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Medicina e práticas curativas no Brasil joanino

Cláudia Beatriz Heynemann
Doutora em História Social - UFRJ
Editora do sítio O Arquivo Nacional e a História Luso-brasileira

 

Para ser um "ótimo estudante da prática médica", e receber seu atestado de assiduidade na Escola Cirúrgica do Hospital da Santa Casa de Misericórdia, Silvestre da Fonseca Proença assistiu às aulas de anatomia, fisiologia, patologia e terapêutica (ouvindo as lições de sua obrigação, assistindo às demonstrações e sabatinas) e foi aprovado no exame de anatomia teórica e prática. Examinado, em 1809, por João Manoel Pires de Menezes, lente de anatomia e cirurgia da Universidade de Coimbra, respondeu ainda aos diários de moléstias, através das experiências médicas nas enfermarias do Hospital da Santa Casa de Misericórdia, como operações, ligaduras e curas praticadas diariamente. Seus estudos eram devedores da medicina setecentista e, sobretudo, daquela ensinada na Universidade de Coimbra reformada por Pombal. Essa demarcação não é, como poderia parecer, uma divisão tão clara entre dois modelos, subsistindo nas novas leituras que se formulam.

Desde o século XVI, com Vesalius (1514-1564), a anatomia de Galeno viria sofrer golpes, sendo considerada uma extrapolação das características animais para o Homem. Também a descoberta do sistema de circulação de sangue (iniciada com o médico árabe Ibn al-Nafis, no século XIII) pelo médico William Harvey (1578-1657) revolucionou as escolas médicas. Não se deve, no entanto, concluir por um abandono dos preceitos clássicos pois, ainda que não fosse doutrinária, a recorrência a Hipócrates e à tradição aristotélica acompanha esses acontecimentos. Assim, a medicina do século XVIII rompeu, progressivamente, com o sistema médico-farmacêutico galênico, em favor, entre outras doutrinas, da iatroquímica, que considerava que o tratamento das patologias deveria partir de uma interpretação química, executando-se o tratamento terapêutico com medicamentos apropriados.1 Era uma mistura de vertentes químico-vitalistas do século XVII, com a escola de Theophrast Bombast Von Hohenheim (1493-1541) mais conhecido por Paracelso, dos séculos XV e XVI e que se desenvolve paralelamente à base física da teoria e práticas médicas.

É no seiscentos que Descartes (1596-1650) irá exercitar uma concepção mecanicista do corpo, tornado por ele uma máquina. Fundada sobre a física galileana e reforçada pela concepção materialista do universo de Newton (1642-1727), essa corrente dará lugar à teoria iatromecânica que entendia o funcionamento do corpo em termos estritamente físicos e matemáticos. A iatromecânica ganha mais uma ferramenta com o microscópio, desenvolvido pelo holandês Antoni van Leenwenhoek (1623-1723), que permite a observação das microestruturas dos corpos, interpretadas como micromáquinas no interior da macro-máquina que eram os corpos.2

No século das Luzes, o médico é um dos principais personagens do processo de desenvolvimento das ciências da natureza, do qual deveriam surgir bens objetivos, concretos: "rodeado de uma nova auréola, aquele que possuía a ciência, aquele que corrigia a natureza sempre que ela errava, aquele que curava os males da vida".3 Entre as teorias médicas e a clínica, encontramos propostas discrepantes, pois ainda que exija a observação direta do paciente para fundar uma teoria médica, os sistemas descritos obedeciam a uma atitude dedutiva, hipotética, e não segundo um modelo empírico-indutivo atribuído a Hipócrates. Os opositores dos sistemas afirmavam a clínica e reivindicavam em verdade um outro sistema, o empirismo, representado, em sua vertente moderna, por Francis Bacon (1651-1626) e John Locke (1632-1704). O filão empírico tem nos primeiros anos dos setecentos a defesa do princípio clínico, fundamentalmente empírico, no holandês Hermann Boerhaave (1668-1738), que ensina botânica e medicina, cirurgia e química na Universidade de Leyde.

As chamadas ciências empíricas são relacionadas às ciências humanas na perspectiva arqueológica de Michel Foucault: aqui, a medicina do século XVIII é uma atividade ao mesmo tempo política, pontuando a ação do Estado, que não exercerá sozinho o controle das doenças e da saúde.4 Na França, o Estado atua por meio da distribuição gratuita de medicamentos, da criação de órgãos como a Sociedade Real de Medicina e da elaboração de códigos de saúde, enquanto as sociedades científicas e as academias, "tentam organizar um saber global e quantificável dos fenômenos de morbidade". A medicalização da sociedade comprova que em seu excesso de poder o médico é também político, ocupando um lugar expressivo nos espaços consagrados do saber setecentista, tornando-se, nas palavras de Foucault, "presença cada vez mais numerosa nas academias e nas sociedades científicas"; com "participação ampla nas Enciclopédias".

Entre essas sociedades, encontramos também instituições de caridade e movimentos sanitaristas, acompanhados da formulação de teorias de assistência social, demonstrativas da idéia de higiene pública, uma das invenções das Luzes. Essa preocupação se evidencia com a criação da Sociedade Real de Medicina em 1776, em oposição à Faculdade de Medicina de Paris pouco interessada na missão de combater doenças epidêmicas e endêmicas. Doenças que se desenvolviam sobre um fundo de sífilis e que compunham o quadro de patologias características da Europa das Luzes. Enquanto a peste que havia grassado desde o século XIV viria atenuar-se em meados do XVIII, a mortalidade causada pela varíola vinha substituí-la. Tifo, gripe, desinteria e paludismo eram outros males que iriam ser temidos.

Um pensamento informado pela lógica médica está presente nas teses sociais e na economia, na própria formação de pensadores como John Locke (antes de se ocupar com a alma, diz Hazard, Locke se dedica a conhecer os corpos) e de ilustres representantes da escola fisiocrata como Quesnay, autor de Essai physique sur l'économie animale, de 1736. Os fisiocratas defendiam o útil, como uma unidade entre o físico e o moral, formando a noção de uma física da sociedade.5 Assim, a utilidade da natureza, o pragmatismo da ciência, atrelando, em grande medida, a botânica à farmácia e à medicina, encontravam correspondência e repercutiam nas teses econômicas e sociais, veiculadas, por vezes, pelos mesmos agentes, demonstrando a extensa superfície de contato entre essas formas de pensamento.

Em Portugal, o estudo e a prática da medicina, como em tantas outras áreas, conhecem uma narrativa histórica peculiar produzida pelos principais interlocutores da reforma pombalina. Tanto o oratoriano Luís Antônio Verney em O verdadeiro método de estudar, obra que na verdade antecede as reformas, editada em 1746, sob o reinado de d. João V, quanto títulos como o Compêndio histórico do estado da Universidade de Coimbra..., além, claro, dos Estatutos da Universidade de Coimbra, tratam do tema da medicina sob o prisma dos ensinamentos formulados pelos jesuítas em contraste aos ensinamentos da ciência moderna e à vinculação a uma origem.

Um ponto de interseção interessante é o recorrente Vocabulário Português e Latino do padre Rafael Bluteau, consagrado como um moderno, membro do círculo dos Ericeiras, que escreve no início do século XVIII, na corte de d. João V. No verbete Medicina, Bluteau descreve uma história iniciada com os hebreus, com o anjo Rafael. A medicina é definida como "a arte e a ciência de excogitar e apontar remédios para conservar no corpo humano a saúde que tem e para lhe restituir a que perdeu". Sobre Hipócrates, diz Bluteau, "foi o primeiro que deu os preceitos da Medicina, a reduziu a forma e método e com as curas que fez adquiriu tão grande nome principalmente no contágio ... que os gregos lhe tributaram as mesmas honras e venerações que a Hércules". Além dessa breve história na qual se destaca Hipócrates, Bluteau estabelece os três tipos de medicina existentes: metódica, empírica e dogmática. É a essa última que o Vocabulário visivelmente reconhece, chamando-a, também, medicina racional. Seus mestres são Hipócrates e Galeno, e suas subdivisões, especulativa e prática, "porque une a razão com a experiência", são também os enunciados da filiação moderna de Bluteau, ainda que recorra a Galeno.6

Os estatutos que vigiam até a Reforma da Universidade, em 1772, datam do início do século XVII e a Ratio Studiorum estabelecida pelos jesuítas determinava, essencialmente, para as cadeiras de medicina o estudo de Galeno, Avicena e Hipócrates. Para os autores do Compêndio Histórico do estado da Universidade de Coimbra, oratorianos reunidos na Junta do Providência Literária, até um passado recente a medicina havia mergulhado nas "trevas dos intérpretes e comentadores arábico-galênicos". O grande texto é o de Hipócrates, o corpo de diversos conhecimentos médicos enriquecidos por seus comentários, até a intervenção de Galeno que, segundo os autores, seguiu a doutrina e a prática de Hipócrates, mas errou ao explicá-la pela lógica do "peripato".
A reforma da Universidade de Coimbra trouxe, entre outras transformações, a criação da Faculdade de Medicina, oferecendo como disciplinas "história da medicina, matéria médica, prática farmacêutica, anatomia, medicina operatória e obstetrícia, fisiologia, patologia geral, prática clínica hospitalar diária, aforismos de Hipócrates e Boerhaave", entre outras. Valorizava-se, assim, o estudo da anatomia e dos estudos práticos, investindo-se, também na criação de um Dispensatório Farmacêutico e do Teatro Anatômico, que colocava um fim nas demonstrações de então, sobre carneiros e porcos esfolados.7

Na colônia portuguesa na América, a administração da medicina foi, como sabemos, bastante flexível dada à escassez de indivíduos formados em medicina, um cenário descrito por Márcia Moisés Ribeiro, assinalando que "no Brasil, a raridade numérica dos médicos ou físicos obrigou os cirurgiões a desempenhar certas funções que teoricamente não lhes competia. De simples práticos, viram-se na condição de médicos, devendo discutir teorias e mostrar erudição. Distantes do reino, eles tiveram seu status elevado".8

Quanto ao controle das enfermidades, pouco podiam fazer os físicos no além-mar. Como lembra o escritor e médico Moacyr Scliar, as instituições metropolitanas ficavam longe, como a Junta do Proto-Medicato, de 1782, preocupada antes em controlar boticas e curandeiros do que em deter doenças. Scliar assinala o caráter precoce das primeiras epidemias e destaca que a assistência hospitalar ficava a cargo das Santas Casas de Misericórdia, que proporcionavam basicamente a albergaria e a assistência religiosa9.

Chegadas ao continente, como é conhecido, por meio dos conquistadores, as principais epidemias foram as de sarampo, varíola e tuberculose, além das doenças venéreas, que vieram da Europa mas também de portos africanos. Apesar de todo o efeito devastador, a complexificação da patologia brasileira, avalia Márcia M. Ribeiro engendrou o que podemos denominar de medicina colonial, "que nada mais é que o conjunto de conhecimentos, hábitos e práticas nascidos a partir do convívio assíduo entre as três culturas"10. Em 1563, uma primeira epidemia de varíola atingiu a capitania da Bahia. Era grande o terror que essa doença espalhava, chamando-se ao surto, "açoite do Senhor", nas palavras de um religioso. Segundo Anchieta, a varíola dizimava a população da capitania de São Vicente. Os índios, duramente atingidos pela doença e seus efeitos assustadores, passaram a temer enormemente a varíola também. Ainda no século XVI, as epidemias de sarampo acometeram a população da colônia ao mesmo tempo em que a varíola e, no século XVI, a febre-amarela é relatada como uma peste espantosa, causando inúmeras mortes entre a população escrava.11 Embora não representadas no presente conjunto que privilegia as práticas e o conhecimento médico, não se pode deixar de mencionar que apenas o tema das epidemias no período colonial, abrangendo o Império luso-brasileiro, relaciona noventa ocorrências de pesquisa, sobretudo com o descritor "peste" e também o da varíola.

O elo intrínseco entre a botânica e a farmacopéia se manifestou através das diretrizes metropolitanas para o desenvolvimento da cultura das plantas medicinais existentes na colônia. No uso cotidiano, mesmo popular, a flora e a fauna americanas desempenhavam um papel importante: havia um aprendizado e uma adaptação da cultura indígena à européia, tema desenvolvido por Sérgio Buarque de Holanda em capítulo intitulado "A botica da natureza", 12 ao tratar das jornadas pelo sertão, nas quais "o paulista terá apurado as primeiras e vagas noções de uma arte de curar mais em consonância com o nosso ambiente e nossa natureza". O uso da fauna e flora na cura de doenças foi, antes de tudo, iniciativa dos jesuítas, que "souberam escolher, entre os remédios dos índios, o que parecesse melhor, mais conforme à ciência e à superstição do tempo".

Os limites entre o que seria ciência e crença, se desvanecem na afirmação de Sérgio Buarque, como se apagam para os homens brancos, as fronteiras desses mundos da natureza, quando "os adventícios guiavam-se muitas vezes pelos sentidos, que os fazia associar confusamente reminiscências do Velho Mundo às impressões do Novo", o que explicaria a atribuição às espécies nativas, de nomes e propriedades de outras, certamente européias. As provisões e permissões a boticários e a referência ao uso de ervas medicinais ecoam a tradicional tentativa de controle sobre a farmacopéia do reino e dos domínios e de obras que desde as viagens dos Descobrimentos se dedicaram ao inventários das drogas do Novo Mundo.

Os documentos selecionados para o tema das práticas médicas concentram-se, sobretudo, na coleção Fisicatura mor, que reúne processos com exames e cartas de confirmação de parteiras, cirurgiões, sangradores, médicos, entre 1808 e 1828. Com a vinda da Corte para o Rio de Janeiro foi estabelecida a jurisdição do físico-mor, e de seus delegados em 22 de janeiro de 1810, extinguindo-se, assim, a Real Junta do Proto-medicato. Pela leitura das ementas destaca-se o papel de fiscalização exercido pelos delegados sobre o exercício da medicina. Além das matérias em que eram inquiridos os médicos, chama a atenção os exames prestados para a ‘arte de sangria e cirurgia', a concessão dada por um ano do ofício de curandeiro ao "preto forro", Adão dos Santos Chagas ou a autorização do padre carmelita "descalço da cidade do Porto", fr. João dos Prazeres à "arte de boticário". Destacam-se também nomes como o do médico pernambucano José Correia Picanço que estudou em Portugal e se aperfeiçoou na França. Atuou como demonstrador da cadeira de anatomia da Universidade de Coimbra, realizando seguidamente as primeiras dissecações em cadáveres humanos em aulas de anatomia; em 1807 acompanhou a Corte ao Brasil e aqui lançou as bases para o ensino médico estimulando a criação das escolas de cirurgia na Bahia e no Rio de Janeiro.13 E é como cirurgião-mor do Reino que Picanço emerge em documentos que confirmam ou negam cartas de confirmação de sangria ou combate à prática da "arte da cirurgia" por pessoas não autorizadas.

Diversos ofícios estão embutidos no que entendemos como parte da prática da medicina, mas seus sentidos são diversos do que hoje atribuímos, cujo maior exemplo é a função de cirurgião, que divergia da de médico. Conforme ensina Lycurgo Santos Filho, os cirurgiões eram divididos em "diplomados", "aprovados" ou "barbeiros". Os primeiros freqüentaram hospitais, como o São José, em Lisboa, sendo poucos os que chegaram a vir para o Brasil. No período joanino, as escolas de cirurgia do Rio de Janeiro e da Bahia deram lugar ao "cirurgião-formado" que desaparece com a posterior unificação do ensino médico-cirúrgico. Aqueles classificados como "aprovados" eram orientados por um mestre-cirurgião em hospitais militares e Misericórdias; segundo Lycurgo Santos, nos séculos XVII a XIX, brasileiros, brancos, mulatos e negros substituíram a maioria de cristãos-novos nessa categoria. Os negros recebiam a denominação de "barbeiros" simplesmente, tendo como procedimentos sangrar, sarjar (ou escarifar, gerando incisões na pele), aplicar bichas ou ventosas, arrancar dentes, semicúpios, cortar cabelos e barbas etc. 14

A ocupação de forros, escravos, africanos ou mulheres com algumas artes de curar e, de modo geral, com as terapias populares, praticadas em contraste ou complementação com a medicina instituída nesse período, despertou grande interesse da historiografia. O caráter de regulamentação de cargos e órgãos como a Junta do Protomedicato e do físico-mor teria tido efeitos singulares, pois ao mesmo tempo em que hierarquizou as categorias médicas, dispondo em um primeiro grupo o médico, o cirurgião e o boticário e em outro, os sangradores, curandeiros, parteiras, curadores de moléstias específicas e outros, acabou por legitimar, pelo controle e oficialização, o cumprimento dessas atividades. A par da dificuldade encontrada pela instituição da Fisicatura, em fazer valer a lei, a dispersão das populações e a própria escassez de médicos fez com que esses ofícios se perpetuassem por muito tempo, enquanto que, ao se aproximar a segunda metade do século, os representantes do saber médico procurassem cada vez mais desqualificar as demais formas de terapia.15

O período demarcado pela administração joanina se justifica pela atuação institucional do físico-mor, do cirurgião-mor, pela presença mesma da Corte na América, que ainda que como projeto, indica a germinação de escolas de medicina, controle de práticas, edição de publicações e outros emblemas da medicina defendida em academias e faculdades tocadas pelas idéias ilustradas. Por outro lado, essa periodização não pode nos convidar a estabelecer demarcações para o saber médico, para as práticas, a cultura e absorção de um corpus científico dependente ainda de um conjunto de transformações e resistências em tantos outros campos. A delimitação do próprio tema da medicina é complexa no que se refere mesmo às fontes do Arquivo Nacional: a consulta ao Roteiro de fontes sugere o aprofundamento de pesquisas em fundos, nomes e instituições tais como Academia Médico-Cirúrgica, temas como epidemias, Universidade de Coimbra, cadeira de anatomia e fundos como Casa Real ou Junta da Fazenda entre outros, válidos ainda para uma investigação que antecede a chegada da Corte.

Notas
1              PITA, João Rui. Farmácia, medicina e saúde pública em Portugal (1772-1836). Coimbra: Minerva Editora, 1996, p.16.
2              TOUWEYDE, Alain. Médicine. In: DELON, Michel. (dir.). Dictionnaire européen des Lumières. Paris: P.U.F., 1997.
3              HAZARD, Paul. O pensamento europeu no século XVIII. Lisboa: Editorial Presença, 1989, p.135.
4              FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Graal, 1984, p.195.
5              Ibidem, p.1076.
6              BLUTEAU, Rafael. Medicina. In: ___. Vocabulário português e latino. vol. 5. Coimbra: Colégio das Artes da Companhia de Jesus, 1712-1727, p.388-389.
7              CUNHA , Carlos Alberto Miranda. A arte de curar nos tempos da colônia: limites e espaços da cura. Recife:  Fundação de Cultura da Cidade do Recife, 2004, p. 102-103.
8              RIBEIRO, Marcia Moisés. A ciência dos trópicos. São Paulo: Hucitec, 1997, p.34-35.
9              SCILIAR, Moacyr. Uma guerra contra a morte. Nossa História. Rio de Janeiro, ano 2, nº 21, jul. 2005, p.15.
10             Ibidem, p. 23.
11             BALHANA, Altiva Pilatti. Epidemias. In: SILVA, Mª Beatriz Nizza da. (Coord). Dicionário da História da Colonização no Brasil. Lisboa: Verbo, 1994.
12             HOLANDA, Sérgio Buarque de. A botica da natureza. In: ___. Caminhos e Fronteiras. São Paulo: Companhia das Letras, 1994, p.76.
13             CUNHA , Carlos Alberto Miranda. A arte de curar nos tempos da colônia, op. cit., p. 319.
14             SANTOS FILHO, Lycurgo. Cirurgiões. In: SILVA, Mª Beatriz Nizza da. (coord). Dicionário da História da Colonização no Brasil, op. cit., p.163-164.
15             Tânia Salgado Pimenta. Terapeutas populares e instituições médicas na primeira metade do século XIX. In: CHALHOUB, S. et al. (orgs.). Artes e ofícios de curar no Brasil. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2003.

Conjunto documental: Decretos relativos a nomeações e demissões de gentis homens, guarda-roupas, médicos, vereadores, e maços da Casa Imperial.
Notação: Códice 571
Datas - limite: 1808-1867
Título do fundo: Casa Real e Imperial/Mordomia-mor
Código do fundo: Ø0
Argumento de pesquisa: físico-mor
Ementa: mercê dada a Vicente Antonio de Azevedo de médico efetivo da Real Câmara com um ordenado de 100 mil réis anuais.
Data do documento: 13 de abril de 1808
Local: Palácio do Rio de Janeiro
Folha (s): 56

Conjunto documental: Decretos relativos a nomeações e demissões de gentis homens, guarda-roupas, médicos, vereadores, e maços da Casa Imperial.
Notação: Códice 571
Datas - limite: 1808-1867
Título do fundo: Casa Real e Imperial / Mordomia-mor
Código do fundo: Ø0
Argumento de pesquisa: físico-mor
Ementa: mercê concedida ao dr. João de Campos Navarro de Andrade, "lente de prisma da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra" pela qual é nomeado médico da Real Câmara com as honras de físico-mor do Reino.
Data do documento: 11 de setembro de 1817
Local: Palácio do Rio de Janeiro
Folha (s): 60

Conjunto documental: Fisicatura-mor
Notação: Caixa 475, pct.02
Datas - limite: 1808-1828
Título do fundo: Fisicatura-mor
Código do fundo: 20
Argumento de pesquisa: físico-mor
Ementa: despacho do conselheiro físico mor, redigido pelo escrivão Henrique Anastácio de Novaes Magalhães, para o príncipe regente d. João, avisando que concederá um ano de licença ao cirurgião aprovado Francisco Coelho Pinto, morador da Corte do Rio de Janeiro, para que possa "curar de Medicina", de acordo com as seguintes condições: (1°) Não deixar falecer enfermo algum sem sacramentos; (2°) não tomar ao seu cuidado moléstia de perigo sem consultar um médico; 3°) não será vogal em conferências médicas, mas sim exporá a história da enfermidade e os remédios que tiver aplicado no paciente; 4°) não poderá ser incluído nos partidos políticos para os médicos; 5°) não levará por visita mais de 320 réis pelo turno da manhã e 600 réis pelo turno da noite, já fora da cidade, obedecerá o valor arbitrado pelo delegado respectivo; 6°) será obrigado a receitar em língua vulgar de forma clara e a todos inteligível ( que se entende bem).
Data do documento: 20 de março de 1812
Local: Rio de Janeiro
Folha (s): _

Conjunto documental: Fisicatura-mor
Notação: Caixa 475, pct.02
Datas - limite: 1808-1828
Título do fundo: Fisicatura-mor
Código do fundo: 20
Argumento de pesquisa: físico-mor
Ementa: requerimento de auto de exame de algebrista (cirurgião que compõe fraturas ou deslocamentos dos ossos) que faz Manoel dos Santos Pinto, em 28 de junho de 1819, da cidade do Porto, em Portugal. Segundo tal requerimento, uma comissão julgadora composta por dois cirurgiões do Porto julgará os conhecimentos do suplicante, através de perguntas que examinarão sua capacidade de exercitar a arte de algebrista, sem prejuízo de saúde pública. Após esta fase, haverá o escrutínio da comissão para decidir se o examinado será aprovado nemine discrepante (sem discrepância) na arte de algebrista ou não.
Data do documento: 28 de junho de 1819
Local: Portugal
Folha (s): _

Conjunto documental: Fisicatura-mor
Notação: Caixa 475, pct.03
Datas - limite: 1810-1828
Título do fundo: Fisicatura-mor
Código do fundo: 20
Argumento de pesquisa: físico-mor
Ementa: atestado de assiduidade na Escola Cirúrgica do Hospital da Santa Casa de Misericórdia, do aluno Silvestre da Fonseca Proença, redigido pelo lente (professor de escola superior ou secundária) de Anatomia e Cirurgia da Universidade de Coimbra, João Manoel Pires de Menezes, em 30 de maio de 1809, da cidade do Porto, em Portugal. Confirma sua presença nas aulas de Anatomia, Fisiologia, Patologia e Terapêutica (ouvindo as lições de sua obrigação, assistindo as demonstrações e sabatinas) e afirma sua aprovação nemine discrepante (sem discrepância) no exame de Anatomia Teórica e Prática, estando assim habilitado. Além disso, o estudante respondeu os diários de moléstias, através das experiências médicas nas enfermarias do Hospital da Santa Casa de Misericórdia, como: operações, ligaduras e curas praticadas diariamente. Mostrou-se, assim, um ótimo estudante na "prática médica".
Data do documento: 30 de maio de 1809
Local: Portugal
Folha (s): _


Conjunto documental: Fisicatura-mor
Notação: Caixa 475, pct.03
Datas - limite: 1810-1828
Título do fundo: Fisicatura-mor
Código do fundo: 20
Argumento de pesquisa: físico-mor
Ementa: requerimento de auto de exame de sangria que faz José Maria de Sousa Prado, em 19 de janeiro de 1815, da cidade de Coimbra, em Portugal. Segundo o requerimento, uma comissão julgadora composta por dois cirurgiões de Coimbra, julgará os conhecimentos na arte de sangria do suplicante. Através de perguntas (teóricas ou práticas) examinarão sua capacidade de exercitar utilmente a arte de sangria, sem prejuízo da saúde pública. Após tal etapa, haverá o escrutínio da comissão, no qual, será ratificada a aprovação nemine discrepante (sem discrepância) do examinando José Maria de Sousa Prado ou não.
Data do documento: 19 de janeiro de 1815
Local: Portugal
Folha (s): _

Conjunto documental: Fisicatura-mor
Notação: Caixa 475, pct.03
Datas - limite: 1810-1828
Título do fundo: Fisicatura-mor
Código do fundo: 20
Argumento de pesquisa: físico-mor
Ementa: termo dos pontos para o exame na arte de sangria e cirurgia que tirou o examinando José Joaquim de Lima Pastrana, em 9 de maio de 1821, do Rio de Janeiro, requerido pelo examinando através de petição ao barão de Goiana, cirurgião-mor do Reino do Brasil. O ponto (assunto principal sobre que tem de versar o exame ou prova de concurso) tirado para o exame foi o seguinte: (1°) Anatomia- ossos que formam a cavidade do peito e os diferentes músculos; (2°) Cirurgia - feridas de peito com lesão de entranhas contidas nele, (e com fluxo de sangue da artéria intercostal e 3°) Operações - empiema.
Data do documento: 9 de maio de 1821
Local: Rio de Janeiro
Folha (s): _

Conjunto documental: Fisicatura-mor
Notação: Caixa 475, pct.03
Datas - limite: 1810-1828
Título do fundo: Fisicatura-mor
Código do fundo: 20
Argumento de pesquisa: físico-mor
Ementa: termos dos pontos (assunto principal do exame ou prova de concurso) para o exame na arte de sangria e cirurgia que tirou o examinando Ignácio José Paes, em 27 de março de 1822, do Rio de Janeiro, requerido pelo examinando através de petição ao barão de Goiana, cirurgião-mor do Reino do Brasil, além do delegado do cirurgião-mor do Reino, Domingos Ribeiro dos Guimarães Peixoto (cirurgião da Câmara). O ponto tirado para o exame foi o seguinte: 1°) Anatomia - bexiga urinária e partes genitais do homem; (2° Cirurgia - moléstias da bexiga em geral e em particular e 3°) Operações- Litotomia e o método mais fácil e seguro tanto nos homens como nas mulheres.
Data do documento: 27 de março de 1822
Local: Rio de Janeiro
Folha (s):_

Conjunto documental: Fisicatura-mor
Notação: Caixa 475, pct. 03
Datas - limite: 1810-1828
Título do fundo: Fisicatura-mor
Código do fundo: 20
Argumento de pesquisa: físico-mor
Ementa: termo dos pontos (assunto principal do exame ou prova de concurso) para o exame na arte de sangria e cirurgia que tirou o examinando João Antônio da Piedade, em 13 de fevereiro de 1822, do Rio de Janeiro, requerido pelo examinando através de petição ao barão de Goiana, cirurgião-mor do Reino do Brasil. O ponto tirado para o exame foi o seguinte: 1°) Anatomia e Fisiologia- descrição anatômica e fisiológica do aparelho óptico, inclusive da secreção e excreção das lágrimas e 2°) Patologia- as moléstias respectivas e os meios terapêuticos e operatórios.
Data do documento: 13 de fevereiro de 1822
Local: Rio de Janeiro
Folha (s): _

Conjunto documental: Fisicatura-mor
Notação: Códice 145, vol. 09
Datas - limite: 1819-1821
Título do fundo: Fisicatura-mor
Código do fundo: 20
Argumento de pesquisa: físico-mor
Ementa: registro de licença concedida pelo barão de Alvaiazere para expor à venda pública uma espécie de salsa parrilha encontrada nos arredores da cidade da Bahia, de qualidade superior à produzida no Pará e de preço determinado pelo regimento dos preços das drogas e medicamentos.
Data do documento: 17 de novembro de 1820.
Local: Rio de Janeiro
Folha (s): 28 v

Conjunto documental: Fisicatura-mor
Notação: Códice 145, vol. 09
Datas - limite: 1819-1821
Título do fundo: Fisicatura-mor
Código do fundo: 20
Argumento de pesquisa: físico-mor
Ementa: registro de concessão do barão de Alvaiazere a João Alves Garcia, para exercer atividades de curandeiro, por um ano, no presídio do Rio Preto, em Barbacena, capitania de Minas Gerais.
Data do documento: 21 de maio de 1819
Local: Rio de Janeiro
Folha (s): 2v

Conjunto documental: Fisicatura-mor
Notação: Códice 145, vol.02
Datas - limite: 1807-1809
Título do fundo: Físicatura-mor
Código do fundo: 2O
Argumento de pesquisa: físico-mor
Ementa: registro de Aviso enviado pelo governo de Moçambique ao cirurgião-mor do Reino, o doutor José Correia Picanço, com o pedido de um cirurgião da Corte do Rio de Janeiro para exercer o dito cargo na vila Inhambane que muito carecia de tal médico.
Data do documento: 23 de março de 1809
Local: Rio de Janeiro
Folha (s): 8 e 8v

Conjunto documental: Fisicultura-mor
Notação: códice 145, vol.02
Datas - limite: 1807-1809
Título do fundo: Fisicatura-mor
Código do fundo: 2O
Argumento de pesquisa: físico-mor
Ementa: registro de oficio em nome do conselheiro cirurgião-mor do Reino, José Correia Picanço, enviado ao delegado do continente do Rio Grande, Ignácio Joaquim de Paiva, pedindo para este combater as pessoas não autorizadas a praticarem as "artes de cirurgia". Contém neste ofício o pedido de autuação nos termos do Regimento e da lei, do sr. Manuel Antônio Dias, caso este não apresentasse a devida licença para a prática cirúrgica.
Data do documento: 13 de setembro de 1809
Local: Rio de Janeiro
Folha (s): 41 e 41v

Conjunto documental: Fisicultura-mor
Notação: códice 145, vol.02
Datas - limite: 1807-1809
Título do fundo: Fisicatura-mor
Código do fundo: 2O
Argumento de pesquisa: físico-mor
Ementa: registro de carta de confirmação de sangria concedida pelo conselheiro cirurgião-mor do Reino, o dr. José Correia Picanço, ao escravo pertencente ao capitão José Luiz Alvares, de nome José Luiz, dando a permissão para praticar a sangria em todos os domínios do Império.
Data do documento: 31 de outubro de 1810
Local: Rio de Janeiro
Folha (s): 117 a 118

Conjunto documental: Fisicultura-mor
Notação: códice 145, vol.02
Datas - limite: 1807-1809
Título do fundo: Fisicatura-mor
Código do fundo: 2O
Argumento de pesquisa: físico-mor
Ementa: portaria por meio da qual o cirurgião-mor do reino, o dr. José Correia Picanço, do Conselho do príncipe, destitui do cargo o seu representante em Goiás, o delegado José Gabriel de Carvalho, por condutas "inadequadas" ao cargo que exercia.
Data do documento: 4 de março de 1811
Local: Rio de Janeiro
Folha (s): -

Conjunto documental: Intendência da Bahia
Notação: IXM-96
Datas - limite: 1810-1812
Título do fundo: Série Marinha
Código do fundo: AZ
Argumento de pesquisa: físíco-mor
Ementa: atestado de que, depois de examinado pelos médicos Antônio Francisco Real (1° médico do hospital real militar e da marinha); Joaquim da Rocha Mazarem (cirurgião em chefe do hospital real militar); e Silvestre Ferreira de Mesquita (1º cirurgião da fragata príncipe d.Pedro), o contramestre da fragata d.Pedro, Joaquim Henriques de Almeida, encontrava-se impossibilitado de exercer as suas funções devido a problemas na "prega inguinal direita", moléstia esta, vulgarmente conhecida como "quebradura", que se apresentava em estado avançado.
Data do documento: 23 de julho de 1812
Local: Rio de Janeiro
Folha (s): 247

Conjunto documental: Intendência da Bahia
Notação: IXM-96
Datas - limite: 1810-1812
Título do fundo: Série Marinha
Código do fundo: AZ
Argumento de pesquisa: físíco-mor
Ementa: registro da petição e mais despacho, escrito em nome de Manoel Joaquim de Carvalho, boticário da cidade de Salvador, que requisita mercê ao governador da Bahia, para que pudesse permanecer fornecendo os medicamentos às embarcações que aportassem no porto da cidade já citada. Segundo o suplicante, os produtos seriam fornecidos com baixos preços, além de garantia de que os remédios eram eficazes, como já puderam atestar os físicos deputados.
Data do documento: 1811
Local: Bahia
Folha (s): 71 e71v

Conjunto documental: Fisicatura-mor
Notação: caixa 468, pct.02
Datas - limite: 1817-1826
Título do fundo: Fisicatura-mor
Código do fundo: 2O
Argumento de pesquisa: físico-mor
Ementa: abaixo-assinado produzido pelos moradores de Nossa Senhora da Santíssima Trindade, em Cachoeiras de Macacu, para que o físico-mor conceda a autorização ao "crioulo", de nome Adão, que possuía prática como barbeiro, em sangrar, e ainda, conhecimento em ervas medicinais. Com isso, os moradores da dita localidade pedem autorização para Adão poder tratar os casos menos graves, já que a localidade sofria com a falta de médicos devidamente qualificados.
Data do documento: s.d
Local: Cachoeiras de Macacu
Folha (s): -

Conjunto documental: Fisicatura-mor
Notação: caixa 468, pct.02
Datas - limite: 1817-1826
Título do fundo: Fisicatura-mor
Código do fundo: 2O
Argumento de pesquisa: físico-mor
Ementa: concessão de licença por um ano do ofício de curandeiro ao "preto forro", Adão dos Santos Chagas, morador de Murici, em Cachoeiras de Cantagalo. Em casos que suscitasse dúvidas, a concessão exigia que fosse consultado em "facultativo".
Data do documento: 29 de julho de 1812
Local: Rio de Janeiro
Folha (s): s/p

Conjunto documental: Fisicatura-mor
Notação: códice 145, vol. 07
Datas - limite: 1815-1819
Título do fundo: Fisicatura-mor
Código do fundo: 20
Argumento de pesquisa: físico-mor
Ementa: registro de carta de médico do doutor José Eustáquio Gomes de Torres Vedras, formado na Universidade de Edimburgo, pelo conselheiro físico-mor do Reino, doutor Manoel Vieira da Silva.
Data do documento: 26 de abril de 1817
Local: Rio de janeiro
Folha (s): 71v

Conjunto documental: Fisicatura-mor
Notação: códice 145, vol. 07
Datas - limite: 1815-1819
Título do fundo: Fisicatura-mor
Código do fundo: 20
Argumento de pesquisa: físico-mor
Ementa: novo registro concedido pelo, conselheiro físico-mor do Reino, doutor Manoel Vieira da Silva, ao doutor José Antônio Costa Ferreira, para continuar servindo de juiz delegado na cidade da Bahia.
Data do documento: 23 de maio de 1817
Local: Rio de Janeiro
Folha (s): 75

Conjunto documental: Fisicatura-mor
Notação: códice 145, vol. 07
Datas - limite: 1815-1819
Título do fundo: Fisicatura-mor
Código do fundo: 20
Argumento de pesquisa: físico-mor
Ementa: substituição do doutor José Antônio da Costa Ferreira por motivos de "moléstia" pelo boticário João Nepomuceno Barata, para o cargo de primeiro examinador e visitador da "arte da farmácia" na cidade da Bahia. Provisão concedida pelo conselheiro físico-mor do Reino, doutor Manoel Vieira da Silva.
Data do documento: 24 de setembro de 1817
Local: Rio de Janeiro
Folha (s): 86v

Conjunto documental: Hospitais
Notação: IG6 1
Datas - limite: 1808-1816
Título do fundo: Série Guerra
Código do fundo: 9S
Argumento de pesquisa: físico-mor
Ementa: carta sugerindo para melhor qualidade dos serventes, que sejam empregados os ajudantes de enfermeiros, praticantes de anatomia e cirurgia, provenientes do Hospital Real de dom José na Corte de Lisboa e que sejam retirados dos escravos da Fazenda de Santa Cruz os serventes para o trabalho local nas enfermarias e para a cozinha. Aproveita também para pedir reparos no telhado do hospital.
Data do documento: 21 de abril de 1808
Local: Rio de Janeiro
Folha (s): _

Conjunto documental: Hospitais
Notação: IG6 1
Datas - limite: 1808-1816
Título do fundo: Série Guerra
Código do fundo: 9S
Argumento de pesquisa: físico-mor
Ementa: carta enviada a d. João VI, com a sugestão de que seis escravas da Fazenda Real sejam empregadas nas lavanderias do Hospital Real do Exército para a lavagem cotidiana das roupas, a fim de que os gastos sejam diminuídos. Igualmente, solicita autorização para que sejam recebidos no Hospital de São Cristóvão os enfermos leprosos.
Data do documento: 12 de junho de 1809
Local: s.l.
Folha (s):_

Conjunto documental: Hospitais
Notação: IG6 1
Datas - limite: 1808-1816
Título do fundo: Série Guerra
Código do fundo: 9S
Argumento de pesquisa: físico-mor
Ementa: a carta informa que devido a alguns enfermeiros não estarem cumprindo com as visitas diárias aos doentes, o escrivão, por ordens do conde de Aguiar e em nome do príncipe regente, não os colocou nas relações de ordenados e "comedorias". A mesma pena teria o segundo médico, não identificado, caso não cumprisse o regulamento.
Data do documento: 31 de dezembro de 1811
Local: s.l.
Folha (s):_

Conjunto documental: Fisicatura-mor
Notação: códice 145, vol. 07
Datas - limite: 1815-1819
Título do fundo: Fisicatura-mor
Código do fundo: 20
Argumento de pesquisa: físico-mor
Ementa: registro de provisão de boticário concedido a João Domingues do Paço, para continuar no emprego de segundo examinador e visitador da "arte farmacêutica", por três anos na Corte do Rio de Janeiro, concedido pelo físico-mor Manoel Vieira das Silva e escrita por José Veríssimo dos Santos.
Data do documento: 23 de setembro de 1815
Local: Rio de Janeiro
Folha (s):8

Conjunto documental: Fisicatura-mor
Notação: códice 145, vol. 07
Datas - limite: 1815-1819
Título do fundo: Fisicatura-mor
Código do fundo: 20
Argumento de pesquisa: físico-mor
Ementa: registro de carta de confirmação de privilégios à vários boticários, à pedido do boticário Manuel José Ferreira do Rego, concedido por Manuel Vieira da Silva, conselheiro físico-mor do Reino.
Data do documento: 29 de agosto de 1817
Local: Rio de Janeiro
Folha (s):81, 81v, 82 e 82v

Conjunto documental: Fisicatura-mor
Notação: códice 145, vol. 07
Datas - limite: 1815-1819
Título do fundo: Fisicatura-mor
Código do fundo: 20
Argumento de pesquisa: físico-mor
Ementa: carta de confirmação concedida pelo doutor Manuel Vieira da Silva, conselheiro físico-mor do Reino, autorizando o padre carmelita "descalço da cidade do Porto", fr. João dos Prazeres à " arte de boticário", comprometendo-se a não "exceder os preços" dos remédios e a "não assentar botica" nos domínios portugueses, sem prévia autorização.
Data do documento: 9 de dezembro de 1815
Local: Rio de Janeiro
Folha (s):16

Conjunto documental: Fisicatura-mor
Notação: códice 145, vol. 08
Datas - limite: 1818-1825
Título do fundo: Fisicatura-mor
Código do fundo: 20
Argumento de pesquisa: físico-mor
Ementa:carta de confirmação do conselheiro físico-mor e barão de Goiana, dr. José Correia Picanço, concedendo licença, em 22 de agosto de 1820, a Vicente, escravo angolano pertencente á Anacleto José Coelho, para que possa sangrar, lançar ventosas e sanguessugas e tirar dentes pagando a quantia de 1.600 réis.
Data do documento: 2 de setembro de 1820
Local: Rio de Janeiro
Folha (s):146v

Conjunto documental: Fisicatura-mor
Notação: códice 145, vol. 08
Datas - limite: 1818-1825
Título do fundo: Fisicatura-mor
Código do fundo: 20
Argumento de pesquisa: físico-mor
Ementa: O dr. José Correia Picanço, conselheiro físico-mor e barão de Goiana, concede carta de confirmação em 8 de dezembro de 1820 à Manuel dos Santos Pinto: "para que ele possa usar da arte de algebrista", pela quantia de 1.60 réis.
Data do documento: 11 de fevereiro de 1820
Local: Rio de Janeiro
Folha (s):99

Conjunto documental: Fisicatura-mor
Notação: códice 145, vol. 08
Datas - limite: 1818-1825
Título do fundo: Fisicatura-mor
Código do fundo: 20
Argumento de pesquisa: físico-mor
Ementa: pedido do suplicante Luiz Caldas, negro forro, ao dr. José Correia Picanço, conselheiro físico-mor e barão de Goiana, "para conceder a licença para usar da arte de sangrar" em uma viagem. O mesmo barão, pede ao dito Luiz que, quando voltar de sua viagem, tire a "sua competente carta", caso o contrário, "incorrerá nas penas que dispõe o regimento deste Juízo".
Data do documento: 4 de outubro de 1821
Local: Rio de Janeiro
Folha (s):203

Conjunto documental: Fisicatura-mor
Notação: códice 145, vol. 08
Datas - limite: 1818-1825
Título do fundo: Fisicatura-mor
Código do fundo: 20
Argumento de pesquisa: físico-mor
Ementa: carta de confirmação concedida a um escravo angolano, Teodoro, pertencente à Anna Luzia d' Assumpção, em 11 de dezembro de 1818, para trabalhar com sangria. Esta carta foi concedida pelo dr. José Correia Picanço, conselheiro físico-mor e barão de Goiana.
Data do documento: 2 de janeiro de 1819
Local: Rio de Janeiro
Folha (s):24 e 24v

Conjunto documental: Fisicatura-mor
Notação: códice 145, vol. 08
Datas - limite: 1818-1825
Título do fundo: Fisicatura-mor
Código do fundo: 20
Argumento de pesquisa: físico-mor
Ementa: autorização concedida pelo dr. José Correia Picanço, conselheiro físico-mor e barão de Goiana, em 12 de novembro de 1818, ao cirurgião Antônio de Carvalho Alvadia, por sua "inteligência" e "desempenho" para trabalhar alternativamente no emprego de examinador da arte de cirurgia e dos diferentes ramos dela, na cidade do Porto.
Data do documento: 14 de novembro de 1818
Local: Rio de Janeiro
Folha (s):18v e 19

Conjunto documental: Fisicatura-Mor
Notação: códice 145, vol. 08
Datas - limite: 1818-1825
Título do fundo: Fisicatura-Mor
Código do fundo: 20
Argumento de pesquisa: Fisicatura-Mor
Ementa: carta de confirmação dando licença em 22 de outubro de 1818, pelo dr. José Correia Picanço, conselheiro físico-mor e barão de Goiana, à Ana Joaquina dos Anjos "para que possa usar do oficio de parteira".
Data do documento: 27 de outubro de 1818
Local: Rio de Janeiro
Folha (s):15 e 15v

Conjunto documental: Fisicatura-Mor
Notação: códice 145, vol. 07
Datas - limite: 1815-1819
Título do fundo: Fisicatura-Mor
Código do fundo: 20
Argumento de pesquisa: Fisicatura-mor
Ementa: licença concedida pelo doutor Manoel Vieira da Silva ao cirurgião João Manuel de Abreu, morador de Angola, por termo de três anos para "cura de medicina".
Data do documento: 27 de julho de 1816
Local: Rio de Janeiro
Folha (s):43

Conjunto documental: Regimento que serve de lei, que devem observar os comissários delegados do Físico-mor do Reino nos estados do Brasil.
Notação: Códice 314, volume único
Datas - limite: 1732-1827
Título do fundo: Ministério do Império
Código do fundo: 53
Argumento de pesquisa: físico-mor
Ementa: regimento proposto pelo Dr. Cipriano de Pinna Pestana, físico-mor do Reino nos Estados do Brasil, que regula as atividades de seus comissários, delegados e oficiais. Estabelece que os comissários serão médicos aprovados pela Universidade de Coimbra, devendo realizar inspeções periódicas acompanhados de três boticários às boticas de seus distritos, examinado a regularidade das mesmas, dos boticários responsáveis e dos medicamentos. Conforme o regimento, as visitações se estenderiam aos droguistas e aos portos, quando da chegada dos medicamentos. Sendo constatadas infrações ou irregularidades, caberia aos comissários a averiguação, aplicação de multa e, se necessário, instalação de autos para posterior sentença do físico-mor. O comissário e os boticários visitadores ficam autorizados a avaliar e conceder certidão autêntica a oficiais de boticários que comprovem o aprendizado e a prática da atividade, de modo que este possa requerer a licença para exercê-la junto ao físico-mor. Não é atribuição do comissário delegado conceder licença para "curar de medicina". Em sua atividade, deverá prestar contas anualmente das boticas que visitou, dos autos e das condenações. O regimento estipula ainda os salários dos membros das equipes de comissão e sugere que médicos e boticários não se neguem a participar de comissões convocadas pelo físico-mor, sob a pena de sofrerem constrangimentos pelo governo de seu distrito.
Data do documento: 16 de maio de 1744
Local: Lisboa
Folha (s):-


Conjunto documental: Fisicatura-mor
Notação: Caixa 480,pct. 04.
Datas - limite: 1813-1828.
Título do fundo: Fisicatura-mor.
Código do fundo: 20.
Argumento de pesquisa: físico-mor.
Ementa: carta de João Lopes Cardoso Machado, escrivão do juízo de Medicina, para o conselheiro físico-mor do Reino. O tema da carta é o requerimento de Antônio Fernandez dos Santos, morador da vila do Penedo do Rio de São Francisco, que pede uma licença vitalícia para que sua loja venda drogas. Esse comerciante usa como argumento que a referida vila não tem boticas ou farmacêuticos. Entretanto, o escrivão refuta tais argumentos afirmando que o comerciante encobriu no seu requerimento a existência de boticas e cirurgiões em sua vila. Além disso, tal vendedor é um dos réus de uma devassa feita naquela vila. O remetente conclui que o comerciante desobedeceu a lei e pede que o requerimento seja indeferido.
Data do documento: 19 de julho de 1814.
Local: Recife.
Folha (s):-


Conjunto documental: : Fisicatura-mor
Notação: Caixa 480,pct. 04.
Datas - limite: 1813-1828.
Título do fundo: Fisicatura-mor.
Código do fundo: 20.
Argumento de pesquisa: Físico-mor
Ementa: documento dos praticantes de cirurgia da cidade de Vizeu para o conselheiro físico-mor do reino. Nesse documento é relatado que o delegado da cidade, José Ferreira Xavier, cometia várias arbitrariedades. A principal delas era a extorsão dos praticantes de cirurgia e outras profissões como sangradores, dentistas, algebristas, oculistas. O delegado afirmava que era médico formado em Coimbra, podendo, desse modo, avaliar os praticantes de cirurgia da cidade. Em suas avaliações, afirmava sempre existirem irregularidades nas práticas cirúrgicas para assim, extorquir os profissionais. Entretanto, segundo o documento, não foi provado que o delegado era formado em medicina. Além disso, ele empregava "rapazes imberbados" como seus auxiliares. O documento, ao final, solicita a suspensão do delegado.
Data do documento: 22 de abril de 1817.
Local: Vizeu, Portugal.
Folha (s):-

Conjunto documental: : Fisicatura-mor
Notação: Caixa 480,pct. 04.
Datas - limite: 1813-1828.
Título do fundo: Fisicatura-mor.
Código do fundo: 20.
Argumento de pesquisa: físico-mor
Ementa: parecer de José Corrêa Picanço, cirurgião-mor do Reino sobre o requerimento de Joaquim Antônio Vilella, cirurgião agregado no Real Corpo de Polícia que pretendia ser promovido a cirurgião da câmara de d. João VI. Para Picanço, embora Vilella tivesse "honrosas atestações" do visconde de Barbacena, não havia razão para que ele fosse promovido antes de alguns cirurgiões de Família. Picanço afirma também que existiam muitos cirurgiões de câmara ociosos e que portanto, seria melhor que estes tivessem crédito público para poderem ser úteis nas "operações espinhosas em que consiste a grande cirurgia".
Data do documento: 16 de setembro de 1817.
Local: Rio de janeiro.
Folha (s):-

Conjunto documental: : Fisicatura-mor
Notação: Caixa 480, pct. 04.
Datas - limite: 1813-1828.
Título do fundo: Fisicatura-mor.
Código do fundo: 20.
Argumento de pesquisa: físico-mor
Ementa: documento do físico-mor do Reino concedendo a licença para o uso público da salsa parrilha encontrada nos "subúrbios da Bahia". Tal licença foi dada baseada nas análises clínicas realizadas pelos peritos que julgaram essa salsa parrilha mais "prestável" nos usos médicos em moléstias do que a salsa parrilha do Pará que antes era aplicada.
Data do documento: 16 de novembro de 1820.
Local: Rio de janeiro.
Folha (s):-

Conjunto documental: Fisicatura-mor
Notação: Caixa 478,pct. 02.
Datas - limite: 1809-1828.
Título do fundo: Fisicatura-mor.
Código do fundo: 20.
Argumento de pesquisa: físico-mor
Ementa: termo dos pontos e avaliação que o examinando de cirurgia Vicente José de Simas faria para a sua aprovação no exame de cirurgia. Seu examinador seriao barão de Goiana, cirurgião-mor do Reino. Os pontos do exame foram os seguintes: "anatomia e fisiologia, descrição anatômica e fisiológica dos órgãos da digestão até o duodeno, dos órgãos secretores e excretores da saliva inclusive o pâncreas e o peritônio, psilogia, moléstias que atacam esses órgãos, meios terapêuticos e operatórios". Todos esses tópicos seriam avaliados no dia posterior ao sorteio desses temas pelo examinando.
Data do documento: 23 de novembro de 1821.
Local: Rio de janeiro.
Folha (s):-

Conjunto documental: : Fisicatura-mor
Notação: Caixa 478,pct. 02.
Datas - limite: 1809-1828.
Título do fundo: Fisicatura-mor.
Código do fundo: 20.
Argumento de pesquisa: físico-mor
Ementa: termo dos pontos, exame de cirurgia do examinando Custódio Jaime Araújo Sampaio. Seu avaliador seria o conselheiro cirurgião-mor do Reino, José Corrêa Picanço. Tópicos do exame: em anatomia a "boca e suas dependências, laringe e como se forma a voz, fala, canto, riso e tosse". Cirurgia: "quais as moléstias que atacam a laringe e como se curam". Operações: "traqueostomia conforme as devidas circunstâncias". O respectivo exame seria realizado um dia após o sorteio desses tópicos.
Data do documento: 16 de março de 1818.
Local: Rio de janeiro.
Folha (s):-

Conjunto documental: Fisicatura-mor
Notação: Caixa 478,pct. 02.
Datas - limite: 1809-1828.
Título do fundo: Fisicatura-mor.
Código do fundo: 20.
Argumento de pesquisa: físico-mor
Ementa: termo assinado por João Mendes Salgado, onde o mesmo abdica do uso da "arte da farmácia". O autor desse termo fora obrigado a abdicar porque ele acabara de ser aprovado na "arte da cirurgia". A lei não permitia que o mesmo profissional atuasse nas duas áreas.
Data do documento: 6 de abril de 1821.
Local: Rio de janeiro.
Folha (s):-

Conjunto documental: Fisicatura-mor
Notação: códice 145, vol. 09
Data-limite: 1819-1821
Titulo do fundo ou coleção: Fisicatura-mor
Código do fundo: 2O
Argumento de pesquisa: cidades, ordem pública
Ementa: registro da licença concedida a Joaquim José de Moura, cirurgião morador da freguesia de Irajá, para que praticasse medicina naquele local já que não havia professores da faculdade de medicina suficientes para o elevado número da população.
Data do documento: 25 de setembro de 1820
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 25v

Conjunto documental: Fisicatura-mor
Notação: códice 145, vol. 09
Data-limite: 1819-1821
Titulo do Fundo: Fisicatura-mor
Código do fundo: 2O
Argumento de pesquisa: cidades, ordem pública
Ementa: licença concedida a Bento Joaquim, morador da freguesia de Inhaúma pelo doutor José Maria Bomtempo, para que este pudesse pôr em prática a função de curandeiro no tempo determinado de um ano somente, no local de sua residência e em locais onde não houvesse professores aprovados em medicina.
Data do documento: 8 de agosto de 1819
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 5v

CHALHOUB, S. et al. (orgs.). Artes e ofícios de curar no Brasil. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2003.

HOLANDA, Sérgio Buarque de. A botica da natureza. In: ___. Caminhos e Fronteiras. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.

MIRANDA, Carlos Alberto Cunha . A arte de curar nos tempos da colônia: limites e espaços da cura. Recife:  Fundação de Cultura da Cidade do Recife, 2004.

RIBEIRO, Marcia Moisés. A ciência dos trópicos. São Paulo: Hucitec, 1997.

SANTOS FILHO, Lycurgo. Cirurgiões. In: SILVA, Mª Beatriz Nizza da. (Coord). Dicionário da História da Colonização no Brasil. Lisboa: Verbo, 1994.

SCILIAR, Moacyr. Uma guerra contra a morte. Nossa História. Rio de Janeiro, ano 2, nº 21, jul. 2005.