundo: Série Interior
Código do fundo: A6
Argumento de pesquisa: arte
Ementa: aviso expedido a Antônio Cunha sobre uma permissão concedida a João Manuel Cambezes. Este obteve autorização para que pudesse construir uma academia de música.
Data do documento: s.d.
Local: s.l.
Folha: -

Conjunto documental: Ministério do Império. Correspondência do presidente da província
Notação:IJJ9 325
Data-limite: 1817-1817
Título do fundo: Série Interior
Código do fundo: AA
Argumento de pesquisa: arte
Ementa: requerimento de Joaquim de Souza Negrão ao príncipe regente em que defende a necessidade e utilidade de criar uma cadeira de música nos lugares mais povoados do país, sustentando que na cidade mais antiga do país é admirável o abandono em que se encontra a música. O autor do requerimento se oferece para o cargo desta cadeira, alegando sua competência para este.
Data do documento: s.d
Local: Bahia
Folha(s): -

BARROS, Orlando de. A cultura no Brasil imperial, panorama e interpretação. In “Cadernos do departamento de história,” n. 1. Universidade do Estado do Rio de Janeiro. 1997. 

BITTENCOURT, José Neves. Iluminando a colônia para a corte. In Anais do seminário internacional”d. João VI: um rei aclamado na América.” Rio de Janeiro: Museu Histórico Nacional. 2000. 

FREIRE, Vanda Lima Bellard. A música no tempo de d. João VI. In Anais do seminário internacional “d. João VI: um rei aclamado na América.” Rio de Janeiro: Museu Histórico Nacional. 2000.

PEREIRA, Sonia Gomes. A arquitetura na cidade do Rio de Janeiro no tempo de d. João VI. In Anais do seminário internacional “d. João VI: um rei aclamado na América.” Rio de Janeiro. Museu Histórico Nacional.  2000.

SCHLICHTA, Consuelo Alcioni Borba Duarte. A pintura histórica e a elaboração de umacertidão visual para a nação no século XIX Curitiba: Tese doutorado Universidade Federal do Paraná. 2006.  

SILVA, Maria Beatriz Nizza da. A cultura luso-brasileira: da reforma da Universidade à independência do Brasil Lisboa: Editorial Estampa. 1999. 

___. Cultura e sociedade no Rio de Janeiro (1808-1821). São Paulo. Companhia Editora Nacional. 1977.  

___. (Coordenação)  Dicionário da história da colonização portuguesa no Brasil. São Paulo: Verbo. 1994.  .