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De reino unido a Estado emancipado:
comentário acerca do processo de independência do Brasil

Renata William Santos do Vale
Mestre em História Social da Cultura pela PUC-Rio
Pesquisadora do Arquivo Nacional

O processo de emancipação das colônias portuguesas na América e a formação do Estado do Brasil estão no cerne de um movimento maior de crise do sistema colonial e do Antigo Regime, que repercutiram na separação das colônias de suas metrópoles e na criação de novos Estados. Os movimentos liberais de emancipação das colônias americanas foram influenciados pelas idéias iluministas e pelo ideário da revolução francesa, mas reinterpretaram seus princípios de liberdade e igualdade de forma muito particular, de modo a adaptá-los à realidade do "novo mundo".

Talvez esta seja a razão pela qual os momentos de crise, de mudanças, continuem a despertar interesse acerca de questões que há muito frequentam a pauta dos historiadores estudiosos do século XIX brasileiro, tais como as problemáticas da autonomia do Estado do Brasil em relação a uma possível continuidade com a monarquia portuguesa, ou da aceitação de d. Pedro, príncipe português, como primeiro imperador do Brasil e, ainda, acerca do "pacifismo" do movimento, poucas vezes tratado como uma "revolução" de independência, desconsiderando as guerras que aconteceram nas províncias. Não esqueçamos dos acalorados debates que cercam as províncias e regiões que formavam as colônias portuguesas em solo americano - as relações que havia (ou não) entre as partes que compunham o reino "unido" do Brasil e como se deu a reconfiguração dessas forças no contexto de disputa entre a antiga sede do império português, Lisboa, e a nova sede do império luso-brasileiro, o Rio de Janeiro.

Outros temas também foram importantes e mobilizaram as discussões acerca do processo de gênese e formação do Estado brasileiro, como a relação entre território e Estado e a problemática unidade do Império do Brasil; os debates públicos nos periódicos do Brasil a respeito do movimento que se iniciara em Portugal em 1820 e das idéias liberais nos dois lados do Atlântico, e a criação de um esboço de opinião pública;1 as interpretações dos projetos de construção do Estado brasileiro: a definição da monarquia que se pretendia construir no Brasil pela adoção de uma constituição e o estabelecimento dos limites da autoridade do rei ou do regente; e talvez a questão mais complexa que se apresentou aos habitantes da América portuguesa àquela época, a centralização do governo do Rio de Janeiro, que, de metrópole interiorizada, tornou-se capital e cabeça do novo império que se estabeleceu no ano de 1822.2

Para além das problemáticas internas, outras emergem do convívio entre o novo Estado que se formava e seus vizinhos sul-americanos. As relações que se estabeleceram ajudaram a definir o Império em relação ao "outro" no continente americano: monárquico, em oposição às repúblicas hispânicas; formado em território unificado, ainda que de frágil unidade, em oposição ao esfacelamento que acontecera no vasto império colonial espanhol; e desejoso do reconhecimento das outras nações "civilizadas" européias, entre as quais o Brasil queria se inserir, e que definiria o "outro", as repúblicas hispano-americanas, como a barbárie que se queria evitar. O papel do império britânico na aceitação e legitimação do novo Estado foi fundamental: além de ter prontamente reconhecido a independência do Brasil, também mediou o reconhecimento por Portugal da emancipação de sua ex-colônia, como podemos observar em um dos documentos que compõem a seção "D. João nas escolas".3

Retornemos um pouco mais no tempo, no entanto, em busca do início desse processo de separação do Brasil de Portugal. Ironicamente, o primeiro passo dado em direção ao rompimento que se daria em 1822, aconteceu em Lisboa, com a decisão de transmigrar a corte e a família real portuguesa para o Rio de Janeiro em 1808, e a tentativa de concretização do ousado projeto de d. Rodrigo de Souza Coutinho de criação de um grande império luso-brasileiro. As primeiras medidas tomadas pelo príncipe regente em terras brasileiras para assegurar a governabilidade do Império foram também as primeiras medidas de interiorização da metrópole no Rio de Janeiro.4 A abertura dos portos às nações amigas, a permissão de criar manufaturas no Brasil, a criação de órgãos de governo antes somente existentes em Lisboa, como a Mesa do Desembargo do Paço, o Real Erário, a Real Fazenda, a Fisicatura-mor, são exemplos de providências que tornam a cidade do Rio de Janeiro a nova sede do Império, a nova metrópole, regulando não somente sobre Portugal ou os domínios africanos, mas sobre as outras colônias da América - as capitanias que compunham o vasto território que se chamava Brasil.

Essa nova situação dentro do Império português acabou por impulsionar a autonomia da colônia, decisiva no processo de independência anos mais tarde. Depois da assinatura da abertura dos portos e do tratado de 1810 com a Inglaterra, a situação dos comerciantes portugueses do reino tornou-se bastante instável. Alguns destes, de Portugal e do Brasil, acabaram por se beneficiar da liberdade de comércio e enriqueciam ao poder negociar com quem oferecesse o melhor preço a suas mercadorias. Por outro lado, os comerciantes portugueses do reino muito perderam com a suspensão do protecionismo e exclusivo colonial, causada principalmente pelo tratado que facilitava, com baixa taxação, a entrada de produtos ingleses nos portos brasileiros em detrimento dos portugueses, mais caros.

Depois da expulsão das tropas de Napoleão de Portugal e do não retorno da corte e da família real, que fincavam raízes na nova sede do Império, a situação dos vassalos portugueses que permaneceram na Europa piorou bastante, sofrendo com o abandono do governo (que passou a ser considerado em Lisboa como despótico), a pobreza do país e a posição periférica que a antiga metrópole assumia na nova configuração do Império. O liberalismo comercial vivido pelo Rio de Janeiro, e apoiado pela Inglaterra, que mais se beneficiava desta nova posição da ex-colônia, criava um entrave para o desenvolvimento do liberalismo em Portugal.5 Essa situação não tardaria a se tornar insustentável, já que as medidas tomadas por d. João para amenizar a insatisfação dos comerciantes portugueses de pouco adiantaram. Em 1820 uma revolução liberal eclodia na cidade do Porto e teria conseqüências graves nos dois lados do Atlântico.6

No Rio de Janeiro a conjuntura também não era muito confortável. Apesar de ser a sede do Império, com a presença da corte, da família real e do aparato de governo, a cidade não chegou a se firmar como metrópole do Império português, no ponto de vista dos portugueses do reino e dos brasileiros que moravam nas outras capitanias que formavam o frágil todo do Brasil. Estas não se conformavam em terem que se submeter ao Rio de Janeiro, que a seu ver não passava de mais uma colônia portuguesa, e a sofrer pressões alfandegárias e de impostos. O contexto social da nova Corte também era preocupante. Uma cidade na qual uma pequena elite branca proprietária governava sobre uma imensa massa de escravos e de livres marginalizados, o risco de uma mobilização de massa ameaçava a ordem estabelecida. A lembrança do que acontecera no Haiti anos antes ainda estava viva na memória da boa sociedade da nova Corte.

Quando eclode a revolução no Porto as notícias começam a chegar ao Rio de Janeiro lentamente e de forma desencontrada, provocando reações que, analisadas no contexto maior, podem ser consideradas contraditórias. Há uma grande adesão inicial ao movimento liberal nas províncias brasileiras, que defendem a adoção de uma constituição e o fim do absolutismo. Mas o limite do liberalismo no Rio de Janeiro era o liberalismo em Lisboa.7 Quando crescem as cobranças pelo retorno de d. João VI e da corte a Portugal e a consequente volta de Lisboa a posição de capital do Império português, os grupos de portugueses do reino e nascidos no Brasil começam a se redefinir, e o movimento de caráter liberal em Portugal assume contornos colonialistas em suas propostas para o Brasil.

Havia aqueles que apoiavam as cortes e o retorno do rei, interessados em reaver seus monopólios e vantagens, perdidos com a abertura dos portos e o Tratado de 1810, efeitos da transmigração para o Brasil anos antes. Para estes portugueses interessava retomar a situação como era anteriormente, comércio exclusivo com as colônias e Portugal responsável pela revenda de seus produtos, situação aventada pelas cortes, ao exigir o retorno do rei a Portugal. Muito embora dificilmente o Brasil, como reino unido a Portugal, tivesse seu estatuto político rebaixado à colônia novamente, os acontecimentos apontavam na direção da perda da autonomia de governo na porção americana do Império e da liberdade de comércio, o que era também muito prejudicial a portugueses que se fixaram no Brasil e brasileiros que não desejavam perder as vantagens e privilégios conseguidos ao longo dos 13 anos de permanência da Corte no Rio de Janeiro.

Uma grande parcela da elite branca, proprietária e escravista, composta de súditos portugueses nascidos nos dois lados do Atlântico, comerciantes, produtores rurais ou altos funcionários do governo, boa parte destes formados na Universidade de Coimbra, ilustrada, seguidora das idéias de d. Rodrigo de Souza Coutinho de defesa de um grande império luso-brasileiro, se opôs às medidas adotadas pelas cortes que pretendiam reduzir a autonomia do governo no Brasil e adotar políticas antiliberais em relação à economia. No entanto, defensores da monarquia lusa, súditos fiéis do rei, embora simpáticos à idéia do constitucionalismo, não consideravam a separação do Brasil de Portugal, advogando em favor de uma monarquia dual, com sede na Europa e na América. Este grupo, conhecido como elite coimbrã, somente depois de esgotadas todas as possibilidades de negociação com as cortes, acabou por apoiar a idéia da separação definitiva de Portugal.

O separatismo foi proposto por um grupo mais radical, logo que a posição das cortes em relação ao Brasil se tornava mais clara e irredutível. Composto de cidadãos ligados às atividades liberais urbanas, como jornalistas, pequenos comerciantes, padres, que em comum, além da participação em grupos maçônicos e da admiração que nutriam pela república adotada na América do Norte e nas outras colônias que se libertavam ao redor do Brasil, pretendiam criar um regime republicano e democrático no Brasil. Aliando a idéia de separação defendida por este "partido", com a solução monárquica defendida pelos moderados compostos pela elite coimbrã, a revolução de independência no Brasil é feita de cima para baixo, controlada por estes grupos, que, embora hostis um ao outro, se uniram em torno de um projeto maior e comum a toda a elite então brasileira: a manutenção da ordem escravista, o controle das massas de escravos e do povo livre e pobre e a defesa da propriedade contra a anarquia que poderia advir de um movimento semelhante ao que acontecera, algumas décadas antes, no Haiti:

[..] A escravidão constituiria o limite do liberalismo no Brasil. Em todos os movimentos revolucionários levantou-se o problema da escravidão. Apesar das eventuais divergências de pontos de vista entre os participantes, acabou prevalecendo sempre a opinião dos que eram contrários à emancipação dos escravos. A idéia de revolução esbarrava sempre no receio de uma revolta de escravos.  ... O horror às multidões e o receio de um levante de negros levariam essas elites a repelir as formas mais democráticas de governo e a temer qualquer mobilização de massa, encarando com simpatia a idéia de conquistar a independência com a ajuda do príncipe regente.8

Neste contexto de redefinição da postura dos grupos no Brasil frente à proposta cada vez mais iminente de separatismo, d. Pedro passou a ter mais destaque e sua posição merece uma análise um pouco mais detida. Defensor do império luso-brasileiro, a princípio, d. Pedro aliou-se ao grupo coimbrão, defensor da autonomia do reino do Brasil, mas a favor da manutenção dos vínculos com o Império português. Interessava-lhe continuar regente do Brasil, mas preservando os laços com Portugal. À medida que as Cortes diminuíam a autoridade do rei e cada vez mais interferiam no Brasil, d. Pedro começou a considerar a proposta, primeiro, de uma monarquia dual, com duas sedes autônomas. Assim, conseguiria salvaguardar parte do Império das influências liberais das Cortes, e preservar sua própria autoridade. Posteriormente, quando a impossibilidade da união dos reinos em condições de igualdade torna-se evidente, tanto d. Pedro quanto a elite conservadora passam a aceitar a decisão de separar o Brasil do Império português e aderem à causa do Brasil.

Esse novo posicionamento pode-se observar na leitura da proclamação feita aos portugueses por d. Pedro, de 21 de outubro de 1822,9 na qual o tom de separação fica claro no próprio vocabulário utilizado: os portugueses deveriam escolher o lado que vão apoiar, o da causa brasileira, da liberdade, do constitucionalismo, ou ficar do lado de Portugal e do despotismo das cortes e, neste caso, deixar o Brasil.

Por esta tomada de atitude, d. Pedro não se submeteu às cortes, e inaugurou no Brasil um governo de tom autoritário - obedecendo a uma constituição que ele mesmo outorgou e enfraquecendo a assembleia constituinte eleita em 1823. Para as elites, essa foi a garantia da não submissão do Brasil a Portugal e da manutenção das conquistas e privilégios políticos e econômicos adquiridos ao longo do período joanino.

Para os grupos sociais envolvidos no processo de redefinição do Império Português, d. Pedro apresentou-se como uma solução para resolver as disputas entre Portugal e Brasil, evitando a mobilização das massas. Convergiram para o príncipe aspirações as mais contraditórias. Para os portugueses, ele representava a possibilidade de manter o Brasil unido a Portugal. Acreditavam eles que só a permanência do príncipe no Brasil poderia evitar um movimento separatista. Os brasileiros que almejavam a preservação das regalias obtidas e pretendiam a criação de uma monarquia dual consideravam também essencial a permanência do príncipe. O mesmo pensavam os que almejavam a independência definitiva e total, mas temiam as agitações do povo. Para estes, o príncipe representava a possibilidade de realizar a independência sem alteração da ordem.10      

O dia 9 de janeiro de 1822, conhecido como o Dia do Fico, é sempre considerado um episódio marcante na mudança de posição do príncipe regente frente às cortes, que desencadeou reações dos dois lados e que culminou, meses depois, na emancipação da colônia. Embora temeroso dos efeitos que sua atitude de desobediência das cortes poderia causar, o príncipe decidiu manter-se ao lado da elite conservadora e adeptos da separação e não retornar a Portugal conforme fora exigido pelas cortes. Esse gesto foi uma reação das elites contra a possibilidade de uma revolta popular e a disseminação da desordem, que levariam à fragmentação do território do reino do Brasil. Não tinha ainda uma clara intenção separatista, embora o ato de desobediência do príncipe indique uma tomada de atitude neste sentido. Assim podemos conferir no registro do ato no termo de vereação do Senado da Câmara, parte da seção "D. João nas escolas", a preocupação de honrar o rei d. João VI e a união entre os dois reinos.

Como é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto, diga ao povo que fico. E logo chegando sua alteza real às varandas do Paço disse ao povo: "agora só tenho a recomendar-vos a união e tranquilidade". Foi a resposta de sua alteza real seguida de vivas de maior satisfação levantados das janelas do Paço pelo presidente do Senado da Câmara e repetidos pelo imenso povo, que estava reunido no largo do mesmo Paço, pela ordem seguinte: Viva a religião! Viva a constituição! Viva el rei constitucional! Viva o príncipe constitucional! Viva a união Portugal com o Brasil!11

As reações das cortes que se seguiram, visando a limitar a ação de d. Pedro e arrefecer uma possível liderança no processo separatista, e a intensificação da propaganda favorável à independência, encabeçada pelo Revérbero Fluminense, acabaram por impulsionar a tomada de decisão do regente e da elite que o apoiava em direção ao rompimento. Mas um rompimento "seguro", controlado: a emancipação "pacífica", que não quer dizer que não houve guerras entre as províncias mais resistentes à adesão ao Rio de Janeiro,12 mas uma independência marcada mais pela continuidade do que pela ruptura. A independência deu-se encabeçada por um príncipe português apoiado por uma elite, composta em sua maioria de portugueses defensores, a princípio, do projeto do império luso-brasileiro, e resistentes à idéia de separação. Assinala-se, ainda, que esses adeptos da causa brasileira visavam também a manter seus privilégios, suas propriedades, e a ordem escravista, que amalgamava de forma frágil e tensa essa sociedade mantida sob o risco permanente de eclosão de uma revolta social. Peço licença ao leitor paciente para concluir este comentário com duas citações, talvez um pouco longas, mas que apontam as questões que nascem com a nova nação que se forma:

Consumada a separação política, que aceitaram, mas que de início não quiseram, não pareciam brilhantes para os homens da geração da independência as perspectivas da colônia para transformar-se em nação e sobretudo em uma nação moderna com base no princípio liberal do regime constitucionalista. Os políticos da época eram bem conscientes da insegurança das tensões internas, sociais, raciais, da fragmentação, dos regionalismos, da falta de unidade que não dera margem ao aparecimento de uma consciência nacional capaz de dar força a um movimento revolucionário disposto a reconstruir a sociedade. Não faltavam manifestações exaltadas de nativismo e pressões bem definidas de interesses localistas. No entanto, a consciência propriamente "nacional" viria pela integração das diversas províncias e seria uma imposição da nova Corte no Rio de Janeiro (1840-1850) conseguida a duras penas por meio da luta pela centralização do poder e da "vontade de ser brasileiros", que foi talvez uma das principais forças políticas modeladoras do Império; a vontade de se constituir e de sobreviver como nação civilizada européia nos trópicos, apesar da sociedade escravocrata e mestiça a colônia, manifestada pelos portugueses enraizados no Centro-Sul e que tomaram a si a missão de reorganizar um novo Império português.13

O triunfo das forças imperiais não representava apenas a expulsão das tropas fiéis às Cortes portuguesas das províncias conflagradas; a Guerra da Independência significava também a primeira tentativa de expansão do Império do Brasil, com o objetivo de ligar aquelas províncias a um projeto político gestado no Rio de Janeiro, de modo que compartilhassem uma identidade política diversa - brasileiros.14

1 Questões examinadas por Lúcia Maria Bastos Pereira das Neves em Corcundas e constituicionais. A cultura política da Independência (1820-1822). Rio de Janeiro: Revan; Faperj, 2003.
2 Para uma análise mais pormenorizada da centralidade do Rio de Janeiro e do conceito de Império do Brasil, cf. Ilmar Rohloff de Mattos. Construtores e herdeiros. A trama dos interesses na construção da unidade política. In: JANCSÓ, István (org.). Independência: história e historiografia. São Paulo: Hucitec; Fapesp, 2005, p. 271-300.
3 ARQUIVO NACIONAL (Brasil). Decreto do imperador d. Pedro I no qual ordena a execução do Tratado de Paz e Reconhecimento da Independência do Brasil por Portugal. Rio de Janeiro, 10 de abril de 1826, Diversos - SDH - Caixas.
4 Cf. Maria Odila Leite da Silva Dias. A interiorização da metrópole e outros estudos. São Paulo: Alameda, 2005, p. 7-37.
5 Cf. Emilia Viotti da Costa. Introdução ao estudo da emancipação política do Brasil. Da Monarquia à República. Momentos decisivos. 8ª ed., São Paulo: UNESP, 2007.
6 NEVES, Lúcia M. B. P. das; NEVES, Guilherme P. das. Alegrias e Infortúnios dos Súditos Luso-Europeus e Americanos. A transferência da corte portuguesa para o Brasil em 1807. Acervo. Revista do Arquivo Nacional. Rio de Janeiro, v. 21, n. 1, jan./jun. 2008, p. 29-46.
7 Cf. Costa, op. cit.
8 Ibidem, p. 32-33.
9 ARQUIVO NACIONAL (Brasil). Proclamação feita aos portugueses por d. Pedro. Rio de Janeiro, 21 de outubro de 1822. Diversos, SDH, Caixas.
10 Viotti, op. cit., p. 49.
11 ARQUIVO NACIONAL (Brasil). Termo de vereação do Dia do Fico. Rio de Janeiro, 9 de janeiro de 1822. Diversos, SDH, Caixas.
12 Conforme podemos observar pela leitura do ofício do ouvidor da comarca do Pará que informa ao governo de Lisboa sobre a situação da província, que embora adepta às cortes, já sofria fortes pressões para aderir ao sistema do Rio de Janeiro. ARQUIVO NACIONAL (Brasil). Pará, 29 de dezembro de 1822. Diversos - SDH - Caixas.
13 Dias, op. cit., p. 17-18.
14 Mattos, op. cit., p. 291.

Conjunto documental: Independência do Brasil: acontecimentos posteriores (impressos)

Notação: 740.3
Data-limite: 1822-1826
Título do fundo ou coleção: SDH - Diversos - "Caixas Topográficas"
Código do fundo: 2H
Argumento de pesquisa: independência do Brasil
Ementa: carta de d. Pedro I a seu pai, o rei de Portugal d. João VI, comunicando-lhe a sua elevação à condição de "Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo" do Brasil. Também é enviado o decreto de instituição do Escudo Real de Armas do Império, criado a fim de distingui-lo do de Portugal e Algarves. Conta com a descrição do brasão e bandeira nacional, já sendo possível perceber a colocação das cores verde e amarela e das estrelas.
Data do documento: 18 de setembro de 1822
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): doc. nº 2, 1-4

Conjunto documental: Independência do Brasil: acontecimentos posteriores (impressos)
Notação: 740.3
Data-limite: 1822-1826
Título do fundo ou coleção: SDH - Diversos - "Caixas Topográficas"
Código do fundo: 2H
Argumento de pesquisa: independência do Brasil
Ementa: decreto de D. Pedro I no qual firma a punição de saída do Brasil de dissidentes portugueses europeus ou brasileiros que não aceitarem o sistema implantado por ele.
Data do documento: 18 de setembro de 1822
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): doc. nº 1

Conjunto documental: Independência do Brasil: acontecimentos posteriores (impressos)
Notação: 740.3
Data-limite: 1822-1826
Título do fundo ou coleção: SDH - Diversos - "Caixas Topográficas"
Código do fundo: 2H
Argumento de pesquisa: independência do Brasil
Ementa: ata da aclamação de d. Pedro a Primeiro Imperador Constitucional do Brasil e seu Defensor Perpétuo. Descreve-se todo o cerimonial ocorrido na varanda do Palacete do Campo de Santana com a presença do Imperador e sua esposa, do desembargador juiz de fora, vereadores, procuradores do Senado, homens bons e "a maior parte do povo que cobria em número incalculável o Campo de Santana".
Data do documento: 12 de outubro de 1822
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): doc. nº 2, 4-6

Conjunto documental: Independência do Brasil: acontecimentos posteriores (impressos)
Notação: 740.3
Data-limite: 1822-1826
Título do fundo ou coleção: SDH - Diversos - "Caixas Topográficas"
Código do fundo: 2H
Argumento de pesquisa: independência do Brasil
Ementa: proclamação feita pelo imperador d. Pedro I aos portugueses sobre a independência do Brasil e sua elevação a condição de Imperador Constitucional. Propõe aos portugueses que aceitem a independência do Brasil, e mantenham os laços de amizade e sangue, caso contrário o reconhecimento da Independência dar-se-ia a partir da "guerra mais violenta".
Data do documento: 21 de outubro de 1822
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): doc. nº 2, 7-8

Conjunto documental: Independência do Brasil: acontecimentos posteriores (impressos)
Notação: 740.3
Data-limite: 1822-1826
Título do fundo ou coleção: SDH - Diversos - "Caixas Topográficas"
Código do fundo: 2H
Argumento de pesquisa: independência do Brasil
Ementa: decreto do ainda príncipe regente Pedro de Alcântara a José Bonifácio de Andrada e Silva concedendo ao reino do Brasil um novo Laço ou Tope Nacional Brasiliense com sua devida descrição, na qual já se torna possível perceber a já utilização das cores verde e amarela e das estrelas.
Data do documento: 18 de setembro de 1822
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): doc. nº 2, 9

Conjunto documental: Independência do Brasil: acontecimentos posteriores (impressos)
Notação: 740.3
Data-limite: 1822-1826
Título do fundo ou coleção: SDH - Diversos - "Caixas Topográficas"
Código do fundo: 2H
Argumento de pesquisa: independência do Brasil
Ementa: ata da Vereação Extraordinária com o desembargador juiz de fora, vereadores, procurador do Senado da Câmara, homens bons, mestres e demais cidadãos de todas as classes civis e militares na cidade e Corte do Rio de Janeiro na qual se discutiu a urgência em se aclamar o ainda príncipe regente do Brasil, d. Pedro de Alcântara, Imperador e Defensor Perpétuo do Brasil, devido ao medo de uma invasão e conseqüente retorno da nação a condição de colônia.
Data do documento: 10 de outubro de 1822
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): doc. nº 2, 10

Conjunto documental: Independência do Brasil: acontecimentos posteriores (impressos)
Notação: 740.3
Data-limite: 1822-1826
Título do fundo ou coleção: SDH - Diversos - "Caixas Topográficas"
Código do fundo: 2H
Argumento de pesquisa: independência do Brasil
Ementa: decreto de Martim Francisco Ribeiro d'Andrada rubricado pelo imperador pelo qual se ordena a "caducação" ou anulação de ofícios de justiça, mercês e graças exclusivas a habitantes do Brasil e que foram concedidas a portugueses residentes na Europa.
Data do documento: 12 de novembro de 1822
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): doc. nº 4

Conjunto Documental: Independência do Brasil: acontecimentos posteriores (impressos)
Notação: 740.3
Data-limite: 1822-1826
Título do fundo ou coleção: SDH - Diversos - "Caixas Topográficas"
Código do fundo: 2H
Argumento de pesquisa: independência do Brasil
Ementa: aceitação de D. Pedro I referente à concessão do título de "Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil", na qual afirma que fará o possível para honrar o título a ele concedido. Trecho da aclamação de d. Pedro a Imperador do Brasil.
Data do documento: 1822
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): doc. nº 5

Conjunto documental: Independência do Brasil - acontecimentos posteriores
Notação: 740.3
Data-limite: 1822-1826
Título do fundo ou coleção: SDH - Diversos - "Caixas Topográficas"
Código do fundo: 2H
Argumento de pesquisa: independência do Brasil
Ementa: ofício do imperador ao presidente e vereadores do Senado da Câmara do Rio de Janeiro no qual concede o título perpétuo de "muito Leal e Heróica" à cidade no dia de seu aniversário.
Data do documento: 9 de janeiro de 1823
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): doc. nº 6

Conjunto documental: Independência do Brasil: acontecimentos posteriores (impressos)
Notação: 740.3
Data-limite: 1822-1826
Título do fundo ou coleção: SDH - Diversos - "Caixas Topográficas"
Código do fundo: 2H
Argumento de pesquisa: independência do Brasil
Ementa: diploma da deputação da Câmara de Vila Goiana para a averiguação sobre a prisão do deputado Cipriano José d'Almeida Barata e do intendente da Marinha Manoel Carvalho Paes de Andrade. Em anexo acompanha o ofício do governo em resposta a diplomação e em relação as mencionadas prisões.
Data do documento: 1823
Local: Pernambuco
Folha(s): doc. nº 9

Conjunto documental: Independência do Brasil: acontecimentos posteriores (impressos)
Notação: 740.3
Data-limite: 1822-1826
Título do fundo ou coleção: SDH - Diversos - "Caixas Topográficas"
Código do fundo: 2H
Argumento de pesquisa: independência do Brasil
Ementa: decreto imperial pelo qual se ordenam "todas as possíveis hostilidades", tal como corso e armamento, contra o governo das Províncias Unidas do Rio da Prata em represália a atos de hostilidades sem provocação ou declaração expressa de guerra cometidos por este ao Império Brasileiro.
Data do documento: 19 de dezembro de 1825
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): doc. nº 19

Conjunto documental: Independência do Brasil: acontecimentos posteriores (impressos)
Notação: 740.3
Data-limite: 1822-1826
Título do fundo ou coleção: SDH - Diversos - "Caixas Topográficas"
Código do fundo: 2H
Argumento de pesquisa: independência do Brasil
Ementa: carta do rei d. João VI aos portugueses relatando as arbitrariedades, como ordens e prisões de diversos indivíduos empreendidas pelo seu filho, o infante d. Miguel. Por meio desta carta, o rei ordena a demissão de seu filho do cargo de comandante e chefe do exército e convoca portugueses e soldados a obedecerem apenas a sua autoridade.
Data do documento: 9 de maio de 1824
Local: Nau inglesa Windsor Castle, no Tejo
Folha(s): doc. nº 16

Conjunto documental: Independência do Brasil: acontecimentos posteriores (impressos)
Notação: 740.3
Data-limite: 1822-1826
Título do fundo ou coleção: SDH - Diversos - "Caixas Topográficas"
Código do fundo: 2H
Argumento de pesquisa: independência do Brasil
Ementa: decreto do imperador d. Pedro I no qual ordena a execução do Tratado de Paz e Reconhecimento da Independência do Brasil por Portugal. Em anexo segue o tratado impresso e os artigos que têm por maior objetivo a retomada dos laços de amizade e comércio entre os dois Estados.
Data do documento: 10 de abril de 1826
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): doc. nº 21

Conjunto documental: Independência do Brasil: acontecimentos anteriores (impressos)
Notação: 740.4
Data-limite: 1821-1822
Título do fundo ou coleção: SDH - Diversos - "Caixas Topográficas"
Código do fundo: 2H
Argumento de pesquisa: independência do Brasil
Ementa: manifestos do povo do Rio de Janeiro e do corpo de negociantes e ourives da mesma província contra o decreto em que se exige o retorno do príncipe regente d. Pedro a Portugal. Nesses manifestos, percebe-se o temor com relação a recolonização do Brasil por Portugal.
Data do documento: 9 de janeiro de 1822
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): doc. 3, 2-4

Conjunto documental: Independência do Brasil: acontecimentos anteriores (impressos)
Notação: 740.4
Data-limite: 1821-1822
Título do Fundo ou Coleção: SDH - Diversos - "Caixas Topográficas"
Código do fundo: 2H
Argumento de pesquisa: independência do Brasil
Ementa: termo de vereação que reuniu no Paço, membros do Senado da Câmara do Rio de Janeiro, o juiz de fora presidente e mais um representante do governo do Rio Grande do Sul em uma audiência na qual foi pedida a d. Pedro a sua permanência no Brasil. Obteve-se uma resposta positiva do príncipe, que ficou conhecida como "O Fico".
Data do documento: 9 de janeiro de 1822
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): doc. 4, 1

Conjunto documental: Independência do Brasil: acontecimentos anteriores (impressos)
Notação: 740.4
Data-limite: 1821-1822
Título do fundo ou coleção: SDH - Diversos - "Caixas Topográficas"
Código do fundo: 2H
Argumento de pesquisa: independência do Brasil
Ementa: representação do governo, do Senado da Câmara e do clero da província de São Paulo levada ao príncipe regente d. Pedro na qual pediam a sua permanência no Brasil. Nessa representação, consta uma extensa lista de assinaturas.
Data do documento: 1822
Local: São Paulo
Folha(s): doc. 9

Conjunto documental: Independência do Brasil: acontecimentos anteriores (impressos)
Notação: 740.4
Data-limite: 1821-1822
Título do fundo ou coleção: SDH - Diversos - "Caixas Topográficas"
Código do fundo: 2H
Argumento de pesquisa: independência do Brasil
Ementa: representação realizada pelo Senado da Câmara do Rio de Janeiro enviada ao Congresso de Lisboa na qual explica e justifica o porquê do pedido feito a d. Pedro para que este permanecesse no Brasil, além de pedir a revogação dos decretos do dia 28 de setembro de 1821. Estes decretos aboliram os tribunais do Reino, criaram um novo sistema de governo provisório, que dividia as províncias com governos independentes entre si e sujeitos a Portugal, e ordenavam a volta do regente d. Pedro a Portugal.
Data do documento: 16 de fevereiro de 1822
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): doc. 10

Conjunto documental: Independência do Brasil: acontecimentos anteriores (impressos)
Notação: 740.4
Data-limite: 1821-1822
Título do fundo ou coleção: SDH - Diversos - "Caixas Topográficas"
Código do fundo: 2H
Argumento de pesquisa: independência do Brasil
Ementa: impresso do Senado da Câmara que noticia o plano para erguer um monumento em comemoração ao dia 26 de fevereiro de 1821 - dia da "Regeneração Política" do Brasil - que foi o dia no qual o rei jurou a Constituição que estava sendo feita pelas Cortes em Lisboa, e no qual houve uma manifestação no largo do Rossio, atual praça Tiradentes, de celebração desse gesto.
Data do documento: 26 de fevereiro de 1822
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): doc. 11

Conjunto documental: Independência do Brasil: acontecimentos anteriores (impressos)
Notação: 740.4
Data-limite: 1821-1822
Título do fundo ou coleção: SDH - Diversos - "Caixas Topográficas"
Código do fundo: 2H
Argumento de pesquisa: independência do Brasil
Ementa: representação dos procuradores gerais das províncias do Rio de Janeiro e Cisplatina, confirmada pelos ministros, ao príncipe regente na qual pede a convocação de uma Assembléia Geral de Representantes das Províncias do Brasil. Essa solicitação tem por objetivo ser "a âncora que pode segurar a nau do Estado", já que o Brasil estava sendo prejudicado devido às resoluções do Congresso de Lisboa.
Data do documento: 3 de junho de 1822
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): doc. 12

Conjunto documental: Independência do Brasil: acontecimentos anteriores (impressos)
Notação: 740.4
Data-limite: 1821-1822
Título do fundo ou coleção: SDH - Diversos - "Caixas Topográficas"
Código do fundo: 2H
Argumento de pesquisa: independência do Brasil
Ementa: parecer da comissão encarregada dos artigos adicionais da Constituição brasileira, lida por Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, deputado de São Paulo, e assinado por: Fernandes Pinheiro, de Andrada, Vilela Barbosa, Lino Coutinho e Araújo Lima. Esse parecer dispõe entre as determinações, a existência de dois Congressos, um em Portugal e outro no Brasil, além de oferecer para as províncias da África portuguesa e Ásia a livre escolha de se incorporar a qualquer um dos reinos.
Data do documento: 17 de junho de 1822
Local: s.l.
Folha(s): doc. 13

Conjunto documental: Independência do Brasil: acontecimentos anteriores (impressos)
Notação: 740.4
Data-limite: 1821-1822
Título do fundo ou coleção: SDH - Diversos - "Caixas Topográficas"
Código do fundo: 2H
Argumento de pesquisa: independência do Brasil
Ementa: carta do príncipe regente d. Pedro aos habitantes do Rio de Janeiro pedindo "união e tranqüilidade" para que a relação entre Portugal e Brasil se mantenha firme. Ressalta também que o evento do dia 9 de janeiro de 1822 não é um "princípio de separação", e sim a união em "laços indissolúveis" de ambos os Reinos.
Data do documento: s.d.
Local: s.l.
Folha(s): doc. 16

Conjunto documental: Memorando de Clemente Mendes de Almeida sobre os fatos ocorridos em Lisboa relativos a Independência do Brasil.
Notação: 741. A.1.1
Data-limite: 1822-1854
Título do fundo ou coleção: SDH - Diversos - "Caixas Topográficas"
Código do fundo: 2H
Argumento de pesquisa: independência do Brasil
Ementa: memorando de Clemente Mendes de Almeida no qual relata os fatos ocorridos em Lisboa, Portugal, relacionados à Independência do Brasil, no período de 1821 até o reconhecimento em 1826. Anexos a esse memorando estão alguns documentos como cartas trocadas entre d. Pedro I e seu pai d. João VI, e a relação de presos no Grão Pará que foram enviados para Portugal. Cópia do documento original que consta no códice 1137.
Data do documento: 186_
Local: Lisboa
Folha(s): doc. 1

Conjunto documental: Independência do Brasil: acontecimentos anteriores. 1820-1821
Notação: 740.1
Data-limite: 1820-1822
Título do fundo ou coleção: SDH - Diversos - "Caixas Topográficas"
Código do fundo: 2H
Argumento de pesquisa: independência do Brasil
Ementa: relatório do ministro dos Negócios Estrangeiros Silvestre Pinheiro Ferreira dirigido às Cortes de Lisboa, expondo as opiniões dos diferentes setores da sociedade brasileira acerca da situação do reino do Brasil após o retorno de d. João à Portugal, obtidos durante sua longa estadia no Brasil. Segundo Silvestre, a população em geral desejava um governo central dentro do país, enquanto outros defendiam a permanência da união do Brasil a Portugal, apenas se o primeiro continuasse como sede da monarquia portuguesa. As classes mais esclarecidas já admitiam um governo geral ainda que representando uma delegação do poder estabelecido. Em todos os setores havia a crença na necessidade de um governo que não se intrometesse nos assuntos internos de cada província, interferindo apenas nos problemas relativos ao bem de todas províncias em geral. Os protestos ocorridos no Rio de Janeiro teriam origem na insatisfação dos funcionários do governo, que estariam temerosos pela sua situação com a retirada dos órgãos administrativos, bem como pela ação dos estrangeiros residentes no porto do Rio de Janeiro, que dependeriam da permanência do rei e das tropas lusitanas para conter a fúria dos nacionais.
Data do documento: 22 de março de 1822
Local: -
Folha(s): doc. 4

Conjunto documental: Independência do Brasil: acontecimentos anteriores. 1820-1821
Notação: 740.1
Data-limite: 1820-1822
Título do fundo ou coleção: SDH - Diversos - "Caixas Topográficas"
Código do fundo: 2H
Argumento de pesquisa: independência do Brasil
Ementa: decreto de criação de juntas provisórias de governo em todas as províncias do Brasil determinada pelas Cortes de Lisboa, estabelecendo a composição das mesmas com sete membros nas províncias que possuíam um capitão general, e cinco para as demais. As juntas provisórias teriam toda a autoridade e jurisdição na parte civil e na administração econômica, subordinando inclusive os magistrados. O decreto determina também a criação de um governo das armas para cada província, comandado por generais a serem nomeados, respondendo diretamente às Cortes, e independentes das juntas provisórias.
Data do documento: 5 de outubro de 1821
Local: Lisboa
Folha(s): doc. 6

Conjunto documental: Independência do Brasil: acontecimentos posteriores (manuscritos). 1822-1922
Notação: 740.2
Data-limite: 1822-1922
Título do fundo ou coleção: SDH - Diversos - "Caixas Topográficas"
Código do fundo: 2H
Argumento de pesquisa: independência do Brasil
Ementa: ofício da junta provisória do governo civil da província do Pará, respondendo ao requerimento do governador de armas José Maria de Moura, ordenando a prisão do bacharel Miguel Joaquim de Cerqueira, do cônego João Batista Gonçalves Campos, do capitão Amândio José de Oliveira Pantoja, de Pedro Rodrigues Henriques e de João Anastácio da Cunha, pela divulgação de idéias subversivas. Deveriam ser mandados à fortaleza da barra. Inclui também o mandado de prisão de João Marques de Matos, procurador de causas na cidade do Pará, a ser colocado incomunicável na fortaleza do castelo.
Data do documento: 18 de setembro de 1822
Local: Pará
Folha(s) doc. 4

Conjunto documental: Independência do Brasil: acontecimentos anteriores. 1820-1821
Notação: 740.1
Data-limite: 1820-1822
Título do fundo ou coleção: SDH - Diversos - "Caixas Topográficas"
Código do fundo: 2H
Argumento de pesquisa: independência do Brasil
Ementa: memorando do coronel Francisco Cailhé de Olimal dirigido ao rei d. João VI, sobre as circunstâncias da volta da família real à Portugal. Afirma que a permanência de d. João no Brasil seria essencial para a manutenção da monarquia portuguesa. Considera que a proximidade com as nações européias colocaria em risco a permanência da casa de Bragança, além da monarquia constitucional ser incompatível com o caráter constitucional radical, temendo o risco de eventos, como a imposição a Luís XVI da constituição de 1791 e da Assembléia Nacional, bem como a tentativa de Constituição de 1812 em Espanha. Propõe também algumas soluções de ordem econômica, como a compra de produtos essenciais como vinho e sal de outras nações, que não Portugal, por até metade do preço, e a vinda de colonos europeus para o desenvolvimento da indústria no Brasil. Documento em francês, com tradução para o português.
Data do documento: 1820
Local: Rio de Janeiro
Folha(s) doc. 1

Conjunto documental: Independência do Brasil: acontecimentos anteriores. 1820-1821
Notação: 740.1
Data-limite: 1820-1822
Título do fundo ou coleção: SDH - Diversos - "Caixas Topográficas"
Código do fundo: 2H
Argumento de pesquisa: independência do Brasil
Ementa: manifesto do príncipe d. Pedro respondendo a representação das capitanias do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo para que ficasse no Brasil, afirmando que continuassem lutando pela causa do Brasil ainda que contra ele próprio.
Data do documento: 2 de junho de 1822
Local: Rio de Janeiro
Folha(s) doc. 3

Conjunto documental: Independência do Brasil: acontecimentos posteriores (manuscritos). 1822-1922
Notação: 740.2
Data-limite: 1822-1922
Título do fundo ou coleção: SDH - Diversos - "Caixas Topográficas"
Código do fundo: 2H
Argumento de pesquisa: independência do Brasil
Ementa: circular emitida pelo governador das armas da província do Pará, José Maria de Moura, a Antônio Joaquim de Barros e Vasconcelos, coronel da legião miliciana de Ilha Grande de Jocena, a ser repassado a todos os oficiais da província, requisitando escoltas ou patrulhas para a prisão de malfeitores, escravos fugidos e desertores. Pede também atenção sobre os procedimentos e discursos dos escravos a respeito da liberdade, que poderiam ser desvirtuados pelos inimigos, bem como qualquer manifestação das pessoas livres, lembrando que o povo paraense jurou lealdade à Constituição e ao rei de Portugal.
Data do documento: 24 de setembro de 1822
Local: Pará
Folha(s) doc. 5

Conjunto documental: Independência do Brasil: acontecimentos posteriores (manuscritos). 1822-1922
Notação: 740.2
Data-limite: 1822-1922
Título do fundo ou coleção: SDH - Diversos - "Caixas Topográficas"
Código do fundo: 2H
Argumento de pesquisa: independência do Brasil
Ementa: proclamação do imperador d. Pedro aos portugueses reafirmando a independência do Brasil, mas não se opondo a continuação das relações comerciais entre os dois países. Reitera que Portugal não envie mais tropas para invadir qualquer província do Brasil.
Data do documento: 21 de outubro de 1822
Local: Rio de Janeiro.
Folha(s) doc. 1

Conjunto documental: Independência do Brasil: acontecimentos posteriores (manuscritos). 1822-1922
Notação: 740.2
Data-limite: 1822-1922
Título do fundo ou coleção: SDH - Diversos - "Caixas Topográficas"
Código do fundo: 2H
Argumento de pesquisa: independência do Brasil
Ementa: ofício do ouvidor da comarca do Pará, Francisco Carneiro Pinto Vieira de Melo, ao ministro secretário de Estado dos Negócios do Reino, José da Silva Carvalho, sobre a situação da província do Pará. Segundo Francisco Carneiro os habitantes da província estariam satisfeitos com o sistema constitucional de Lisboa, havendo alguns poucos adeptos da independência do Brasil e da adesão ao sistema do Rio de Janeiro, mesmo tendo estes aumentado pouco em número. Na cidade do Pará os facciosos chegaram a exibir uma fita verde como insígnia, ao estilo dos revolucionários da Paraíba, indicando uma certa combinação entre os revoltosos, já que o juiz de fora daquela província era natural desta cidade. O governador das armas José Maria de Moura manteve a tropa subordinada, punindo alguns oficiais do regimento de 1ª linha que se uniram ao partido da independência, isolando-os em pontos distantes da província.
Data do documento: 29 de dezembro de 1822
Local: Pará
Folha(s): doc. 9

Conjunto documental: Independência do Brasil: Hinos
Notação: 740.5
Data-limite: 1822-1830
Título do fundo ou coleção: SDH - Diversos - "Caixas Topográficas"
Código do fundo: 2H
Argumento de pesquisa: independência do Brasil
Ementa: impresso contendo uma proposta de hino em louvor à independência, intitulado "Independência ou morrer". Segue um trecho: "(...) Depois de trezentos anos/Livre o Brasil vai viver:/Deve a PEDRO a Liberdade,/Independência ou Morrer".
Data do documento: 1822
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): doc. nº 1

Conjunto documental: Independência do Brasil: Hinos
Notação: 740.5
Data-limite: 1822-1830
Título do fundo ou coleção: SDH - Diversos - "Caixas Topográficas"
Código do fundo: 2H
Argumento de pesquisa: independência do Brasil
Ementa: impresso contendo hino composto por uma senhora brasileira residente no convento de Nossa Senhora da Ajuda. Nele, além do louvor à realização da Independência, há um engrandecimento do imperador D. Pedro I. "Neste novo Hemisfério/ Novo Astro vi nascer,/ Em PEDRO, que nos segura/ Independência ou Morrer". "Prata, ouro, e diamante/ Deixaste humilde colher;/ Mas querer-te escravizar!!!/ Independência ou Morrer".
Data do documento: 1822
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): doc. nº 2

Conjunto documental: Independência do Brasil: Hinos
Notação: 740.5
Data-limite: 1822-1830
Título do fundo ou coleção: SDH - Diversos - "Caixas Topográficas"
Código do fundo: 2H
Argumento de pesquisa: independência do Brasil
Ementa: "Timbre Brasileiro - Independência ou Morrer". Hino à independência que relata a luta dos "brasileiros" com armas contra Portugal. São mencionados na letra os filhos e as mulheres dos lutadores e a glória da vitória: "Fomos Lusos, e quisemos/ De Lísia a glória suster/ Não quis Lísia, agora sofra/ Independência ou Morrer".
Data do documento: 1822
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): doc. nº 3

Conjunto documental: Independência do Brasil: Hinos
Notação: 740.5
Data-limite: 1822-1830
Título do fundo ou coleção: SDH - Diversos - "Caixas Topográficas"
Código do fundo: 2H
Argumento de pesquisa: independência do Brasil
Ementa: hino mais semelhante ao atual sobre a Independência do Brasil, intitulado "Hino Constitucional Brasiliense". Vale ressaltar a presença da idéia de pátria, além da menção a "Guerra Civil" de independência. "Brava Gente Brasileira/ Longe vá temor servil;/ Ou ficar a Pátria livre/ Ou morrer pelo Brasil".
Data do documento: 1822
Local: Rio de Janeiro
Folha(s): doc. nº 4

COSTA, Emília Viotti da. Da Monarquia à República. Momentos decisivos. 8ª ed., São Paulo: editora UNESP, 2007.

DIAS, Maria Odila Leite da Silva. A interiorização da metrópole e outros estudos. São Paulo: Alameda, 2005.

JANCSÓ, István (org.). Independência: história e historiografia. São Paulo: Hucitec, Fapesp, 2005. (coleção Estudos Históricos)

MALERBA, Jurandir (org.). A Independência Brasileira: novas dimensões. Rio de Janeiro: FGV editora, 2006.

MATTOS, Ilmar R. de. O tempo Saquarema. Rio de Janeiro: Access, 1994.

MOTA, Carlos Guilherme (org.). 1822: dimensões. São Paulo: editora Perspectiva, 1972. (coleção Debates)

NEVES, Lúcia Maria Bastos Pereira das. Corcundas e Constitucionais. A cultura política da Independência (1820-1822). Rio de Janeiro: Revan, Faperj, 2003.

SCHULTZ, Kirsten. Versalhes Tropical. Império, Monarquia e a Corte real portuguesa no Rio de Janeiro, 1808-1821. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008.