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Nívia Pombo Cirne dos Santos
Pesquisadora da Revista Nossa História e Mestre em História - UFF

Portugal, no final do século XVIII, ficou marcado pela apresentação de uma forma muito peculiar do pensamento ilustrado europeu. Nesse momento, encontram-se claramente definidas as mudanças sofridas nos equilíbrios do poder e da sociedade portuguesa. O reinado de d. Maria I, tributário de um longo passado de críticas ao atraso português em relação à cultura européia e das políticas reformistas conduzidas pelo marquês de Pombal, teve na Ilustração a base teórica para a condução de sua política.

Para o período iniciado em torno de 1777, dois aspectos são extremamente relevantes para a análise das idéias políticas: de um lado, a criação, em Portugal, de instituições de sociabilidades aos moldes dos padrões de intelectualidade européia conformou um clima de opinião, marcado pelo pragmatismo e pelo ecletismo filosófico; de outro, os posicionamentos político-diplomáticos portugueses demonstraram o grau de aceitação da Coroa frente às novidades e às instabilidades do cenário internacional. Como afirmou o historiador português Diogo Ramada Curto, esses dois movimentos, apesar de distintos, estiveram muito imbricados nas consciências da época.

Antes de prosseguir com a análise do tema “Portugal e as idéias políticas”, é necessário efetuar algumas considerações preliminares. A primeira delas relaciona-se ao recorte cronológico escolhido para a pesquisa situada entre 1777 – início do reinado de d. Maria I – e 1821, quando parte desses ideais, adaptados pela elite intelectual da América portuguesa, iria conformar as justificativas para a Independência, criando o império do Brasil. Quanto à eleição dos argumentos de pesquisa capazes de compor a noção de idéias políticas, foi necessário recorrer a uma das definições sugeridas pelo historiador Robert Darnton de uma história das idéias baseada no estudo das formas assumidas pelo pensamento, nos climas de opinião, ou, ainda, nos movimentos literários. Assim, foram escolhidos os temas Ilustração e maçonaria; Portugal – sistema continental e Revolução Francesa; e, Academias científicas e literárias, capazes de fornecer ao leitor uma modesta compreensão do prolífero movimento das luzes portuguesas e suas implicações políticas.

Definida a temática “ilustrada”, outro apontamento preliminar vincula-se aos fundos ou coleções do acervo do Arquivo Nacional, nos quais foram encontrados esses argumentos de pesquisa. A ocorrência desses assuntos em determinados fundos como Negócios de Portugal, Vice-Reinado e Secretarias de Estado, ligados à administração do império marítimo português, pode ser compreendida sobre dois aspectos: o primeiro, da tipologia dos documentos sob guarda da instituição composta de registros oficiais (correspondências entre ministros e agentes metropolitanos, alvarás, cartas régias etc.) afinados com a política reformista ilustrada implementada pela Coroa portuguesa. O segundo, relacionado ao anterior, informa que a Ilustração em Portugal passava pelos circuitos da reduzida elite governamental e dos intelectuais que gravitavam em torno dela.

Abandonando uma narrativa cronológica dos acontecimentos, situaremos, inicialmente, alguns aspectos da política diplomática portuguesa. Segundo o historiador Valentim Alexandre, ao longo do século XVIII, a Coroa portuguesa possuía quatro vetores estratégicos de política externa: defesa da metrópole, frente ao perigo representado pelas constantes alianças entre a Espanha e a França; proteção do comércio colonial; preocupação com os limites territoriais do Brasil; e, por último, a preservação das possessões africanas e do fluxo de escravos. Ao lado dessas preocupações, sobrevinha o apoio fundamental da Inglaterra, por meio de alianças que variavam de acordo com a conjuntura externa. Frente a esses meandros diplomáticos, a Coroa portuguesa conduziria uma cautelosa política externa que permitiu a manutenção do ritmo das reformas ilustradas no plano interno.

No período que se seguiu a Revolução Francesa, os acontecimentos não pareceram para Portugal algo para se preocupar e, ao contrário, as perturbações políticas, em Paris, contribuíram para uma redução das pressões internacionais. Contudo, os problemas internos da França evoluíram rapidamente e a projeção dos conflitos seguida da deflagração de uma guerra continental vão ser os assuntos da pauta da política metropolitana do final do século XVIII e início do XIX. Resultava dessa situação, a importância de manter uma política de neutralidade. Essa postura apenas seria alterada no ano de 1796, momento do alinhamento definitivo da Espanha com a França. Portugal fica impelido a definir sua posição, enquadrando-se nessa conjuntura as diversas preocupações em torno da assinatura do Tratado de Paris (1797), entre elas as do plenipotenciário d. Antônio de Araújo de Azevedo, em enviar correspondências cifradas a Luís Pinto de Sousa Coutinho, ministro dos Negócios Estrangeiros, descrevendo o panorama político francês e a situação de Portugal perante os conflitos.

O clima de conspiração desencadeado pelos “princípios franceses” veio acompanhado de um aumento da censura, no qual não apenas livros perigosos são perseguidos, mas também as correspondências trocadas e seus conteúdos. As cartas cifradas, como o ofício anônimo que relata uma conversa com Luciano Bonaparte, aparecem no grosso volume de correspondências da coleção Negócios de Portugal, sinalizando para o sigilo que os planos precisavam guardar naquele momento. A cultura diplomática portuguesa baseava-se na observação e na descrição de posicionamentos políticos dos estados europeus, para a manutenção da política de neutralidade. A prudência nas negociações com a França e com a Espanha, aspecto que sobressai desses documentos, vinha acompanhada do medo dos “sinistros fins”, como avisava d. João ao governador de Minas Gerais, de uma guerra contra tais potências. Em estado de alerta, a Coroa avisava não só os governadores, mas, sobretudo, os governados: em 1798, o conde de Resende, vice-rei do Brasil, escrevia a d. Rodrigo de Sousa Coutinho, dizendo estar aguardando uma obra que possuía o intento de mostrar “um quadro fiel acerca da Revolução”. Diminuir a curiosidade dos súditos ultramarinos em torno dos tumultos revolucionários era um meio de assegurar lealdade à Coroa portuguesa.

O risco de uma política externa desastrosa era real. Por essa razão foram diversas as tentativas de acordos com termos que não colocassem em risco a integridade territorial do império português. Conciliar as pretensões francesas com as pressões inglesas era um exercício diplomático delicado: as ameaças de Napoleão Bonaparte, de fazer Portugal padecer da “triste sorte” que outras potências da Europa já haviam experimentado, vinham acompanhadas de exigências como fechamento dos portos portugueses à Inglaterra, prisão e seqüestro de bens dos ingleses residentes em Portugal. Em contrapartida, para manter a neutralidade sem prejuízo para a Inglaterra, Portugal via-se obrigado a pagar pesadas indenizações à França, como a que consta no ofício de 22 de fevereiro de 1804, de dezesseis mil francos, para evitar a proibição da entrada de embarcações inglesas em seus portos. Essas pressões aumentaram no início do século XIX, culminando com reuniões do Conselho de Estado, como a de 30 de setembro de 1807, para decisões de alinhamentos pró França ou Inglaterra e com a saída da Corte da Europa, no final do mesmo ano, atitude sinalizada pela famosa carta do marquês de Alorna que, em 1803, já aconselhara a vinda da família real para o Brasil.

Paralelo às preocupações de ordem diplomática estava a política reformista ilustrada portuguesa. A prática de observar o panorama político dos Estados europeus adquire um novo sentido no final do século XVIII com a influência das idéias ilustradas. De acordo com o historiador Diogo R. Curto, a cultura diplomática desenvolvida em Portugal desde a Restauração foi progressivamente alterada por uma cultura cosmopolita de viajantes. Lisboa atraía viajantes e promovia a formação de uma cultura cosmopolita. Interessa dessa observação uma versão específica desse cosmopolitismo: a formulação de uma cultura política que vê nos domínios portugueses (Europa, Ásia, África e Brasil) um sistema político. D. Rodrigo de Sousa Coutinho foi o principal divulgador desse princípio, no momento em que esteve à frente da Secretaria dos Negócios da Marinha e Ultramar. Na correspondência com Caetano Pinto de Miranda, governador do Mato Grosso, revelou suas preocupações em ampliar a comunicação entre as capitanias do norte e do sul, expressando o princípio de uniformidade entre as capitanias e expondo a posição de Portugal como “centro” do sistema. Essa forma de conduzir a política ultramarina, que não deve ser confundida com a noção de pacto colonial mercantilista, está inserida no projeto de império pensado pela elite intelectual luso-brasileira. Era um novo debate sobre uma política ultramarina.

A assimilação, por parte da administração central, da necessidade de conduzir uma política pragmática, como forma de manter a integridade do império português, derivava de um esforço reformista intensificado no reinado de d. Maria I. A criação, sob o patrocínio da Coroa, de instituições de sociabilidade contribuiu para uma dilatação do ambiente político português. O aumento da circulação de livros e periódicos em Portugal, como a iniciativa do príncipe d. João de permitir a circulação de um gabinete de leitura, e nas colônias, os envios de periódicos como o Mercúrio Britânico e de obras para a ampliação das “culturas do Brasil”, somava-se à produção memorialística fomentada pelas academias científicas. As memórias da Academia das Ciências de Lisboa, criada em finais de 1779, produziram as principais reflexões da situação do império português frente às novas teorias e doutrinas político-econômicas européias. No Arquivo Nacional, o conjunto de memórias do códice 807 é expressivo dessa forma de divulgar o estudo da natureza americana, ressaltando potencialidades úteis à economia do reino, a partir da transformação dos relatos, de funcionários régios, em projetos específicos a cada realidade descrita, conferindo à questão colonial uma nova identidade.

Da produção de memórias econômicas aos envios de “pássaros e outras curiosidades” da história natural, a Academia serviu, de acordo com Oswaldo Munteal Filho, como centro de um novo ideário reformista. Reside nisso também a peculiaridade do movimento ilustrado português. Ele foi um produto da Coroa portuguesa e não um movimento que envolvia toda a sociedade, e a criação de academias funcionou como forma de aglutinar os saberes ilustrados, especialmente de controlar a produção filosófico-científica luso-brasileira. Iniciativas que escapassem a esse caráter eram reprimidas pela Coroa. Reuniões e atividades, como as realizadas pela Sociedade Literária do Rio de Janeiro, na qual seus membros foram acusados de enaltecer os princípios revolucionários franceses, ou pelas lojas maçônicas que, secretas e ambíguas, eram acusadas de desafiar a ordem estabelecida, não eram bem vistas pelas autoridades metropolitanas. Devassas e apreensões como as ocorridas no navio Conceição procuravam controlar as sedições. Como salientou o historiador István Jancsó, a sedição é a revolução desejada, a política do futuro nos interstícios do presente.

O espectro da “revolução” permaneceria na Colônia mesmo após a chegada da Corte ao Rio de Janeiro, em 1808. Em 1812, panfletos de protestos contra o príncipe d. João foram apregoados pela cidade de Salvador, criticando o despotismo e a influência inglesa, representada pelo lorde Strangford. A entrada de muitos estrangeiros, como relatado pelo intendente de polícia Paulo Fernandes Viana, foi também motivo de preocupação: o medo de uma conspiração promovida por revolucionários franceses era latente, e como afirmou Manuel Inácio de Sampaio, governador do Ceará, se referindo ao fato de que após a Revolução Pernambucana era crescente o número de pessoas embarcando para o Brasil, isso contribuía para a diminuição “de espíritos revolucionários na França”.

Tempos difíceis foram esses em que reformas e revoluções eram caminhos possíveis e diversos para alterar as estruturas das sociedades. No caso português, o reformismo ilustrado foi o rumo desejado, e bem encaminhado, no período pós-1777. Apesar do freio imposto pela conjuntura diplomática do final do século XVIII às utopias de reformas do absolutismo ilustrado, foi necessário reformular as bases teóricas, nas quaisse assentavam as relações entre Portugal e suas colônias. Mesmo com o perigo dos “espíritos revolucionários” habitando o terreno doméstico, Portugal conseguiu criar saídas originais para manter seu império.
 

Conjunto documental: Coleção de memórias e outros documentos sobre vários objetos

Notação: Códice 807, vol. 22
Datas-limite: 1763-1819
Título do fundo ou coleção: Diversos códices - SDH
Código do fundo: NP
Argumento de pesquisa: Academias, científicas e literárias
Ementa: Memória acerca dos apontamentos propostos por um português referentes às causas físicas ou morais da deficitária agricultura de Portugal, sugerindo meios de promover um adiantamento nas plantações. Esse assunto foi levantado pela Real Academia das Ciências de Lisboa, que prometeu um prêmio para quem desenvolvesse os melhores apontamentos.
Data do documento: 1797
Local: Minho
Folha(s): 151 a 167
 

Conjunto documental: Correspondência do Vice-reinado para a Corte. Original.
Notação: Códice 68, vol. 11
Datas-limite: 1792-1794
Título do fundo ou coleção: Negócios de Portugal
Código do fundo: 59
Argumento de pesquisa: Academias, científicas e literárias
Ementa: Carta de Martinho de Melo e Castro  ao vice-rei conde de Resende referindo-se ao temor dos portugueses às conseqüências da Revolução Francesa e do descobrimento e suspensão de uma sociedade literária clandestina – enaltecedora dos pensamentos oriundos da França – graças à denúncia de José Bernardo da Silveira, frade e membro de tal sociedade. Relatava ainda que, após a confissão por escrito, foi efetuada a prisão de outros membros da dita sociedade e seqüestrados os bens dos envolvidos.
Data do documento: 29 de Dezembro de 1792
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 220 a 220v.
 

Conjunto documental: Correspondência do Vice-reinado para a Corte. Original.
Notação: Códice 68, vol. 11
Datas-limite: 1792-1794.
Título do fundo ou coleção: Negócios de Portugal
Código do fundo: 59
Argumento de pesquisa: Academias, científicas e literárias
Ementa: Cópia da denúncia de José Bernardo da Silveira ao vice-rei conde de Resende, sobre as atividades e opiniões de uma sociedade literária clandestina, da qual José Bernardo era membro. Tal denúncia foi primordial para a prisão dos demais membros da sociedade literária.
Data do documento: 04 de Dezembro de 1792

Conjunto documental: Correspondência do Vice-reinado para a Corte. Original.
Notação: Códice 68, vol. 11
Datas-limite: 1792-1794
Título do fundo ou coleção: Negócios de Portugal
Código do fundo: 59
Argumento de pesquisa: Academias, científicas e literárias
Ementa: Relato da investigação feita por Diogo Francisco Delgado, ajudante do Desembargador Geral senhor Martinho de Melo, sobre as atividades dos integrantes da sociedade literária clandestina que exaltava a França revolucionária. Tal investigação detalhava a participação e atuação de cada membro.
Data do documento: s.d.
Local: s.l.
Folha(s): 223 a 226v.
 

Conjunto documental: Secretaria de Estado do Ministério do Reino
Notação: Caixa 732, pct. 01
Datas-limite: 1745-1805
Título do fundo ou coleção: Negócios de Portugal
Código do fundo: 59
Argumento de pesquisa: Academias, científicas e literárias
Ementa: Carta de d. Rodrigo de Sousa Coutinho ao doutor Miguel Franzini, cientista da Universidade de Coimbra, relatando o envio ao Museu de sua Alteza Real de diversas amostras de instrumentos científicos encontrados em expedição por várias regiões da Europa, como Sardenha, Saxônia, Alemanha e Piemonte. Além dos instrumentos, d. Rodrigo também envia ao museu desenhos e projetos para sua utilização na indústria, nas minas e na Casa da Moeda de Portugal.
Data do documento: 31 de maio de 1786
Local: Turim
Folha(s): Documento 7, fls. 1 e 2.
 

Conjunto documental: Correspondência da Corte com o Vice-reinado.
Notação: Códice 67, vol. 10
Datas-limite: 1782
Título do fundo ou coleção: Secretaria de Estado do Brasil
Código do fundo: 86
Argumento de pesquisa: Academias, científicas e literárias.
Ementa: Carta de Martinho de Melo e Castro ao vice-rei Luís de Vasconcelos e Sousa, expondo os agradecimentos e ordens da rainha d. Maria I em relação as remessas “dos pássaros, como das outras curiosidades” enviadas. Ordena que reuna todas as pessoas encarregadas do trabalho para agradecê-los em seu nome. Em anexo, original da carta dos naturalistas que se ocupam no Gabinete de História Natural. Agradecem e observam a excelente conservação dos pássaros, dizendo que esperam o envio de anfíbios, peixes, insetos, quadrúpedes e vermes.
Data do documento: 27 de maio de 1782
Local: Lisboa
Folha(s): 58 e 59
 

Conjunto documental: Correspondência da corte com Vice-reinado.
Notação: Códice 67, vol. 23
Datas-limite: 1798-1798
Título do fundo ou coleção: Secretaria de Estado do Brasil
Código do fundo: 86
Argumento de pesquisa: Ilustração
Ementa: Dom Rodrigo de Sousa Coutinho enviou ao conde de Resende 120 exemplares da tradução feita em Londres do periódico “Mercúrio Britânico” para serem vendidos, na colônia, por 300 réis cada folheto. Como por ora iriam poucos exemplares, ordenou que faça saber a Francisco Xavier de Noronha Torrezão, quando convém fazer mais numerosas expedições dos mesmos folhetos, para que todos possam ver a pura doutrina que prega o autor contra os princípios revolucionários dos franceses.
Data do documento: 15 de dezembro de 1798
Local: Queluz
Folha(s): 102
 

Conjunto documental: Correspondência original dos governadores do Pará com a Corte. Cartas e anexos.
Notação: Códice 99, vol. 24
Datas-limite: 1804-1807
Título do fundo ou coleção: Secretaria de Governo da capitania do Pará
Código do fundo: 89
Argumento de pesquisa: Ilustração
Ementa: Carta do conde dos Arcos, governador da capitania do Pará, a José Simões de Carvalho, aconselhando sobre os procedimentos a serem tomados no governo da capitania do Rio Negro, no qual devem ser valorizados a religião e a administração da justiça para que os habitantes tenham condições de evoluir da barbárie para a sociedade e ordem civil. Nesse sentido, dever ser embutido na mente desses a idéia de que “a riqueza é o trabalho das terras”  buscando mudar esses males americanos que segundo o conde são “a preguiça e a languidez”.
Data do documento: 20 de junho de 1805
Local: Pará
Folha(s): 154 a 156

Conjunto documental: Secretaria de Estado do Ministério do Reino.
Notação: Caixa 687, pct. 2
Datas-limite: 1791-1809
Título do fundo ou coleção: Negócios de Portugal
Código do fundo: 59
Argumento de pesquisa: Ilustração
Ementa: Decreto no qual dom João, príncipe regente de Portugal, concede licença para que Luís, conde de Meussé possa expor ao público lisboeta o seu gabinete de leitura circulante. A condição estabelecida no decreto refere-se a obrigação de serem permitidas visitas freqüentes da Mesa do Desembargo do Paço com o objetivo de verificar a presença de livros censurados no gabinete.
Data do documento: 1 de julho de 1802
Local: Lisboa
Folha(s): pacotilha 2, doc. 2
 

Conjunto documental: Inconfidência em Minas Gerais. Levante de Inconfidentes.
Notação: Códice 5, vol. 09
Datas-limite: 1790-1792
Título do fundo ou coleção: Diversos códices - SDH
Código do fundo: NP
Argumento de pesquisa: Ilustração
Ementa: Defesa e sentença do réu Joaquim José da Silva Xavier, vulgo Tiradentes, na qual sua defesa alegou o réu ser pessoa incapaz de sublevar pessoas por não possuir erudição suficiente e que suas idéias de rebelião foram trazidas de Londres, Paris e Portugal por José Alves Maciel que encontrando-se com o réu na cidade do Rio de Janeiro não só aprovou suas idéias mas também adicionou novos argumentos que havia aprendido nas melhores escolas estrangeiras. Na sentença o juiz conclui afirmando que as “perversas idéias de Tiradentes foram feito de seu encontro com a erudição”.
Data do documento: 18 de abril de 1792
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 9v. a 13, 25 a 28, 57 a 93
 

Conjunto documental: Correspondência diversa.
Notação: Caixa 491, pct. 03
Datas-limite: 1780-1808
Título do fundo ou coleção: Vice-reinado
Código do fundo: D9
Argumento de pesquisa: Ilustração
Ementa: Ofício do conde de Resende, vice-rei do Brasil, ao desembargador João de Figueiredo mandando proceder uma devassa em todos os camarotes do navio Conceição, destinado à Índia, em busca de qualquer indício da presença de republicanos na embarcação, os quais deveriam ser detidos.
Data do documento: 1 de maio de 1808
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 9 a 14

Conjunto documental: Correspondência diversa.
Notação: Caixa 491, pct. 03
Datas-limite: 1780-1808
Título do fundo ou coleção: Vice-reinado
Código do fundo: D9
Argumento de pesquisa: Ilustração
Ementa: Carta do desembargador João de Figueiredo ao conde de Resende, vice-rei do Brasil, informando que haviam sido encontrados diversos livros proibidos em poder de Vicente Guedes, natural de Moçambique que se encontrava a bordo do navio Conceição, de partida para a Índia dentre os livros descritos como perniciosos entra-se o Emílio de Jean Jacques Rousseau e outros contrários a fé católica.
Data do documento: 4 de agosto de 1799
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): -
 

Conjunto documental: Decisão de viagem a Coimbra de Baltasar da Silva Lisboa, historiógrafo brasileiro.
Notação: 66.51
Datas-limite: 1761-1840
Título do fundo ou coleção: Itens documentais
Código do fundo: QN
Argumento de pesquisa: Ilustração
Ementa: Memória escrita por Baltasar da Silva Lisboa, a pedido do conde de Arganil, sobre as riquezas naturais de regiões próximas a Coimbra, destacando o potencial mineral dos lugares, especificando a formação de montes, suas composições e principais minérios como o chumbo, xisto negro e feldspato. 
Data do documento: s.d.
Local: Coimbra
Folha(s): -

Conjunto documental: Correspondência da corte com Vice-reinado.
Notação: Códice 67, vol. 23
Datas-limite: 1798-1798
Título do fundo ou coleção: Secretaria de Estado do Brasil
Código do fundo: 86
Argumento de pesquisa: Ilustração
Ementa: Carta de dom Rodrigo de Sousa Coutinho ao conde de Resende, ordenando em nome de dona Maria I, que se imprimissem algumas memórias para espalhar entre os habitantes do Brasil, com o objetivo de divulgar conhecimentos e inovações. Para isso, remeteu duas memórias, uma sobre a reforma dos alambiques e outra sobre o método de preparar a cochonilha.
Data do documento: 31 de Janeiro de 1798
Local: Lisboa
Folha(s): -
 

Conjunto documental: Correspondência da corte com Vice-reinado.
Notação: Códice 67, vol. 23
Datas-limite: 1798-1798
Título do fundo ou coleção: Secretaria de Estado do Brasil
Código do fundo: 86
Argumento de pesquisa: Ilustração
Ementa: Carta de d. Rodrigo de Sousa Coutinho ao conde de Resende, avisando que o príncipe regente, encarregou o frei José Mariano da Conceição Veloso da tradução de muitas obras úteis para ampliar as culturas do Brasil. Ordenou, também, que o conde sugerisse a Câmara do Rio de Janeiro a nomeação do mesmo frei para procurador geral na corte, por suas habilidades e talentos.
Data do documento: 2 de março de 1798
Local: Lisboa
Folha(s): 12
 

Conjunto documental: Correspondência da corte com Vice-reinado.
Notação: Códice 67, vol. 23
Datas-limite: 1798-1798
Título do fundo ou coleção: Secretaria de Estado do Brasil
Código do fundo: 86
Argumento de pesquisa: Ilustração
Ementa: Carta de dom Rodrigo de Sousa Coutinho avisando ao conde de Resende do envio de 100 exemplares de um livro para a melhoria dos métodos de cultivo do açúcar. Ordena, em nome de dom João, que a venda seja realizada pela Mesa de Inspeção ou pelas câmaras no Rio de Janeiro, e que se remetesse alguns exemplares para Minas Gerais de demais regiões dependentes da capitania do Rio de Janeiro.
Data do documento: 3 de abril de 1798
Local: Lisboa
Folha(s): 26
 

Conjunto documental: Correspondência da corte com Vice-reinado.
Notação: Códice 67, vol. 23
Datas-limite: 1798-1798
Título do fundo ou coleção: Secretaria de Estado do Brasil
Código do fundo: 86
Argumento de pesquisa: Ilustração
Ementa: Carta de dom Rodrigo de Sousa Coutinho pedindo ao conde de Resende que procurasse introduzir dois arados para a melhoria do cultivo das terras do Brasil e oferecesse, por intermédio das câmaras municipais, prêmios aos primeiros agricultores que o conseguissem. O ministro pediu ao conde a remessa da descrição dos métodos utilizados nas máquinas de algodão e do café. Solicita também especial atenção no método da fornalha e da depuração do açúcar.
Data do documento: 4 de janeiro de 1798
Local: Lisboa
Folha(s): 4

 
Conjunto documental: Correspondência da corte com o Vice-reinado
Notação: Códice 67, vol. 23
Datas-limite: 1798-1798
Título do fundo ou coleção: Secretaria de Estado do Brasil
Código do fundo: 86
Argumento de pesquisa: Ilustração
Ementa: Aviso de dom Rodrigo de Sousa Coutinho ao conde de Resende para que este enviasse por intermédio da Secretaria de Estado sobre os rendimentos do subsídio literário na capitania do Rio de Janeiro nos últimos três anos. Solicita informações sobre o número de cadeiras, dos professores e dos ordenados vencidos.
Data do documento: 22 de setembro de 1798
Local: Queluz
Folha(s): 53
 

Conjunto documental: Correspondência da corte com Vice-reinado.
Notação: Códice 67, vol. 23
Datas-limite: 1798-1798
Título do fundo ou coleção: Secretaria de Estado do Brasil
Código do fundo: 86
Argumento de pesquisa: Ilustração
Ementa: Ordem do príncipe regente, enviada por dom Rodrigo de Sousa Coutinho ao conde de Resende, vice-rei do Brasil para a distribuição, na capitania do Rio de Janeiro, de um livro sobre o quadro da revolução francesa, com o objetivo que os habitantes da colônia saibam dos “odiosos crimes” que caracterizam a revolução.
Data do documento: 25 de agosto de 1798
Local: Queluz
Folha(s): 47

ALEXANDRE, V. Os sentidos do Império: questão nacional e questão colonial na crise do Antigo Regime português. Biblioteca das Ciências do Homem. Porto: Afrontamento, 1993.

CURTO, D. R. D. Rodrigo de Souza Coutinho e a Casa Literária do Arco do Cego. In: CAMPOS, Mª F. (org.). A Casa Literária do Arco do Cego: bicentenário. Lisboa: Biblioteca Nacional e Imprensa Nacional, Casa da Moeda, 1999.

DARNTON, R. O beijo de Lamourette. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.

MUNTEAL FILHO, O. O príncipe d. João e o mundo de Queluz: despotismo ministerial, tensões estamentais e sacralização do Estado na crise do Antigo Regime português. Anais do Museu Histórico Nacional, v. 31, 1999.NOVAIS, F. Portugal e Brasil na crise do antigo sistema colonial (1977-1808). São Paulo: Hucitec, 1979.

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VILLALTA, L. C. 1789-1808: o império luso-brasileiro e os brasis. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.