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Beatriz Catão Cruz Santos

 

“Os historiadores costumam encontrar apenas aquilo que procuram”. O comentário feliz é do historiador da arte Jorge Coli,[1] que busca explicar por que a carta de Pero Vaz de Caminha ficou encerrada durante séculos na Torre do Tombo. A carta só veio a público em 1817, na Corografia Brasílica, de Aires de Casal. A partir deste momento, o documento seria publicado inúmeras vezes transformando-se de carta do achamento em “diploma natalício lavrado à beira do berço de uma nacionalidade futura”, conforme as palavras de Capistrano de Abreu, em O descobrimento do Brasil (1883). O fato é que, desde este momento, a carta é um documento essencial da História do Brasil e, sobretudo, da historiografia brasileira.A partir de hoje, por iniciativa do Arquivo Nacional, diferentes documentos sobre festas da sociedade colonial (séculos XVI ao XIX) vão passar a circular melhor entre historiadores, antropólogos, estudantes e todos aqueles que se interessarem pelo tema.

Todavia, nem sempre este foi um tema da nossa historiografia. Pode-se tomar como marco inicial destas ocupações o trabalho realizado pelos viajantes, memorialistas, literatos e folcloristas em fins do XIX. Muitos deles buscavam os fundamentos e as especificidades da nacionalidade brasileira. Entre tantos, vale mencionar Festas e Tradições populares do Brasil (1888), de Mello Morais Filho. Memorialista para uns, folclorista para outros realizou uma obra em que é possível encontrar um relato vívido de festas religiosas, populares e tipos de rua que remontam à 1850, no Rio de Janeiro, Bahia e em Sergipe num gênero acessível, persuasivo ao historiador interessado em cultura popular. Mello Morais destacava-se na época, por associar positivamente as manifestações populares e religiosas à nacionalidade, incluindo nas nossas tradições a herança africana, a exemplo do registro da Coroação de um rei negro, em 1748. Como vários escritos do XIX, ajudaram, segundo Martha Abreu, a inventar uma das maiores tradições da cidade do Rio de Janeiro - a festa do Divino - e serviu de referência para Vieira Fazenda, Luiz Edmundo e Gilberto Freyre, autores que também se dedicaram às festas.Pode-se acrescentar a este breve histórico da investigação sobre festas os chamados estudos de comunidade dos anos 40/50. Num tempo em que as fronteiras institucionais eram menos rígidas, a contribuição de autores como Antônio Galvão, em Santos e Visagens (1955) é reveladora do interesse da Antropologia por práticas religiosas ‘tradicionais’, entre elas, as festas. Na esteira do brasilianista Charles Wagley (Uma comunidade amazônica. 1957), Galvão, como outros cientistas sociais de seu tempo, caiu na armadilha de opor rural a urbano, classificando as festas por meio das diferenças entre as freguesias e as cidades. Na primeira, haveria a religião da comunidade, que se expressa no culto aos santos. As festas de Santo exerceriam uma função integradora que tende a desaparecer num contínuo inexorável de progresso e diferenciação social. Contudo, como destaca Alba Zaluar, os estudos de comunidade realizaram “descrições completas das localidades focalizadas”[2] à diferença dos estudos folclóricos. A meu ver, cercaram comunidades e atribuíram importância às festas de Santo. Estas, herdeiras da cultura ibérica do século XVI, que junto à contribuição do índio, comporiam a religião do caboclo amazônico, para usar os seus termos. Estes estudos ficaram, por vezes, invisíveis aos historiadores ou vedados na academia, mas constituem referências fundamentais para obras, com as quais os historiadores continuam a dialogar.

Este é o caso de O messianismo no Brasil e no mundo (1965), de Maria Isaura Pereira de Queiroz, que também lida com rituais. Considerando-se num momento de sistematização da sociologia, propõe-se a buscar a lógica dos movimentos messiânicos na sociedade brasileira. A Dança de São Gonçalo do Amarante, um de seus temas desde os anos 50, se inscreve entre os “movimentos messiânicos rústicos”. É uma manifestação da “cultura rústica”, uma cultura que emergiu do encontro entre o colono, o índio e o africano nos tempos coloniais e permanece no interior do país nos anos 50. É nos anos 1970 que a historiografia descobre a festa. Para não correr o risco de simplificar demais a discussão, remeto o leitor à bibliografia selecionada sobre o assunto[3]. Na época, os fenômenos festivos passam a configurar um campo específico de interesse da nouvelle histoire, que apesar de abrigar diferentes perspectivas reafirmaram a presença da historiografia francesa entre nós. Observa-se, em termos gerais, a influência dos Annales nos estudos brasileiros, mas certamente o diálogo inclui a produção anglo-saxônica e a micro-historia italiana. A coletânea editada por Jean Jacquot[4] é apenas um indício do crescente número de pesquisadores interessados em festa, cujos estudos ganham em escala e diversidade nos anos 80. No registro do inventário, a publicação de Festa: cultura e sociabilidade na América portuguesa (2001), resultante do seminário ocorrido na década de 90 na Universidade de São Paulo, é hoje uma das principais referências da historiografia em produção no Brasil sobre o tema na sociedade colonial.

Depois destas pinceladas históricas sobre os estudos, vamos às festas na sociedade colonial. Em artigo da Gazeta de Notícias (1881), Capistrano de Abreu, diferenciando-se daquele que fora seu mestre e um dos pais da historiografia da Nação, reconhece a importância das festividades do período colonial, numa passagem irresistível:“Quem lê uma história do Brasil, mesmo a melhor que é a de Varnhagen, não pode suspeitar a importância de um fato que todos os historiadores omitem: os festejos. E entretanto nada há mais freqüente, mais típico, o mais notável durante todo o período de nossa dependência”. O Brasil naquele tempo era uma festa quase interrompida.”[5] A partir da observação, Capistrano identifica os inúmeros motivos geradores de festa: dias santos, acontecimentos relacionados à família real, chegadas de governadores e bispos, e ainda ensaia uma classificação, ao assinalar os festejos de “caráter particular”, como batizados, aniversários e benzimentos de engenhos. Contudo, reconhece que historiadores omitem e estão para estudar o significados das festividades.

Entre as hipóteses arroladas por Capistrano, cuja formação se confunde com a gestação de uma História do Brasil estaria uma “sociabilidade instável e imperfeita”. Curiosa observação! Certamente, não vamos compreendê-la por inteiro, mas ela pode ser relacionada à precária vida civil dos membros da sociedade colonial. Colonos, colonizados e colonizadores estavam em graus diversos constrangidos às instituições (Igreja/ Monarquia), normas e valores do Antigo Regime.A historiografia mais recente também identifica a recorrência das festas no período colonial, inclusive pelo número feriados que em muito ultrapassam os do nosso calendário. Porém, reconhece que mesmo os rituais motivados pelas autoridades coloniais, proprietários e padres são tomados por outros agentes como ocasião de divertimento, exercício de liberdade, acesso à distinções e dignidades numa sociedade hierárquica e escravista.Este é o caso da festa e procissão do Corpo de Deus na América portuguesa, cerimônia religiosa apropriada pela Monarquia portuguesa, cuja organização mais geral cabia às Câmaras. No entanto, engana-se aquele que nela veja tão somente uma festa da Câmara, dos cidadãos, pois estava sujeita a intervenções da Igreja, irmandades e ofícios.

No século XVIII, o Corpo de Deus era uma das cerimônias mais solenes e célebres do reino português, mas continha aspectos ‘populares’ fornecidos pelos ofícios, como as figuras, danças, gigantes e representações.Pelo dito e por meio de uma consulta aos documentos sobre festas, que ora o Arquivo Nacional expõe através da base de dados Roteiro de fontes do Arquivo Nacional para a história luso-brasileira tem-se uma amostra da variedade de festas na sociedade colonial. Há aquelas relacionadas à família real como casamentos, batismos, aniversários, funerais e até pela notícia do “feliz parto da princesa Nossa Senhora”, que é celebrado com luminárias e “Te Deum” pelo Senado do Rio de Janeiro, em 1800. Há diversas cerimônias que através do calendário religioso, tornam-se dos súditos da Monarquia, como Corpus Christi e Semana Santa. Há registros de festas realizadas por irmandades, como a Festa e o Círio de Nossa Senhora da Penha, de 1819-20 Neles, se evidencia a preocupação das autoridades da Corte em ordenar o “arraial”, que reunia “imenso povo”. Assim como festas que reafirmariam a união do reino português, sob a égide da monarquia, como as aclamações, a posse de um vice-rei e a comemoração pela restituição de Pernambuco organizada pela Câmara de Parati, em 1817.

Enfim, pode-se dizer que as festas na sociedade colonial escapam às tipologias e às classificações, como aquela que opõe festas oficiais às populares ou civis às religiosas. E que os ‘novos’ documentos sejam um convite a interpretações atualizadas das festas!

 

 

[1] COLI, Jorge.“Primeira Missa e Invenção da Descoberta”. in: NOVAES, Adauto. (Org.) A Descoberta do Homem e do Mundo.São Paulo: Companhia das Letras, 1998.

[2] ZALUAR, Alba. Os homens de Deus, um estudo dos santos e das festas no catolicismo popular. Rio de Janeiro: Zahar, 1983

[3] JANCSÓ, István; KANTOR, Íris (org). “Falando de festas”. in: Festa: cultura e sociabilidade na América portuguesa. São Paulo: Hucitec/Edusp/Fapesp/Imprensa Oficial, 2001. 2 v; SILVA, Maria Manuela de Souza e. “A historiografia descobre a “festa” in: Hélade, 1 (1), 2000. p. 38-52.

[4] JACQUOT, Jean. Les fêtes de la Renaissaince. Paris, CNRS, 1975. 3v.

[5] ABREU, Capistrano de. Ensaios e Estudos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira; Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1976.

 

Conjunto documental: Tribunal do Desembargo do Paço. Registro de consultas da Secretaria.
Notação: Códice 17, vol. 4
Datas – limite: 1813-1817
Título do fundo: Mesa do Desembargo do Paço
Código do fundo: 4K
Argumento de pesquisa: festas oficiais
Ementa: consulta sobre a representação da comarca da cidade de Mariana narrando sobre o imenso júbilo em que a dita cidade ficou ao saber da elevação do Estado do Brasil á Reino Unido de Brasil e Algarves. Assim a comarca começou a prestar ações de graças a Deus “por tão grande benefício”. É relatado ainda que com assistência do cabido, clero, cidadãos, nobreza e povo, iluminou-se toda a cidade por três noites seguidas nas quais ocorreram vários festejos.
Data do documento: 16 de março de 1816.
Local: Mariana
Folha (s): 195, 195v. e 196

Conjunto documental: Marquês do Lavradio
Notação: AP-41
Datas – limite: 1768-1769
Título do fundo: Marquês do Lavradio
Código do fundo: RD
Argumento de pesquisa: festas oficiais
Ementa: carta do marquês do Lavradio a José Joaquim de Miranda relatando a cerimônia Te Deum realizada em virtude de sua posse como vice-rei do Brasil.
Data do documento: 8 de março de 1769.
Local: Bahia
Folha (s): Carta 51

Conjunto documental: Livro de Casamentos e Batizados de Membros da Família Real e Imperial
Notação: Códice 263
Datas – limite: 1810-1845
Título do fundo: Casa Real e Imperial
Código do fundo: 0O
Argumento de pesquisa: festas oficiais
Ementa: correspondência do príncipe regente para os governadores do reino de Portugal e do Algarve na qual informa sobre o casamento da princesa dona Maria Teresa com o infante dom Pedro Carlos. Ordena que os governadores informem a notícia aos tribunais e demais estações visando festejos com “demonstrações festivas de aplauso e alegria” e que isso era esperado de “tão bons e fiéis vassalos.”
Data do documento: 13 de maio de 1810
Local: Palácio do Rio de Janeiro
Folha (s): 3v

Conjunto documental: Livro de Casamentos e Batizados de Membros da Família Real e Imperial
Notação: Códice 263
Datas – limite: 1810-1845
Título do fundo: Casa Real e Imperial/ Mordomia Mor
Código do fundo: 0O
Argumento de pesquisa: festas oficiais
Ementa: correspondência do conde de Aguiar para o marquês de Bellas na qual informa que o príncipe regente decidiu que a cerimônia de casamento entre a princesa dona Maria Teresa com o infante dom Pedro Carlos iria se realizar em sua real capela. Ordena também que o marquês de Bellas organize um esquema de escolta com os soldados da guarda real visando a segurança das autoridades reais.
Data do documento: 9 de maio de 1810
Local: Rio de Janeiro
Folha (s): 2

Conjunto documental: Registro de avisos e portarias da Junta da Fazenda – Real Erário – Tesouro Público. Com índice alfabético.
Notação: Códice 142, vol. 7
Datas – limite: 1817-1822
Título do fundo: Ministério da Fazenda
Código do fundo: 40
Argumento de pesquisa: Festas oficiais
Ementa: aviso para o barão de São Lourenço enviado pelo conde da Barca em nome do rei ordenando que o erário régio comparecesse na capela real dia 5 de junho ás 10 horas da manhã para acompanhar a procissão do corpo de Deus.
Data do documento: 3 de junho de 1817.
Local: Rio de Janeiro
Folha (s): 4 e 4v.

Conjunto documental: Registro de avisos e portarias da Junta da Fazenda – Real Erário – Tesouro Público. Com índice alfabético.
Notação: Códice 142, vol. 7
Datas – limite: 1817-1822
Título do fundo: Ministério da Fazenda
Código do fundo: 40
Argumento de pesquisa: Festas oficiais
Ementa: aviso ao barão de São Lourenço enviado por Thomaz Antônio de Villanova Portugal em que o rei convida os membros que formavam a Mesa do Real Erário e os contadores gerais para a sua coroação no dia 6 de fevereiro ás 4 horas da tarde.
Data do documento: 3 de fevereiro de 1818
Local: Paço
Folha (s): 13v.

Conjunto documental: Registro de avisos e portarias da Junta da Fazenda – Real Erário – Tesouro Público. Com índice alfabético.
Notação: Códice 142, vol. 7
Datas – limite: 1817-1822
Título do fundo: Ministério da Fazenda
Código do fundo: 40
Argumento de pesquisa: festas oficiais
Ementa: aviso ao senhor João Paulo Bezerral enviado por Thomaz Antônio de Villanova Portugal em que o rei ordena que durante três dias haja luminárias em toda corte e se suspenda o despacho dos tribunais em virtude da chegada da princesa real Carolina Josefa Leopoldina.
Data do documento: 11 de outubro de 1817.
Local: Paço
Folha (s): 9 e 9v.

Conjunto documental: Secretaria de Estado do Ministério do Reino
Notação: Caixa 735, pct 01
Datas – limite: 1735 - 1813
Título do fundo: Negócios de Portugal
Código do fundo: 59
Argumento de pesquisa: festas oficiais
Ementa: documento que descreve como deveria se realizar a cerimônia de batismo do senhor príncipe da Beira.
Data do documento: 28 de março de 1795
Local: Lisboa
Folha (s): -

Conjunto documental: Secretaria de Estado do Ministério do Reino
Notação: Caixa 735, pct 01
Datas – limite: 1735 - 1813
Título do fundo: Negócios de Portugal
Código do fundo: 59
Argumento de pesquisa: festas oficiais
Ementa: documentos que tratam do funeral do senhor rei dom José I. Nestes foram descritas todas as medidas tomadas, desde a roupa a se vestir até como se realizar a solenidade. Relata a elaboração do todo o cerimonial, dando instruções do papel a ser desempenhado por cada membro participante do funeral.
Data do documento: 23 de fevereiro de 1777
Local: Real Palácio de Nossa Senhora da Ajuda
Folha (s): -

Conjunto documental: Secretaria de Estado do Ministério do reino
Notação: Caixa 735, pct 01
Datas – limite: 1735 - 1813
Título do fundo: Negócios de Porugal
Código do fundo: 59
Argumento de pesquisa: festas oficiais
Ementa: exposição, declarada pelo real decreto do príncipe d. João, da medalha em memória da sua regência, com seus respectivos símbolos. Dentro do documento os símbolos são enumerados, para explicar o significado de cada um deles.
Data do documento: 15 de setembro de 1799
Local: Palácio de Queluz
Folha (s): -

Conjunto documental: Secretaria de Estado do Ministério do Reino
Notação: Caixa 735, pct 01
Datas – limite: 1735 - 1813
Título do fundo: Negócios de Portugal
Código do fundo: 59
Argumento de pesquisa: festas oficiais
Ementa: documento seqüenciado composto de decretos e avisos para a Aclamação do senhor rei d. José. Dentre as ordens dadas encontram-se uma homenagem a seu pai d. João V. Conta também com uma  pequena descrição de como deveria ocorrer a cerimônia de Aclamação.
Data do documento: 28 de agosto de 1750
Local: Lisboa
Folha (s): -

Conjunto documental: Secretaria de Estado do Ministério do Reino
Notação: Caixa 735, pct 01
Datas – limite: 1735 - 1813
Título do fundo: Negócios de Portugal
Código do fundo: 59
Argumento de pesquisa: festas oficiais
Ementa: documento seqüenciado composto de diversos decretos e avisos para a Aclamação da rainha d. Maria I. Decreta que fosse realizada homenagem ao seu pai, d. José I, e avisa quando ocorrerá sua cerimônia de Aclamação, bem como relata toda a sua realização.
Data do documento: 10 de maio de 1777
Local: Lisboa
Folha (s): -

Conjunto documental: Secretaria de Estado do Ministério do Reino
Notação: Caixa 735, pct 01
Datas – limite: 1735 - 1813
Título do fundo: Negócios de Portugal
Código do fundo: 59
Argumento de pesquisa: festas oficiais
Ementa: documento que fala das ordens dadas para a realização do funeral da rainha dona Mariana de Áustria, mulher do rei d. João V.
Data do documento: 2 de Novembro de 1757
Local: Paço de Belém
Folha (s): -

Conjunto documental: Secretaria de Estado do Ministério de Reino
Notação: Caixa 735, pct 01
Datas – limite: 1735 - 1813
Título do fundo: Negócios de Portugal
Código do fundo: 59
Argumento de pesquisa: festas oficiais
Ementa: formulário sobre o funeral do infante d. João, descrevendo como seria a cerimônia e o que deveria ser feito para realizá-la.
Data do documento: 10 de outubro de 1763
Local: Lisboa
Folha (s): -

Conjunto documental: Livro de Casamentos e Batizados de Membros da Família Real e Imperial
Notação: Códice 263
Datas – limite: 1810-1845
Título do Fundo: Casa Real e Imperial
Código do fundo: 0O
Argumento de pesquisa: festas oficiais
Ementa: portaria ao preste do serviço do Paço, Luiz Antônio de Faria Souza Lobato para que avisasse a todos os moços da câmara, que no dia 13 de maio, pelas 4 horas da tarde, deveriam se achar no Paço para acompanhassem o príncipe regente até sua real capela, onde iria assistir ao casamento entre a princesa dona Maria Thereza e o Infante d. Pedro Carlos. Também informa que estes moços deveriam segurar tochas, para o regresso das altezas reais até o Paço.
Data do documento: 9 de maio de 1810
Local :Palácio do Rio de Janeiro
Folha (s): 2v

Conjunto documental: Livro de Casamentos e Batizados de Membros da Família Real e Imperial
Notação: Códice 263
Datas – limite: 1810-1845
Título do Fundo: Casa Real e Imperial
Código do fundo: 0O
Argumento de pesquisa: festas oficiais
Ementa: O príncipe regente anuncia a realização, no dia 13 de maio de 1810, do casamento de sua filha, a princesa dona Maria Thereza, com seu sobrinho, o infante dom Pedro Carlos. Devido à cerimônia ordena que tivesse luminárias espalhadas pela corte nos três dias seguintes ao casamento, e que por quatro dias se suspendessem os despachos dos tribunais.
Data do documento: 9 de maio de 1810
Local: Palácio do Rio de Janeiro
Folha (s): 1

Conjunto documental: Livro de Casamentos e Batizados de Membros da Família Real e Imperial
Notação: Códice 263
Datas – limite: 1810-1845
Título do Fundo: Casa Real e Imperial
Código do fundo: 0O
Argumento de pesquisa: festas oficiais
Ementa: correspondência do conde de Aguiar para o bispo capelão mor na qual informa que o príncipe regente o escolheu para a realização da cerimônia de casamento entre a princesa dona Maria Thereza com o infante dom Pedro Carlos. Pede ainda, que as portas principais permaneçam fechadas, com o intuito de se impedir a entrada de outras pessoas além das que fossem do serviço da mesma capela, os fidalgos, os ministros, tribunais, os prelados das maiores religiões e oficiais de guerra que tiverem patente de sargento mor para cima.
Data do documento: 9 de maio de 1810
Local: Paço
Folha (s): 1v

Conjunto documental: Senado da Câmara do Rio de Janeiro 
Notação: Caixa 500, pct. 2
Datas – limite: 1800-1808
Título do fundo: Vice-reinado
Código do fundo: D9
Argumento de pesquisa: festas oficiais
Ementa: carta enviada ao vice-rei pelo Senado da Câmara confirmando o recebimento das ordens de colocar luminárias durante três dias e que no terceiro dia ocorrerá um solene “Te Deum” em comemoração pela notícia do “feliz parto da princesa Nossa Senhora”. Data do documento: 28 de julho de 1800
Local: Rio de Janeiro
Folha (s): -

Conjunto documental: Inspeção do Arsenal da Côrte
Notação: VM-9
Datas – limite: 1820-1820
Título do fundo: Série Marinha
Código do fundo: AX
Argumento de pesquisa: festas oficiais
Ementa: orientações do conde dos Arcos a respeito das comemorações da Páscoa. Dizia que na sexta-feira da Paixão ás oito da manhã os navios deveriam “largar suas bandeiras” e no domingo de Páscoa todos os navios deveriam içar suas bandeiras e dar uma salva após o último tiro da Ilha das Cobras.
Data do documento: 29 de março de 1820
Local: Quartel General da Marinha
Folha (s): 37

Conjunto documental: Ministério dos Negócios do Brasil. Ministério dos Negócios do Reino. Ministério dos Negócios do Reino e Estrangeiros. Ministério dos Negócios do Império e Estrangeiros. Correspondência das províncias.
Notação: SB-410
Datas – limite: 1813-1814
Título do fundo: Diversos GIFI
Código do fundo: OI
Argumento de pesquisa: festas religiosas
Ementa: ofício da câmara de Parati para o ministro e secretário de Estado dos Negócios do Reino, Tomas Antônio Vilanova Portugal. A Câmara informa sobre as comemorações realizadas em função da restituição de Pernambuco ao reino português. Em anexo, nota na qual a Câmara descrevia as comemorações realizadas, como o “Te Deum”, cantado na igreja matriz, sendo este reproduzido na nota.
Data do documento: 12 de julho de 1817
Local: vila de Parati
Folha (s): -

Conjunto documental: Ministério dos Negócios do Brasil. Ministério dos Negócios do Reino. Ministério dos Negócios do Reino e Estrangeiros. Ministério dos Negócios do Império e Estrangeiros. Correspondência das províncias.
Notação: SB-410
Datas – limite: 1813-1814
Título do fundo: Diversos GIFI
Código do fundo: OI
Argumento de pesquisa: festas religiosas
Ementa: ofício do juiz, vereadores e procurador da câmara da vila de Parati para o marquês de Aguiar, ministro e secretário do Estado dos Negócios do Reino do Brasil. A câmara informa sobre a realização de um solene “Te Deum”, em ações de graças pela elevação do Brasil à graduação de Reino, fazendo parte do Reino Unido de Portugal e do Brasil e Algarves.
Data do documento: 3 de janeiro de 1816
Local: vila de Parati
Folha (s): -

Conjunto documental: Ministério dos Negócios do Brasil. Ministério dos Negócios do Reino. Ministério dos Negócios do Reino e Estrangeiros. Ministério dos Negócios do Império e Estrangeiros. Correspondência das províncias.
Notação: SB-410
Datas – limite: 1813-1814
Título do fundo: Diversos GIFI
Código do fundo: OI
Argumento de pesquisa: Festas religiosas
Ementa: representação do coronel e comandante da vila de Parati, Francisco Alvarez da Cunha Castelo Branco ao ministro e secretário de Estado dos Negócios do Reino, Tomás Antonio de Vilanova Portugal. O coronel informa sobre o ofício expedido pela câmara de Parati que impossibilitava a continuação dos festejos comemorativos pelo aniversário de d. João, realizados desde 1808. Tais festejos englobavam um “Te Deum” na igreja matriz e salvas de artilharia, descargas de mosqueteria, continência e vivas em praça pública. Argumenta que tal comemoração não poderia acabar, justificando que a despesa usada não era excessiva.
Data do documento: 23 de junho de 1820
Local: vila de Parati
Folha (s): -

Conjunto documental: Ministério dos Negócios do Brasil. Ministério dos Negócios do Reino. Ministério dos Negócios do Reino e Estrangeiros. Ministério dos Negócios do Império e Estrangeiros. Correspondência das províncias.
Notação: SB-410
Datas – limite: 1813-1814
Título do fundo: Diversos GIFI
Código do fundo: OI
Argumento de pesquisa: Festas religiosas
Ementa: ofício da câmara da vila de nossa senhora da Conceição de Angra dos Reis da Ilha Grande, no qual informava sobre a realização de festejos no dia 13 de maio. Em função de tal dia ser o nascimento da neta de sua Majestade, a princesa da Beira, foram realizadas comemorações, como a celebração de “Te Deum”, em ação de graças. Em anexo, ofício ao brigadeiro comandante do distrito, Francisco Claudio Alvares de Andrade, no qual a Câmara informara sobre os festejos e solicitara assistência para a realização do mesmo. O anexo é datado de 17 de abril de 1819.
Data do documento: s.d.
Local: s.l.
Folha (s): -

Conjunto documental: Ministério dos Negócios do Brasil, Ministério dos Negócios do Reino, Ministério dos Negócios do Reino e Estrangeiros, Ministério dos Negócios do Império e Estrangeiros. Negócios Eclesiásticos.
Notação: 6J-82
Datas – limite: 1812-1821
Título do fundo: Diversos GIFI
Código do fundo: OI
Argumento de pesquisa: Festas oficiais
Ementa: carta enviada a Thomaz Antonio Villanova Portugal sobre os festejos em virtude do nascimento da princesa da Beira que aconteceram nos dias de “s. João e s. Pedro”. Conta que no dia 24, depois de se ter louvado a Deus, ocorreram cavalhadas sérias, burlescas, bailes, danças, comédias que se repetiram no dia de “s. Pedro”. Há também um anexo narrando por extenso os festejos.
Data do documento: 5 de julho de 1819.
Local: Campamento da Real Bragança
Folha (s): 295

Conjunto documental: Ministério dos Negócios do Brasil, Ministério dos Negócios do Reino, Ministério dos Negócios do Reino e Estrangeiros, Ministério dos Negócios do Império e Estrangeiros. Negócios Eclesiásticos.
Notação: 6J-82
Datas – limite: 1812-1821
Título do fundo: Diversos GIFI
Código do fundo: OI
Argumento de pesquisa: Festas oficiais
Ementa: relato escrito pelo tenente-coronel Manuel Carneiro da Silva sobre os festejos ocorridos nos dias 24 e 29 de junho em homenagem ao rei, príncipe real e ao nascimento da princesa da Beira.
Data do documento: 4 de julho de 1819.
Local: s.l
Folha (s): 296 a 297v.

Conjunto documental: Registros de ofícios expedidos da polícia para o governo das armas da corte, marinha e mais patentes militares e ordenanças.
Notação: Códice 326,vol. 03.
Datas – limite: 1818-1822.
Título do fundo: Polícia da Corte
Código do fundo: 0E 
Argumento de pesquisa: festas religiosas.
Ementa: ofício expedido ao comandante do distrito da Ilha do Governador pelo intendente geral da Polícia, Paulo Fernandes Viana. Nesse documento o autor comunica ao comandante que é costume serem realizadas aos domingos de novembro o terço de nossa Senhora em procissão na Ilha do Governador e que muitas pessoas em virtude do consumo de bebidas “espirituosas” faltavam com o respeito dentro e fora da igreja. O intendente ordena que o comandante desse distrito mande uma patrulha acompanhar a procissão, sendo que aqueles que desrespeitassem o ato religioso deveriam ser presos e remetidos a intendência geral da Polícia.
Data do documento: 9 de novembro de 1818.
Local: Rio de Janeiro.
Folha(s):7v.

Conjunto documental: registros de ofícios expedidos da polícia para o governo das armas da corte, marinha e mais patentes militares e ordenanças.
Notação: Códice 326,vol. 03.
Datas – limite: 1818-1822.
Título do fundo: Polícia da Corte
Código do fundo: 0E 
Argumento de pesquisa: festas religiosas
Ementa: carta de Paulo Fernandes Viana, intendente geral da Polícia, para o comandante do distrito de Irajá. Nesse documento o intendente afirmava que nos meses de setembro ou outubro seriam realizadas festas e um Círio em homenagem a Nossa Senhora da Penha “como se fazia em Portugal”. Para o sucesso das festas, as estradas do distrito deveriam sofrer alterações para o melhor fluxo de “imenso povo, das seges e cavalos”. Todas as alterações deveriam estar prontas dentro de um mês.
Data do documento: 6 de setembro de 1819.
Local: Rio de Janeiro.
Folha(s): 50.

Conjunto documental: Registros de ofícios expedidos da polícia para o governo das armas da corte, marinha e mais patentes militares e ordenanças.
Notação: Códice 326,vol. 03.
Datas – limite: 1818-1822.
Título do fundo: Polícia da Corte
Código do fundo: 0E 
Argumento de pesquisa: festas religiosas
Ementa: carta de Paulo Fernandes Vianna, intendente geral da Polícia, para o comandante do distrito de Irajá, tenente coronel Joaquim Marianno de Oliveira Muniz. Nesse documento Paulo Fernandes afirma ser preciso adiantar os serviços da estrada da Penha e o “conserto” da ladeira da capela para que o povo tivesse facilidade para subir. A festa do Círio aconteceria entre os dias 23 e 25 de setembro. Para as despesas do conserto da ladeira, o comandante deveria procurar o juiz da irmandade de nossa senhora da Penha. Também afirma que o diretor da festa não hesitará em ajudar e que para o tráfego de seges e carros, deve-se desviá-los para os lados de modo a ficar trinta metros de estrada livre.
Data do documento: 16 de setembro de 1819.
Local: Rio de Janeiro.
Folha(s): 51v.

Conjunto documental: Registros de ofícios expedidos da polícia para o governo das armas da corte, marinha e mais patentes militares e ordenanças.
Notação: Códice 326,vol. 03.
Datas – limite: 1818-1822.
Título do fundo: Polícia da Corte.
Código do fundo:0E 
Argumento de pesquisa: festas religiosas
Ementa: carta de Paulo Fernandes Viana, intendente geral da Polícia, para o comandante do distrito de Irajá, tenente coronel Joaquim Marianno de Oliveira Muniz. O remetente recomenda que as barracas que fossem feitas para a festa do Círio deveriam ficar nos lados da praça, construída para a festa com os fundos para os sítios de Angélica Maria da Silva e Justiniano Manuel da Paixão. Assim as barracas não tirariam a beleza da praça. No fim da mesma as barracas não seriam permitidas; desse modo o tráfego de seges e cavalos não seria dificultado. O autor também afirma que no dia 22 do mesmo mês, ele mandaria para esse arraial uma guarda de cavalaria de polícia para a realização de rondas no local e que como quartel seria usada uma das casas da irmandade de nossa senhora da Penha.
Data do documento: 18 de setembro de 1819.
Local: Rio de Janeiro.
Folha(s): 54v e 55.

Conjunto documental: Registros de ofícios expedidos da polícia para o governo das armas da corte, marinha e mais patentes militares e ordenanças.
Notação: Códice 326,vol. 03.
Datas – limite: 1818-1822.
Título do fundo: Polícia da Corte
Código do fundo: 0E 
Argumento de pesquisa: festas religiosas
Ementa: carta de Paulo Fernandes Viana para o tenente coronel Joaquim Marianno de Oliveira Muniz. O autor afirmava que a festa do Círio de nossa senhora da Penha sairia da cidade a não ser que os preparativos ficassem prontos até 15 de setembro. Dentre os preparativos, dever-se-ia evitar barracas perto da ladeira e dos lados das casa dos romeiros. Também seria necessário “aprontar” as estradas do arraial até o sítio de Jozé Bento para o melhor trânsito de seges e carros.
Data do documento: 19 de agosto de 1820.
Local: Rio de Janeiro.
Folha(s): 76v.

Conjunto documental: Ordens do dia da Guarda Real da Polícia da Corte
Notação: Códice 749
Datas – limite:1809 - 1817
Título do fundo: Polícia da Corte
Código do fundo: 0E 
Argumento de pesquisa: festas religiosas
Ementa: ordem para que todos os regimentos de Linha das Milícias pegassem em armas para acompanhar a procissão do corpo de Deus.
Data do documento: 24 de maio de 1815
Local: Quartel General da Polícia da Corte
Folha(s): 69

Conjunto documental: Ordens do dia da Guarda Real da Polícia da Corte
Notação: Códice 749
Datas – limite:1809 - 1817
Título do fundo: Polícia da Corte
Código do fundo: 0E 
Argumento de pesquisa: festas religiosas
Ementa: ordem para que no sábado de Aleluia os músicos dos três regimentos de Infantaria e Artilharia se apresentassem ao Coronel Francisco Manuel Mello para que fosse determinado onde deveriam tocar.
Data do documento: 18 de abril de 1810
Local: Quartel General da Polícia da Corte
Folha(s): 6

Conjunto documental: Ordens do dia da Guarda Real da Polícia da Corte
Notação: Códice 749
Datas – limite:1809 - 1817
Título do fundo: Polícia da Corte.
Código do fundo: 0E 
Argumento de pesquisa: festas religiosas
Ementa: ordem para que o regimento de Linha fosse para a porta da igreja do convento do Carmo para acompanhar a procissão do Santíssimo Sacramento.
Data do documento: 21 de outubro de 1810
Local: Quartel General da Polícia da Corte
Folha(s): 17

Conjunto documental: Ordens do dia da Guarda Real da Polícia da Corte
Notação: Códice 749
Datas – limite:1809 - 1817
Título do fundo: Polícia da Corte
Código do fundo: 0E 
Argumento de pesquisa: festas religiosas
Ementa: ordem para que os regimentos de Linha de Artilharia e Infantaria pegassem em armas e marchassem para o largo do Real Paço no dia da festa de Corpus Christi, para acompanhar a procissão organizada pela Real Capela.
Data do documento: 19 de junho de 1811
Local: Quartel General da Polícia da Corte
Folha(s): 31v

Conjunto documental: Culto Público. Ministério do Império. São Paulo. Correspondência
Notação:IJJ 11 27
Datas – limite: 1803-1868
Título do fundo: Série Interior
Código do fundo: A2
Argumento de pesquisa: festas religiosas
Ementa: carta do bispo de São Paulo d. Matheus ao ministro do Reino, conde de Aguiar. Na carta o bispo comunica ao ministro a ordem que recebeu do príncipe regente para que se fizesse os sufrágios pela alma da infanta Maria Anna com toda a solenidade conforme o costume.
Data do documento: 3 de julho de 1813
Local: São Paulo
Folha(s): 616

Conjunto documental: Culto Público. Ministério do Império. São Paulo. Correspondência
Notação: IJJ 11 27
Datas – limite: 1803-1868
Título do fundo: Série Interior
Código do fundo: A2
Argumento de pesquisa: festas religiosas
Ementa: carta do bispo d. Matheus ao ministro do reino conde de Aguiar na qual o bispo acusa o recebimento do ofício em que o ministro dava instruções sobre o que deveria ser feito com relação a celebração do jubileu da chegada da corte real no Brasil.
Data do documento: 18 de setembro de 1809
Local: São Paulo
Folha(s): 73

Conjunto documental: Culto Público. Ministério do Império. São Paulo. Correspondência
Notação: IJJ 11   27
Datas – limite: 1803-1868
Título do fundo: Série Interior
Código do fundo: A2
Argumento de pesquisa: festas religiosas
Ementa: requerimento do bispo de São Paulo d. Matheus ao rei em que reclamava da condição dos paramentos da sua Sé. Pedia ao rei novos paramentos para que os cultos e festas estivessem à altura digna do ministério divino.
Data do documento: 5 de janeiro de 1821
Local: São Paulo
Folha(s): 37

Conjunto documental: Mesa da Consciência e Ordens
Notação: caixa 291, Pct. 02
Datas – limite:1809-1826
Título do fundo: Mesa da Consciência e Ordens
Código do fundo:4J
Argumento de pesquisa: Festas religiosas
Ementa: requerimento em nome dos irmãos da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte da vila de Taubaté feito pelo confrade provedor José Lourenço Rebelo pedindo ao bispo de São Paulo d. Matheus providências com relação aos paramentos das festividades da Santa protetora da Irmandade.
Data do documento: 27 de setembro 1820
Local: São Paulo
Folha(s):14

Conjunto documental: Compromisso da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário da vila de Nossa Senhora da Vitória, comarca do Espírito Santo
Notação: Códice 835, vol. 01
Datas – limite: 1790-1790
Título do fundo: Diversos Códices - SDH
Código do fundo:NP
Argumento de pesquisa: festas religiosas
Ementa: o documento trata da criação de um regulamento interno de obrigações dos irmãos da Confraria do Santíssimo Rosário. Este regulamento foi criado pelo frei Antônio Maria e começava com uma carta dele aos confrades em que se falava da necessidade de construção de uma capela para a virgem Maria do Santíssimo Rosário. Após a esta construção deveria ser feita uma festa solene e decente  no primeiro domingo de outubro contendo os seguintes componentes rituais: missa cantada, sermão e o Santíssimo Sacramento exposto até a hora da procissão, que levaria a imagem de Nossa Senhora.
Data do documento: s.d.
Local: s.l.
Folha(s):6 a 10

ABREU, Martha. O Império do Divino, festas populares e cultura no Rio de Janeiro, 1830-1900. Rio de Janeiro: Nova Fronteira; São Paulo: Fapesp,1999.

ARAÚJO, Emmanuel. O Teatro dos vícios, transgressão e transigência na sociedade urbana colonial. Rio de Janeiro: José Olympio, 1993.CAMURÇA, Marcelo Ayres; PEREIRA, Mabel Salgado. Festa e Religião. Juiz de Fora: Templo Editora, 2003.JANCSÓ, István; KANTOR, Iris (org). Festa: cultura e sociabilidade na América portuguesa.São Paulo: Hucitec/Edusp/Fapesp/Imprensa Oficial, 2001.2v.PRIORE, Mary Del. Festas e utopias no Brasil Colonial. São Paulo: Brasiliense, 1994.SANTOS, Beatriz Catão Cruz.  O Corpo de Deus na América; a festa de Corpus Christi nas cidades da América portuguesa – século XVIII. Niterói: Universidade Federal Fluminense (tese de doutorado), 2000.SILVA, Maria Manuela de Souza e. “A historiografia descobre a “festa” in:  Hélade,  1 (1), 2000. p. 38-52.

SOARES, Marisa de Carvalho. Devotos da Cor; identidade étnica, religiosidade e escravidão no Rio de Janeiro, século XVIII. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001.

SOUZA, Iara Lis Carvalho. Pátria Coroada; o Brasil como Corpo político autônomo - 1780-1831. São Paulo: UNESP, 1999.

TINHORÃO, José Ramos. As festas no Brasil colonial.  São Paulo: Editora 34