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A importância do pau-brasil para nossa história pode ser de certa forma medida pelas inúmeras denominações e expressões cunhadas pelas quais ficou conhecida tal madeira de cor abrasada. Ibirapitanga, orabutan, pau-da-rainha, pau-pernambuco, pau-rosado, pau-de-tinta, brasileto são alguns nomes registrados nas crônicas e demais documentos que relatam os primeiros anos da nova colônia portuguesa.

No campo das ciências naturais,[1] o pau-brasil foi mencionado, pela primeira vez, pelo naturalista Jorge Marcgrave, em História natural do Brasil (1648), que, juntamente com o médico Guilherme Piso, compôs a missão científica e artística organizada por João Maurício de Nassau ao Nordeste. Um século depois, Jean-Baptiste de Lamarck (Dictionnaire encyclopédique de botanique, 1789) classificou o pau-brasil de acordo com os cânones da ciência da época.[2] A Caesalpinia echinata, árvore muito dura, coberta de espinhos e de cerne vermelho, suscitou o interesse e a cobiça de portugueses e de mercadores de origens várias, não só por suas propriedades tintoriais, mas também por suas qualidades para a construção de embarcações, móveis e instrumentos musicais, em particular arcos para violino. A "caça" ao pau-brasil nas matas brasileiras deu origem ao estabelecimento do estanco[3] por parte da Coroa lusa, como forma de proteger as matas litorâneas, onde essa espécie se concentrava; controlar a sua exploração e garantir os primeiros ganhos com a nova colônia. Calcula-se que dois milhões de árvores tenham sido derrubadas no primeiro século de exploração, o que corresponde a seis mil km2 da Mata Atlântica.[4]

O pau-brasil se encontrou também no centro da discussão a respeito do nome que a nova colônia passaria a adotar. Denominada a princípio Terra de Santa Cruz, alguns cronistas atribuem à abundância do pau-brasil na faixa costeira entre o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Norte, ao triunfo do Demônio e à ambição pelos lucros "temporais" a mudança do nome dos novos domínios portugueses:

Porém como o Demônio com o sinal da Cruz perdeu todo o domínio, que tinha sobre os homens, receando perder também o muito, que tinha em os desta terra, trabalhou que se esquecesse o primeiro nome [Terra de Santa Cruz] e lhe ficasse o de Brasil, por causa de um pau assim chamado de cor abrasada, e vermelha, com que tingem panos, que o daquele divino pau, que deu tinta e virtude a todos os sacramentos da igreja...[5] 

(...) deu o título de "província de Santa Cruz", que a indiscreta política dos homens, ou a sua imprudente ambição mudou depois em o de Província do Brasil, mostrando, sem o querer, que fazia mais estimação do valor destes paus vermelhos, de que dependem os seus lucros temporais, do que do inestimável preço daquele sagrado Madeiro, donde com outra melhor cor, e sem comparação alguma, pendeu todo o nosso espiritual remédio.[6]

Dentre a grande variedade de "páos selectos, e fortes" existente, o pau-brasil mostrou-se, desde os primeiros anos de colonização, um produto de alto valor mercantil. A procura por materiais corantes era crescente na Europa e a Mata Atlântica abrigava grande quantidade dessa madeira, cujo custo para sua exploração era considerado baixo, visto que a mão-de-obra indígena executava o duro trabalho de cortar, torar e transportar os grossos e pesados troncos até os navios em troca de "algumas roupas, camisas de linho, chapéus, facas, machados, cunhas de ferro e demais ferramentas".[7] O lucro garantido por essa atividade, muito superior ao realizado com as Índias ou a qualquer outro comércio como sementes oleaginosas, escravos indígenas ou animais vivos, motivou o governo de Portugal a estabelecer, logo cedo, contratos de arrendamento com mercadores que perduraram até o século XVIII. Fernão de Noronha, um dos primeiros contratadores, Pero Lopes de Souza e outros se encarregavam, de acordo com os termos do contrato, de todos os gastos da extração, desde o corte até o embarque nos portos marítimos, garantindo aos cofres lusos receitas consideráveis. 

Fernão de Noronha tomou o arrendamento, certo de que havia incontável pau-brasil, cuja procura pela tecelagem européia, então em franca expansão, aumentava de ano para ano. (...) Ora, na terra de Santa Cruz, podia o pau-brasil ser obtido mais proveitosamente em troca de bugingangas, pelas quais o indígena haveria de fornecer a força de trabalho indispensável para abater as árvores, torá-las e embarcá-las. O preço de custo, em Lisboa, todos os gastos incluídos, não passava de ½ ducado, conforme testemunho do veneziano Leonardo Cá Messer. Não somente resultava muito mais barato, que na Índia, mas oferecia ainda a vantagem de não se exigir numerário para pagamento das compras, ao contrário do que ocorria no insaciável mercado indiano.[8]
 
Nessa época um dos principais mercados de distribuição do pau-brasil, juntamente com Inglaterra e Alemanha, localizava-se na Itália, mais precisamente na cidade de Florença, que abrigava uma importante corporação de tintureiros especializados em panos coloridos de vermelho. Não é de se estranhar, portanto, que algumas embarcações enviadas ao Brasil no período inicial de sua exploração tenham sido financiadas por ricos comerciantes de origem florentina.
 
Assim, os altos lucros auferidos pelos mercadores portugueses, os rigores do monopólio fiscal decretado pelo rei de Portugal, a frágil defesa da costa brasileira e até mesmo as notícias um tanto fantasiosas sobre as riquezas da nova colônia contribuíram para atiçar a cobiça de mercadores estrangeiros, em especial dos franceses,[9] resultando nas primeiras disputas pelo litoral. Cristóvão Jacques, em 1526, e Pero Lopes de Souza, em 1530, tiveram que abater naus francesas, preludiando combates que se estenderam durante as décadas seguintes em que, além dos europeus, desempenharam papel importante os povos indígenas no litoral, com os quais alianças foram construídas e desfeitas em troca do trabalho no corte e transporte do pau-brasil.[10]
 
Tal negócio exigia, pois, regulamentações por parte da Coroa portuguesa para que a exploração do pau-brasil e sua comercialização continuassem a apresentar a rentabilidade desejada. Além da fundação de feitorias no litoral, em que se destacavam as de Cabo Frio e de Pernambuco pelo volume de madeira armazenada, a exploração do pau-brasil deveria obedecer a uma série de rigores próprios de atividades sujeitas a monopólio real. O primeiro desses regulamentos - inscrito no Livro da viagem e regimento da nau Bretoa,[11] de 1511, que levou para Portugal, além de raridades da terra (gatos maracajá, papagaios, macacos, sagüis, além de escravos índios[12]), mais de cinco toneladas de pau-brasil - relaciona os interditos a que a tripulação estava expressamente sujeita, sob pena de castigos e outras penalidades em caso de desobediência.
 
E sereis avisado de não tirar em terra, nem deixar tirar, Brasil nem outra coisa alguma que da dita terra do Brasil trouxerdes sob pena de perderdes vossa capitania e ordenado e receberdes aquela pena corporal que el-rei nosso Senhor vos quiser dar, e os marinheiros e pessoas outras que o contrário fizerem perderão seu soldo e serão obrigados a dita pena. [13]
 
As proibições e as penalidades impostas pelo descumprimento às regulamentações para essa atividade exclusiva do governo metropolitano, que perduraram pelos séculos XVIII e XIX, podem ser observadas na documentação do fundo Alfândega da Bahia (códice 141), onde se registram provisões e alvarás de navegação autorizando o carregamento de itens do comércio colonial e em que fica "proibida a embarcação de munições e pau-brasil", sob pena de castigos estipulados em contrato, como degredo,[14] perda de bens entre outros.[15] Na carta de foral[16] datada de 6 de outubro de 1534, o rei d. João III confirma a cessão de uma capitania de oitenta léguas na costa do Brasil ao capitão Pero Lopes de Souza, irmão de Martim Afonso de Souza (donatário da capitania de São Vicente), e dita as regras a serem seguidas. O documento determina que todo o pau-brasil e outras "mercadorias defesas", como especiarias e drogarias, pertenciam à Coroa portuguesa e o embarque ou comércio sem licença implicaria a perda de toda a fazenda e o degredo para a ilha de São Tomé. Os forais asseguravam o aproveitamento do pau-brasil que se fizesse dentro do próprio país desde que não fosse abatido por queimada, cuja prática incorreria nas penas determinadas.
 
De acordo com o jesuíta João Lucio de Azevedo, ainda no início do século XIX, o pau-brasil constituía receita significativa para o erário, o que o levou a registrar: "tanto basta para se reconhecer que o produto, em longo espaço de anos, não perdera seus méritos para a Coroa".[17] A crescente vigilância contra o extravio e contrabando de itens "preciosos" para as finanças metropolitanas era insistentemente recomendada por autoridades do reino. Com freqüência, instauravam-se processos de devassa como forma de coibir o extravio de pau-brasil e punir os infratores.[18] Uma ordem expedida em 8 de abril de 1806 prometia liberdade aos escravos que denunciassem contrabandistas de pau-brasil.
 
A vinda da Corte para a colônia, em 1808, e as decorrentes mudanças na estrutura política e econômica refletiram-se no regime do pau-brasil e de outros elementos do "patrimônio real". Ao Conselho da Fazenda, criado juntamente com o Erário Régio pelo alvará de 28 de junho de 1808, coube fazer as arrematações de todos os contratos da Coroa, incluindo o pau-brasil. O Banco do Brasil, pelos estatutos de 12 de outubro de 1808, tinha comissão na venda da madeira e de outros gêneros privativos de contrato e administração reais, a saber, diamantes, marfim e urzela.[19] O pau-brasil, que até então era embarcado para Lisboa e de onde era distribuído para os mercados consumidores, passou a ser exportado diretamente para a Inglaterra, onde o embaixador português Domingos Antônio de Souza Coutinho, conde de Funchal, ficava encarregado da venda e demais procedimentos.[20]
 
Os compromissos assumidos em função da transferência do governo português para o Brasil, na forma de empréstimos a serem pagos com as rendas auferidas pela venda de pau-brasil e de outros produtos, deflagraram a intensificação no corte dessa madeira. A provisão de 26 de abril de 1810, assinada pelo conde de Aguiar e dirigida à Junta da Fazenda em Pernambuco, determinava, por ordem do príncipe regente, "que o corte fosse elevado ao maior aumento de jeito que se exportassem para a Inglaterra 20.000 quintais anualmente, encarregando-se da remessa do dito gênero os agentes do Banco Nacional nessa capitania".[21] O decreto de d. João sobre o lanço de contratos para o corte de pau-brasil na província do Rio de Janeiro e nas capitanias do Espírito Santo e da Bahia, no triênio 1818-1820, estabelecia o direito do contratador extrair a madeira independente de esta se encontrar em propriedades particulares, em terras devolutas ou de ordens religiosas.[22]
 
A dependência das rendas advindas da exploração do pau-brasil, desde os tempos coloniais até depois de o Brasil se tornar uma nação autônoma, provocou um progressivo rareamento dessa árvore até a sua quase extinção. Em 1789, Manoel Ferreira da Câmara escreveu o Ensaio de descrição física e econômica da comarca de Ilhéus, na América, premiado pela Academia de Ciências de Lisboa, alertando para a paulatina escassez do pau-brasil e a necessidade de se adotarem medidas para sua reprodução:
 
por meio de sementes, ou de estacas, enxertos etc. e bem que todo o Brasil tenha diferentes qualidades de brasiletes, que de algum modo afiançam por mais tempo a duração desta espécie, a superioridade contudo deste pau, e a destruição, que apesar de algumas ordens providentes, se faz na comarca dos Ilhéus a certa espécie, muito pouco inferior ao de Alagoas, e ao de Pernambuco, que se encontram à medida que nos avizinhamos para o Sul, fazem de dia em dia mais precário um comércio, que à nação tanto interessa.[23]
 
Nos primeiros anos do século XIX, o governador da capitania de Pernambuco, Caetano Pinto de Miranda Montenegro, expressava sua preocupação com a devastação das matas, creditada ao contrabando, à expansão das lavouras de algodão e, principalmente, ao não cumprimento das leis que controlavam essa atividade, e apresentava um projeto com medidas de preservação da mata.[24] Henry Koster, inglês que chegara a Pernambuco em dezembro de 1809, registrava em seus relatos sobre sua experiência no Nordeste brasileiro, onde viveu por muitos anos se tornando proprietário de um engenho, a extração predatória do pau-brasil e o seu rareamento no litoral pernambucano, o que dificultava cada vez mais a exploração. Apontava como possível saída para a iminente extinção do pau-brasil a liberação do seu comércio.
 
Se o comércio dessa madeira fosse livre, a sua escassez se faria sentir mais rapidamente que no regime atual, mas, desde que se tornasse rara, seria objeto de novas plantações. Todavia, podendo ainda ser obtida em estado selvagem e com enormes lucros, o governo provavelmente continuará suprindo os mercados por sua conta. Em cada canavial poder-se-ia cultivar grande número dessas árvores sem obrigação das limpas nos terrenos adicionais.[25]

João Paulo de Araújo, ainda no século XIX, elaborou uma memória sobre o pau-brasil na qual apresentava uma série de medidas para a conservação e propagação da preciosa essência, entre elas a criação do cargo de inspetor-geral do pau-brasil para identificar e autuar os devastadores da madeira e colher e analisar as "produções dos três reinos da natureza".[26]

Nesse contexto, foi feito um roteiro de perguntas a serem aplicadas nas comarcas da capitania da Bahia com o objetivo de se obter um diagnóstico sociogeográfico da região, situação fundiária e potencialidades produtivas, com especial atenção para o registro de possíveis situações de risco de destruição de matas do pau-brasil por fazendeiros e moradores próximos a "esta riqueza".[27]

Quando o Brasil tornou-se politicamente um país autônomo, o patrimônio do pau-brasil já estava visivelmente diminuído. Todavia, sua presença, muitas vezes simbólica, permanece como um componente do sentimento de brasilidade.
 
Oswald de Andrade, um dos grandes escritores e organizadores da Semana de Arte Moderna de 1922, lançou mão do pau-brasil como um símbolo do modernismo, juntamente com outras características da cultura brasileira como a mestiçagem. A árvore emprestou seu nome a duas de suas realizações: o Manifesto de poesia pau-brasil, editado no jornal Correio da Manhã, em 18 de janeiro de 1924, e o livro de poesias Pau-Brasil, publicado em Paris, em março de 1925, e que colocava em prática o programa modernista que se contrapunha ao conservadorismo vigente.[28]
 
Todavia, nem a simbologia, as leis, as recomendações, as advertências feitas ao longo dos anos, tampouco as autoridades instituídas em funções de juízes conservadores, inspetores, fiscais de todas as categorias impediram que o pau-brasil se tornasse uma espécie ameaçada de extinção. Declarada "Árvore nacional do Brasil" (lei n. 6.507, de 7 de dezembro de 1978) e tendo sido instituído 3 de maio como o "dia do pau-brasil", só muito recentemente projetos de recuperação florestal vêm sendo empreendidos com algum sucesso para a preservação da espécie que não só deu nome ao país, mas se tornou um símbolo da nossa nacionalidade.

 

[1] Ver Heynemann, Claudia B. Cores, culturas e textos de uma história natural do Brasil. Revista do Instituto Histórico Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro, v. 163, n. 416, p. 363-372, jul./set. 2002.
[2] Ver comentário de Claudia Heynemann ao tema história natural em www.historiacolonial.arquivonacional.gov.br.
[3] Monopólio real de venda de certos produtos.
[4] Carvalho, José Murilo de. O Brasil e seus nomes. Revista de História, Rio de Janeiro, Biblioteca Nacional, ano 2, n. 15, p. 17, dez. 2006.
[5] Vicente de Salvador. História do Brasil. In: Souza, Bernardino José de. O pau-brasil na história nacional. III Congresso de História Nacional. Anais, v. 10. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1944, p. 6.
[6] Jaboatão, Fr. Antonio de Santa Maria. Novo orbe seráfico brasílico. In: Souza, Bernardino José de. O pau-brasil na história nacional, op. cit., v. 1, p. 5. 
[7] Léry, Jean de; Milliet, Sérgio (tradutor). Viagem à terra do Brasil. São Paulo: Livraria Martins, 1941, 278p.il. (Biblioteca histórica brasileira, 7).
[8] Vasconcelos, Luiz Leite de. Primórdios do comércio do pau-brasil: convergência lusíada. Revista do Real Gabinete Português de Leitura, Rio de Janeiro, n. 12, p. 70-71, 1995.
[9] Além das rendas desse contrabando, a vinda de aventureiros estrangeiros às terras brasileiras, atraídos por suas riquezas, rendeu alguns relatos de viagem como o do comerciante normando Binot Paulmier de Gonneville, comandante da nau Espoir de Honfleur, que deixou uma descrição de sua viagem ao Brasil, entre 1503 e 1504, intitulada Relation authentique (publicada em Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro, v. 49, n. 2, p. 333-352, 1886), e de François Pyrard de Laval, aventureiro francês que, por um acidente de navegação, teve seu navio desviado para a Bahia, onde permaneceu por dois meses, fazendo uma narrativa fidedigna e detalhada sobre as condições de vida na cidade colonial brasileira da primeira década do século XVII (Discours du voyage des français aux Indes Orientales, suivi du traité et description des animaux, arbres et fruits des Indes... publicada em Paris em 1611). Destaca-se, também, o diário de viagem de Jean de Léry - Viagem à terra do Brasil -, missionário protestante francês que esteve no Rio de Janeiro em 1556, onde Villegaignon estabelecera a França Antártica. Cabe registrar que em todos os textos indicados, as referências à abundância de pau-brasil e às práticas para sua exploração são recorrentes. 
[10] Vale registrar um diálogo transcrito em Viagem à terra do Brasil entre Jean de Léry e um chefe tupinambá que se mostrava surpreso com o trabalho e os perigos a que os franceses se submetiam para levar para a Europa tanto pau-brasil, suficiente para atender a gerações sucessivas. A noção de acumulação, tão "natural" desde o mercantilismo, parecia não convencer o chefe tupinambá que argumentava: "temos pais, mães e filhos a quem amamos, mas estamos certos de que depois da nossa morte a terra que nos nutriu também os nutrirá, por isso descansamos sem maiores cuidados".
[11] A viagem da nau Bretoa, em 1511, foi armada pelos comerciantes Fernão de Noronha, Bartolomeu Marchione, Benedito Moreli e Francisco Martins para a exploração e comércio de pau-brasil e outras utilidades da nova terra. 
[12] Teve início, já nesse período da colonização, o apresamento de diversos povos indígenas, começando, assim, um comércio estimulado pelos portugueses e que se manteve por muitos séculos ao longo da história do Brasil.
[13] Ribeiro, Darcy e Moreira Neto, C. A. A fundação do Brasil. Rio de Janeiro: Vozes, p. 128, 1992.
[14] Castigo previsto para vários delitos da justiça secular ou eclesiástica, o degredo equivalia ao desterro para outras partes do reino português na África e na Ásia.
[15] Ver Arquivo Nacional (Brasil), Mesa do Desembargo do Paço, Tribunal do Desembargo do Paço, 1808-1828, caixa 219, pacote 2.
[16] Ver Arquivo Nacional (Brasil), diversos códices SDH, documentos do Arquivo da Torre do Tombo e da Biblioteca de Évora, em Portugal, 1504-1882, cód. 606, fl. 18 a 27v.
[17] Souza, Bernardino José de. O pau-brasil na história nacional, op. cit., p. 145.
[18] Ver Arquivo Nacional (Brasil), diversos GIFI, Ministério dos Negócios do Brasil, 1810-1821, 5B-406; diversos códices SDH, alvarás de Secretarias de Estado, 1591-1822, cód. 796, v. 1 e 2.
[19] Planta da qual se extraía uma tintura em tom violáceo (azul púrpura), utilizado como corante de tecidos, papel, alimentos e bebidas.
[20] Ver Arquivo Nacional (Brasil), Junta da Real Fazenda da Capitania de Pernambuco, registro de cartas régias, alvarás, avisos e provisões, 1805-1822, cód. 316; Conselho da Fazenda, registros de avisos dirigidos à Secretaria, 1813-1818, cód. 33, v. 2. 
[21] Souza, Bernardino José de. O pau-brasil na história nacional, op. cit., p.150.
[22] Ver Arquivo Nacional (Brasil), Conselho da Fazenda, registros de avisos dirigidos à Secretaria, 1808-1819, cód. 33, v.1, p. 157-160.
[23] Souza, Bernardino José de. O pau-brasil na história nacional, op. cit., p. 124.
[24] Esse ofício encontra-se em Arquivo Nacional (Brasil), Diversos códices - SDH, Coleção de memórias e outros documentos sobre vários objetos, 1798-1836, cód. 807, vol. 7, fl. 214-219; e foi publicado na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro, v. 163, n. 416, p. 385-387, jul./set. 2002. 
[25] Koster, Henry. Viagens ao Nordeste do Brasil. Tradução de Luís da Câmara Cascudo. Recife: Secretaria de Educação e Cultura, 1978.
[26] Arquivo Nacional (Brasil), Diversos códices - SDH, Coleção de memórias e outros documentos sobre vários objetos, 1798-1836, cód. 807, v. 10, fl. 95-98v. Publicado na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro, v. 163, n. 416, p. 381-383, jul./set. 2002.
[27] Ibidem, fl. 100-103. Publicado na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro, v. 163, n. 416, p. 373-379, jul./set. 2002.
[28] Gomes, Renato Cordeiro. Brasil à vista! Revista de História da Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro, v. 1, n. 5, p. 78-81, nov. 2005.

Conjunto documental: Documentos do Arquivo da Torre do Tombo e da Biblioteca de Évora

Notação: códice 606
Data-limite: 1504-1882
Título do fundo: Diversos códices - SDH
Código de fundo: NP
Argumento de pesquisa: pau-brasil
Ementa: cópia de uma carta de foral do rei d. João III confirma a cessão de uma capitania de 80 léguas na costa do Brasil ao capitão Pero Lopes de Souza e dita as regras a serem seguidas. Uma das regras determina que todo o pau-brasil, especiarias e drogarias dessa capitania pertencem à Coroa e que, caso alguém retirar ou negociar algum desses gêneros, a pena será a perda de toda a fazenda para a Coroa, além do degredo definitivo para a ilha de São Tomé. Acompanha uma outra carta, nos mesmos termos, dirigida a Martim Afonso de Souza.
Data do documento: 6 de outubro de 1534
Local: -
Folha(s): 18 a 27v

Conjunto documental: Alvarás citando três secretarias de estado, estabelecendo soldos e gratificações para soldados, oficiais do exército impondo novas condições à Real Companhia de estabelecimento para as fiações de sedas
Notação: códice 796, vol. 01
Data-limite: 1591- 1808
Título do fundo: Diversos códices - SDH
Código de fundo: NP
Argumento de pesquisa: pau-brasil
Ementa: cópia do alvará que ordena o licenciado Sebastião de Carvalho a proceder uma devassa "nas partes do Brasil", onde vem ocorrendo extravio de pau-brasil, e encarrega-o de prender os culpados e enviá-los ao Reino.
Data do documento: 3 de junho de 1609
Local: Lisboa
Folha(s): 5

Conjunto documental: Registro de provisões e alvarás (régios e do governador e capitão-general do Brasil e do vice-rei; portarias e ordens do governo-geral do Brasil; mandados do vice-rei; nomeações; termos; petições; etc)
Notação: códice 141, vol. 01
Data-limite: 1707-1717
Título do fundo: Alfândega da Bahia
Código de fundo: 03
Argumento de pesquisa: pau-brasil
Ementa: alvará emitido por Luiz César de Menezes, 2º conde de Sabugosa, governador da capital geral do Estado do Brasil, concede a João da Mata Lima, mestre da fragatinha Nossa Senhora do Monçarrate e São Cristóvão, licença para navegar na Costa da Mina, mediante declaração de que não embarcarão armas, pólvora, bala, nem outro gênero de munições, assim como pau-brasil, ficando, em caso de desobediência, sujeito aos castigos previstos no seu contrato.
Data do documento: 3 de fevereiro de 1708
Local: Bahia
Folha(s): 24v e 25

Conjunto documental: Registro de provisões e alvarás (régios e do governador e capitão-general do Brasil e do vice-rei; portarias e ordens do governo-geral do Brasil; mandados do vice-rei; nomeações; termos; petições; etc)
Notação: códice 141, vol. 2
Data-limite: 1723
Título do fundo: Alfândega da Bahia
Código de fundo: 03
Argumento de pesquisa: pau-brasil
Ementa: alvará de permissão para seguir viagem para a Costa da Mina, requerido por Manuel Gomes Varela, mestre da galera Jesus Maria José e Nossa Senhora da Graça, a fim de embarcar escravos da Costa da Mina e da Guiné para o Recôncavo. Também recebeu estrita recomendação de não transportar tabaco, a menos que seja de terceira e ínfima qualidade sob inspeção do desembargador superintendente do tabaco, além da expressa proibição do transporte de pólvora, munições e pau-brasil sob pena de responder às punições expressas pelo não cumprimento do contrato.
Data do documento: 17 de agosto de 1723
Local: Bahia
Folha(s): 165

Conjunto documental: Coleção de memórias e outros documentos sobre vários objetos
Notação: códice 807, vol. 06
Data-limite: 1721-1881
Título do fundo: Diversos códices - SDH
Código do fundo: NP
Argumento de pesquisa: pau-brasil
Ementa: notícia do capelão Inácio Luís Gonzaga sobre a abundância de madeiras às margens do rio Una e possíveis locais para o estabelecimento de "reais cortes". Registra que, por determinação do ouvidor e desembargador Francisco Nunes da Costa e às custas do Conselho da Câmara, fica Francisco Soares encarregado de examinar a existência de pau-brasil às margens do rio Una, o que não foi confirmado, e os "cômodos e incômodos" da navegação nesse rio, tipos de embarcação mais apropriados e mão-de-obra a ser utilizada para a exploração de madeira. O documento contém ainda informações sobre a exploração de jacarandá pelos índios de Olivença.
Data do documento: 6 de outubro de 1797
Local: vila de Ilhéus
Folha(s): 73 a 74v

Conjunto documental: Coleção de memórias e outros documentos sobre vários objetos
Notação: códice 807, vol. 07
Data-limite: 1719-1883
Título do fundo: Diversos códices - SDH
Código do fundo: NP
Argumento de pesquisa: pau-brasil
Ementa: ofício de Caetano Pinto de Miranda Montenegro, governador da capitania de Pernambuco, no qual expressa sua preocupação com a devastação das matas de pau-brasil, que ele credita ao contrabando, à expansão das lavouras de algodão e, principalmente, ao não cumprimento das leis que controlavam essas atividades, citando como exemplo as cartas de foral descumpridas. Para ajudar na solução desse problema, enviou um projeto com medidas para preservar o pouco de mata que ainda restava, dividido em três partes: 1º, Proibir o corte do pau-brasil nas capitanias de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande sob pena de três meses de prisão e multa de cinqüenta a quatrocentos mil réis. Caso o réu não tivesse condição de arcar com a multa, a pena seria de um a dois anos de reclusão na ilha de Fernando de Noronha. 2º, Ordenar ao juiz conservador das matas que iniciasse, imediatamente, a demarcação e o tombamento das árvores de pau-brasil. 3º, Devido à pouca oferta e à distância das matas de pau-brasil, ele sugere que, ao invés de cortar e transportar as toras, seja feita a extração apenas da tinta nas próprias matas.
Data do documento: 17 de novembro de 1805
Local: Pernambuco
Folha(s): 214 a 219

Conjunto documental: Registro de portarias do provedor da Alfândega da Bahia. Provisões, cartas régias, etc
Notação: códice 212
Data-limite: 1805-1814
Título do fundo: Alfândega da Bahia
Código de fundo: 03
Argumento de pesquisa: pau-brasil
Ementa: carta do conde da Ponte, João de Saldanha da Gama, ao príncipe regente d. João, acompanhada da cópia de uma provisão do Conselho Ultramarino, que recomenda maior vigilância por parte de todos os governadores e ouvidores quanto ao contrabando em navios estrangeiros. A medida foi tomada após as sentenças expedidas a alguns réus acusados de contrabandear diamantes e pau-brasil.
Data do documento: 1 de julho de 1807
Local: Bahia
Folha(s): 87v

Conjunto documental: Tribunal do Desembargo do Paço
Notação: caixa 157, pct. 02
Data-limite: 1809-1819
Título do fundo: Mesa do Desembargo do Paço
Código do fundo: 4K
Argumento de pesquisa: pau-brasil
Ementa: solicitação do conde da Ponte, João de Saldanha da Gama Melo Torres Guedes Brito, à Procuradoria da Fazenda, para que não se deixasse de cumprir o acordo com Francisco de Andrade, um fiel da Fazenda, acusado de venda de produtos por preços excessivos, contrabando de pau-brasil e utilização de nome de outrem.
Data do documento: 6 de abril de 1809
Local: Bahia
Folha(s): -

Conjunto documental: Junta do Comércio. Importação e exportação. Mapas de colônias portuguesas (Brasil e domínios) e de cônsules estrangeiros para Portugal
Notação: caixa 448, pct. 01
Data-limite: 1802-1822
Título do fundo: Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação
Código do fundo: 7X
Argumento de pesquisa: pau-brasil
Ementa: nota de José Antônio de Mira enviada a d. João, juntamente com o extrato dos mapas de importação e exportação das capitanias de Pernambuco, Bahia, Rio Grande, Angola e Benguela, relativos aos anos de 1808 e 1809. Declara serem pouco exatos os balanços dos mapas enviados por não incluírem os excedentes do comércio clandestino, especialmente no que diz respeito ao extravio de pau-brasil. Sugere o franqueamento do gênero, enumerando os seus benefícios tais como evitar os extravios da madeira, multiplicar os lucros, abastecer o erário e impedir a devastação das matas por aqueles que se têm proposto a tal furto. A finalidade maior seria aumentar as rendas do Estado, contribuindo para a prosperidade do reino.
Data do documento: 14 de setembro de 1810
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): -

Conjunto documental: Junta do Comércio, Portaria e Circulares Recebidas
Notação: caixa 419, pct. 01
Data-limite: 1808-1812
Título do fundo: Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação
Código do fundo: 7k
Argumento de pesquisa: pau-brasil
Ementa: o príncipe regente, d. João VI, com o objetivo de promover a exportação de pau-brasil à China, ordena à Real Junta do Comércio o envio à cidade de Macau de trinta quintais de pau-brasil da melhor qualidade.
Data do documento: 25 de fevereiro de 1811
Local: s.l.
Folha(s): -

Conjunto documental: Junta do Comércio. Real Administração da pesca da baleia
Notação: caixa 361, pct. 03
Data-limite: 1812-1846
Título do fundo: Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação
Código do fundo: 7X
Argumento de pesquisa: pau-brasil
Ementa: correspondência enviada a d. João VI por João Rodrigues Pereira d'Almeida, barão de Ubá, informa o custo do pau-brasil, cuja compra foi encarregado pelas portarias do Régio Tribunal da Real Junta do Comércio de 2 a 16 de março de 1811.Trata-se de 147 toras da madeira remetidas pelo coronel Ambrósio de Souza Coutinho, com peso de 51 quintais e 2 arrobas e preço de 64//000; e 97 toras remetidas de Cabo Frio pelo tenente-coronel Diogo Manoel de Pontes, com peso de 53 quintais e 12 arrobas e preço de 40//900. Soma-se ainda o custo de 12//000 pelo frete da lancha São Bento que conduziu a madeira de Cabo Frio ao porto do Rio de Janeiro. Todas as toras de pau-brasil foram entregues ao conde das Galveias, Francisco de Almeida de Melo Castro, ministro e secretário do Estado do Ultramar. Acompanham os recibos dos pagamentos efetuados por João Rodrigues Pereira d'Almeida.
Data do documento: 6 de julho de 1811
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): -

Conjunto documental: Tribunal do Desembargo do Paço
Notação: caixa 219, pacote 02
Data-limite: 1808-1828
Título do fundo: Mesa do Desembargo do Paço
Código do fundo: 4K
Argumento de pesquisa: pau-brasil
Ementa: alvará de comutação de pena do tenente Antonio Dias Delgado, condenado ao degredo em Santa Catarina por cinco anos e pagamento de vinte mil réis ao ano, por extravio de pau-brasil. Acompanha o documento pedido do tenente para diminuição da pena em razão do estado de miséria que se encontra e por ser casado e senhor de um engenho de açúcar.
Data do documento: 8 de julho de 1811
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): -

Conjunto documental: Real Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação. Registro de consultas
Notação: códice 46, vol. 1
Data-limite: 1812
Título do fundo: Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação
Código de fundo: 7X
Argumento de pesquisa: pau-brasil
Ementa: aviso emitido pela Secretaria de Estado dos Negócios da Marinha e Domínios Ultramarinos à Real Junta do Comércio para que embarcasse pau-brasil na galera São Miguel, a ser transportado para Macau. Constava no registro de contas a relação de quantidade e peso das toras oriundas de terra firme e Cabo Frio.
Data do documento: 3 de outubro de 1812
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 191 e 192

Conjunto documental: Registro de cartas régias, alvarás, avisos e provisões
Notação: códice 316
Data-limite: 1805-1822
Título do fundo: Junta da Real Fazenda da capitania de Pernambuco
Código do fundo: 49
Argumento de pesquisa: pau-brasil
Ementa: carta do conde de Funchal, Domingos Antônio de Souza Coutinho, a Caetano Pinto de Miranda Montenegro, governador da capitania de Pernambuco, em que pede sua atenção para a representação anexa, encaminhada pelos diretores provinciais de Liverpool. Esta recomenda que a Junta da Real Fazenda especifique o pau-brasil apenas pelo seu peso, e não mais pelo número de toras vendidas, em vista de haverem percebido que as toras numeradas chegavam a Liverpool com uma grande diferença do peso registrado à sua saída do Brasil, o que os levou a deduzir que as toras estavam sendo serradas.
Data do documento: 7 de novembro de 1812
Local: Londres
Folha(s): 50 a 51

Conjunto documental: Registro de avisos e portarias da Junta da Fazenda - Real Erário - Tesouro Público
Notação: códice 142, vol. 02
Data-limite: 1808-1813
Título do fundo: Ministério da Fazenda
Código do fundo: 40
Argumento de pesquisa: pau-brasil
Ementa: aviso de d. João a Joaquim de Amorim Castro ordena a suspensão das medidas legais que recaíam sobre os fazendeiros das freguesias de Campo Grande e Guaratiba pelo corte de pau-brasil para aproveitamento das terras, com vistas a dar outra chance para que os fazendeiros adquiram as licenças para esta atividade.
Data do documento: 11 de janeiro de 1813
Local: Paço
Folha(s): 177

Conjunto documental: Conselho da Fazenda. Registro de avisos dirigidos à Secretaria
Notação: códice 33, vol. 1
Data-limite: 1813
Título do fundo: Conselho da Fazenda
Código de fundo: EL
Argumento de pesquisa: pau-brasil
Ementa: portaria ao Conselho de Fazenda sobre a observância do alvará de 12 de dezembro de 1605 acerca do corte de pau-brasil das matas nos domínios de proprietários em freguesias de Campo Grande e Guaratiba, na província do Rio de Janeiro, que só poderia ser feito apenas com prévia licença real.
Data do documento: 22 de janeiro de 1813
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 85 a 86

Conjunto documental: Tribunal do Desembargo do Paço
Notação: caixa 157, pct. 02
Data-limite: 1809-1819
Título do fundo: Mesa do Desembargo do Paço
Código do fundo: 4K
Argumento de pesquisa: pau-brasil
Ementa: requerimento do desembargador juiz da Coroa, Antonio Gomes de Pinto Madureira, ao príncipe regente, em nome do senhor Miranda Ziler, que implora pela revisão de seu acordo referente à acusação de contrabando de pau-brasil. Afirma que foi acusado injustamente, já que não havia fiscais para comprovar que ele carregava pau-brasil, e que se sente extremamente ofendido pela jurisprudência fiscal.  
Data do documento: 27 de maio de 1813
Local: Bahia
Folha(s): -

Conjunto documental: Conselho da Fazenda. Registro de avisos dirigidos à Secretaria
Notação: códice 33, vol. 02
Data-limite: 1813-1818
Código de fundo: Conselho da Fazenda
Argumento de pesquisa: pau-brasil
Ementa: aviso emitido pelo conde de Aguiar, Fernando José de Portugal e Castro, ao diretor-presidente da Junta do Banco do Brasil remete anexa uma relação elaborada pela Mesa do Real Erário sobre as condições da barbatana de baleia e do pau-brasil enviados à Inglaterra, para que se proceda ao cálculo e abono da comissão concedida ao banco por d. João.
Data do documento: 29 de julho de 1813
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 6v

Conjunto documental: Ministério dos Negócios do Brasil. Ministério dos Negócios do Reino. Ministério dos Negócios do Reino e Estrangeiros. Ministério dos Negócios do Império e Estrangeiros. Não identificada
Notação: 5B-406
Data-limite: 1810-1821
Título do fundo: Diversos GIFI
Código do fundo: OI
Argumento de pesquisa: pau-brasil
Ementa: ofício de Francisco Cláudio Álvares de Andrade para d. Fernando José de Portugal e Castro, marquês de Aguiar, dá conhecimento da entrada, pela barra do norte, de um navio de 3 mastros provavelmente de origem inglesa, com a intenção, ao que parece, de carregar pau-brasil no distrito de Guaratiba. O capitão Antonio Joaquim Pularte foi encarregado de examinar o caso.
Data do documento: 6 de abril de 1814
Local: Vila de Ilha Grande
Folha(s): -

Conjunto documental: Conselho da Fazenda. Registro de avisos dirigidos à Secretaria
Notação: códice 33, vol. 02
Data-limite: 1813- 1818
Título do fundo: Conselho da Fazenda
Código de fundo: EL
Argumento de pesquisa: pau-brasil
Ementa: aviso emitido pelo marquês de Aguiar, Fernando José de Portugal e Castro, a José Maria de Almeida solicita informações sobre a quantidade e qualidade de pau-brasil existente nos armazéns da Marinha ou de alguma outra repartição, enviado pelo Juízo da Coroa e Fazenda.
Data do documento: 6 de maio de 1814
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 37

Conjunto documental: Conselho da Fazenda. Registro de avisos dirigidos à Secretaria 

Notação: códice 33, vol. 02
Data-limite: 1813-1818
Título do fundo: Conselho da Fazenda
Código do fundo: EL
Argumento de pesquisa: pau-brasil
Ementa: aviso emitido pelo marquês de Aguiar, Fernando José de Portugal e Castro, ao diretor-presidente da Junta do Banco do Brasil dá conhecimento da expedição da ordem dirigida à Junta da Fazenda de Pernambuco solicitando que esta coloque à disposição dos correspondentes do banco, em Londres, todo pau-brasil enviado à Inglaterra, a fim de dar plena execução ao alvará de 12 de outubro de 1808.
Data do documento: 14 de junho de 1814
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 39 e 39v

Conjunto documental: Conselho da Fazenda. Registro de avisos dirigidos à Secretaria
Notação: códice 33, vol. 02
Data-limite: 1813 - 1818
Título do fundo: Conselho da Fazenda
Código do fundo: EL
Argumento de pesquisa: pau-brasil
Ementa: aviso emitido pelo marquês de Aguiar, Fernando José de Portugal e Castro, ao diretor-presidente da Junta do Banco do Brasil, informa sobre a concessão pelo príncipe regente da soma de 3184 réis de comissão sobre o rendimento do pau-brasil enviado na galera Trafalgar em 1811 à Inglaterra e vendido em Londres.
Data do documento: 8 de julho de 1814
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 44 e 44v

Conjunto documental: Conselho da Fazenda. Registro de avisos dirigidos à Secretaria
Notação: códice 33, vol. 02
Data-limite: 1813 - 1818
Título do fundo: Conselho da Fazenda
Código do fundo: EL
Argumento de pesquisa: pau-brasil
Ementa: aviso do marquês de Aguiar, Fernando José de Portugal e Castro, dirigido ao diretor-presidente da Junta do Banco do Brasil sobre a ordem de d. João para que se coloque à disposição do embaixador extraordinário e plenipotenciário em Londres todo o produto do pau-brasil pertencente à Real Fazenda que for vendido nesse mercado.
Data do documento: 12 de abril de 1815
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 82 e 82v

Conjunto documental: Junta do Comércio. Editais publicados
Notação: caixa 441, pct. 01
Data-limite: 1809-1830
Título do fundo: Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação
Código do fundo: 7X
Argumento de pesquisa: pau-brasil
Ementa: edital em que o príncipe regente incumbe o juiz de fora da vila de S. Salvador de Campos a remeter sementes de pau-brasil ao secretário da Junta do Comércio.
Data do documento: 2 de maio de 1815
Local: Salvador
Folha(s): -

Conjunto documental: Registro de cartas régias, alvarás, avisos e provisões
Notação: códice 316
Data-limite: 1805-1822
Título do fundo: Junta da Real Fazenda da capitania de Pernambuco
Código do fundo: 49
Argumento de pesquisa: pau-brasil
Ementa: aviso régio no qual o príncipe regente ordena que se providenciem todas as madeiras necessárias, inclusive pau-brasil, para os reparos no Arsenal Real do Exército.
Data do documento: 4 de dezembro de 1815
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 69

Conjunto documental: Registro de avisos e portarias da Junta da Fazenda - Real Erário - Tesouro Público
Notação: códice 142, vol. 06
Data-limite: 1817-1821
Título do fundo: Ministério da Fazenda
Código do fundo: 40
Argumento de pesquisa: pau-brasil
Ementa: aviso do presidente do Real Erário, João Paulo Bezerra, ao barão de São Lourenço, informa envio da cópia da carta régia de 15 de setembro de 1817. Nesta recomenda-se a adoção de medidas para uma união com os reinos de Portugal, Brasil e Algarves e que se proceda à mudança do mercado do pau-brasil, marfim e urzela de Londres para Lisboa.
Data do documento: 22 de setembro de 1817
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 13

Conjunto documental: Conselho da Fazenda. Registro de avisos dirigidos à Secretaria
Notação: códice 33, vol. 1
Data-limite:1818 a 1820
Título do fundo: Conselho da Fazenda
Código de fundo: EL
Argumento de pesquisa: pau-brasil
Ementa: decreto do príncipe regente d. João sobre o lanço de contratos para o corte de pau-brasil na província do Rio de Janeiro e nas capitanias do Espírito Santo e da Bahia no triênio 1818-1820, a serem arrematados em praça pública, e escolhidos seus contratantes pelo Conselho da Fazenda para o triênio de 1818-1820. Entre as condições estabelecidas para a arrematação do corte de pau-brasil no Rio de Janeiro e no Espírito Santo está o direito do contratador de extrair a madeira independente desta se encontrar em propriedades particulares, em terras devolutas ou de corporações religiosas.
Data do documento: 20 de outubro de 1817
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 157 a 160

Conjunto documental: Conselho da Fazenda. Registro de consultas de partes da Secretaria
Notação: códice 32, vol. 01
Data-limite: 1817-1821
Título do fundo: Conselho da Fazenda
Código de fundo: EL
Argumento de pesquisa: pau-brasil
Ementa: requerimento de P. de Clanchoup, redigido em francês, ao rei d. João VI, solicita que seja devolvido o valor investido em 53 quintais de pau-brasil, negociado com os insurgentes da revolução pernambucana. A requerente, na sua súplica, alega como justificativa o fato de ser estrangeira e, por isso, desconhecer as mudanças efetuadas na legislação em conseqüência da revolução. Encontram-se anexos dois documentos: o atestado pessoal do governador de Pernambuco, no qual defende a boa fé da suplicante e afirma que o pau-brasil havia sido posto em leilão público pelos insurgentes; e o parecer do desembargador procurador da Fazenda que acredita ter havido má fé da suplicante em negociar com um governo revolucionário, o que o move pelo indeferimento da petição. O Conselho da Fazenda compartilha com o parecer do desembargador.
Data do documento: 26 de janeiro de 1818
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 18 e 19

Conjunto documental: Conselho da Fazenda. Registro de avisos dirigidos à Secretaria
Notação: códice 33, vol. 02
Data-limite: 1813 - 1818
Título do fundo: Conselho da Fazenda
Código de fundo: EL
Argumento de pesquisa: pau-brasil
Ementa: aviso emitido por Tomás Antônio de Vila Nova Portugal, ao diretor-presidente da Junta do Banco do Brasil, para que os seus correspondentes em Lisboa comuniquem ao administrador geral do Erário do Reino de Portugal recebimento e venda de alguma partição de marfim, pau-brasil ou urzela. Fica sob responsabilidade do administrador geral a distribuição dos fundos provenientes das vendas efetuadas em conformidade com a carta régia de 15 de setembro de 1817.
Data do documento: 11 de abril de 1818
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 182 e 182v

Ministério dos Negócios do Brasil. Ministério dos Negócios do Reino. Ministério dos Negócios do Reino e Estrangeiros. Ministério dos Negócios do Império e Estrangeiros
Notação: 5B-406
Data-limite: 1810-1821
Título do fundo: Diversos GIFI
Código do fundo: OI
Argumento de pesquisa: pau-brasil
Ementa: ofício de Francisco Cláudio Álvares de Andrade, dirigido a Tomás Antônio de Vila Nova Portugal, secretário de Estado dos Negócios da Fazenda, informa que um escravo pertencente ao guarda-mor Moreira, residente na ilha de Itacuruçá, ao caçar na mata, encontrou, por acidente, um depósito de cerca de 400 toras de pau-brasil na ilha de Maria Martins, 10 léguas de distância da vila de Ilha Grande. De acordo com o alferes José Manoel Barbosa, que fez a apreensão e o embarque da madeira para o armazém da Real Fazenda, aos cuidados de Joaquim José de Azevedo, visconde do Rio Seco, a madeira deve ter sido cortada há mais de 10 anos, quando a ilha era "inculta e sem moradores". Seguiu também para a capital para ser interrogado o soldado miliciano Francisco Martins, por ser o único morador da ilha.
Data do documento: 17 de novembro de 1818
Local: Vila de Ilha Grande
Folha(s): -

Conjunto documental: Ministério dos Negócios do Brasil. Ministério dos Negócios do Reino. Ministério dos Negócios do Reino e Estrangeiros. Ministério dos Negócios do Império e Estrangeiros. Não identificada
Notação: 5B-406
Data-limite: 1810-1821
Título do fundo: Diversos GIFI
Código do fundo: OI
Argumento de pesquisa: pau-brasil
Ementa: ofício do juiz de fora da cidade Vossa Senhoria da Assunção de Cabo Frio, Inacio Acioli de Vasconcelos, encaminha anexa a Tomás Antonio de Vila Nova Portugal a relação das pessoas pronunciadas na devassa sobre o corte ilegal e contrabando de pau-brasil. Informa que, apesar das diligências do coronel comandante, os criminosos se refugiaram tão logo circulou a notícia da devassa, sendo preso apenas o escravo Manoel, de propriedade de Justiniano José Teodoro.
Data do documento: 14 de março de 1819
Local: Cabo Frio
Folha(s): -

Conjunto documental: Ministério dos Negócios do Brasil. Ministério dos Negócios do Reino. Ministério dos Negócios do Reino e Estrangeiros. Ministério dos Negócios do Império e Estrangeiros
Notação: 5B-406
Data-limite: 1810-1821
Título do fundo: Diversos GIFI
Código do fundo: OI
Argumento de pesquisa: pau-brasil
Ementa: ofício do juiz de fora de Cabo Frio, Inácio Acioli de Vasconcelos, a Tomás Antônio de Vila Nova Portugal, encaminha cópia da guia de remessa na lancha Invocação São João Batista, para a Corte do Rio de Janeiro, de 639 toras de pau-brasil com marca à margem e peso de 1007 arrobas que, convertidas a quintais portugueses, resultam em 251 quintais e 3 arrobas a serem entregues no Banco Nacional.
Data do documento: 28 de abril de 1819
Local: Cabo Frio
Folha(s): -

Conjunto documental: Ministério dos Negócios do Brasil. Ministério dos Negócios do Reino. Ministério dos Negócios do Reino e Estrangeiros. Ministério dos Negócios do Império e Estrangeiros. Não identificada
Notação: 5B-406
Data-limite: 1810-1821
Título do fundo: Diversos GIFI
Código do fundo: OI
Argumento de pesquisa: pau-brasil
Ementa: ofício do juiz de fora da cidade Vossa Senhoria da Assunção de Cabo Frio, Inacio Acioli de Vasconcelos, encaminha anexo a Tomás Antonio de Vila Nova Portugal sumário da devassa sobre extravio de pau-brasil naquela cidade, em cumprimento ao aviso régio de 22 de março de 1819 expedido pela Secretaria de Estado dos Negócios do Reino. No sumário constam os depoimentos das testemunhas envolvidas no corte ilegal e contrabando da madeira.
Data do documento: 4 de maio de 1819
Local: Cabo Frio
Folha(s): -

Conjunto documental: Ministério dos Negócios do Brasil. Ministério dos Negócios do Reino. Ministério dos Negócios do Reino e Estrangeiros. Ministério dos Negócios do Império e Estrangeiros. Não identificada
Notação: 5B-406
Data-limite: 1810-1821
Título do fundo: Diversos GIFI
Código do fundo: OI
Argumento de pesquisa: pau-brasil
Ementa: certidão assinada por Tomás Antônio de Vila Nova Portugal, Secretário de Estado dos Negócios da Fazenda, declara, como resultado da devassa relacionada ao segundo corte de pau-brasil, a culpa de José d'Oliveira Porto. O documento não confirma a suspeita do tenente-coronel Francisco Dias Delgado de Carvalho acerca do preso João Antônio Sardinha, que será levado ao juízo competente para que nele se tome a decisão final sobre o caso.
Data do documento: 28 de agosto de 1819
Local: Cabo Frio
Folha(s): -

Conjunto documental: Ministério dos Negócios do Brasil. Ministério dos Negócios do Reino. Ministério dos Negócios do Reino e Estrangeiros. Ministério dos Negócios do Império e Estrangeiros. Não identificada
Notação: 5B-406
Data-limite: 1810-1821
Título do fundo: Diversos GIFI
Código do fundo: OI
Argumento de pesquisa: pau-brasil
Ementa: carta enviada pelo tenente Cândido José Fellio [Félix?] ao sargento-mor da vila N.S. da Conceição de Angra dos Reis corrobora as afirmações dos moradores do distrito da Marambaia a respeito das propícias condições oferecidas pela região ao extravio de pau-brasil, por se tratar de uma área deserta e sem Régias.
Data do documento: 16 de janeiro de 1820
Local: Vila de Nossa Senhora da Conceição de Angra dos Reis
Folha(s): -

Conjunto Documental: Bahia. Ministério do Império. Correspondência do presidente da província, volume 12
Notação: ijj9 328
Datas-limite: 1819-1821
Título de fundo: Série Interior
Código de fundo: AA
Argumento de pesquisa: Portugal, Casa Real
Ementa: oficio enviado ao conde de Palma, governador e capitão geral, pelo ouvidor da comarca de Ilhéus, Antônio da Silva Teles, no qual informa, a partir dos ofícios enviados pelos juízes ordinários da vila de São Jorge de Ilhéus nos dias 9 e 19 de janeiro, a apreensão, após uma denúncia, de mais de quatrocentas toras de pau-brasil. Segundo consta, as toras foram retiradas da lancha do inglês João Phomine, residente local.
Data do documento: 23 de fevereiro de 1820
Local: Bahia
Folha(s): 87-88v

Conjunto documental: Tribunal do Desembargo do Paço
Notação: caixa 219, pct. 01
Data-limite: 1818-1825
Título do fundo: Mesa do Desembargo do Paço
Código do fundo: 4K
Argumento de pesquisa: pau-brasil
Ementa: resposta favorável do rei ao pedido de anulação de pena do senhor de engenho Alexandre José Pereira Gonçalves, condenado por corte e extravio de pau-brasil em Cabo Frio, o qual acreditava estar sofrendo perseguição por parte do juiz de fora que o julgou.
Data do documento: 10 de julho de 1820
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): -

Conjunto documental: Registro de avisos e portarias da Junta da Fazenda - Real Erário - Tesouro Público. Com índice alfabético
Notação: códice 142, vol. 05
Data-limite: 1814-1821
Título do fundo: Ministério da Fazenda
Código do fundo: 40
Argumento de pesquisa: pau-brasil
Ementa: aviso de Tomás Antonio Vilanova Portugal a d. José Luiz de Souza Botelho sobre uma carga de pau-brasil transportada para o porto de Londres pelo navio Gentil Americana. O aviso informa sobre a ordem de d. João VI para que os correspondentes do Banco do Brasil em Londres providenciem o suprimento de todas as despesas a fim de tornar possível o retorno da embarcação ao Rio de Janeiro ou a Pernambuco para transportar outra porção de pau-brasil, passando pelas ilhas de Cabo Verde para carregar a urzela "que houver prompta".
Data do documento: 31 de janeiro de 1821
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 51

Conjunto documental: Coleção de memórias e outros documentos sobre vários objetos
Notação: códice 807, vol. 19
Data-limite: 1647-1880
Título do fundo: Diversos códices - SDH
Código do fundo: NP
Argumento de pesquisa: pau-brasil
Ementa: cópia do edital do Conselho da Fazenda, de 26 de janeiro de 1813, extraído do arquivo da Câmara Municipal de Nova Almeida, publica a liberação das concessões necessárias para o corte de pau-brasil, determinada por d. João em aviso de 11 do mesmo mês.
Data do documento: s.d.
Local: Maranhão
Folha(s): 195v

Conjunto documental: Junta do Comércio. Importação e exportação. Mapas de colônias portuguesas (Brasil e domínios) e de cônsules estrangeiros para Portugal
Notação: caixa 448, pct. 01
Data-limite: 1802-1822
Título do fundo: Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação
Código do fundo: 7X
Argumento de pesquisa: pau-brasil
Ementa: resumo dos mapas de importação e exportação do Brasil e do mundo entre 1810 e 1814. Informa que em 1813 as importações vindas de Pernambuco nos portos da Inglaterra e Benguela corresponderam a 1600 quintais de pau-brasil, que resultaram 1920//000. Já em 1814, entraram pelos portos da Grã-Bretanha, Gibraltar, Malta e Santa Helena, 4842 quintais da madeira importada de Pernambuco, que resultaram em 5810//400.
Data do documento: s.d.
Local: s.l.
Folha(s): -

Conjunto documental: Coleção de memórias e outros documentos sobre vários objetos
Notação: códice 807, vol. 10
Data-limite: 1798-1836
Título do fundo: Diversos códices - SDH
Código de fundo: NP
Argumento de pesquisa: pau-brasil
Ementa: memória sobre a conservação e propagação do pau-brasil, por João Paulo de Araújo, em que descreve as características da planta, frutos, folhas, e sua utilização e comércio. O autor propõe medidas para regularizar a extração do pau-brasil, que está se extinguindo em razão da cultura do algodão e da falta de cuidados na exploração, e proceder maior fiscalização para evitar o tráfico há anos praticado. As medidas são: 1) o pau-brasil nunca deve ser derrubado por inteiro, deve-se deixar quatro palmos de tronco para que este tome corpo de árvore; 2) o agricultor que derrubar pau-brasil, e não mandá-lo para a extração de tinta, cometerá crime igual ao dos desencaminhares da fazenda; 3) se um agricultor tiver uma grande extensão de terra que lhe impossibilite de vigiar por completo e alguém destruir o pau-brasil de sua terra, ambos serão condenados pelo mesmo crime; 4) todo agricultor que abrir roça de pau-brasil sobre linha de algodão terá que mandar a madeira para a extração da tinta e plantar junto com algodão sementes de pau-brasil; 5) os "fazendeiros mais possantes" poderão fazer o transporte do pau-brasil nos novos carros, estabelecidos pelo governador e capitão-general da província, Luís do Rego Barreto, que carregam "dobrado volume e peso"; 6) criação do cargo de inspetor-geral do pau-brasil, nomeado por diploma régio, para identificar e autuar os devastadores da madeira, colher e analisar as "produções dos três reinos da natureza".
Data do documento: s.d.
Local: Bahia
Folha: 95 a 98v

Conjunto documental: Coleção de memórias e outros documentos sobre vários objetos
Notação: códice 807, vol. 10
Data-limite: 1798-1836
Título do fundo: Diversos códices - SDH
Código de fundo: NP
Argumento de pesquisa: pau-brasil
Ementa: roteiro de perguntas a serem aplicadas junto às seis comarcas da capitania da Bahia com o objetivo de se obter uma descrição sócio-geográfica da região, situação fundiária e potencialidades produtivas nos reinos animal, mineral e vegetal. É solicitada especial atenção para o registro de possíveis situações de risco de destruição do pau-brasil por fazendeiros e moradores próximos a "esta riqueza".
Data do documento: s.d.
Local: Bahia
Folha(s): 100 a 103

Abreu, J. Capistrano. Capítulos de História Colonial (1500-1800). 4. ed. Rio de Janeiro: Sociedade Capistrano de Abreu, Livraria Briguiet, 1954.

Bueno, Eduardo. Pau-brasil. São Paulo: Axis Mundi Editora, 2002.

Carvalho, José Murilo de. O Brasil e seus nomes. Revista de História. RJ: Biblioteca Nacional, ano 2, n. 15, dezembro 2006. p.14-22.

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Souza, Bernardino José de. O Pau-Brasil na História Nacional. 3º Congresso de História Nacional. Anais. v. 10, RJ: Imprensa Nacional, 1944.

Vasconcelos, Luiz Leite de. Primórdios do comércio do pau-brasil. Convergência Lusíada. Revista do Real Gabinete Português de Leitura. Rio de Janeiro, n. 12, 1995. p.63-88.