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Agricultura e fisiocracia no Império luso-brasileiro

Cláudia Beatriz Heynemann
Editora do site O Arquivo Nacional e a História Luso-Brasileira

Em ofício de d. Rodrigo de Sousa Coutinho para Manoel Ferreira da Câmara sobre sua viagem à Bahia, o então ministro da Marinha e Domínios Ultramarinos manifesta preocupação com as queimadas e derrubadas das matas para dar lugar ao plantio da mandioca. Instrui Ferreira da Câmara a alertar os proprietários de terra sobre os perigos deste método, além de pedir que ele fornecesse algo útil para a cultura de pimenta, canela, especiarias em geral, e que procurasse por sementes de árvore seca utilizada em construções navais e da "árvore pão". D. Rodrigo refere-se à passagem de Câmara pela Bahia com o objetivo de auxiliar o príncipe regente nos seus negócios particulares disponibilizando seus conhecimentos e seu "luminoso trabalho" para angariar melhoramentos para aquela capitania,[1] o que viria a ser uma etapa na longa trajetória de Manuel Ferreira da Câmara Bethencourt Aguiar e Sá a Minas Gerais para assumir o cargo de intendente geral das Minas, o que o notabilizaria como o intendente Câmara.[2]

O naturalista e mineralogista é destinatário de mais um registro arrolado nessa seção em correspondência da Câmara de Salvador, Bahia, solicitando que informe sobre o comércio e a lavoura daquela cidade. Escrita logo nos primeiros meses da chegada da corte ao Brasil, perguntava sobre a existência de alguma "causa opressiva" contra a lavoura e o meio de evitá-la; se a lavoura vinha se ampliando, qual vinha a ser a situação do comércio, a saber, os gêneros mais e os menos lucrativos e das vantagens da negociação direta do comerciante com o lavrador.[3]

Entre outros aspectos a correspondência envolvendo Ferreira da Câmara é indicativa do debate em torno do incentivo concedido à atividade agrícola ou à mineradora, tema de discussão para homens como o bispo Azeredo Coutinho, que acusava o desvio de braços da lavoura, posição claramente não adotada por d. Rodrigo e pela administração joanina. A documentação é rica em referências sobre o programa ilustrado setecentista, que em sua matriz luso-brasileira recairia essencialmente sobre a introdução de novas culturas, a exploração da natureza segundo padrões científicos que envolveriam a experiência e observação.

A aclimatação de plantas como preconizado, a adoção da taxionomia e da nomenclatura lineanas, a crença no princípio da utilidade da ciência e do meio natural moveram a política pombalino-mariana naquela segunda metade do XVIII, ainda que desde o século XVII e antes do Sistema Natural de Lineu se pudesse encontrar no "reino cadaveroso" aqueles que se ocupavam dessas experiências, como o fez o padre francês Rafael Bluteau em 1679, um ‘estrangeirado' na Lisboa de d. João V, na Instrução sobre a cultura das amoreiras e a criação dos bichos da seda.[4] O mesmo assunto é encontrado em uma memória complementada com uma exposição sobre a importância da agricultura para o progresso do Estado[5] e em cartas como a do comerciante Francisco Ignácio de Siqueira Nobre ao conde dos Arcos, Marcos de Noronha e Brito.[6]

Entre as recomendações de Souza Coutinho destacava-se o incentivo às plantações de pimenta, canela e árvore pão, além de árvores que se converteriam em madeira para construção naval e especiarias em geral. Tem-se nesse trecho, de modo condensado, muito da aventura colonial, das escolhas e perspectivas que, na origem, foram a história do reino e do ultramar e, amplamente, da Europa em seu encontro com o Novo Mundo. Antes de tudo tratava-se de reaver o tempo perdido no Oriente. Tal mudança de eixo acompanhava o sentimento e percepção de um declínio do Império, enquanto se elegia a colônia americana na retomada pombalina do pacto colonial.

No século XVI, comenta José Hermano Saraiva, dos armazéns da Casa da Índia exalava-se à pimenta e à canela: "é toda a cidade, e não tarda que seja todo o reino, que recende a especiaria", em referência à rima de Sá de Miranda, de 1535, "mais me temo de Lisboa/que ao cheiro desta canela /o reino nos despovoa". E é a esse mesmo aroma que se refere Sérgio Buarque de Holanda para indicar os desvios ao Oriente, "mais tarde, quando o cheiro da canela indiana começa a despovoar o reino",[7] uma imagem não apenas da dispersão de Portugal pelo Império, mas ainda dos efeitos deletérios exercidos pelas navegações sobre a burguesia mercantil portuguesa que, em sua mobilidade, viria aderir aos padrões vigentes da nobreza e não a novos valores.

            Retomar essas culturas na América mereceria atenção da Coroa, como demonstra a carta de José Caetano de Araújo ao vice-rei do Estado do Brasil, a propósito da "naturalização das plantas orientais" e a sua bem sucedida experiência com as caneleiras.[8] Promover a reunião e aprimoramento de espécies em outros solos era um projeto que conjugava os resultados imediatos com a sua própria dinâmica: conhecer a natureza, organizar coleções, dominar a língua científica, criar jardins botânicos e gabinetes de história natural. Partilhavam também as ambições que permearam a época moderna como a utopia da fruta pão, outra das espécies encomendadas por d. Rodrigo e que representou uma esperança de alimento abundante, capaz de suprir a fome dos povos, mesmo que na realidade os europeus tenham continuado a se alimentar de batatas.[9]

A insistência nessa pauta permeia parte importante da escrita ilustrada presente na correspondência, na tradição memorialista, nas listas, instruções para remessas, inventários das coleções ou relatos de expedições que dispõem a rede, em uma imagem cara a muitos autores, articulando os diversos núcleos do Império luso-brasileiro. Nessa economia da História Natural, a fundação de hortos e jardins botânicos, o projeto das viagens filosóficas, os dicionários e sistemas medicinais, toda uma sorte de conhecimento é sistematizada e direcionada ao seu grande cliente, o Estado:

O advento da segunda metade do século XVIII coincidiu com a realização de um enorme esforço de renovação do conhecimento que envolveu indivíduos e instituições e que foi, em grande medida, promovido, financiado e suportado pelo Estado (...). O principal destinatário desta informação era, em nosso entender, o Estado português. A Coroa participou, de forma quase onipresente, neste processo de renovação cultural e científica (...). Cientistas e funcionários criaram e sustentaram uma rede de informação que permitiu ao Estado português setecentista conhecer de forma mais aprofundada e precisa os seus domínios na Europa, Ásia, África e, sobretudo, na América, ou seja, reconhecer os limites físicos dessa soberania, bem como as potencialidades econômicas do território administrado.[10]

A política fomentista do Estado português tinha, assim, como enunciado, a descoberta e exploração das riquezas naturais em todas as suas potencialidades, com novas espécies, novos métodos e usos em seu império e, principalmente, na colônia americana. Percorrer o reino e seus domínios significava cumprir extenso programa de extração de conhecimento e de espécimes que, no âmbito da doutrina econômica, encontrava seu leito teórico nas ideias fisiocratas. Nascida na França, essa escola vinha confrontar o mercantilismo, tido como a "ciência da riqueza", advogando a primazia da agricultura e adotando uma dada postura liberal inspirada pela obra A riqueza das nações de 1776, de Adam Smith. A fisiocracia nascia no âmbito da crise financeira e política da Guerra dos Sete Anos e teve em François Quesnay, médico do rei Luis XV, seu fundador. Em 1753 ele expôs tais princípios pela primeira vez no verbete fermiers - agricultores, publicado na Encyclopédie, e, em 1758, publicou o Tableau économique, obra que se tornaria o marco dessa matriz de pensamento e na qual Quesnay se serve de uma fórmula aritmética da circulação das riquezas na sociedade para evidenciar os postulados da teoria.[11]

Ainda que os pressupostos da fisiocracia tenham tido uma vigência breve e incerta, eles foram desenvolvidos e propagados pelo influente grupo político e intelectual luso-brasileiro no qual se destacaram homens como o naturalista Domenico Vandelli, vinculados à Real Academia de Ciências de Lisboa, e municiaram a política econômica sob o reinado mariano, na perspectiva da ampliação do papel do Estado, na defesa do despotismo como forma de governo e na equação que relacionava diretamente os lucros gerados pela agricultura à riqueza do reino. A crítica às diretrizes pombalinas, expressas na supressão das companhias comerciais e em outras medidas relativas aos monopólios e às manufaturas régias, não deve ser tomada, no entanto, como indício de uma ruptura com os fundamentos da governação pombalina, incluindo a relação com as colônias, dentre elas e em primeiro plano a América portuguesa. Sob esse aspecto, não haveria paradoxo na convivência do pensamento reformista fisiocrata e da prática mercantilista, tal como afirma Fernando Novais ao analisar o movimento ilustrado luso-brasileiro. O "traço fisiocrático" de um excedente gerado pela natureza, a ênfase na agricultura, poderia fazer pensar "numa adesão sistemática à fisiocracia. Na realidade, porém, o pensamento fisiocrático era mobilizado para servir a uma política econômica reformista". Trata-se de um ecletismo que envolvia o sistema de Colbert associado ao abandono da ortodoxia mercantil, escreve Novais, concluindo que "o pragmatismo cientificista lastreava o mercantilismo".[12]

O esforço em afirmar a preeminência da agricultura e a necessidade de promover o desenvolvimento econômico pelo conhecimento e uso ampliado dos recursos naturais é qualificado por Jorge Pedreira como um agrarismo, inscrito nos trabalhos da Academia aos quais, por sua vez, faltava "densidade teórica e consistência doutrinária, baseando-se na recuperação ou atualização de ideias e até de mitos tradicionais - como o da decadência. Os agraristas, na sua maior parte, facilmente abdicavam das suas máximas por razões pragmáticas".[13] Esse comportamento não se restringe à adesão algo vacilante à fisiocracia, devendo-se notar que o ecletismo científico e filosófico e a leitura bastante particular da própria história portuguesa - donde se depreende o comentário de Pedreira sobre o mito da decadência - marcaram a Ilustração portuguesa. A longa série de registros - memórias e correspondência - conservada pelo Arquivo Nacional forma um quadro de intenso investimento na agricultura e em produtos valorizados, exóticos, resultantes da observação, experimentação e intervenção no meio natural, o que, por um lado, evidencia uma estratégia de preservação do sistema colonial e, não menos importante, promove a inserção luso-brasileira no âmbito das academias, das universidades, para além do mundo ibérico, distinguidos pela circulação do saber científico, aqui especialmente da taxionomia e nomenclatura da natureza.

A política desenvolvida sob d. Maria I e que tem em d. Rodrigo de Souza Coutinho uma personagem chave, ocupante, entre outros cargos, da pasta do Real Erário entre 1801 e 1803, não viria modificar fundamentalmente o sistema colonial: "o Estado não podia dispensar a economia imperial baseada no monopólio dos negociantes portugueses sobre o comércio com os seus domínios".[14] Como ministro da Marinha e Domínios Ultramarinos de 1796 a 1801, d. Rodrigo é o interlocutor necessário de boa parte dos registros nos quais transparece a política de incentivo à aclimatação de plantas, introdução de novas espécies, melhorias nas técnicas agrícolas, o ensino e a prática científica em jardins botânicos e museus de história natural. Assim, não escapará ao pesquisador a carta de Souza Coutinho, de 1799, ao conde de Resende, José de Castro,[15] relatando que continua instruindo os habitantes do Brasil sobre os artigos de agricultura e indicando que a obra Fazendeiro do Brasil deveria ser vendida a dois mil réis cada.[16]

Do acervo do Arquivo Nacional foram destacados documentos referentes essencialmente à introdução e melhoria de novas culturas, objeto de atenção da política ilustrada e da pesquisa científica no campo da História Natural. Assim, o sândalo, o linho cânhamo, a cochonilha, a descoberta de árvores resinosas, bem como o aperfeiçoamento da lavoura do tabaco e o cultivo da canela e demais especiarias configuram o rol de produtos recorrentes nas determinações dos protagonistas das cortes de d. José I a d. João VI. As teses fisiocratas professadas pelos círculos ilustrados vicejaram em um período no qual, deve-se mencionar, assistiu-se ao que o historiador americano Dauril Alden chamou de "renascimento agrícola do Brasil", expressão lembrada por Jorge Pedreira para explicar que, se a política conduzida por d. Rodrigo de Souza Coutinho preservara o sistema colonial, é porque este tinha uma sólida estrutura, com a divisão do trabalho entre a colônia e a metrópole acentuada graças ao desenvolvimento da agricultura mercantil brasileira impulsionada pelo açúcar e pelo algodão.[17]

Na correspondência proveniente de fundos e coleções como Vice-reinado; Diversos Códices - SDH; Série Interior; Junta da Fazenda da província de São Paulo; Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação e Negócios de Portugal pode-se distinguir dois percursos seguidos na perspectiva de manutenção do Império, do pacto, do Brasil tido como a parte mais importante do que se conceitua uma monarquia pluricontinental. Por um lado e já visto nesse comentário, procurava-se retomar o Oriente, trazendo para a América plantas e animais, tema da carta enviada ao governador do Estado português na Índia, conde de Sarzedas, Bernardo José Maria Lorena e Silveira, e ao tenente coronel da armada de Goa, José Joaquim da Silva Freitas, por d. Rodrigo de Souza Coutinho, em 12 de dezembro de 1808. Sementes de teca, canela do Ceilão, cardamomo, sândalo, cravo, noz moscada, cada uma dessas enviada de uma região diferente da Ásia, como Onor, Talacheira, Cananor, Goa, Alapé, Mangalor, Ilhas Malacas, Pulo Penang, além de "alguns cavalos do país dos persas, e árabes, com algumas éguas escolhidas" formavam a remessa ordenada pela corte no Rio de Janeiro.[18]

Por fim, a veiculação dos princípios da fisiocracia e o ambiente ilustrado luso-brasileiro pautado pelas academias e universidades europeias guardava uma possível contradição inerente ao confronto entre uma dada realidade e o ideário professado pelo grupo dirigente. Tal interpretação pode estar atrelada à convicção de que há um nexo obrigatório entre essas duas instâncias - as ideias teriam um lugar e dele decorreriam. Em outra via, o discurso poderia ser uma apropriação consciente ou não, que antes servia a interesses tradicionais, sendo exemplar o papel de Azeredo Coutinho em sua defesa da atividade agrícola, "verdadeira fonte da riqueza nacional". Para Sérgio Buarque de Holanda nessa aparente absorção das doutrinas econômicas europeias, o autor do Ensaio econômico sobre o comércio de Portugal e suas colônias, de 1794, buscava assegurar "os tradicionais privilégios de uma aristocracia colonial e semifeudal: a aristocracia dos grandes proprietários rurais do Brasil".[19] Deve-se entender, portanto, que a manutenção desses privilégios está no cerne mesmo do sistema colonial, no âmbito do que se definiria como o "Antigo Regime católico luso-americano (...) uma sociedade ‘estamental' ciosa de suas diferenças sociopolíticas (status), na qual o uso do excedente econômico visava à reprodução no tempo, das próprias diferenças".[20]

[1] Arquivo Nacional. Coleção de memórias e outros documentos sobre vários objetos. Diversos Códices - SDH. Códice 807, v. 1, fls. 49-52v. Lisboa, 24 de novembro de 1800.
[2] Manuel Ferreira da Câmara Bethencourt Aguiar e Sá (1764-1835) nasceu em Minas Gerais. Ingressou no curso de Leis na Universidade de Coimbra em 1783 e no ano seguinte tornou-se aluno também no curso de Filosofia Natural. Membro da Academia Real das Ciências de Lisboa a partir de 1789 ligou-se ao grupo do químico paduano Domenico Vandelli. Empreendeu uma viagem científica no campo da metalurgia e da mineração por vários países da Europa Central e Setentrional na companhia de José Bonifácio de Andrada e Silva, seguindo, posteriormente, uma carreira política tendo sido deputado constituinte em 1823. Cf. o clássico estudo de Marcos Carneiro de Mendonça. O intendente Câmara: Manuel Ferreira da Câmara Bethencourt e Sá, intendente geral das Minas e dos Diamantes 1764-1835. Consultar: Presidentes da Câmara dos Deputados (fase imperial): 3º - Manuel Ferreira da Câmara Bittencourt e Sá. Boletim da Biblioteca da Câmara dos Deputados. v. 18, n. 2, maio-agosto 1969. Disponível em: <http://bd.camara.gov.br/bd/bitstream/handle/bdcamara/12760/presidentes_camara_bittencourt.pdf>. Acesso em: 22 de dezembro de 2016; VARELA, Alex Gonçalves. A trajetória do ilustrado Manuel Ferreira da Câmara em sua "fase europeia" (1783-1800). Disponível em: Revista Tempo, v. 21, n. 23, 2007. <http://www.scielo.br/pdf/tem/v12n23/v12n23a09.pdf>. Acesso em: 22 de dezembro de 2016.
[3] Arquivo Nacional. Avisos e ofícios. Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Guerra. Série Interior. IJJ¹ 758. Salvador, 12 de maio de 1808.
[4] BLUTEAU, R. Prosas portuguesas recitadas em diferentes congressos acadêmicos. Lisboa Ocidental: Oficina de José António da Silva, 1728.
[5] Arquivo Nacional. Coleção de memórias e outros documentos sobre vários objetos. Diversos Códices - SDH. Códice 807, v. 10, fls. 31 a 55. S.l. S.d.
[6] Arquivo Nacional. Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação. Caixa 427, pct. 1 Bahia, 5 de agosto de 1811.
[7] HOLANDA, S. B. O semeador e o ladrilhador. In: ______. Raízes do Brasil. 23ª edição. Rio de Janeiro: José Olympio, 1991, p. 78.
[8] Arquivo Nacional. Vice-reinado. Capitania do Rio de Janeiro. Caixa 746, pct. 1. Rio de Janeiro, 11 de junho de 1803.
[9] CORSI, P. Décrire ou classer? Taxinomies au XVIIIè siècle. In: SHAER, R. (dir.). Tous les savoirs du monde, encyclopedies et bibliotheèques, de Sumer au XXIè siècle,  [Cidade: editora, ano], p. 209.
[10] DOMINGUES, A. Para um melhor conhecimento dos domínios coloniais: a constituição de redes de informação no Império português em finais do Setecentos. História, Ciências, Saúde - Manguinhos, v. VIII (suplemento), 823-838, 2001, p. 824.
[11] Le Mée, René. Physiocratie. In: DELON, M. (dir.). Dicionnaire européen des Lumières. Paris: PUF, 1997, p. 860.
[12] NOVAIS, Fernando. Portugal e Brasil na crise do antigo sistema colonial (1777-1808). São Paulo: Hucitec, 1989, p. 228.
[13] PEDREIRA, Jorge. A economia política do sistema colonial. In: FRAGOSO, J.; GOUVÊA, Mª de Fátima (org.). O Brasil colonial, v. 3. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2014, p. 448-449.
[14] Ibidem, p. 451.
[15] Arquivo Nacional. Correspondência da corte com o vice-reinado. Secretaria do Estado do Brasil. Códice 67, v. 24, fl. 18. Lisboa, 8 de fevereiro de 1799.
[16] Conforme Fernando Reis, a obra, editada por frei José Mariano da Conceição Veloso, é uma enciclopédia de "11 volumes de textos monográficos que tratavam desde o fabrico do açúcar até ao cultivo de especiarias, a preparação de leite e derivados, ou as novas bebidas alimentares, café e cacau. Destinava-se a instruir os agricultores brasileiros e nos seus prefácios é possível identificar as concepções econômicas de José Mariano da Conceição Veloso". In: VELOSO, José Mariano da Conceição (1742-1811). A ciência em Portugal: personagens e episódios. Disponível em: <http://cvc.instituto-camoes.pt/ciencia/p16.html:. Acesso em: 21 de dezembro de 2016. Cf. O fazendeiro do Brasil, melhorado na economia rural dos gêneros já cultivados, e de outros que se podem introduzir: e nas fábricas que lhe são próprias, segundo o melhor que se tem escrito a este assumpto, coligido de memórias estrangeiras por Fr. José Mariano da Conceição Velloso. Lisboa: Na Régia Oficina Tipográfica, 1798 a 1806.
[17] PEDREIRA, Jorge, op. cit, p. 453.
[18] Arquivo Nacional. Avisos e ofícios. Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Guerra. Série Interior. IJJ¹ 758. Rio de Janeiro, 12 de dezembro de 1808.
[19] HOLANDA, S. B. Obras econômicas de J. J. da Cunha de Azeredo Coutinho (1794-1804). In: ______. Livro dos prefácios. São Paulo: Companhia das Letras, 1996, p. 69.
[20] FRAGOSO, J.; GUEDES, R. KRAUSE, T. A América portuguesa e os sistemas atlânticos na época moderna. Monarquia pluricontinental e Antigo Regime. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2013, p. 100.

Conjunto documental: Capitania do Rio de Janeiro
Notação: caixa 746, pct. 01
Datas-limite: 1700-1808
Título do fundo: Vice-reinado
Código do fundo: D9
Argumento de pesquisa: agricultura
Ementa: carta de José Caetano de Araújo, tenente coronel de milícias, para o vice-rei do Estado do Brasil, marquês de Aguiar, na qual, em razão da vontade deste de promover a "naturalização das plantas orientais", achou necessário dar ciência do progresso das caneleiras. Observa que é necessária a adaptação da plantação de "estacas" e "esgalhos" com o objetivo de multiplicar a cultura deste gênero.
Data do documento: 11 de junho de 1803
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): -

Conjunto documental: Capitania do Rio de Janeiro
Notação: caixa 746, pct. 01
Datas-limite: 1700-1808
Título do fundo: Vice-reinado
Código do fundo: D9
Argumento de pesquisa: agricultura
Ementa: carta remetida pelo tenente coronel de milícias José Caetano de Araújo para o conde de Resende, vice-rei do Brasil, sobre a plantação e distribuição das sementes de cânhamo para quem desejasse plantá-las em suas terras. A medida visava ao sucesso da lavoura, que promoveria um ramo muito vantajoso do comércio, segundo as observações do tenente coronel, já que estas sementes prosperavam em terrenos úmidos.
Data do documento: 10 de fevereiro de 1800
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): -

Conjunto documental: Capitania do Rio de Janeiro
Notação: caixa 746, pct. 01
Datas-limite: 1700-1808
Título do fundo: Vice-Reinado
Código do fundo: D9
Argumento de pesquisa: agricultura
Ementa: ofício de d. Rodrigo de Souza Coutinho para d. Fernando José de Portugal e Castro sobre a plantação de sândalo, com sementes que recebeu do governador e capitão General do Estado da Índia.
Data do documento: 16 de dezembro de 1801
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): -

Conjunto documental: Capitania do Rio de Janeiro
Notação: caixa 746, pct. 01
Datas-limite: 1700-1808
Título do fundo: Vice-Reinado
Código do fundo: D9
Argumento de pesquisa: agricultura
Ementa: ofício de d. Rodrigo de Souza Coutinho para d. Fernando José de Portugal e Castro sobre a plantação de teca e pina no Brasil, pois dão madeiras que são excelentes para a construção e mastreação, e que receberam da Índia.
Data do documento: 30 de dezembro de 1801
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): -

Conjunto documental: Capitania do Rio de Janeiro
Notação: caixa 746, pct. 01
Datas-limite: 1700-1808
Título do fundo: Vice-Reinado
Código do fundo: D9
Argumento de pesquisa: agricultura
Ementa: relatório sobre a capitania do Rio de Janeiro feito pelo marquês do Lavradio para seu sucessor, o próximo vice-rei, d. Luiz Vasconcelos de Souza, de forma que este tome ciência da situação da região. Entre os itens descritos, a agricultura é abordada como sendo um meio para que o povo não passe por necessidade em caso de algum "aperto" e possa trabalhar como desejava d. João V quando mandou instrumentos como enxadas, picaretas e sementes para serem distribuídas aos pobres.
Data do documento: 19 de junho de 1779
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): -

Conjunto documental: Capitania do Rio de Janeiro
Notação: caixa 746, pct. 01
Datas-limite: 1700-1808
Título do fundo: Vice-Reinado
Código do fundo: D9
Argumento de pesquisa: agricultura
Ementa: ofício de Francisco Cláudio Pinto da Cunha e Souza para o vice-rei, conde de Resende, d. José Luís de Castro, informando sobre a plantação de canela na capitania. Havia plantado 36 "estacas" e não havia dado frutos, mas que estava se esforçando para promover esta plantação já que esta era uma especiaria de suma importância para a pátria.
Data do documento: 28 de março de 1799
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): -

Conjunto documental: Capitania do Rio de Janeiro
Notação: caixa 746, pct. 01
Datas-limite: 1700-1808
Título do fundo: Vice-Reinado
Código do fundo: D9
Argumento de pesquisa: agricultura
Ementa: relação de substâncias medicinais produzidas no Brasil, mandada fazer por d. José I ao boticário Manoel Gonçalves Vale para o Hospital Militar de Lisboa relatando as condições em que são encontradas, clima e região. Entre algumas das substâncias citadas estão a canela-casca, a contraerva e o bálsamo-peruviano.
Data do documento: s.d
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): -

Conjunto documental: Coleção de memórias e outros documentos sobre vários objetos
Notação: códice 807, vol. 02
Datas-limite: 1608-1842
Título do fundo: Diversos Códices - SDH
Código do fundo: NP
Argumento de pesquisa: agricultura
Ementa: memória do juiz de fora Joaquim de Amorim Castro para d. Maria I, na qual faz observações sobre a "manufatura" do tabaco na capitania da Bahia, buscando o melhoramento e conservação da sua cultura, através dos seus conhecimentos em História Natural. Joaquim de Amorim Castro aponta a ignorância dos lavradores como causa para a imperfeição daquela cultura e sua conservação, pois estes procuram solos argilosos para efetuar a plantação, porém este não dá passagem para os nutrientes, sendo o ideal para a plantação um solo humoso. Outros responsáveis pelo insucesso do gênero são os atravessadores que fazem os lavradores anteciparem as colheitas. Entre as observações feitas por Joaquim de Amorim Castro, percebe-se a preocupação com a preparação da terra com estrumes, e com a época de plantio que deveria ser nos meses de junho e julho. Ainda descreve alguns procedimentos que julga necessários para o sucesso da cultura, como cortar os "olhos da planta" depois de um mês de plantio com o objetivo de não "viciar" em flores. Refere-se à colheita como sendo de grande importância para o sucesso do plantio deste gênero, sendo feita de preferência em novembro, dezembro e janeiro. Além destas observações Castro também dá suas contribuições para o comércio do tabaco. Chama a atenção para o problema do aumento da produção que conseqüentemente acarretaria na baixa dos preços e para a incerteza da taxação dos preços pela Mesa de Inspeção.
Data do documento: 23 de junho de 1788
Local: s.l.
Folha(s): 271 a 490

Conjunto documental: Coleção de memórias e outros documentos sobre vários objetos
Notação: códice 807, vol. 01
Datas-limite: 1534-1875
Título do fundo: Diversos Códices - SDH
Código do fundo: NP
Argumento de pesquisa: agricultura
Ementa: ofício de d. Rodrigo de Sousa Coutinho para o naturalista Manoel Ferreira da Câmara sobre a viagem deste para Bahia com o objetivo de auxiliar o príncipe regente nos seus negócios particulares. Câmara ofereceu-se para contribuir "com as suas grandes luzes", disponibilizando seus conhecimentos para trazer melhoramentos para a cultura da capitania. D. Rodrigo encaminha por meio deste ofício algumas demandas feitas pelo príncipe para Manoel Ferreira da Câmara, alguns objetos que o regente requeria sua observação e parecer. Entre as áreas a serem consideradas, pede d. João que Câmara avalie as potencialidades das minas de ouro, prata e outros metais, para serem "regulados por princípios científicos" para a utilidade pública; avalie também a Casa da Moeda e a Alfândega, para melhor aproveitamento da Real Fazenda. Que dê seu parecer e instruções para o estabelecimento de "nitreiras", locais para produção de adubo de nitrato, de forma a contribuir com as lavouras de subsistência da Bahia. Pede que Câmara investigue se os proprietários estavam derrubando e queimando partes proibidas das matas, pois nesse caso, a Coroa reincorporaria essas regiões de "matas vizinhas ao mar" e indenizaria os proprietários. Revelando preocupação com o método utilizado para limpeza do terreno para a cultura da mandioca, o de derrubar e depois queimar a mata, o regente solicita que Câmara alerte e instrua os agricultores sobre os perigos deste método para o solo, e pede que ele incentive e fomente o melhoramento e aumento das culturas da capitania, como a própria mandioca, mas também da pimenta, canela, especiarias, cochonilha e linho cânhamo, além de "plantas exóticas", como a árvore da teca. forneça "algo útil" para a cultura de pimenta, canela, especiarias em geral. Reforça ainda a necessidade de observar os meios de comunicação e transporte na capitania, como as estradas e os rios, e ainda os melhores usos que se poderiam fazer destes para irrigação das culturas. E por último pede que sugira quais melhoramentos se poderiam fazer nos métodos de adubar os terrenos e quais máquinas e outros instrumentos seriam importantes para o benefício das culturas da Bahia.
Data do documento: 24 de novembro de 1800
Local: Lisboa
Folha(s): 49 a 52v

Conjunto documental: Coleção de memórias e outros documentos sobre vários objetos
Notação: códice 807, vol. 10
Datas-limite: 1798-1836
Título do fundo: Diversos Códices - SDH
Código do fundo: NP
Argumento de pesquisa: agricultura
Ementa: "Memória sobre a cultura da amoreira e a criação do bicho da seda". Na introdução apresenta pensamento ilustrado e progressista acerca do papel da agricultura para a riqueza do homem e do Estado, destacando o avanço das leis agrárias em Portugal. Atribui à agricultura o mérito de "arte" tida como necessária e indispensável para a riqueza da nação e cita a atuação de d. José I como o monarca que lançou os "alicerces" para o desenvolvimento das culturas, e d. Maria I, que mandou criar a cadeira de Agricultura na Universidade de Coimbra, ocupada pelo célebre naturalista Félix de Avelar Brotero. Nas duas partes que seguem, a primeira descreve a cultura das amoreiras; o autor descreve as diferentes espécies, como a negra, a branca e a vermelha, cada uma originária de um determinado lugar, suas frutas, e avalia quais eram mais próprias para o bicho da seda. Analisa também os métodos mais adequados de plantio e de multiplicação, e os cuidados com a lavoura. A segunda parte dedica-se à criação dos bichos da seda, qual local mais adequado, qual temperatura e o manuseio ideais. Ainda destaca a fragilidade do bicho, sensível a diversas doenças e a outras condições adversas, como os trovões, considerados "muito prejudiciais aos bichos". Ao longo da memória exalta-se a grande utilidade e importância da amoreira para as manufaturas de seda, pois esta serve de alimento para o bicho da seda.
Data do documento: s.d
Local: s.l.
Folha(s): 31 a 55

Conjunto documental: Avisos e ofícios. Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Guerra
Notação: IJJ¹ 758
Datas-limite: 1808-1808
Título do fundo: Série Interior
Código do fundo: A6
Argumento de pesquisa: agricultura
Ementa: cópia da carta de Antônio Mendes de Carvalho, inspetor do Corte de Madeiras de Santa Catarina, para d. Rodrigo de Souza Coutinho relatando que a Ilha de Santa Catarina tem boas condições para o desenvolvimento da agricultura, indústria e comércio, mas os métodos adequados para promover a prosperidade da ilha não estavam sendo utilizados. Demonstra que o linho cânhamo se desenvolve bem nas terras e decide plantá-lo por conta própria, apesar deste produto não ter compradores, e também não ter preço estabelecido. No final da carta pede que a Real Fazenda estabeleça o preço do linho.
Data do documento: 2 de outubro de 1808
Local: Santa Catarina
Folha(s): -

Conjunto documental: Avisos e ofícios. Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Guerra
Notação: IJJ¹ 758
Datas-limite: 1808-1808
Título do fundo: Série Interior
Código do fundo: A6
Argumento de pesquisa: agricultura
Ementa: carta enviada ao naturalista Manoel Ferreira da Câmara pela Câmara da cidade da Bahia pedindo informações sobre o comércio e a lavoura nesta cidade. A Câmara deseja saber especificamente se existe alguma "causa opressiva" contra a agricultura e o meio de evitá-la, se a lavoura estava aumentando, qual era a situação do comércio, quais os gêneros mais vantajosos para cultivo e os menos para o comércio, e se a negociação direta do comerciante com o lavrador é mais vantajosa, sem a presença de intermediadores.
Data do documento: 12 de maio de 1808
Local: s.l.
Folha(s): -

Conjunto documental: Avisos e ofícios. Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Guerra
Notação: IJJ¹ 758
Datas-limite: 1808-1808
Título do fundo: Série Interior
Código do fundo: A6
Argumento de pesquisa: agricultura
Ementa: carta remetida por Agostinho Antônio de Faria, intendente da Marinha do Rio Grande do Sul, a José Maria Dantas Pereira, matemático português, relatando a situação do cultivo do cânhamo, do pinheiro e a existência de árvores resinosas de onde se pode extrair o alcatrão. Sobre a cultura do cânhamo faz alguns apontamentos que considera necessários para seu progresso: promover o estabelecimento de feitorias, trazer escravos da Fazenda de Santa Cruz, pois estes são mais novos e, portanto mais fortes, a criação de uma Corporação ou Mesa que fique responsável pela agricultura e comércio do cânhamo e qualquer outro artigo, o estabelecimento de preço baixo para que agrade os agricultores pelo menos até o comércio caminhar por conta própria, e por último incentivar a feitura do óleo de linhaça extraído do linho do cânhamo e ingressar este no comércio. Sobre a cultura do pinheiro alerta para a má qualidade do pinheiro e que para se extrair algo deste gênero, acarretará em muitas despesas.
Local: Porto Alegre
Data do documento: 3 de outubro de 1808
Folha(s): -

Conjunto documental: Correspondência da Corte com o vice-reinado
Notação: códice 67, vol. 12
Datas-limite: 1784-1784
Título do fundo: Secretaria de Estado do Brasil
Código do fundo: 86
Argumento de pesquisa: agricultura
Ementa: carta remetida pelo secretário de Estado da Marinha e do Ultramar, Martinho de Melo e Castro, para o vice-rei do Brasil, d. Luís de Vasconcelos e Souza, relatando a falta de condições da Fazenda Real para pagar as despesas de envio do anil e cochonilha, solicitando que esses gêneros sejam enviados para o Jardim Botânico. Na carta Martinho de Melo e Souza expõe as observações resultantes da experiência que desenvolveu com a cochonilha, comentando que a do Rio de Janeiro, que tinha muitos defeitos, e sobre a da Espanha, que seria de melhor qualidade. No final refere-se à falta de condições da Fazenda Real para arcar com as despesas que são bem maiores que as receitas, porém diz que em outra ocasião pedirá as providências.
Data do documento: 11 de agosto de 1784
Local: Lisboa
Folha(s):

Conjunto documental: Correspondência da Corte com o vice-reinado
Notação: códice 67, vol. 12
Datas-limite: 1784-1784
Título do fundo: Secretaria de Estado do Brasil
Código do fundo: 86
Argumento de pesquisa: agricultura
Ementa: carta enviada junto com amostras de cochonilha, contendo as observações feitas pelo secretário de Estado da Marinha e do Ultramar, Martinho de Melo e Souza, em relação à cochonilha do Rio de janeiro e à da Espanha. A partir da experiência com esses dois tipos de inseto chegou-se a conclusão de que a do Rio de Janeiro não era de pior qualidade, como se acreditava, mas estava sendo recolhida da planta de modo precipitado, por isso a cor da cochonilha da Espanha estava melhor. Martinho de Melo e Souza alerta para algumas providências a serem tomadas nessa cultura como na hora de recolher os insetos, que devem estar grandes e "maduros"; deve-se também tomar cuidado ao recolhê-los para não esmagá-los, e ao secá-los para não ficarem com umidade, além de cautela para não queimá-los em vez de secar.
Data do documento: s.d.
Local: Lisboa
Folhas(s): -

Conjunto documental: Correspondência da Corte com o vice-reinado
Notação: códice 67, vol. 23
Datas-limite: 1798-1798
Título do fundo: Secretaria de Estado do Brasil
Código do fundo: 86
Argumento de pesquisa: agricultura
Ementa: carta remetida por d. Rodrigo de Souza Coutinho, secretário de Estado da Marinha e Ultramar, para Sebastião Xavier da Veiga Cabral da Câmara, governador da capitania do Rio Grande do Sul, ordenando que este continue cumprindo com a ordem de promover a cultura do cânhamo e que pague os impostos pelo recolhido.
Data do documento: 23 de abril de 1798
Local: Lisboa
Folha(s): 32

Conjunto documental: Correspondência da Corte com o vice-reinado
Notação: códice 67, vol. 23
Datas-limite: 1798-1798
Título do fundo: Secretaria de Estado do Brasil
Código do fundo: 86
Argumento de pesquisa: agricultura
Ementa: carta remetida por d. Rodrigo de Souza Coutinho, secretário de Estado da Marinha e Ultramar, para o vice-rei conde de Resende, d. José de Castro, solicitando mais escravos para a capitania do Pará, pois para que aumente a população, a agricultura e a indústria, a capitania do Pará necessitava de "braços".
Data do documento: 16 de abril de 1798
Local: Lisboa
Folha(s): 30

Conjunto documental: Correspondência da Corte com o vice-reinado
Notação: códice 67, vol. 12
Datas-limite: 1784-1784
Título do fundo: Secretaria de Estado do Brasil
Código do fundo: 86
Argumento de pesquisa: agricultura
Ementa: carta do secretário de Estado da Marinha e do Ultramar, Martinho de Melo e Castro, para o vice-rei do Brasil, d. Luís Vasconcelos e Souza, confirmando o recebimento de duas cartas que tratavam da cultura do cânhamo e da guaxima. Pedia para que o inspetor das fábricas de cordoaria, Luís Antônio de Lira, fizesse experiências com as amostras destes "linhos". A partir desta experiência conclui-se que o cânhamo de Santa Catarina é de boa qualidade, assim como o da Rússia, e que além do cânhamo produzido no Rio Grande do Sul, há relatos de amostras que deram certo no Pará e no Maranhão. Já a guaxima não mostrou a mesma qualidade. Na carta relata que na Bahia foi encontrado um arbusto chamado "jecum" que tem a mesma qualidade do cânhamo para a fabricação de cordas, aconselha que ele descubra o arbusto e envie para que seja feita experiência.
Data do documento: 14 de agosto de 1784
Local: Lisboa
Folha(s): -

Conjunto documental: Correspondência da Corte com o vice-reinado
Notação: códice 67, vol. 12
Datas-limite: 1784-1784
Título do fundo: Secretaria de Estado do Brasil
Código do fundo: 86
Argumento de pesquisa: agricultura
Ementa: carta do secretário de Estado da Marinha e do Ultramar, Martinho de Melo e Castro, para o vice-rei do Brasil, d. Luís Vasconcelos e Souza, relatando que enviou sementes de cânhamo que haviam chegado de Riga e solicita que o vice-rei as distribua por diversas partes da colônia para que com as experiências se descubra o terreno e a estação apropriados para a plantação.
Data do documento: 24 de outubro de 1784
Local: Lisboa
Folha(s): -

Conjunto documental: Correspondência da Corte com o vice-reinado
Notação: códice 67, vol. 24
Datas-limite: 1799-1799
Título do fundo: Secretaria de Estado do Brasil
Código do fundo: 86
Argumento de pesquisa: agricultura
Ementa: carta do secretário de Estado da Marinha e do Ultramar d. Rodrigo de Sousa Coutinho para o vice-rei conde de Resende, d. José de Castro, informando sobre a cultura das caneleiras e a sua propagação. Aconselha ao vice-rei que continue promovendo este gênero e que compre toda a canela para vender na Casa da Índia. Pede ainda que conserve as madeiras da comarca de Ilhéus, capitania da Bahia, de Alagoas e da capitania de Pernambuco.
Data do documento: 29 de julho de 1799
Local: Lisboa
Folha(s): 77

Conjunto documental: Correspondência da Corte com o vice-reinado
Notação: códice 67, vol. 24
Datas-limite: 1799-1799
Título do fundo: Secretaria de Estado do Brasil
Código do fundo: 86
Argumento de pesquisa: agricultura
Ementa: ofício do secretário de Estado da Marinha e do Ultramar d. Rodrigo de Souza Coutinho para o vice-rei d. José de Castro sobre o envio de caixotes com sete plantas de Morus Papyrifera, espécie atualmente conhecida como Broussonetia papyrifera, um tipo de amoreira, utilizada na produção de papel. Trazida da Inglaterra para que fosse plantada em diversos lugares do Brasil, era considerada uma planta de grande utilidade, sendo necessária cautela na sua conservação.
Data do documento: 23 de dezembro de 1799
Local: Lisboa
Folha(s): 181

Conjunto documental: Correspondência da Corte com o vice-reinado
Notação: códice 67, vol. 24
Datas-limite: 1799-1799
Título do fundo: Secretaria de Estado do Brasil
Código do fundo: 86
Argumento de pesquisa: agricultura
Ementa: carta do secretário de Estado da Marinha e do Ultramar, d. Rodrigo de Souza Coutinho, para o vice-rei conde de Resende, d. José de Castro, relatando que os habitantes do Brasil continuam sendo instruídos sobre os artigos de agricultura, e indicando que a obra O Fazendeiro do Brasil deve ser vendida a dois mil réis cada.
Data do documento: 8 de fevereiro de 1799
Local: Lisboa
Folha(s): 18

Conjunto documental: Correspondência da Corte com o vice-reinado
Notação: códice 67, vol. 24
Datas-limite: 1799-1799
Título do fundo: Secretaria de Estado do Brasil
Código do fundo: 86
Argumento de pesquisa: agricultura
Ementa: carta de d. Rodrigo de Souza Coutinho, secretário de Estado da Marinha e Ultramar, para o conde de Resende, vice-rei do Brasil, pedindo que os naturalistas sejam encarregados de descobrir plantas e árvores que sirvam para a fabricação de papel.
Data do documento: 5 de abril de 1799
Local: Lisboa
Folha(s): 29

Conjunto documental: Correspondência da Corte com o vice-reinado
Notação: códice 67, vol. 24
Datas-limite: 1799-1799
Título do fundo: Secretaria de Estado do Brasil
Código do fundo: 86
Argumento de pesquisa: agricultura
Ementa: representação do feitor da Casa da Índia, [capitão Constantino José Gomes] relatando que foram enviados mais de 200 caixotes de cochonilha em 1787 e 1788 do Rio de Janeiro para Lisboa e algumas para Goa, apesar da do Rio de Janeiro ser de qualidade inferior, pois a cochonilha da Espanha estava em falta. Por este motivo sugere que a cultura deste gênero deve ser aperfeiçoada.
Data do documento: s.d.
Local: [Lisboa]
Folha(s): -

Conjunto documental: Correspondência da Corte com o vice-reinado
Notação: códice 67, vol. 24
Datas-limite: 1799-1799
Título do fundo: Secretaria de Estado do Brasil
Código do fundo: 86
Argumento de pesquisa: agricultura
Ementa: ofício de d. Rodrigo de Souza Coutinho, secretário da Marinha e Ultramar, para o conde de Resende, vice-rei do Brasil, informando sobre o envio de sementes de pinheiros de origem escocesa vindos da Inglaterra para que possam ser introduzidos em Portugal e no Brasil, pois eram de excelente qualidade e utilidade para a construção de navios. Informa que também enviou pinhas do Líbano.
Data do documento: 24 de dezembro de 1799
Local: Lisboa
Folha(s): 182

Conjunto documental: Coleção de memórias e outros documentos sobre vários objetos
Notação: códice 807, vol. 22
Datas-limite: 1763-1819
Título do fundo: Diversos Códices - SDH
Código do fundo: NP
Argumento da pesquisa: memorialismo luso-brasileiro
Ementa: "Memória sobre o melhor meio de promover o adiantamento da cultura da terra em Portugal. Assunto proposto pela Real Academia de Ciências de Lisboa". Entre os apontamentos apresentados está a falta de instrução dos cultivadores e jornaleiros quanto às atividades importantes para a agricultura, e o fato de estes seguirem tradições de pais e avôs na cultura, não tendo o costume de ler escritores, como Columella, que apresentava regras e técnicas sobre a agricultura e cultivo. Para sanar este problema, se propõe na memória a fundação de Juntas de Caridade com escolas gratuitas para que os proprietários e lavradores obtivessem cultura e sabedoria, para então, contribuírem para a melhoria da agricultura.
Data do documento: 1797-1798
Local: Minho
Folha(s): 151 a 167

Conjunto documental: Conselho da Fazenda, Registro de alvarás e cartas régias de mercês e propriedade, da Secretaria do Conselho da Fazenda
Notação: códice 29, vol. 04
Datas-limite: 1799-1817
Título do fundo: Conselho da Fazenda
Código do fundo: EL
Argumento da pesquisa: agricultura
Ementa: carta do príncipe regente d. João para o governador da capitania do Espírito Santo, Francisco Alberto Rubim da Fonseca, agradecendo pela introdução da cultura do trigo e das favas na capitania e informando da excelente qualidade das sementes de linho que foram distribuídas em Ilhéus. Ordena que nos próximos dez anos o linho e o trigo não paguem o dízimo na capitania do Espírito Santo como medida de incentivo, pois foi informado que a agricultura naquela região estava decadente.
Data do documento: 17 de janeiro de 1814
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 71, 71v

Conjunto documental: Coleção de memórias e outros documentos sobre vários objetos
Notação: códice 807, vol. 10
Datas-limite: 1798-1836
Título do fundo: Diversos Códices - SDH
Código do fundo: NP
Argumento de pesquisa: agricultura
Ementa: carta de Francisco de Assis Mascarenhas, conde de Palma, governador da capitania de Goiás, para o desembargador da comarca de Goiás, Joaquim Teotônio Segurado, a respeito da importância da agricultura, das "artes" e do comércio para uma povoação. As "artes" eram o aperfeiçoamento das manufaturas a fim de valorizar as matérias-primas, ressaltando que sem elas não se pode considerar que se tenha uma "civilização".
Data do documento: 15 de abril de 1806
Local: Lisboa
Folha(s): 13-14

Conjunto documental: Coleção de memórias e outros documentos sobre vários objetos
Notação: códice 807, vol. 01
Datas-limite: 1534-1875
Título do fundo: Diversos Códices - SDH
Código do fundo: NP
Argumento de pesquisa: agricultura
Ementa: descrição da capitania da Paraíba do Norte feita por Fernando Delgado Freire de Castilho, governador da capitania, para d. Rodrigo de Souza Coutinho, secretário de Estado da Marinha e Ultramar, dividida em itens, tais como "produções da capitania", "utilidades, e melhoramento de que é suscetível a capitania", e "a sujeição ao governo de Pernambuco, [que] prejudica [a] agricultura e [o] comércio da Paraíba". Nestes itens o autor relata as notícias da capitania e informa as providências de que ela precisa para prosperar. No primeiro item destaca-se a natureza favorável à produção de certos produtos como açúcar, algodão, tabaco, madeira, couro, carne salgada, e também pescarias. No segundo item, afirma-se que o comércio interno é assegurado pela produção de milho, mandioca, feijão, arroz e batata, que são úteis para o sustento dos habitantes. Já o algodão, o açúcar, as folhas de tabaco, a madeira e a courama são produzidos para exportação para a metrópole. No terceiro item, Fernando Delgado ressalta o fato de que as madeiras pertencentes ao rei prejudicam as plantações, pois ocupam e esterilizam o terreno onde seriam feitas as roças e que isso faz com que os plantadores tenham que vender seus produtos por um preço menor e comprar os produtos europeus por um preço maior.
Data do documento: [1798-1799]
Local: [Paraíba]
Folha(s): 200-205

Conjunto documental: Junta do Comércio. Fábricas
Notação: caixa 427, pct. 01
Datas-limite: 1811-1840
Título do fundo: Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação
Código do fundo: 7X
Argumento de pesquisa: agricultura
Ementa: correspondência do conde dos Arcos, d. Marcos de Noronha e Brito, ao conde de Linhares, d. Rodrigo de Souza Coutinho, em que apresenta as cartas e memórias feitas pelo comerciante Francisco Inácio de Siqueira Nobre, criador do bicho da seda, com diversas orientações a respeito da criação do mesmo e da plantação de amoreiras, onde se desenvolviam.
Data do documento: 31 de agosto de 1811
Local: Bahia
Folha(s): 15

Conjunto documental: Junta do Comércio. Fábricas
Notação: caixa 427, pct. 01
Datas-limite: 1811-1840
Título do fundo: Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação
Código do fundo: 7X
Argumento de pesquisa: agricultura
Ementa: carta do comerciante criador do bicho da seda, Francisco Inácio de Siqueira Nobre, ao conde dos Arcos, d. Marcos de Noronha e Brito, informando sobre a descoberta de outro vegetal que possui o mesmo efeito das amoreiras para a criação do bicho da seda. Explica que fazia uma experiência, possuía vários sirgos criados com o vegetal descoberto e com a folha da amoreira para posterior análise e comparação.
Data do documento: 31 de julho de 1811
Local: Bahia
Folha(s): -

Conjunto documental: Junta do Comércio. Fábricas
Notação: caixa 427, pct. 01
Datas-limite: 1811-1840
Título do fundo: Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação
Código do fundo: 7X
Argumento de pesquisa: agricultura
Ementa: carta do comerciante criador do bicho da seda, Francisco Inácio de Siqueira Nobre, ao conde dos Arcos, d. Marcos de Noronha e Brito, informando que o casulo que produz o bicho da seda criado com o vegetal indígena do Brasil é equivalente ao criado com a folha da amoreira, e por isso é desnecessário que se continuasse plantando amoreiras, para evitar despesas e por o país ser "abundante daquele vegetal".
Data do documento: 5 de agosto de 1811
Local: Bahia
Folha(s): -

Conjunto documental: Junta do Comércio. Fábricas
Notação: caixa 427, pct. 01
Datas-limite: 1811-1840
Título do fundo: Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação
Código do fundo: 7X
Argumento de pesquisa: agricultura
Ementa: relato de Antônio Vieira da Costa, negociante na praça da Bahia, em que explica que aproveitando e manufaturando plantas fibrosas e indígenas como caruá, macambira, malvarisco e quiabo, construiu uma fábrica de cordoalha na Bahia, que com esses aproveitamentos fabrica cabos, amarras, barbante, fio de vela e outros equipamentos para o velame das embarcações.
Data do documento: [1810-1817]
Local: Bahia
Folha(s): -

Conjunto documental: Goiás. Ministério do Império. Ofícios dos presidentes
Notação: IJJ9 493
Datas-limite: 1771-1820
Título do fundo: Série Interior
Código do fundo: AA
Argumento de pesquisa: agricultura
Ementa: reflexões sobre o melhoramento da capitania de Goiás em diversos setores, entre eles a agricultura, apresentadas pelo governador Francisco de Assis Mascarenhas. São citados gêneros que se exportam pelos rios Araguaia e Maranhão, como algodão em rama, tecido grosso, tabaco, sola, couros, peleteria, toucinho, carne seca, queijos, açúcar, marmelada, aguardente, rapaduras. Ressalta-se que com o melhoramento da agricultura será possível exportar farinha de trigo, de milho e de mandioca, feijão, café, anil, quina, óleo de copaíba, plantas medicinais e tintas. Com o estabelecimento das fábricas poderá se exportar ferro, aço, tecidos de algodão, entre outros.
Data do documento: 1808
Local: Goiás
Folha(s): -

Conjunto documental: Registro da correspondência de Goa com a Secretaria de Estado
Notação: códice 519
Datas-limite: 1800-1802
Título do fundo: Negócios de Portugal
Código do fundo: 59
Argumento de pesquisa: agricultura
Ementa: cópia da carta de Francisco Antônio da Veiga Cabral, governador da Índia Portuguesa, para d. Rodrigo de Souza Coutinho, ministro da Marinha e Domínios Ultramarinos, em que o governador comunica que o príncipe regente d. João recomenda a instalação de um Jardim Botânico em Portugal para cultivar as plantas da Índia, China e ilhas adjacentes, para depois as transplantar para o Brasil e outras colônias. D. Rodrigo responde em 18 de abril de 1802 que o Jardim Botânico estava arruinado e que seria impraticável reformá-lo no antigo terreno, e ordenou ao físico-mor do Estado que escolhesse outro terreno melhor para executar o pedido.
Data do documento: 5 de dezembro de 1800
Local: Goa
Folha(s): 670

Conjunto documental: Registro da correspondência de Goa com a Secretaria de Estado
Notação: códice 519
Datas-limite: 1800-1802
Título do fundo: Negócios de Portugal
Código do fundo: 59
Argumento de pesquisa: agricultura
Ementa: cópia da carta do príncipe regente d. João à d. Rodrigo de Souza Coutinho, ministro da Marinha e Domínios Ultramarinos, em que ordena que se descubra a forma de cultura da canela, procurando saber também sobre a pimenta, a árvore que dá o pau de sândalo, e a teca, para que posteriormente possa naturalizar estas plantas no Brasil. Pede também que procure homens em Goa para o cultivo das árvores. D. Rodrigo responde avisando que o capitão do navio Rainha dos Anjos irá entregar cinco caixotes de plantas como teca, champó (também conhecida como magnólia-amarela), surungueira, vovoleira, mogareira e um frasco com semente da teca. No mesmo documento, Pedro de Moraes Correa, ajudante da Intendência Geral d'Agricultura, descreve o modo de cultura das árvores mencionadas.
Data do documento: 18 de dezembro de 1800
Local: Lisboa
Folha(s): 680-681

Conjunto documental: Bahia. Ministério do Reino. Correspondência do presidente da província
Notação: IJJ9 23
Datas-limite: 1808-1819
Título do fundo: Série Interior
Código do fundo: AA
Argumento de pesquisa: agricultura
Ementa: carta de d. Fernando José de Portugal e Castro, marquês de Aguiar, secretário dos Negócios do Reino, ao governador da Bahia, d. Marcos de Noronha e Brito, conde dos Arcos, comunicando o recebimento de uma caixa de pimenta da Índia, enviada pelo Ouvidor e Juiz Conservador das Matas da comarca de Ilhéus, Baltasar da Silva Lisboa, colhida em uma quinta na vila de Valença.
Data do documento: 31 de julho de 1815
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 179

Conjunto documental: Livro de lançamentos de décimas e quintas dos bens das corporações religiosas e donatários da Coroa, de São Salvador de Campos dos Goitacazes
Notação: códice 246
Datas-limite: 1799-1800
Título do fundo: Secretaria de Estado do Brasil
Código do fundo: 86
Argumento de pesquisa: agricultura
Ementa: livro de lançamentos em que são registradas as propriedades do tenente Zeferino José de Faria, do capitão Manoel da Fonseca, de Manoel Pires Marinho, Antônio Soares, José Henrique Lara e Joaquim da Silva, entre outros proprietários das redondezas de Campos dos Goitacazes, em localidades como a Estrada do Saco, Mombaça, Cacumanga, Airizes, Boa Esperança e Barra Seca, e que produzem nestas propriedades culturas como canas, "ramas de mandioca", milho, feijão e arroz.
Data do documento: [1799-1800]
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 12v-43v

Conjunto documental: Livro de lançamentos de décimas e quintas dos bens das corporações religiosas e donatários da Coroa, de São Salvador de Campos dos Goitacazes
Notação: códice 246
Datas-limite: 1799-1800
Título do fundo: Secretaria de Estado do Brasil
Código do fundo: 86
Argumento de pesquisa: agricultura
Ementa: livro de lançamentos em que são registradas as propriedades de José da Silva, Francisco da Boaventura, Domingos da Costa, Narciso de Souza, capitão Antônio da Silva e Antônio de Souza Pereira, entre outros proprietários das redondezas de Campos dos Goitacazes, em Taí Pequeno, Martim Corrêa, Santo Amaro, Cambaíba e Lagoa Feia, e que produzem nestas propriedades culturas como canas, mandioca, milho, feijão e arroz.
Data do documento: [1799-1800]
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 12v-43v

Conjunto documental: Livro de lançamentos de décimas e quintas dos bens das corporações religiosas e donatários da Coroa, de São Salvador de Campos dos Goitacazes
Notação: códice 246
Datas-limite: 1799-1800
Título do fundo: Secretaria de Estado do Brasil
Código do fundo: 86
Argumento de pesquisa: agricultura
Ementa: livro de lançamentos em que são registradas as propriedades de Maurício de Lemos, Antônio Vieira, Antônio Farjal, Manoel Leão, José Valério, Joaquim Matta, entre outros proprietários nas redondezas de Outeiro, Queimados e Cruz das Almas, no norte fluminense, e que produzem culturas como cana-de-açúcar, "ramas de mandioca", milho, feijão e arroz.
Data do documento: [1799-1800]
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 12v-43v

Conjunto documental: Governadores do Rio de Janeiro
Notação: códice 77, vol. 19
Datas-limite: 1707-1713
Título do fundo: Secretaria de Estado do Brasil
Código do fundo: 86
Argumento de pesquisa: agricultura
Ementa: correspondência de d. Fernando Martins Mascarenhas de Lencastre, governador da capitania do Rio de Janeiro, sobre a carta feita pelo secretário Bartolomeu Cordovil, a respeito da doação de sesmaria a Manoel Gonçalves Maciel nos arredores do rio de Inhomirim, por ele ser casado e ter filhos, e não ter onde plantar mandioca e outros legumes para se sustentar.
Data do documento: 9 de junho de 1707
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 23v-25

Conjunto documental: Relatório do Vice-rei marquês do Lavradio
Notação: códice 71
Datas-limite: 1779-1779
Título do fundo: Secretaria de Estado do Brasil
Código do fundo: 86
Argumento de pesquisa: agricultura
Ementa: cópia da relação anual das produções em Campos dos Goitacazes, incluindo nestas: farinha, feijão, milho, arroz, algodão e anil.
Data do documento: [1779]
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): 81

Conjunto documental: Junta do Comércio. Empregados
Notação: caixa 386, pct. 01
Datas-limite: 1810-1846
Título do fundo: Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação
Código do fundo: 7X
Argumento de pesquisa: privilégios e patentes, agricultura
Ementa: apresentação do pedido de Carlos Fraser para que d. Maria I o "proteja" e o recomende ao governador da capitania da Bahia ou Pernambuco, para que possa obter terras desocupadas com o objetivo de utilizar a mão-de-obra escrava e dos lavradores, e também praticar seus conhecimentos a respeito da agricultura com o estabelecimento de um algodoal e um cafezal.
Data do documento: julho de 1810
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): -

Conjunto documental: Junta do Comércio. Empregados
Notação: caixa 386, pct. 01
Datas-limite: 1810-1846
Título do fundo: Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação
Código do fundo: 7X
Argumento de pesquisa: privilégios e patentes, agricultura
Ementa: declaração de Carlos Fraser de que d. Maria I lhe concedeu uma sesmaria em terras desocupadas, com o objetivo de estabelecer plantações de café e algodão, e nelas empregar máquinas que eram usadas nas colônias inglesas.
Data do documento: julho de 1810
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): -

Conjunto documental: Junta do Comércio. Empregados
Notação: caixa 386, pct. 01
Datas-limite: 1810-1846
Título do fundo: Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação
Código do fundo: 7X
Argumento de pesquisa: privilégios e patentes, agricultura
Ementa: descrição do pedido de Antônio Baptista feita por José Gomes e Manoel Moreira, para obter a isenção de direitos da pimenta por 20 anos, nas entradas e saídas das Alfândegas do Brasil e de Portugal, por ter plantado mais seis mil pés da pimenta na sua fazenda em Campo da Fortaleza de São Pedro.
Data do documento: 1809
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): -

Conjunto documental: Correspondência da Corte com o vice-reinado
Notação: códice 67, vol. 23
Datas-limite: 1798-1798
Título do fundo: Secretaria de Estado do Brasil
Código do fundo: 86
Argumento de pesquisa: agricultura
Ementa: carta de d. Rodrigo de Souza Coutinho, secretário de Estado da Marinha e Domínios Ultramarinos, ao conde de Resende, d. José de Castro, vice-rei do Brasil, informando que, a fim de obter o aumento da agricultura, é necessário introduzir novos artigos de cultura ou aperfeiçoar os antigos métodos de cultivar o terreno, recolher e preparar as produções, poupando mão-de-obra que pode ser empregada em outros setores. Recomenda que a Câmara estabeleça prêmios para os agricultores pioneiros na introdução das novas práticas, e que a Mesa de Inspeção remeta à Secretaria de Estado uma descrição dos métodos praticados na cultura e manipulação de gêneros como algodão, café e cana, e das máquinas de que se servem.
Data do documento: 4 de janeiro de 1798
Local: Lisboa
Folha(s): 4

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